NOSSA CASA

29 de abr de 2016

COISAS DE TERREIRO... Hoje eu não estou bem!




Geralmente os terreiros possuem um cronograma de trabalho regular, muitos trabalham uma vez por semana, outros quinzenalmente e assim por diante.
 
A corrente comprometida com o terreiro tem ciência de que nestes dias possuem a obrigação assumida com o astral e com a casa em si de estar presente  aos trabalhos.
 
Algo comum é a falta de vontade de comparecer. Ohhhh diazinho que dá preguiça, mal estar, desânimo e as vezes até confusão. É quase irresistível a vontade de inventar alguma desculpa para poder faltar.
 
Pois bem, venho através deste texto dizer à todos filhos de fé que isto é corriqueiro e ocorre com muito mais frequência do que todos possam suspeitar e digo mais, é assim também para os dirigentes. Sim, também sofremos tais influências e também sentimos o desejo de não ter que ir trabalhar afinal, somos seres humanos como qualquer integrante da casa.
 
Mas, devido a obrigação assumida, fazemos um esforço e lá vamos nós para mais um dia de trabalho espiritual e, a mágica acontece; é só chegar no terreiro que todos aqueles impedimentos simplesmente desaparecem e o dia do trabalho fica verdadeiramente gratificante. Além da satisfação da missão cumprida por mais um dia há o prazer de estar com os amigos que são praticamente uma família, há a oportunidade de estar em contato com os amigos do astral, guias valorosos e espíritos elevados e receber destes os ensinamentos e as energias positivadas que são um bálsamo que aliviará nossa alma por dias.
 
O trabalho espiritual na verdade é para nosso espírito o momento de descanso. Eu costumo dizer que é dentro do Congá que descanso minha alma e sem demagogia é exatamente isto que sinto. Se vocês prestarem atenção verão que por maior que seja o problema atual que estão vivenciando ou por maior que seja o desânimo com a vida, lá dentro naquelas poucas horas tudo isso simplesmente evapora, deixa de te pressionar, deixa de te preocupar e assim, temos ao menos algumas horas para sermos e sentirmos apenas nosso eu, apenas o que vivenciamos espiritualmente.

A mediunidade tem essa face, ela é interiorizar-se, quanto mais o médium consegue mergulhar apenas em seus sentimentos naquele momento, melhor será seu trabalho mediúnico. Não importa a vida da vizinha, do cachorro ou do papagaio a única coisa que ocupa todo seu espaço no momento do trabalho deverá ser apenas você com você fazendo a ligação com o Divino.
 
Enfim, saibam que é comum os médiuns passarem por isso, até porque as forças de massa caminham e vibram em sentido contrário e são geralmente negativas e fúteis e, tentam a todo custo trazer todos aqueles que saíram deste controle coletivo de volta. Muitos imaginam que isso ocorre devido a atuação do baixo astral ou de espíritos obsessores e eu digo à vocês, eles não precisam nem se dar ao trabalho porque a própria energia vivenciada no inconsciente coletivo do nosso planeta por si só já faz este trabalho.
 
Não podemos nunca nos esquecermos que fomos nós que optamos por sair dessa massa e que além dos irmãos de fé, muito mais importante, é lembrar que a espiritualidade conta com sua ajuda nestes dias para o SEU melhor.
 
Abraços e Luz,
Mãe Solange de Iemanjá

21 de abr de 2016

COISAS DE TERREIRO... Dia de Festa.




É certo que todas as pessoas que hoje são médiuns de uma corrente de Umbanda, no ontem eram parte integrante da assistência do terreiro.
 
Nesta fase, as pessoas costumam fazer do terreiro em questão, um ponto focado de observação minuciosa. Tudo e absolutamente tudo é observado.
 
- Observa-se a vibração do terreiro, se é agradável; se é amigável; se é séria; se é comprometida com o astral superior; etc.
 
- Observa-se as entidades, suas manifestações; suas maneiras de trabalhar; suas mensagens; seus aconselhamentos; seus estereótipos; etc.

- Observa-se o corpo mediúnico, o entrosamento das pessoas; a maneira como se comportam e se relacionam; a maneira como recebem a assistência; o tipo de conversa que trocam entre si; como se vestem e até a higiene pessoal é observada.

