NOSSA CASA

20 de ago de 2013

A Mensagem Escondida na Água - Dr. Masaru Emoto


COISAS DE TERREIRO....Quer saber o que é ser um Umbandista?





Quer saber...

Ser umbandista, antes de tudo é ser consciente de sua escolha.

É se portar como adulto que é, colocando-se humildemente na posição de aprendiz.

É assumir a responsabilidade por seus atos e escolhas, lembrando sempre que antes de ingressar  em uma corrente mediúnica umbandista, que foi avisado que não seria fácil e que muito seria exigido na questão da melhora íntima e, mesmo assim, que partiu de você o desejo de participar.

É ter amor primeiramente pela religião e seus fundamentos, buscando aprender sempre que possível e que houver oportunidades.

É entrar no Congá com o sentimento de servir, que sua alegria seja a mesma ao limpar uma sujeira ou ao dar passagem à uma entidade.

É aproveitar cada segundo do seu trabalho como cambone, oportunidade única de grande aprendizado e proximidade com várias entidades pertencentes a faixas vibracionais diferenciadas, se empenhando ao máximo para cumprir com suas obrigações e se embriagar com as enxurradas de conhecimentos que estarão ao seu dispor nesta fase.

É sentir que a alegria de estar fazendo parte daquela corrente é maior e mais compensador do que qualquer cansaço e qualquer contratempo.

É entregar de fato o seus melhores sentimentos e o seu maior esforço para colaborar com tudo o que for possível dentro de sua casa.

É respeitar as entidades, com o mesmo peso, tanto nos momentos de consolo e elogios como nos momentos de direcionamentos e puxões de orelha.

É lapidar seu ego, orgulho e vaidade.

É se preparar através do interesse, conhecimento e estudo constante.

É compreender que como tudo na vida, demandará de tempo e muito esforço para alcançar o patamar necessário para se tornar um médium atuante, que dependerá muito mais de você do que a boa vontade de ajudar, ensinar e direcionar que partir de sua casa, seus irmãos e entidades.

É entender que todos poderão passar ensinamentos porém, caberá a você aprender.

E só então, após cumprir todos os processos acima descritos, começar a pensar que talvez você esteja apto a se tornar um instrumento de trabalho mediúnico para suas entidades.

É jamais esquecer que você é um instrumento e aprendiz constante e que mesmo como médium atuante deverá manter a disciplina, a humildade e a obediência aos direcionamentos provindos do plano astral.

Enfim, ser Umbandista é muito mais e muito mais forte do que apenas as manifestações, que na verdade é uma consequência de tanto esforço, dedicação, transformação e aprendizado.

O verdadeiro umbandista não denigre a casa e nem os irmãos que um dia o recebeu com os braços abertos, e com ele conviveu durante um tempo importante de sua vida.

O verdadeiro umbandista, quando percebe que o terreiro ao qual faz parte não está mais suprindo suas expectativas, por amor a Umbanda, se retira com dignidade e amizade para prosseguir em paz sua jornada.

Enfim, isto é ser um verdadeiro umbandista!

Abraços e Luz,
Mãe Solange de Iemanjá
20.08.13

18 de ago de 2013

Origem da Prece de Caritas

 
 
 
ORIGEM DA PRECE DE CÁRITAS

A prece de Cáritas foi psicografada, na França. É uma oração muito bonita, e foi psicografada pela médium Madame W. Krell, na cidade... de Bordeaux, na França, durante a noite de Natal do ano de 1873.

Embora a autora espiritual ficasse conhecida como Cáritas, no original publicado à página 177, do Livro 'Rayonnements de la Vie Spirituelle', a assinatura aparece com Carita (sem o "s"), concordante com as mensagens incluídas por Allan Kardec em O Evangelho Segundo o Espiritismo (capítulo XIII, item 13, 107a edição da FEB – Rio – RJ – 08/1993) e também na Revista Espírita (anos 1862, 64, 65 e 66). Todas as mensagens foram recebidas em Lyon, na França, e estão com a assinatura Carita.

