NOSSA CASA

21 de mai. de 2014

Enfermidade e Saúde - Razão e Emoção - Paz Interior e Conflito




Compreendemos que os desequilíbrios ou enfermidades do espírito têm início com os abusos e afastamento da Lei Divina. Daí, no nível de evolução da terra, sofrimento é conseqüência da violação da Lei. Toda moléstia é de origem espiritual, razão porque há doentes e não "doenças" propriamente ditas. A medicina começou a compreender isso com o seu conceito de "moléstia psicossomática, ou seja, a doença do corpo oriunda de um estado desajustado da mente (tensão, conflito), tal qual a úlcera péptica do estômago, duodeno e a pressão arterial alta.
 
Psicólogos materialistas e mentores espirituais concordam plenamente da afirmativa de que a humanidade é construída maciçamente de mentes enfermas. Dizem os primeiros, sobretudo os psicanalistas, que o homem sadio é uma "avis rara", difícil de se encontrar. Dos segundos, Emmanuel esclarece que todos nós "somos doentes em laboriosa restauração" , devido aos débitos contraídos noutras vidas, e acentua: "todos somos enfermos pedindo alta". Não desanimemos, pôr enquanto, a terra é um planeta de provas e expiações, no qual renascem, em massa, espíritos falidos perante a lei; ele não é um lugar aprazível para uma doce vida, sem incômodos , embora possua recantos belíssimos; é, antes, um mundo de lutas evolutivas acerbas e dores múltiplas. Procuremos ver claros para não naufragarmos no mar das ilusões, que obscurecem a compreensão ; busquemos o esclarecimento sobre a causa profunda das enfermidades e a função retificadora que elas desempenham na vida do espírito eterno e deixando de considerá-las como "desgraça ocasional do momento que passa"...
 
Não há injustiças no universo, pois, Deus é amor, justiça e sabedoria; tudo impregnado da perfeição suprema. Esse princípio fundamental leva a procurar a causa da enfermidade "dentro de nós mesmos". Em outras "dissertações nossas", vimos que o sofrimento é resultado de violações, erros e abusos, no curso dos quais a Lei Divina é desrespeitada e os deveres negligenciados. A prática do mal, a repetição de abusos, a acumulação de erros, os vícios, enfraquecem os centros de força do perispírito ou corpo astral e geram lesões nele, que é sensível ao estado moral do espírito.
 
A medicina espiritual tem colaborado no tratamento dos homens encarnados sem que, pôr isso, venha invalidar a ação providencial da medicina terrestre. É tarefa no plano espiritual alertar o homem para as realidades maiores, nas quais o espírito colhe experiências e constrói a evolução. Sabemos que um dos mecanismos educativos utilizados pela "lei Divina" é a dor, da qual a doença é um dos aspectos; movimento de reajuste desencadeado pelo próprio indivíduo sempre que se desarmonize com as determinações dessa mesma Lei. Mobiliza-se no plano espiritual todos os recursos de socorro aos homens encarnados a fim de que se alie o esclarecimento do espírito ao lenitivo das dores morais e físicas da humanidade. Com isso, o intercâmbio entre os médicos encarnados e desencarnados se vai intensificando naturalmente...
 
Não é pôr outro motivo que, ao lado do socorro fraterno aos males do corpo, vem a medicina espiritual distribuindo o esclarecimento evangélico para que o próprio enfermo, despertando para as suas reais possibilidades perante a vida, tome as rédeas da própria vontade e passe a agir de modo efetivo no sentido de curar a si mesmo, afastando ou atenuando as causas do desequilíbrio físico ou moral que o assalta.
 
A saúde e a enfermidade são o produto da harmonização ou desarmonização do indivíduo para com as leis espirituais que do mundo oculto atuam sobre o plano físico; as moléstias, portanto, em sua manifestação orgânica, identificam que no mundo psíquico e invisível aos sentidos da carne, a alma esta enferma! O volume de cólera, inveja, luxúria, cobiça, ciúme, ódio ou hipocrisia que porventura o espírito tenha acumulado no presente ou nas existências anteriores, forma um patrimônio " morbo-psíquico", uma carga insidiosa e tóxica que, deve ser expurgada da delicada intimidade do perispírito. O mecanismo ajustador da vida atua drasticamente sobre o espírito faltoso, ao mesmo tempo que o fardo dos fluidos nocivos e doentios vai-se difundindo depois pelo seu corpo físico.
 