- Observa-se os Pais no Sagrado, o trato que eles dão aos médiuns e à assistência, o comportamento em geral diante dos trabalhos e, também o terreiro em si e o funcionamento como um todo.

Tudo isto com o intuito de avaliação.
 
Chega então um grande dia, todos estão comentando que será festa de um determinado Orixá, o simples fato do assistente saber desta notícia já o motiva e o deixa ansioso para ver como será a tal festa.
 
De início ele já nota uma diferença na casa, tudo arrumado com mais cuidado e capricho, existe uma maior quantidade de vasos ornamentados no recinto, toalhas especiais, tudo muito organizado e limpo enfim, nota-se que o terreiro, assim como em sua casa, foi preparado para receber visitantes de uma forma especial.

O corpo mediúnico animado cantam com mais vontade os pontos e num determinado momento são servidos pratos de saborosos alimentos. Tudo é feito com muito carinho o que lhe dá uma sensação mais agradável ainda.
 
Que lindo, que delícia, realmente foi um dia especial vivido dentro do terreiro! Pensa o assistente.
 
Chega um determinado momento em que essa pessoa que até então fazia parte da assistência manifesta o desejo de fazer parte do corpo mediúnico e depois de cumprida todas as exigências da casa, lá está ele todo de branco do lado de dentro, no Congá.
 
E do lado de cá ele começa a perceber o quanto aqueles médiuns se esforçam e trabalham para oferecerem aqueles dias tão especiais para a assistência. É preciso colaboração para o preparo dos pratos que serão servidos, para ornamentar adequadamente o terreiro, para organizar e limpar, até que tudo esteja perfeitamente preparado para o momento da festa que se realizará no dia. No final de tudo ainda resta toda sujeira e bagunça deixada por aquelas pessoas que estavam na assistência que será cuidadosamente limpa e arrumada pelos médiuns antes de irem embora, apesar do cansaço de um dia longo e agitado.
 
Alguns compreendem a importância deste compromisso e se entregam comprometidos colaborando o máximo possível para manter o terreiro da mesma forma que um dia os encantou porém, outros esmorecem. Arrumam desculpas para não chegar com antecedência e, não ajudarão na arrumação e preparo da festa; e assim que os trabalhos terminam saem de fininho deixando todo o trabalho ainda restante para seus irmãos de corrente.

Com o passar do tempo os Pais no Sagrado acabam percebendo que sempre são os mesmos filhos que lá estão dedicados realizando todas as tarefas necessárias que deveriam ser realizada por todos.
 
Não demora para haver comentários ou posturas que deixam a entender que estes, que ficam até o final cumprindo suas obrigações são os queridinhos do terreiro.
 
Fiz este texto para explicar exatamente este ponto. Não, eles não são os queridinhos.
 
O que ocorre realmente é que os Pais no Sagrado tem como missão manter o terreiro dentro de um padrão de atendimento e organização que seria impossível se não houvesse quem o ajudasse, sendo assim, estes filhos comprometidos tornam-se grandes aliados numa causa em comum.
 
O tempo que eles ficam a mais no terreiro, limpando e organizando, acaba sendo um tempo onde a amizade entre eles e os Pais no Sagrado vai se consolidando e há uma troca natural de pessoas que lutam por manter aquilo que inicialmente "todos" se propuseram.
 
Sendo assim, filhos de fé, antes de julgarem ou maldizerem seus irmãos ou seus Pais no Sagrado, avaliem-se honestamente e observem se vocês cumprem com suas tarefas ou com aquilo que se propuseram ao solicitar a permissão para fazer parte do corpo mediúnico.
 
Voltem ao hábito de observar, só que desta vez, observem se vocês fazem o seu melhor, se vocês são médiuns comprometidos ou médiuns que apenas desfrutam de tudo de bom que a casa oferece, observem se tais maledicências ditas por vocês não passam de raiva por não conseguirem desfrutar deste bem querer sem se esforçarem para tal, assim como fazem com todo o resto, observem se seus comportamentos são de compromisso real ou apenas uma máscara.
 
