3 de out de 2014

O Equinócio da Primavera






A primavera é conhecida como estação das flores, que nos remete a alegria, ao novo, às cores, ao amor e a tudo que é bom e precede o verão .
Já conhecemos a informação de que nosso corpo físico tem a mesma constituição do planeta Terra, e assim acontece com as Estações do Ano. (para melhor compreensão recomendo releitura do texto. http://www.tucal.com.br/2012/04/as-sete-linhas-da-umbanda-e-o-corpo.html) 
As estações do ano ocorrem devido à inclinação do eixo de rotação da Terra, e, pelo movimento da Terra ao redor do Sol, o que faz com que os raios solares sejam recebidos de maneira diferente no planeta.
O hemisfério que recebe mais luz solar que o outro está no verão.
O nome do início do verão e inverno recebe o nome de solsísticio, e ocorre quando a Terra está nos dois pontos mais distantes na órbita do Sol.
Já nas duas ocasiões onde os dois hemisférios recebem a mesma luminosidade, ocorrem o Outono e a Primavera.
O nome do início do Outono e da Primavera recebe o nome de equinócio, e ocorrem quando a Terra está em um dos pontos mais próximos do Sol em sua órbita, conforme bem ilustrado na imagem abaixo:




O equinócio foi celebrado por muitas culturas através da história: festivais para Hathor no Egito, Afrodite em Chipre, Eostre na Escandinávia, Olwen na Bretanha.


Como tudo e todos estamos interligados em meio a rede energética no Planeta, inclusive nos  interpenetrando em várias dimensões, é interessante refletir sobre o assunto suas implicações energéticas em nosso corpo físico, astral e emocional de acordo com o que estudamos na Umbanda.


Assim, com a igualdade de luminosidade no planeta devido ao Equinócio da Primavera, resulta no equilíbrio das forças da natureza, resultando num momento propício a fortalecer a energia de complementaridade entre homem e mulher, entre nossa dualidades, entre nosso emocional e racional.
Podemos ainda comparar os hemisférios do planeta, com os hemisférios de nosso cérebro, e assim, esse período do Equinócio também pode favorecer e potencializar o equilíbrio entre os hemisférios direito e esquerdo do nosso cérebro, auxiliando para que ambos trabalhem juntos em harmonia, resultando em nosso equilíbrio entre a razão e emoção, facilitando novas sinapses para melhor organização de nossos conhecimentos em prol da nossa evolução.









Como estamos abordando especificamente o Equinócio da Primavera, não há como deixar de observar que esse período coincide na Umbanda, com o mês de  comemoração ao Orixá Ibejí (sincretizado a Cosme Damião), pertencente a Linha Telúrica, que é uma das 7 linhas da Umbanda, que emana vibrações de amor, pureza, inocência e alegria de viver.
Os erês na tríplice da Umbanda (erês, caboclos e pretos velhos), correspondem ao nascimento, ao início da vida, à fase criança da pureza, do novo e da esperança.
Então, nessa Estação do ano no hemisfério sul do planeta, a energia natural emanada,  indica que é o momento de plantar e cultivar nossas sementes, deixar brotar o nosso melhor e aquilo que nosso Eu anseia.
Um momento propício para entramos em contanto com a alegria que existe em nosso interior, nos encorajando às novas decisões e atitudes para concretização de nossos anseios existentes no Eu.
Eis o momento oportuno para permitirmos o germinar de nossas sementes!
Independentemente de nossa vontade, as Estações do ano mudam de acordo com os ciclos da natureza e assim acontece em nós, eis que o nossos corpos são influenciados por tais mudanças e evoluem obedecendo  a Lei  Cósmica da Evolução. Sendo assim, podemos compreender que mesmo de forma inconsciente, o equinócio da primavera nos impulsionará ao novo, à novas escolhas que colaborarão com o processo evolutivo.
Assim nascemos, crescemos, amadurecemos, chegamos a velhice e desencarnamos, retornando a um estado de preparo a um novo renascer e assim segue o fluxo da vida.
No aspecto físico, não adianta tentar retardar o envelhecimento, já que ele chega independentemente de nossa vontade, fazendo parte da ordem natural da vida, ir contrário a essa situação só resulta em dor, já que tentamos agir em desacordo com a lei natural da vida.
No aspecto emocional, retardar e fugir das situações de aprendizado que vivemos a todo momento, resultará em angústias, medos, ansiedades, dor e desamor. Eis aqui a importância do alerta deixado por Jesus: "Ame o teu próximo como a ti mesmo". O amor próprio está diretamente ligado à aceitação do fluxo natural da vida com todos seus aprendizados e fases.
Agir de forma natural e em sintonia ao fluxo da vida e evolução que se desenvolve naturalmente de acordo com as estações do ano, com os fluxos energéticos do planeta, resulta em assimilar os aprendizados de acordo com as mudanças naturais em nosso ser, que resultará no equilíbrio entre nossas forças, do nosso universo interior com o exterior.
O caminho da sintonia com a nossa natureza, é saber vivenciar aceitando os nossos ciclos: os momentos de plantio e germinações de nossas sementes (primavera), a colheita e esplendor do calor e da Luz com a concretização do nosso plantio, retornando  do Sol, com fertilização para a vida (verão), o recolhimento e início do declínio (outono), e a morte, o fim de ciclo com o  preparo da terra para um novo período de plantio, onde há a transmutação as mudanças em nosso caminho, onde o velho morre para surgir o novo (inverno).
E assim a vida segue, onde pedimos ao nosso Pai Oxalá que nos abençoe com a oportunidade de sintonizar e vivenciar esse ciclo de alegria e germinação de nossas sementes com muito Amor.
 
Muito amor e luz,
Mãe pequena Aline Bizotto e participação de Mãe Solange de Iemanjá.


 


Fontes consultadas:


http://www.tempoagora.com.br/estacoes-do-ano.php


Apostila Tucal – autora Solange Costa, 2013.

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