4 de ago de 2013

Moral cívica e moral espiritual



Pessoal, tentarei colocar em texto um pouquinho sobre um tema que ainda não discutimos e, como o Caboclo Cobra Coral levantou esse assunto durante a última aula dada, vou explicar a diferença entre a moral e a moral espiritual.

Sim, são distintas e com características diversas.

O que é a moral para todos os seres humanos?

A moral é uma série de comportamentos éticos, constituídos pela sociedade religiosa e cívica de um povo. Usarei alguns exemplos para que isso seja melhor compreendido: O Brasil é um país católico que tem um regime político democrático e capitalista. Sendo assim, uma pessoa considerada de boa moral em nosso país é aquele que busca suas conquistas através do seu trabalho, constitui família de forma monogâmica, acata as leis, se munindo de documentos exigidos, arcam com os impostos sob os produtos adquiridos de forma legal, contribuindo para a sustentação do país. Já, em outros países, com regimes políticos e religiosos diferenciados, conduz seu povo à outra forma de comportamento. Como exemplo: Países com regimes socialistas nos diferenciam pela falta de oportunidade de conquistas materiais e acúmulos de bens. Países regidos religiosamente pelas Leis do Alcorão sustentam a bigamia, como conduta aceitável nos povos mulçumanos. Compreendemos então, que o comportamento moral das pessoas está diretamente ligado ao local onde vivem e suas crenças. Voltando para nosso regime e crença, podemos dizer que a pessoal considerada de moral em nosso país é aquela que:

- Não rouba, não suborna, não infringi as leis comerciais e sociais. Portanto, conquista seus bens através de seu trabalho e esforço.

- Não trai seu cônjuge, não tem comportamento desenfreado em sua sexualidade, não possui vícios prejudiciais à terceiros (drogas, jogatinas, etc). Enfim, constitui família respeitando seu ambiente familiar, protegendo e cuidando de todas as necessidades para que naquele ambiente, seus filhos tenham bons exemplos e condições de se tornarem pessoas de bem, pessoas de moral, conforme às leis cíveis e religiosas local.

Penso que diante destes poucos exemplos, deixo uma base do que significa uma pessoa de moral em nosso país, agora entrarei no significado da moral espiritual.

Assim como a moral cívica, a moral espiritual é baseada em regras de comportamento conforme leis. A diferença é que essas leis são Divinas e, como no outro caso, depende única e exclusivamente de nosso esforço e disposição para acatá-las.

Todas as regras de conduta impostas na moral cívica se integram a moral espiritual, considerando que a primeira regra é não prejudicar seu próximo. Sendo assim, todo ato que traga prejuízo de qualquer espécie à um irmão, vai contra a moral espiritual.

Indo além daquilo que todos já reconhecemos como moral, precisaremos buscar a compreensão da Energia (Deus, Criador) que rege a vida do ser humano, seus fundamentos, sua ação e sua interferência direta ao próximo.

Então vejamos: Na moral cívica, pensar mal de uma pessoa, não infringi na conduta normal, de uma pessoa considerada de moral. Já na moral espiritual, isso é considerado um ato de infração, já que possuímos a consciência que o pensamento é uma forma condutora de vibrações energéticas que se endereçaram a pessoa mentalizada, podendo assim prejudicá-la.

Os espiritualistas, com muito esforço e aprendizado, tende cada vez mais e mais, se enquadrar dentro das Leis Civis e das Leis Divinas. Deixo bem claro que, qualquer infração de ambas as Leis é considerado um ato contrário a energia Cósmica (Deus), causando assim a inevitável condenação (aprendizado), conhecida por nós, como Lei do Retorno. Que será aplicada com rigor, na maioria das vezes trazendo duras consequências de nossos atos contrários, que nos obrigará através do sofrimento e da dor a resgatar todo prejuízo causado.

O grande segredo da Lei do Retorno, ou seja, do grau de condenação de um ato infracional está justamente na consciência do mesmo. Pena branda: Você não sabe que é errado e pratica a infração. Pena rígida: Você tem consciência do erro e mesmo assim o pratica.

A Lei do Retorno, nada mais é que a Justiça Espiritual, assim como temos os Tribunais da vida física. Onde os julgamentos são de acordo com a crueldade, intenção e tamanho do prejuízo provocado. Toda Lei infringida, será condenada como forma de aprendizado e evolução do ser. Pensem nisso! Está ai o grande sentido da frase: “Orai e Vigiai”

O que devemos compreender com clareza é que não há justificativas para um ato de infração. De nada adiantará justificar seu erro impondo a culpa numa atitude recebida do outro, pois a segunda grande Lei é o Livre Arbítrio, a qual nos deixa no comando absoluto de nossas escolhas e conduta. Portanto, a frase, um erro nunca justifica outro; é muito mais profunda do que sonha a sabedoria popular.

Para fechar o tema, deixo a seguinte reflexão:-

“Tudo aquilo que for contra a evolução do indivíduo será corrigido com o Poder e a Força das Leis do Criador”.

Abraços e Luz,
Mãe Solange de Iemanjá
05.03.2012

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