Durante o período gestativo e no crescimento do corpo, esses resíduos psíquicos venenosos, vão se condensando gradativamente e, pôr fim, lesam as regiões orgânicas que pôr hereditariedade sejam mais vulneráveis. Esse processo de o espírito drenar o seu psiquismo doentio através do corpo físico, a medicina estuda e classifica pôr várias terminologia técnica, preocupando-se mais com as "doenças" , em lugar de se preocupar mais com os "doentes". Embora a ciência médica classifique essa drenação, em várias nomenclatura, tais como, lepra, pênfigo, sífilis, tuberculose, nefrite, cirrose, câncer etc. , trata-se sempre de um espírito doente a despejar no corpo físico a sua carga residual psíquica e deletéria, que acumulou no passado, assim como pode te-la acumulado no presente. A causa da moléstia, na realidade, além de dinâmica é oculta aos olhos, ou ao sentido físico, e o enfermo sente o estado mórbido em si.
 
Quando ocorre a sua materialização física, enfermando o corpo, alterando os tecidos, deformando órgãos ou perturbando os sistemas vitais, é porque o morbo-psiquico atingiu o seu final, depois, quase sempre, de longa caminhada oculta pelo organismo do doente, para atingir a periferia da matéria e nesta acomodar ou acumular. Pôr isso, não é no momento exato que o indivíduo acusa os sintomas materiais da doença que realmente ele fica doente; de há muito tempo ele já vivia mental e psiquicamente enfermo, embora o seu exterior ainda não houvesse tomado conhecimento do fato. As inflamações, úlceras, tumores, fibromas, tuberculoses, sarcomas, quistos, hipertrofias, cirroses, adenomas, amebíases, as várias doenças provocadas pôr vírus, etc. , são apenas os sinais visíveis identificando a manifestação mórbida que desceu do psiquismo enfermiço para exteriorizar na matéria. Poucos sabem que algumas vezes é bastante um estado de irascibilidade, ódio, violência, mágoa ou insidiosa melancolia para dar início à drenação tóxica e a incidência cancerígena, que se manifesta como se tivesse sido acionada pôr forte detonador psíquico...
 
Através da mente , circulam os pensamentos de ódio, de inveja, sarcasmo, ciúme, vaidade, orgulho ou crueldade, incorporando-se, em sua passagem com as emoções de choro, medo, alegria ou tristeza, que tanto podem modificar a ética dos sentimentos, como agir sobre o temperamento, perturbando a solidariedade celular do organismo físico. A "onda" de raiva, cólera ou irascibilidade é força que faz grispar até as extremidades dos dedos, enquanto que a "onda" emitida pela doçura, bondade ou perdão afrouxa os dedos num gesto de paz.
 
Sabe-se que o medo ataca a região umbilical na altura do nervo vago-simpático e pode alterar o funcionamento do intestino delgado; a alegria afrouxa o fígado e o desopila da bílis, enquanto o sentimento de piedade reflui instantaneamente para a região do coração. A oração coletiva e sincera, da família, ante a mesa de refeições, é bastante para acalmar muitos espasmos duodenais e contrações opressivas da vesícula hepática, assim como predispõe a criatura para a harmonia química dos sucos gástricos. A inveja, comprime o fígado, e o extravasamento da bílis chega a causar surtos de icterícia, confirmando o velho refrão de que " a criatura quando fica amarela é de inveja". O medo produz suores frios e a adrenalina defensiva pode fazer eriçar os cabelos, enquanto que a timidez faz fluir o sangue às faces, causando o rubor. Diante do inimigo perigoso, o homem é tomado de terrível palidez mortal; a cólera congestiona de sangue o rosto, paralisa o fluxo da bílis e enfraquece o colérico; a repugnância esvazia o conteúdo da vesícula hepática que, penetrando na circulação, produz as náuseas e as tonturas. A medicina reconhece que há o eczema, produto da cólera ou da injúria, pois ocorre a intoxicação hepática, e as toxinas e resíduos mentais penetram na circulação sangüínea; a urticária é muito comum naqueles que vivem debaixo de tensão nervosa e das preocupações mentais. Também não são raras as mortes súbitas, quer devido a emoções de alegria, quer devido a catástrofe morais inesperadas...
 