O Espírito apresenta-se como martirizada em Roma e também viveu na figura de Santa Irene, imperatriz (752-803), conforme Nota de Redação do Anuário Espírita 2002, editado pelo IDE de Araras-SP, página 96.

---- Santa Irene ou Iria ----
(significa Paz, em grego)

Resumindo:
O Imperador Diocleciano (Roma Antiga), assim como outros imperadores, perseguiram os cristãos de forma sanguinária.

Santa Irene foi perseguida e queimada viva em praça pública, por ordem do Governador Dulcério após interrogatório, onde se manteve inabalável ao afirmar a sua conduta pela fé nos ensinamentos deixados por Cristo.

-fonte: Portal do Espírito-

16 de ago de 2013

A divisão do pão nos ritos da Umbanda



Primeiramente, o povo bíblico procurou explicar o motivo através da história, chamando-o "pão da pressa". Entre as mais primitivas prescrições da Páscoa está recomendado que essa refeição deve ser feita "às pressas" (Ex 12.11-12), porque foi no inesperado da calada da noite que os escravos hebreus saíram do Egito.

Em segundo lugar, a ausência de fermento no pão tem a ver com a renovação da vida. Não se pode misturar o antigo com o novo. Precisa-se criar um novo fermento que dará o sentido para a nova vida, agora, em liberdade, na terra de Javé.

A celebração da Páscoa, ao longo dos séculos, antes de Cristo, sofreu algumas alterações de caráter secundário (comparar Ex 12.1-14; 21-28; 43-51; Dt 16.1-8). Contudo, a Páscoa nunca modificou o seu sentido de memória dos grandes atos de Deus em favor do Povo, a fim de que esse gesto possa renovar a esperança daqueles (as) que estão oprimidos(as). É com essa finalidade que Jesus reuniu os seus apóstolos em torno de uma mesa para uma derradeira refeição. A frase que ficou na memória deles foi: "Fazei isso em memória de mim" (Lc 22.14-20).
 

Acima você encontrará as inúmeras vezes que o pão é citado nas passagens bíblicas como alimento primordial e consequentemente, um alimento sagrado que marca mudanças nas vidas das pessoas.

Na Umbanda, como cristãos, a divisão do pão também acontece e se dá na homenagem aos Pretos Velhos, um ato que assim como no significado da páscoa, renova a esperança daqueles que estão oprimidos.

O ato de colocar o pão benzido na lata de arroz, acontece como forma simbólica de abençoar a prosperidade em nosso lar. O arroz, assim como o trigo que faz o pão são símbolos naturais de prosperidade e é por isto que o pão é colocado na lata de arroz e não em outra qualquer.

Na verdade, na divisão do pão bento devemos como sinal de respeito, ao menos provar um pedaço num ato de aceitação da transformação e dos ensinamentos de Jesus.

E, porque o pão é benzido e entregue nos trabalhos de Pretos Velhos?

Porque a diretriz da fé, da obediência e da resignação, são energias emanadas por eles, assim como a inocência e a alegria é emanada pelos Ibejís e o conhecimento e a busca por uma vida ativa é emanada pelos caboclos.

Eis então a razão pela qual temos incluso nos rituais de Umbanda a entrega de pães bentos na homenagem aos Pretos Velhos, realizada em maio.

Abraços e Luz,
Mãe Solange de Iemanjá

13 de ago de 2013

Exú ganha o poder sobre as encruzilhadas.



            Hoje, resolvi trazer uma lenda Yorubá sobre Exú. Observando os ensinamentos das polaridades podemos compreender claramente a mensagem que esta lenda transmite. Também gostaria de ressaltar que o número dezesseis é para os yorubás o símbolo da perfeição e é por esta razão que este número está presente em várias lendas e ensinamentos desta cultura.