Todos enxergam quem são vocês, tanto no plano físico como no plano astral e posso garantir que a única pessoa que vocês conseguem enganar são vocês mesmos. Tenham uma postura adulta, que o são e, assumam suas responsabilidades que com certeza vocês também se tornarão um "queridinho" do terreiro.
 
Abraços e Luz,
Mãe Solange de Iemanjá

20 de abr de 2016

Pai Nosso na Umbanda






"Pai nosso, que estás nas flores, no canto dos pássaros, no coração a pulsar; que estás na compaixão, na caridade, na paciência e no gesto de perdão.
Pai nosso,
que estás em mim, que estás naquele que eu amo, naquele que me fere, naquele que busca a verdade Santificado seja o Teu nome por tudo o que é belo, bom, justo e gracioso.
Venha a nós o Teu reino de paz e justiça, fé e caridade, luz e amor.
Seja feita a Tua vontade, ainda que minhas rogativas prezem mais o meu orgulho do que as minhas reais necessidades.
Perdoa as minhas ofensas, os meus erros, as minhas faltas.
Perdoa quando se torna frio meu coração.
Perdoa-me, assim como eu possa perdoar àqueles que me ofenderem, mesmo quando meu coração esteja ferido.
Não me deixes cair nas tentações dos erros, vícios e egoísmo.
E livra-me de todo o mal, de toda violência, de todo infortúnio, de toda enfermidade. Livra-me de toda dor, de toda mágoa e de toda desilusão.
Mas, ainda assim, quando tais dificuldades se fizerem necessárias, que eu tenha força e coragem de dizer:
- Obrigado, Pai, por mais esta lição!"

                                                                        (Autor Desconhecido)

Abraços e Luz,
Mãe Solange de Iemanjá

14 de abr de 2016

Como equilibrar os chacras.











Todos nós sabemos que os chacras são vórtices que captam energias e as distribuem para a manutenção de nossa saúde física astral.
 
Para aqueles que não conhecem o assunto, do lado direito vocês encontrarão no campo de tópicos, chacras, onde poderão estudar e compreender mais sobre o assunto.
 
Pois bem, estes vórtices são nossas "tomadinhas" que nos ligam aos corpos astrais e ao plano astral, além de receptores naturais.
 
O que nos impulsionou à fazer esta matéria foram as consequências que todos nós sofremos quando os chacras se desequilibram ou ficam bloqueados.
 
Vejam algumas consequências destes desequilíbrios:
 
No coronário, poderá  provocar fortes dores de cabeça, enxaquecas, circulação e AVC isquêmico ou hemorrágico, problemas pulmonares em geral e etc.
 
No frontal, problemas na visão, labirintite e desmaios.
 
No laríngeo, rouquidão, inflamação ou infecção de garganta, tosse e etc.

No cardíaco,  palpitações, arritmias, angina, pressão e até parada cardíaca em casos extremos.
 
No gástrico, má digestão, úlceras, gastrites, refluxo, problemas de fígado, vesícula e etc.
 
No esplênico, a questão se complica um pouco mais devido este chacra ser o receptor e distribuir do prâna, energia vital. Sendo assim, o desequilíbrio deste chacra afetará todo o organismo, os primeiros sintomas são a queda da imunidade, problemas renais e etc.
 
E finalmente no básico, problemas intestinais, dores na coluna, dores lombar, problemas nos joelhos e tornozelos e etc.
 
Devido esta infinidade de transtornos decidimos então fazer alguns apontamentos de como manter os chacras equilibrados ou de como fazê-los voltar ao equilíbrio utilizando técnicas simples e até corriqueiras.
 
1 - Entrar em contato com a natureza, passar algum tempo contemplando a natureza, tomar banhos de cachoeira, mar e até chuva.
2 - Tomar banho de sol pela manhã.
3 - Fazer exercícios respiratórios.
4 - Buscar por algo que o faça relaxar com, leituras e filmes salutares, caminhadas (passeio) e brincar com animais.
5 - Beber muita água e fazer uma alimentação leve.
 
Uma outra forma de fazê-lo é a utilização da pedra turmalina negra que após energizada poderá ser passada em círculos no sentido anti-horário em cada um dos chacras, iniciando pelo coronário e finalizando no chacra básico. Para energizar a pedra, basta deixá-la 24 horas exposta ao tempo (sol e lua) ou então deixá-la sob água corrente por 15 minutos. Não esqueça de reenergizar sua pedra após utilizá-la.
 