Assim, todas as partes do ser humano são afetadas pela influência da mente, a qual atua fortemente através dos vários sistemas orgânicos, como o nervoso, o linfático, o circulatório etc. As recentes pesquisas médicas, sob a orientação da medicina psicossomática, estão confirmando que o psiquismo altera profundamente a composição e o funcionamento dos órgãos do corpo físico. Em conseqüência, devido a sua penetração, é a Homeopatia a terapêutica mais acertada e capaz de operar na raiz das emoções e dos pensamentos perturbadores, modificando os efeitos enfermos . No caso de um fígado exausto e combalido pela excessiva carga mórbida, que aflora "de dentro para fora", ou seja "do espírito para a matéria", esse órgão precioso, filtro heróico e responsável pela produção de hormônios da nutrição, necessita de alívio imediato e socorro energético, em vez de ser chicoteado violentamente pela medicação tóxica que, vindo de fora, ainda o obriga a um trabalho excepcional...
Sabe-se hoje, que os estados de tensão muito prolongados originam lesões graves em vários órgãos; as piores tensões são: ansiedade, frustração e ódio, capazes de produzirem úlceras gastroduodenais, arteriosclerose e hipertensão arterial, daí, informa André Luiz no livro Sinal Verde: " Quando mais avança, a ciência médica mais compreende que o ódio em forma de vingança, condenação, ressentimento, inveja ou hostilidade está na raiz de numerosas doenças e que o único remédio eficaz contra semelhantes calamidades da alma é o específico perdão no veículo do amor". Pôr isso, "amar ao próximo é um dos mais sábios conselhos médicos de todos os tempos". O evangelho é também um código de medicina profilática.
 
Enquanto não houver reparação das condutas malfazejas e mudança nas inclinações más, as lesões do corpo espiritual serão transferidas para o corpo material, que renascerá doente de mil maneiras diferentes. É o próprio modo de ser do indivíduo que não é sadio, seus pensamentos, sentimentos e impulsos, e de várias maneiras, afastam-no da normalidade. Os remédios materiais, com raras exceções (fim de débito) não podem curar integralmente a ninguém; conseguem melhorar, aliviar, transferir o mal, mudar a sua manifestação, mas a cura há de proceder do poder criador do espírito. " o espírito delinqüente será imperiosamente o médico de si mesmo" .
 
Temos assim, moléstias orgânicas originárias de lesões perispirituais que surgiram de erros e abusos anteriores. Se, o sujeito ingeriu veneno pôr sua deliberação, renascerá com a garganta pouco resistente a germes ou com o estômago lesado; se deu um tiro no coração, voltará atacado de uma cardiopatia congênita; se usou a inteligência como astúcia para aproveitar-se de outros, virá a ser débil mental ou padecerá de hidrocefalia e vai pôr aí afora. Vemos a lei de causa e efeito em ação, no plano espiritual determinando expiações.
 
Existem as doenças expiatórias, impostas ao reencarnante como indispensáveis a resgates necessários. É claro que nos exemplos acima temos também expiações, mas neles, o indivíduo lesou a si mesmo e a moléstia corporal é uma expressão da lesão do perispírito. Vejamos isso: Um indivíduo assassinou outro; como espírito, lutou ativamente pela própria regeneração e alcançou grandes méritos na prática do bem; todavia, ao voltar ao mundo, ainda recebe um coração defeituoso para expiar o crime. Outro levou alguém a tuberculose fazendo-o expor-se continuamente a condições adversas; ao renascer, recebe pulmões sem resistência ao bacilo de Koch etc. Muitos números de lesões ou afecções se revelam derivadas de episódios de vidas passadas. É importante lembrar André Luiz quando ele denomina as "restrições pedidas": São defeitos ou inibições funcionais que limitam atividades abusivas do organismo. Antes de reencarnar, prevendo sua queda num setor onde isso já ocorreu antes, o espírito solicita que certos órgãos ou funções sejam um tanto defeituoso, de modo a funcionarem em ritmo reduzido . Acontece então que, pôr mais que o sujeito queira exagerar no uso para obter prazer ou se lançar à prática do mal, não o consegue. E nada neste mundo livra-o da inibição solicitada...
 
Portanto, é natural que o comilão peça um estômago delicado ou lento, um intestino facilmente desarranjável, que o leve a limitar a ingestão de alimentos e bebidas. Que o facínora queira, agora ter feições mais grosseiras, que a ninguém venha atrair. Que aquele que se deixou levar pela intriga prefira voltar surdo; que o caluniador peça a mudez etc.
 
