19 de mar de 2014

Linhas das águas, estudando suas manifestações.






           Ultimamente, devido à estudos realizados e observações, percebemos a incrível dificuldade que os médiuns umbandistas encontram em pensar a religião como um todo. A grande maioria, dos poucos que estudam, ficam focados em aprendizados distintos, como se um assunto não estivesse diretamente ligado à outro.

            Um exemplo do que estou falando, pode ser facilmente constatado ao observar as manifestações que ocorrem nas linhas das águas, Iemanjá e Oxúm.
 
            Muitos médiuns, com toda certeza, sabem que os elementais são seres ligados à natureza, criaturas primárias, desprovidas de senso entre o bem e o mal, que respondem à comandos instintivos ou ainda a mentes racionais.
 
            Estes seres, integram a energia telúrica e coexistem em faixa vibracional diferenciada dos seres humanos. São criaturas astrais que não podem ser classificadas propriamente dito como espíritos por possuírem corpos constituídos da quintessência; a parte mais sutil de cada um dos elementos da Natureza chamada de éter.
 
            Sendo assim, como tudo aquilo que não nos é compatível e que não está de acordo com a nossa natureza, inevitavelmente incorrerá em prejuízos à nossa saúde. E esta é a razão pela qual tais seres não possuem condições de atuar junto aos médiuns através de incorporações, podendo esgotá-los energeticamente. Diante disto, não é difícil compreender que mentores e guias não permitem tais manifestações.        
           
            Sim, meus amigos. Estamos dizendo que não há incorporações de elementais.
 
            E então vem a pergunta: - Sendo assim, o que acontece nas giras, principalmente de Iemanjá e Oxúm, onde a grande maioria dos médiuns incorporam sereias, ninfas, ondinas e etc?
            E nós respondemos:  - Manifestações anímicas, onde o médium acredita estar incorporado com tais seres, porém, na realidade estão externando uma captação sensível das emanações destes Orixás ou então, estão literalmente, agindo de forma condicionada.
 
            E o que implica esta falta de compreensão?
 
            Na gira onde todos os médiuns se deixam levar pela captação sensível ou por condicionamento não há a atuação de um guia, ou seja, de um entidade de fato para comandar os trabalhos, e ou, manipular tais energias naturais a favor daqueles ali presentes. Sendo que as entidades realmente ligadas às energias de tais Orixás, como por exemplo: Cabocla Jaci, Jaciara, caboclo 7 Ondas, cachoeira, etc., caem em completo esquecimento, sendo que seriam eles os mais indicados para manipularem as energias destes Orixás e dos elementais ligados às estas energias em prol dos trabalhos realizados.
 
            Porém, nos explica o Sr. Caboclo Cobra Coral, que diante da ignorância dos médiuns, a espiritualidade se movimenta conforme os recursos que possuem em mãos e uma das formas de fazer isto, é intuir que pelo menos o guia chefe permaneça em terra (incorporado) para manipular a energia do magnetismo emanado pelos médiuns que estão em manifestações anímicas, onde acreditando que estão tomados por entidades que promovem limpezas astrais ou equilíbrios emocionais, acabam por fim, emanando magnetismos nesta direção.
 
            O mais interessante deste assunto é que não vemos os médiuns, que acreditam incorporar sereias, ondinas e ninfas, se questionando do porque não incorporam gnomos, trolls, duendes, silfos e sílfides, salamandras, etc. Isto mostra mais uma vez, a dificuldade que há por parte dos médiuns em analisar com razão o que pratica deixando-se levar mansamente pelo condicionamento e por ensinamentos que jamais foram explicados os fundamentos.
 
            Diante do exposto, deixamos aqui um breve direcionamento para  que sirva de ponta pé inicial para estudos mais aprofundados daqueles que se interessam em compreender os fundamentos da Umbanda, da espiritualidade e manipulações energéticas.
 
Abraços e Luz,
Mãe Solange de Iemanjá

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