Abraços e Luz,
Mãe Solange de Iemanjá


Exu não tinha riqueza, não tinha fazenda, não tinha rio, não tinha profissão, nem artes, nem missão.
Exu vagabundeava pelo mundo sem paradeiro.
Então um dia, Exu passou a ir à casa de Oxalá.
Ia à casa de Oxalá todos os dias.
Na casa de Oxalá, exu se distraia,
vendo o velho fabricando os seres humanos.
Muitos e muitos também vinham visitar Oxalá,
mas ali ficavam pouco.
Quatro dias, oito dias, e nada aprendiam.
Traziam oferendas, viam o velho orixá,
apreciavam sua obra e partiam.
Exu ficou na casa de Oxalá dezesseis anos.
Exu prestava muita atenção na modelagem
e aprendeu como Oxalá fabricava
as mãos, os pés, a boca, os olhos, o pênis dos homens,
as mãos, os pés, a boca, os olhos, a vagina das mulheres.
Durante dezesseis anos ali ficou ajudando o velho orixá.
Exu não perguntava.
Exu observava.
Exu prestava atenção.
Exu aprendeu tudo.
Um dia Oxalá disse a Exu para ir postar-se na encruzilhada por onde passavam os que vinham à sua casa.
Para fica ali e não deixar passar quem não trouxesse
uma oferenda a Oxalá.
Cada vez mais havia mais humanos para Oxalá fazer.
Oxalá não queria perder tempo
recolhendo os presentes que todos lhe ofereciam.
Oxalá nem tinha tempo para as visitas.
Exu tinha aprendido tudo e agora podia ajudar Oxalá.
Exu coletava os ebós para Oxalá.
Exu recebia as oferendas e as entregava a Oxalá.
Exu fazia bem o seu trabalho
e Oxalá decidiu recompensá-lo.
Assim, quem viesse à casa de Oxalá
teria que pagar também alguma coisa a Exu.
Quem estivesse voltando da casa de Oxalá
também pagaria alguma coisa a Exu.
Exu mantinha-se sempre a postos
guardando a casa de Oxalá.
Armado de um ogó, poderoso porrete,
afastava os indesejáveis
e punia quem tentasse burlar sua vigilância.
Exu trabalhava demais e fez ali sua casa,
ali na encruzilhada.
Ganhou uma rendosa profissão, ganhou seu lugar, sua casa.
Exu ficou rico e poderoso.
Ninguém pode mais passar pela encruzilhada
sem pagar alguma coisa a Exu.

 

 

Fonte: transcrito do livro Mitologia dos Orixás de Reginaldo Prandi, publicado pela Cia das Letras páginas 40 e 41

4 de ago de 2013

Moral cívica e moral espiritual



Pessoal, tentarei colocar em texto um pouquinho sobre um tema que ainda não discutimos e, como o Caboclo Cobra Coral levantou esse assunto durante a última aula dada, vou explicar a diferença entre a moral e a moral espiritual.

Sim, são distintas e com características diversas.

O que é a moral para todos os seres humanos?

A moral é uma série de comportamentos éticos, constituídos pela sociedade religiosa e cívica de um povo. Usarei alguns exemplos para que isso seja melhor compreendido: O Brasil é um país católico que tem um regime político democrático e capitalista. Sendo assim, uma pessoa considerada de boa moral em nosso país é aquele que busca suas conquistas através do seu trabalho, constitui família de forma monogâmica, acata as leis, se munindo de documentos exigidos, arcam com os impostos sob os produtos adquiridos de forma legal, contribuindo para a sustentação do país. Já, em outros países, com regimes políticos e religiosos diferenciados, conduz seu povo à outra forma de comportamento. Como exemplo: Países com regimes socialistas nos diferenciam pela falta de oportunidade de conquistas materiais e acúmulos de bens. Países regidos religiosamente pelas Leis do Alcorão sustentam a bigamia, como conduta aceitável nos povos mulçumanos. Compreendemos então, que o comportamento moral das pessoas está diretamente ligado ao local onde vivem e suas crenças. Voltando para nosso regime e crença, podemos dizer que a pessoal considerada de moral em nosso país é aquela que:

- Não rouba, não suborna, não infringi as leis comerciais e sociais. Portanto, conquista seus bens através de seu trabalho e esforço.