Uma última eventualidade, menos freqüente, é a da doença gerada pelo contato íntimo com um espírito perturbado, geralmente inconsciente do seu estado, cujo perispírito conteria lesões oriundas da vida material. Estabelecida a sintonia, as sensações mórbidas transmitem-se ao encarnado que passa a sentir-se enfermo sem o estar.
 
Noutros casos, o obsessor, movido pôr ódio intenso, envia descargas fluídicas constantes sobre a vítima, produzindo uma doença sem base física no próprio doente; a tal estado mórbido, Manoel P. Miranda (Nos Bastidores da Obsessão) denomina de "moléstia-simulacro"
 
A verdade é que o sofrimento, longe de ser uma desgraça ocasional, " tem função preciosa nos planos da alma" esclarece Emmanuel e ainda mais, no livro Fonte Viva:
 
O doente precisa envidar esforços para deixar de ser triste, desanimado, revoltado, odiento, raivoso, etc.; esses estados de ódio e de ansiedade lesam o corpo e a alma, o desânimo entorpece as forças desta, a maledicência consome as energias, e assim pôr diante. Urge renovar-se intimamente, mudar as disposições psíquicas. Se não, o remédio externo pouco poderá fazer a nosso favor; se houver melhoras, é preciso não regressar aos abusos anteriores, caso em que não haverá cura.
 
Importante, muito importante é que aprendamos a não pedir o afastamento da dor: ela é o amargo elixir da regeneração do espírito faltoso. Devemos, isto sim, rogar forças íntimas para suporta-la com serenidade e valor a fim de que não percamos as vantagens que nos trará no capítulo da recuperação. É preciso aprender a aproveitar os obstáculos que criamos e, para isso, podem-se pedir recursos ao alto, sempre que os recursos da terra falharem; acontecendo isto, a resignação consciente é chamada a intervir.
 
Em síntese, a enfermidade é produto derivado das violações que conscientemente praticamos ao escolher o caminho do mal de maneira voluntária. Hoje, temos que enfrentar as conseqüências disso, isto é, o sofrimento. Este representa , ao mesmo tempo, a expiação e o tratamento, porquanto, tem função medicinal pôr servir ao reajustamento do espírito culpado.
 
É lícito procurar a medicina terrena, que pode aliviar muito e curar onde for permitido; assim como a Misericórdia Divina pô-la ao nosso alcance, embora com certas limitações sociais e econômicas, que servem de prova ao espírito em processo de cura definitiva. Faz-se necessário cuidar da erradicação do mal que opera em nós ainda hoje. E, para tanto, o esforço pessoal torna-se indispensável. As lições evangélicas: orar, auxiliar, desapegar-se de posses e posições, trabalhar pelo bem, etc. , é individual e intransferível. Com elas , mudam as nossas tabelas de valores. A solidariedade, a cooperação, a contenção das paixões ou impulsos, o sacrifício, a renúncia, o serviço prestado, a conformação, assumem a significação de normas de vida .
 
Concluiremos que uma cura efetiva e definitiva só se poderá obter atendendo a dois fatores principais: reequilíbrio das correntes energéticas atingidas pelo processo mórbido que levará a revitalização das células afetadas e consequentemente recuperação das zonas lesadas no organismo;reeducação da atuação mental a fim de afastar a causa do desequilíbrio patológico, o que só pode ser conseguido com a colaboração voluntária e consciente do enfermo.

Reconhecemos que, nas atuais condições evolutivas da humanidade, dificilmente lograremos satisfazer na íntegra os citados fatores de cura. Quando é possível ao médico atingir o primeiro deles, raramente se empenha o paciente em alcançar o segundo e prossegue alimentando mentalização doentia e doenças futuras...

"Conhecereis a verdade e ela vos libertará (Jesus) ".
 
Oliver
Fontes: (Saúde integral, Vilma A. Brasil ; Evolução para o Terceiro Milênio, Carlos T. Rizzini ; Fisiologia da Alma, Ramatis ; Fonte viva, Emmanuel ; Nos Bastidores da Obsessão, Manoel P. de Miranda)

Abraços e Luz,
Mãe Solange de Iemanjá

13 de mai. de 2014

Ego, Orgulho e Vaidade - Ajuda / Reforma íntima







Antes de ler o texto, busque fazer uma auto avaliação no sentido de tentar descobrir qual dessas faces da personalidade são mais gritantes em você.
 