Como puderam ver são atitudes e hábitos simples que ajudarão a manter o equilíbrio dos chacras como uma forma de prevenção de vários malefícios.
 
Abraços e Luz,
Mãe Solange de Iemanjá

8 de abr de 2016

Dicas em Mediunidade






Seja o mais discreto possível.
Evite comentários pessoais em torno das faculdades de que seja portador.
Direta ou indiretamente, não provoque palavras elogiosas a você.
Não queira se antecipar à experiência que apenas o tempo lhe conferirá.
Confie na ação dos espíritos por seu intermédio, mas submeta tudo ao crivo da razão.
Não permaneça na expectativa de bons resultados sem trabalho perseverante.
Mesmo quando bem intencionados, acautele-se contra os bajuladores.
Vacine-se contra a vaidade, não admitindo qualquer situação que o coloque em evidência.
Não se afaste das atividades que, doutrinariamente, muitos consideram insignificantes.
Jamais reivindique privilégios.
Preocupe-se em dar exemplo de devotamento e amor à Causa.
Eleja na prática da Caridade o seu ponto de sintonia contínua com os Planos Mais Altos.
Aprenda a ouvir mais do que falar.
Tenha sempre uma palavra de otimismo em seus lábios.
Não condicione a sua presença na tarefa, fazendo com que a sua opinião prevaleça sobre as demais.
Fuja de exercer domínio sobre quem quer que seja.
Não ponha palavras suas na boca dos espíritos.
Convença-se de que as Trevas possuem mil maneiras para fazê-lo cair.
Toda vigilância de sua parte ainda é pouca.
Quem aceita o primeiro suborno, começa a se vender por inteiro.
Escolha caminhar entre pontos de referência que, realmente, possam lhe dar segurança na jornada.
Não se considere completamente imune à fascinação.
Em favor de seu equilíbrio mental, não ignore a sua condição de mero instrumento.
Estude, mas não para mostrar que sabe e, sim, para que melhor avalie o tamanho de sua ignorância da Verdade.
Com a sua condição de médium, não atropele a sua condição de espírita.
O médium que mais recebe é aquele que mais doa.
Faça, a sós, as preces que você costuma fazer em público.
Dignifique o seu lar e a sua família.
Não olvide que ninguém é melhor médium do que pessoa.
O alicerce do edifício da mediunidade chama-se caráter.
Livro: Ao Médium Principiante
Carlos A. Baccelli, pelo Espírito Spartaco Ghilardi
LEEPP – Livraria Espírita Edições Pedro e Paulo

Abraços e Luz,
Mãe Solange de Iemanjá

5 de abr de 2016

O que é energia TAQUIÔNICA?






Nós já aprendemos que tudo e absolutamente tudo é energia. Trocamos energias constantemente no cotidiano de nossas vidas com pessoas, ambientes, objetos, etc. Essa troca de energia por ser natural é imperceptível, ou melhor, fica abrigada no inconsciente, realizamos tais trocas sem a necessidade de pensar sobre ela assim como o ato de respirar.
 

Porém, muito se fala sobre energia mas pouco se diz sobre a energia taquiônica. Ela é a energia do amor, do milagre, da fraternidade.
 

A energia taquiônica se move 27 vezes mais rápida do que a velocidade da luz. É a energia  de maior vibração que já se ouviu falar, ela vibra na frequência do universo.
 

Esta energia é neutra e se compõe em pares de partículas que por terem carga elétrica contrária se anulam e se equilibram. Por ser neutra não gera resistência e esta é a razão pela qual ela alcança a velocidade 27 vezes mais rápida que a luz.
 

É a energia do pensamento e vibra em alta frequência de amor. Esta era a energia utilizada por Jesus Cristo, enquanto esteve entre nós, para realizar os milagres.
 

Após o dilúvio a primeira pirâmide construída foi a Saqqara que era um templo onde os sacerdotes montaram energeticamente uma máquina quântica que manipulava a energia taquiônica em prol da evolução de seus iniciados. Suspeita-se que essa tecnologia era de origem extraterrestre.


