1 de dez de 2016

Fatalidade com o Time da Chapecó


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                Não é preciso dizer sobre a comoção popular que gerou este acidente, imaginar-se na pele de qualquer dos familiares é o bastante para abalar à qualquer um com o mínimo de sensibilidade.
                Porém, não vim aqui dizer sobre a dor e sim sobre a libertação e o quanto que, apesar de parecer errado, tudo está correto.
                Quem de nós nunca ouviu a frase: “Deus escreve certo por linhas tortas” e, “Não somos seres humanos que tem experiências espirituais e sim espíritos que vivenciam a experiência humana”?
                Como espiritualista a mais de trinta anos não consigo deixar de notar o quanto as pessoas se deixam envolver pela matrix esquecendo-se completamente do que pregam, aprendem, ou até mesmo, do que vivenciam em suas jornadas mediúnicas. Então, o que vemos é uma avalanche de dores e lamentações, comentários infindáveis do quanto horrível pode ter sido a morte deste ou daquele, em quantos pedaços ficaram os corpos.
                Um espiritualista que vivencia o contato direto com entidades espirituais, que algum dia teve um desdobro consciente, que recebe lições diretamente do plano astral já não deveria encarar a morte com um pouco mais de equilíbrio e naturalidade, me pergunto?
                No meu ponto de vista, a morte é na verdade uma libertação, onde finalmente nos encontramos livres do fardo da densidade deste corpo que nos limita em tantos sentidos, além de ser a única certeza absoluta de nossas vidas terrena.
                Sabemos que qualquer tipo de desencarne coletivo é amparado por grupos astrais socorristas que estão prontos para receber todos os desencarnados, sendo assim, a garantia de que estes rapazes tiveram e estão tendo auxílio é um fato incontestável, o que já deveria consolar e acalmar os corações, ao menos dos espiritualistas e, assim manter um equilíbrio maior para auxiliar numa situação destas.
                O piloto que a tempos vinha transgredindo regras acabou sendo um instrumento para a espiritualidade diante da necessidade deste desencarne coletivo, sendo assim, notamos que está tudo certo, mesmo parecendo tudo errado. As coisas não são um acaso, elas são determinantes de um plano maior e quem tem fé, confia nisto e, se utiliza dos sinais deixados para reafirmar esta confiança, como por exemplo: O rapaz que esqueceu o passaporte e não embarcou, ou ainda mais marcante, os que embarcaram e não desencarnaram.
                Ainda dentro do contexto espiritualista, eu pergunto à vocês amigos: Do que adianta esses comentários de dor, sofrimento, aprofundando na sordidez do acidente? Que tipo de energia estamos nós emanando para estes jovens e para os familiares deles? Será que se confiássemos no Pai Maior, no amparo do astral e com equilíbrio emanássemos uma energia de conforto ou então fizéssemos uma oração sem ficar o tempo todo aumentando o peso dessa dor, não seria melhor? Quantos de nós fez isso? Quantos de nós escapou da matrix e se manteve equilibrado e com discernimento? Quantos de nós realizou o que os espíritos nos ensinam?
                E para ser mais impactante ainda eu ouso dizer que muitos que disseram estar sofrendo devido a notícia deste trágico acidente, na verdade, apenas utilizou dela para de alguma forma externar suas próprias dores e frustrações, mascarando até de si próprio a real fonte da dor e das lágrimas. Será que todos nós conseguimos ser o suficiente verdadeiros para parar e observar nossa dor para depois ver o quanto a notícia fez doer?
                Não me entendam mal, não é uma questão de insensibilidade, muito ao contrário disto, estar no lugar dos parentes destes meninos dever ser algo terrível porém, me sinto na obrigação de ao invés de ficar pensando nisto, pensar em força, fé, coragem, garra para enfrentar, compreensão, amor, compaixão, LUZ...
                Deus é Onipresente, Onisciente e Onipotente... Eu confio...

Abraços e Luz,

Mãe Solange de Iemanjá

3 comentários:

  1. Perfeitíssimo esse texto, penso assim e tento agir dessa forma e Nos tornamos " insensíveis a dor alheia". Isso se chama aprendizado e confiança.

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    1. Talvez, essa tal "insensibilidade" possa passar a ser chamada de consciência astral, você não acha?

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