Abaixo estamos colocando o sentido literal de cada palavra:
ego
substantivo masculino ( sXX)
1 psic núcleo da personalidade de uma pessoa
2 psic princípio de organização dinâmica, diretor e avaliador que determina as vivências e atos do indivíduo
3 psicn de acordo com a segunda teoria freudiana, instância do aparelho psíquico que se constitui através das experiências do indivíduo e exerce, como princípio de realidade, função de controle sobre o seu comportamento, sendo grande parte de seu funcionamento inconsciente As três instâncias que compõem o aparelho psíquico são o id, o ego e o superego.]
4 m.q.  ('apreço', 'tendência')
egotismo

substantivo masculino ( 1899)
1 apreço, amor exagerado pela própria personalidade; egolatria, ego
2 tendência a conduzir para si a atenção, revelando pouca ou nenhuma consideração pelas opiniões dos outros; ego
3 método literário em que o próprio eu é o ponto de referência de investigações e experimentos psicológicos
Paronímia

egoísmo(s.m.)
orgulho

substantivo masculino ( sXIII)
1 sentimento de prazer, de grande satisfação sobre algo que é visto como alto, honrável, creditável de valor e honra; dignidade pessoal, altivez
    ‹ Camões invoca as musas imbuído de sereno o., com o ?saber da experiência feito? ›
1.1 atitude moral ou psíquica que afasta o indivíduo de práticas desonestas ou desonrosas
    ‹ ao final, o poeta implora ?No mais, musa, no mais?, seu o. quase impedindo-o de narrar feitos indignos de um lusíada ›
2 pej. sentimento egoísta, admiração pelo próprio mérito, excesso de amor-próprio; arrogância, soberba, imodéstia
    ‹ alimentava-se de um o. ostensivo por ter suplantado o mestre ›
2.1 atitude prepotente ou de desprezo com relação aos outros; vaidade, insolência
    ‹ aquele o. é típico de jovens inexperientes ›
3 p.met. aquilo ou aquele de que(m) se tem orgulho
    ‹ este cantinho é o seu o. ›
Sinônímia e Variantes

ver sinonímia de amor-próprio
Antonímia

humildade
 vaidade
substantivo feminino ( sXIII)
1 qualidade do que é vão, vazio, firmado sobre aparência ilusória
2 valorização que se atribui à própria aparência, ou quaisquer outras qualidades físicas ou intelectuais, fundamentada no desejo de que tais qualidades sejam reconhecidas ou admiradas pelos outros
    ‹ veste-se com v. › ‹ resolveu ser intelectual por pura v. ›
3 avaliação muito lisonjeira que alguém tem de si mesmo; fatuidade, imodéstia, presunção, vanidade
    ‹ nunca deixou sua v. suplantar sua humildade ›
4 coisa insignificante, futilidade; vanidade
    ‹ não leva nada a sério; só cuida de suas pequenas v. ›
Sinônímia e Variantes