Um ponto muito interessante à ressaltar é que mesmo diante da ignorância (na forma literal da palavra) dos médiuns, o posicionamento dos elementos de nossos Congás juntamente com as Trunqueiras formam esta máquina quântica e manipula os táquions para impulsionar a evolução das correntes mediúnicas.
 

Infelizmente no grau evolutivo que nos encontramos, esta energia está distante de nós mas o simples fato de tomarmos consciência de sua existência e passar a pensar a respeito e em seu significado já abrirá, mesmo que vagarosamente, uma ponte para que algum dia possamos alcançá-la.
 

Abraços e Luz,
Mãe Solange de Iemanjá.

1 de abr de 2016

Orixá Nanã Buroquê






              Sincretizada à Sant'Ana, a lenda sobre Nanã explica que se trata de um Orixá já avó, conhecida como a mais velha das deusas das águas. Nanã chefia a falange das ondinas (seres elementais). Seus domínios são os lagos, lagoas e ribeirões, ou ainda, o ponto de contato entre as águas e a terra (os mangues, os pântanos, as lagoas de grutas e cavernas, a parte rasa às margens das cachoeiras, etc), sua função é decantar os desequilíbrios emocionais e esgotar os excessos paralisando o processo de desequilíbrio. Uma boa analogia para melhor compreensão é imaginar uma pessoa atolada na lama. Quando um espírito se encontra endurecido em algum desequilíbrio a energia de Nanã atua "atolando" este espírito e decantando ou absorvendo para a terra essas densidades, dando à eles nova oportunidade e um pouco mais de lucidez após esse processo de limpeza.

            Nanã é a protetora nas situações tormentosas e nas perseguições cármicas. Têm grande atuação sobre as mulheres já avós, embora não seja uma regra, e sobre as pessoas que agem com calma, dignidade, benevolência e gentileza.

            A cor de Nanã é o roxo, nas obrigações são usadas velas roxas ou brancas, flores brancas ou roxas e a sua bebida é a água pura.

            Conhecida como a Senhora da lei e da firmeza, à Ela recorrem todos que estão em dúvida nas situações tormentosas da vida. Se um dia a dúvida pairar sobre sua cabeça, evoque Nanã Buroquê tenha certeza que a prova virá.

            Devido ao sincretismo com Sant'Ana, que por sua vez é a padroeira dos boiadeiros, nota-se a devoção dos espíritos que compõem a linha dos boiadeiros, por Nanã em seus pontos cantados e na cor das velas utilizadas por eles. Nanã, juntamente com Sant'Ana, passaram a ser reverenciadas pelos boiadeiros encarnados e desencarnados.

             Nanã Buroquê é muito exigente na escolha de seus filhos. Espera deles retidão, sabedoria e a utilização de suas experiências de vida nos momentos de decisões. Embora transmita o exemplo de mãe, procura associar-se mais com a posição reservada aos velhos em qualquer sociedade. Por esse motivo são raros os filhos de Nanã.

            A capacidade que Nanã tem de amparar as pessoas nas situações tormentosas faz dela um Orixá de grande força e muito reverenciado.

            EM CASO DE DÚVIDA EM SUA CABEÇA, FAÇA SEU PEDIDO, ELA O AJUDARÁ!


            Saluba Nanã! (yorubá)
            Salve a Senhora Mãe de todas as Mães (significado de saluba Nanã)
            Cor  -  roxa ou lilás
            Domínios  -  ribeirões, mangues, lagos e águas paradas
            Atuação  - contra perseguições espirituais e situações cármicas
            Elemento  - água
            Saudação  - saluba Nanã
 

            Nanã Buroquê como energia Cósmica desperta no ser a sapiência (sabedoria divina, sabedoria profunda), a utilização do conhecimento conquistado em todas as encarnações, desperta o cuidado e o amor fraterno porém, sem mimos. É responsável pelo esgotamento de densidades que possam paralisar ou atrasar a evolução.
 

Abraços e Luz,
Mãe Solange de Iemanjá

Orixá Omulú






Sincretizado a São Lázaro, Omulú é o Orixá responsável por guardar os espíritos caídos e paralisar seus caminhos o tempo necessário para que haja a compreensão e a retomada de suas jornadas evolutivas. Obaluayê é a qualidade de manifestação energética do polo positivo, senhor dos 7 portais, orixá da transmutação e evolução. A Ele, recorrem todos aqueles que sofrem moléstias tidas como incuráveis; o que lhe vale a fama de médico dos miseráveis.