- Não trai seu cônjuge, não tem comportamento desenfreado em sua sexualidade, não possui vícios prejudiciais à terceiros (drogas, jogatinas, etc). Enfim, constitui família respeitando seu ambiente familiar, protegendo e cuidando de todas as necessidades para que naquele ambiente, seus filhos tenham bons exemplos e condições de se tornarem pessoas de bem, pessoas de moral, conforme às leis cíveis e religiosas local.

Penso que diante destes poucos exemplos, deixo uma base do que significa uma pessoa de moral em nosso país, agora entrarei no significado da moral espiritual.

Assim como a moral cívica, a moral espiritual é baseada em regras de comportamento conforme leis. A diferença é que essas leis são Divinas e, como no outro caso, depende única e exclusivamente de nosso esforço e disposição para acatá-las.

Todas as regras de conduta impostas na moral cívica se integram a moral espiritual, considerando que a primeira regra é não prejudicar seu próximo. Sendo assim, todo ato que traga prejuízo de qualquer espécie à um irmão, vai contra a moral espiritual.

Indo além daquilo que todos já reconhecemos como moral, precisaremos buscar a compreensão da Energia (Deus, Criador) que rege a vida do ser humano, seus fundamentos, sua ação e sua interferência direta ao próximo.

Então vejamos: Na moral cívica, pensar mal de uma pessoa, não infringi na conduta normal, de uma pessoa considerada de moral. Já na moral espiritual, isso é considerado um ato de infração, já que possuímos a consciência que o pensamento é uma forma condutora de vibrações energéticas que se endereçaram a pessoa mentalizada, podendo assim prejudicá-la.

Os espiritualistas, com muito esforço e aprendizado, tende cada vez mais e mais, se enquadrar dentro das Leis Civis e das Leis Divinas. Deixo bem claro que, qualquer infração de ambas as Leis é considerado um ato contrário a energia Cósmica (Deus), causando assim a inevitável condenação (aprendizado), conhecida por nós, como Lei do Retorno. Que será aplicada com rigor, na maioria das vezes trazendo duras consequências de nossos atos contrários, que nos obrigará através do sofrimento e da dor a resgatar todo prejuízo causado.

O grande segredo da Lei do Retorno, ou seja, do grau de condenação de um ato infracional está justamente na consciência do mesmo. Pena branda: Você não sabe que é errado e pratica a infração. Pena rígida: Você tem consciência do erro e mesmo assim o pratica.

A Lei do Retorno, nada mais é que a Justiça Espiritual, assim como temos os Tribunais da vida física. Onde os julgamentos são de acordo com a crueldade, intenção e tamanho do prejuízo provocado. Toda Lei infringida, será condenada como forma de aprendizado e evolução do ser. Pensem nisso! Está ai o grande sentido da frase: “Orai e Vigiai”

O que devemos compreender com clareza é que não há justificativas para um ato de infração. De nada adiantará justificar seu erro impondo a culpa numa atitude recebida do outro, pois a segunda grande Lei é o Livre Arbítrio, a qual nos deixa no comando absoluto de nossas escolhas e conduta. Portanto, a frase, um erro nunca justifica outro; é muito mais profunda do que sonha a sabedoria popular.

Para fechar o tema, deixo a seguinte reflexão:-

“Tudo aquilo que for contra a evolução do indivíduo será corrigido com o Poder e a Força das Leis do Criador”.

Abraços e Luz,
Mãe Solange de Iemanjá
05.03.2012