ver sinonímia de amor-próprio, fanfarrice, futilidade e imodéstia
Antonímia

despretensão, desvaidade, modéstia; ver tb. sinonímia de austeridade
Fonte de pesquisa - Dicionário Houaiss
                Ao observar o significado literal das palavras podemos perceber que uma está interligada à outra.
            Queremos ressaltar que todos os seres humanos trazem em suas personalidades traços destas três vertentes como forma de auto defesa ou mesmo instintivo. Na atual condição evolutiva do ser não há àquele que possui uma personalidade livre destes sentimentos, que dentro do que vivenciamos, são necessários como auto preservação e cuidado pessoal.
            Veremos então o lado positivo destas características:
1- Ego: Necessidade de avaliar aquilo que te faz bem e te faz sentir prazer pela vida. O ser humano necessita de situações prazerosas para manter o ânimo de viver e é pensando em si e no que se gosta que conseguimos este prazer.
2- Vaidade: Como característica de personalidade, entra a auto aprovação e satisfação íntima. De forma externa, a busca necessária para manter a auto imagem de forma à ser admirada e aprovada por si e pela sociedade em que vive. Exemplos: Um bom corte de cabelo, roupas adequadas que valorizem o corpo, bons sapatos, bons perfumes, maquiagens, exercícios físicos para se manter a forma, boa alimentação, etc.
3- Orgulho: Como característica de personalidade, assim como a vaidade, entra a auto aprovação e satisfação íntima e além disto uma forma de se proteger para não se expor à situações vexatórias e humilhações. O orgulho, quando dentro do equilíbrio, pode ser considerado um sentimento que impulsiona o ser à busca pelo melhor em todas as vertentes da vida.
            Pois bem, conhecendo o significado destes perfis e da necessidade salutar de cada um, chegou o momento de adentrarmos na parte dos desequilíbrios que nos levam às situações de grandes dores e descontentamentos pessoais e de convivência.
            A partir de vários direcionamentos trazidos pelo plano astral, através de nossos guias, e de observações e comparações individuais chegamos a algumas características que levam o ser humano a ressaltar uma ou mais condições destas faces de personalidade de forma prejudicial. Tais condições geralmente estão ligadas a primeira infância e pré adolescência, isto sem contar com características já trazidas gravadas no espírito conforme vivências passadas. Como não temos informações suficientes de vidas passadas para comparações ressaltaremos o que observamos na vida de pessoas comuns de convivência diária.
            Todas as características de ego, orgulho e vaidade em desequilíbrio, estão diretamente ligadas, na fase adulta, à não aceitação de críticas, apontamentos comparativos, repressões, imposições e julgamentos, atribuídos durante a infância e pré adolescência onde houve enorme valorização das opiniões externas em relação a si.
            Verificamos que:
 
O EGO - EGOÍSMO - EGOTISMO
1- Todo adulto que possui em sua personalidade um traço desequilibrado de ego, egotismo ou egoísmo foram crianças ou pré adolescentes que sofreram grandes repressões no sentido de abrir mão de seus desejos em prol de outras pessoas, como por exemplo: irmãos caçulas, desejos dos pais, rigor disciplinar escolar, etc. Portanto, quando tais pessoas quando se vêem adultos e de posse de si, tornam-se manipuladores e possessivos.
            Compreendam que o egoísmo não está ligado tão somente ao apego material e sim à um comportamento muito mais abrangente, ou seja, o egoísta não é tão somente aquele que não gosta de repartir o que possui ou ao acumulador de bens. Muito pelo contrário, os casos mais sérios de egoísmo, estão diretamente ligados às manipulações de pessoas (companheiros, amigos e parentes) para satisfazerem seus desejos em detrimento de tudo (dois pesos e duas medidas) e de todos, sendo que nestes casos, podem ser à um primeiro olhar, pessoas desapegadas de bens materiais. Exemplos para maior compreensão:
            a- Um aluno de faculdade que em determinada aula que não gosta do tema que está sendo tratado, não tem interesse pela matéria em questão e não nutre simpatia pelo professor. Este passa a tumultuar estas aulas, incitando outros alunos tirando o foco e a atenção do estudo, provocando desarmonia com comentários desnecessários, polêmicas incoerentes, comportamentos indevidos, etc. Fazendo do resultado final destas aulas um fracasso total, desrespeitando o professor e os demais alunos que se interessam pelo assunto ou que necessitam de foco para poder compreender o que está sendo ensinado. Terminado o período escolar, o egoísta se pega na situação de repetir o ano na matéria por falta de nota e diante de sua necessidade opta por burlar o sistema comprando gabaritos ou colando na prova final, porque ele está precisando muito alcançar seu objetivo, sendo assim: Que mal há? Ele se utiliza de dois pesos e duas medidas sem peso de consciência.
            Ainda podemos incluir neste exemplo uma pessoa que foi à uma festa sem vontade, apenas para cumprir um compromisso social e, diante de sua insatisfação passa a criticar tudo o que ocorre no ambiente da festa numa tentativa de convencer outras pessoas à criticar ou ir embora, criando assim a condição perfeita para que justifique sua atitude antipática ou sua saída prematura do ambiente. Ou seja, um comportamento de manipulação que faz com que os outros sejam tão responsabilizados pelo comportamento desajustado e insatisfeito quanto ele garantindo assim a situação adequada para se justificar, caso seja necessário.
            b- Um profissional que facilita determinados tramites para seus clientes visando tirar vantagens e ser presenteado com os produtos produzido pela empresa destes clientes. Como um gerente de banco que ao precisar de pneus novos para o seu carro, libera e facilita financiamento para o dono da loja de acessórios automobilísticos, visando ser recompensado com a oferta dos pneus para o seu carro e negando tais facilidades para outros clientes que da mesma forma solicitaram o mesmo serviço. Neste caso, são literalmente situações de extorsões veladas.
            c- Um amigo ou companheiro que te enche de presentes e favores esperando incondicionalmente a retribuição desta conduta. Tal retribuição pode ser esperada em forma de trocas materiais como por reconhecimento e preenchimento de suas carências afetivas. Conduzindo a amizade ou o relacionamento de forma que o satisfaça forçando situações que desagradam ou machucam ao outro, o que geralmente, não é levado em consideração.
            Como puderam notar, muito mais do que apegos materiais, o verdadeiro egoísta é o manipulador que simplesmente desconsidera os sentimentos, desejos e necessidades dos que vivem em sua companhia para satisfação própria.
 