            Omulú é o Orixá que encaminha as almas dos recém falecidos ao mundo espiritual e deles absorve os fluidos e miasmas que exalam da substância aderida a terra. Daí sua ligação com os cemitérios, onde se condensam as vibrações desse gênero, bem como nos cruzeiros em geral (estradas, cemitérios, igrejas, funerais, etc.).

            Omulú contribui assim para a libertação do espírito do corpo físico. Ele é um Orixá que protege, é uma das portas que se abrem para desmanchar magias maléficas. É necessário muito conhecimento e muita segurança para trabalhar em seu campo vibratório. Quando evocado nos terreiros, essa evocação é sempre feita pelos guias, como os caboclos e os pretos velhos (muitos pretos velhos trabalham na irradiação de Omulú).

            As cores de Omulú são o branco e o preto, nas suas guias as contas brancas são dedicadas a Oxalá, das quais sobressai o sentido da pureza, e nas contas pretas estão representadas a atuação absorvedora.

            Ele não deve ser visto ou encarado como uma coisa assustadora, porque ele não o é. Omulú e seus enviados são atuantes nos cemitérios e impedem o mal uso de fluidos ali depositados, através dos cadáveres sepultados (durante o processo de putrefação), dispersando na atmosfera os fluidos e absorvendo as densidades energéticas na terra que seriam usadas por espíritos malignos e hediondos, trabalhadores do baixo astral e da magia negra. Ele é ainda o protetor contra a peste, a varíola e outras doenças contagiosas.

            Nas obrigações a Omulú são usadas velas brancas ou brancas e pretas, cravos brancos ou outra flor branca masculina (copo de leite, cravo branco; por ex), água pura ou vinho branco doce. É usada em descarrego de pessoas doentes a pipoca preparada em azeite de dendê, ou na areia do mar (sem sal). Na Umbanda é raro esse tipo de descarrego, porém ocorre em alguns templos ou em algumas situações, como nos dias de homenagem à essa entidade ou a linha de pretos velhos  (apenas sob as ordens do Guia Chefe do templo).

            Omulú, quando evocado nos templos de Umbanda, é para descarregar pessoas tidas como doentes desenganados, ou ainda, para buscar a cura de doenças causadas por feitiços, as quais não se curam e para fazer o encaminhamento dos espíritos recém desencarnados em estado de endurecimento espiritual. A evocação deve ser feita sempre por um Guia, nunca evoque Omulú sem autorização ou sem saber o que esta fazendo ou pedindo, isso por que devido a sua ligação com energias densas dos mortos, a evocação inadequada poderá atrair espíritos inferiores. O Orixá Omulú não deve ser confundido com a entidade Exu Omulú, trabalhador na Quimbanda ou Polaridade da esquerda.
      

            Atotô! ( palavra yorubá)

            Atotô ( significado - Silêncio) – Silêncio! Ele está entre nós!

            Cor   -  branca e preta

           Domínios  -  cemitérios e a beira mar (polo natural)

           Atuação  -  contra doenças, feitiços e encaminhamentos

           Saudação  -  Atotô Meu Senhor

           Elemento - terra

           Chacra   -  Esplênico
 

            A imagem de Obaluayê, que cobre o corpo com palha da costa tem a intenção de ocultar as chagas que trás por todo o corpo. Esta imagem é cultuada no Candomblé. Esta entidade é conhecida regionalmente na África por: Omulú, Obaluayê e Xapanã.

            Como energia Cósmica é o responsável por tudo que termina na criação: Ciclo de vida, uma estações climáticas, um degrau evolutivo, etc.

            A atuação de paralisação de Omulú se dá através do intercruzamento com a energia de Nanã Bôruque.
            Em alguns seguimentos do Candomblé Omulú representa o velho, aquele que carrega a sabedoria e o segredo da morte e Obaluayê é a fase jovem que lida com as doenças e as chagas.


Abraços e Luz,
Mãe Solange de Iemanjá