A VAIDADE
 
2- Todo adulto que possui em sua personalidade a vaidade desequilibra, quando criança ou na pré adolescência vivenciou situações que causaram profunda vergonha, onde sua psique compreendeu como extrema exposição de suas intimidades que não gostariam que fossem conhecidas, julgadas ou avaliadas. Exemplos:
            a- Características pessoais temporárias como: urinar na cama até idade considerada avançada, gagueira, dificuldade de aprendizado, características ou deficiência física (mesmo que moderada), etc. Todas as situações que na época atestavam imperfeição e que foram expostas para familiares ou grupos de amigos que tiveram reações de reprovação ou de chacota. Neste caso, a situação marcante é de descontentamento pessoal, vergonha do eu.
            b- Comportamentos desajustados dos pais ou familiares, como: Pais separados, pais com comportamentos chamativos ou dramáticos, pais ou familiares próximos alcoólatras ou viciados, briguentos e escandalosos, ignorantes ou analfabetos etc. Neste caso a vergonha extrema veio do externo mais próximo onde a pessoa se via na obrigação de aceitar como parte de sua vida e seu mundo. Tais condições os obrigando a se calar diante das críticas e olhares reprovadores. Neste caso são situações que ele se viu obrigado a tomar como seu, muitas vezes se sentindo no dever de defender tais pessoas dos comentários ofensivos, sendo que em seu íntimo, havia concordância com as críticas ouvidas, gerando grande sentimento de vergonha.
            c- Situações do meio como: Pobreza, roupas inadequadas comparadas às dos amigos, casa suja e desorganizada, escola mal conceituada, etc. Neste caso são situações que são impostas a criança trazendo além da vergonha o sentimento de impotência total de reverter o quadro.
            Tais pessoas, ao atingir a fase adulta, onde as escolhas estão de sua posse, tornam-se pessoas preocupadíssimas com o que os outros vão pensar e dizer à seu respeito. Devido à isso montam máscaras de suma bondade e compreensão induzindo os outros a pensar o quanto são agradáveis e educados. São eles, os tão famosos bonzinhos, considerados por muitos, os falsos. Passam por cima de seus sentimentos para manter a máscara que no fundo imaginam se proteger das críticas e avaliações. Evitam ao máximo se expor, colocar suas opiniões ou sugestões, justamente para evitar julgamentos ou avaliações externas. Reprimem seus sentimentos de raiva, descontentamento e agressividade prejudicando a si, levando-os a chegar em quadros de doenças (pressão alta, diabetes, stress, obesidade, ansiedade etc) tudo para manter uma máscara de auto controle que a pessoa boa e compreensiva possui. São extremamente gentis, não economizando nos elogios alheios, esperando retribuição dos mesmos. Mal se dão conta de que tal máscara passa a impressão de profunda falsidade e simulação para os que recebem tal atenção exacerbada de gentileza e elogios.
            Como estas pessoas se esforçam de forma sobre humana para manter tais máscaras, assumir um erro cometido é quase que uma missão impossível buscando no fora as razões para tais atitudes ou culpando o outro. Fogem de maneira ferrenha dos processos de auto avaliação por não aceitarem seus erros e falhas. Portanto, aconselhamos àqueles que se avaliaram como vaidosos, ficarem alertas em situações contrárias e de descontentamentos, conscientizando-se que tudo ocorre por culpa própria e que toda dor e revolta sentida são sentimentos potencializados pela vaidade que ao ser dominada alivia muito o peso do dia a dia, trazendo satisfação própria e a verdadeira aprovação tão almejada.
 
O ORGULHO
3- Toda pessoa que possui em sua personalidade o orgulho desequilibrado, vivenciou em sua infância ou pré adolescência fortes críticas sobre seus comportamentos espontâneos no sentido de menosprezá-los; críticas que os colocavam em condição menor em relação aos outros. Como todo ser humano tem em seu íntimo a necessidade de aprovação, esta situação impressionou por demasia seu ego. Ao se perceber adulto e de posse de si, busca constantemente provar para si e para os outros de que é capaz no que faz recusando críticas com toda força de seus instintos utilizando a raiva como combustível para se defender e fazer o que seja necessário para desbancar a crítica recebida. Exemplo:
            a- Uma criança estabanada, gulosa, barulhenta, birrenta, lenta, etc; que foi duramente criticada por estas razões, onde os apontamentos feitos demonstravam severamente sua falta de capacidade em se comportar como o esperado e trazendo para esta criança o sentimento impotência. Tais marcas costumam ocorrer nos momentos de maior espontaneidade do seu eu, onde receberam tais corrigendas severas mostrando que seu eu era desajustado para a vida social.
            Ao se deparar com a vida e de posse de si, o orgulhoso mesmo se prejudicando seja emocionalmente ou financeiramente dá continuidade a um projeto, a um intento ou a uma cisma, única e exclusivamente, para mostrar que é capaz. Busca constantemente a auto aprovação e por isso é explosivo com aqueles que por ventura se atrevem à criticá-lo em seus atos e determinações.
            Não podemos deixar de ressaltar que como o orgulhoso foi ferido em seu eu, que o ego faz parte de sua conduta diária. Todo orgulhoso tem em si a necessidade de arrecadar aprovações para suas idéias ou ideais e por isto a manipulação, condução e imposição são características comuns de em sua personalidade. Devido tais situações e a busca íntima de aprovação, costuma brigar pelo o que crêem, defendendo com unhas e dentes aquilo que tomaram como verdade ou desejo, por esta razão são muitas vezes taxados como soberbos, donos da verdade  e presunçosos.
            As pessoas ditas orgulhosas não tem como foco primordial o que os outros pensam à seu respeito, como fazem os vaidosos, e sim provar pra si que é capaz. Por esta razão, fica mais fácil o orgulhoso aceitar seu erro, depois de explicações lógicas e convincentes ao contrário dos vaidosos que mesmo após tais explicações e admitirem que erraram, ainda insistem  em buscar ao menos o incentivo para cometerem tal erro no outro ou em alguma coisa.
            Como podemos ver, tudo está interligado, no egoísta existe a vaidade e o orgulho, no vaidoso existe o ego e o orgulho e no orgulhoso existe a vaidade e o ego é como se um não existisse sem o outro porém, cada um tem em si características marcantes que podem e influenciam o dia a dia de cada um de nós.
            O que pretendemos ao postar esta matéria é dizer que todo ser humano traz em seu íntimo a perfeição e em seu emocional a busca constante por ela e pela aprovação do todo. Temos em nosso instinto criador o Divino (perfeição) e sabemos que em nosso Divino somos parte de um todo e não unicamente indivíduos, por esta razão há a necessidade tão grande da aprovação por parte dos demais o que, no final das contas, seria a auto aprovação.
             Sendo assim, deixamos aqui dois conselhos:
1- Leia atentamente o que foi colocado e tenha coragem de se enxergar, encarar os desequilíbrios de seu emocional para poder ajustá-los. Este é o único caminho que trará o bem estar, segurança e equilíbrio do seu íntimo e para sua evolução.
2 - Faça sua avaliação como se estivesse observando uma terceira pessoa. Esta é uma forma de aliviar seu emocional e ter mais razão ao invés de emoção ao fazer a avaliação. Compreenda que ao avaliar uma terceira pessoa, por não estarmos ligados emocionalmente, conseguimos compreender melhor onde está o erro, qual situação a prejudica e somos muito mais complacentes diante das conclusões efetuadas. Estamos dizendo isto justamente porque, além de inventarmos várias máscaras no sentido de nos proteger, somos em nosso íntimo cruéis demais em nossos auto julgamentos, nos condenando além do necessário e muito além do que julgaríamos uma terceira pessoa. Pensem nisso!
 
Abraços e Luz,
Mãe Solange de Iemanjá