3 de abr de 2013

QUAL A DIFERENÇA ENTRE DESCARREGO E TRANSPORTE?




 
Descarrego:- A única diferença entre nós, os encarnados, para os espíritos é justamente o corpo físico e nada mais. Temos que compreender que tanto uma pessoa encarnada como um desencarnado pode ter sentimentos como raiva, mágoas, desilusões, desesperanças, tristezas, rancores, medos, etc.
            Sendo assim, nem toda pessoa que chega para tratamento no terreiro em condições ruins, necessariamente está obsidiado. Esta pessoa pode apenas estar sofrendo consequências de seus próprios pensamentos e conduta moral. A insistência do ser humano em se recusar a encarar a vida com realidade, evitando ilusões e em se manter no papel de vítimas e injustiçados geram todos esses desequilíbrios que os afetam diretamente, podendo muitas vezes prejudicar até sua saúde física.
            Todos os sentimentos acima citados, geram formas pensamento nocivas que se agarram ao campo fluídico da pessoa (aura), atraem larvas astral, contamina com miasmas e enfim, deixa a pessoa vulnerável às energias e criações astrais negativas que interferem diretamente em sua vida.
            Existem várias formas de tratamentos realizados nos terreiros para amenizar esta condição no intuito de aliviar o peso carregado por esta pessoa. Entre elas estão os passes, os banhos, os batimentos de folhas, o desbloqueio e alinhamento dos chacras, etc. Porém, em determinados casos, conforme avaliação feita pelo guia, é feito o descarrego, onde através da manipulação energética do ectoplasma do médium juntamente com as energias naturais trabalhadas dentro das giras é feito uma limpeza instantânea da aura do consulente fazendo com que o médium, neste momento, sinta o impacto da liberação das energias negativas constantes no campo fluídico da pessoa que está sendo tratada.
            Portanto, podemos compreender que no ato de um descarrego, não estamos lidando com entidades malignas e nem sofredoras, o que geralmente é confundido por muitos médiuns. Já que, ao se aproximar de tal assistente, ele sente através de sua sensibilidade mediúnica as emanações geradas pelos sentimentos da pessoa em questão. Precisamos alertar que muitas pessoas possuem a mesma capacidade de odiar e sentir raiva quanto uma entidade negativa, ou então, se colocar num estado de tanta tristeza e medo quanto um sofredor e é exatamente isto que confunde os médiuns, principalmente os despreparados ou novatos, que os leva ao animismo no momento do trabalho de descarrego (limpeza) manifestando rabos de encruza ou sofredores, que na verdade nada mais seria que o simples choque magnético negativado liberado da aura do consulente.
 
Transporte:- Algumas pessoas trazem consigo, em alguns casos, inimigos astrais que as perseguem no intuito de vingança e acertos de contas passadas, já outras, através de suas condutas morais atraem para si a intervenção de entidades que se encontram desequilibradas ou endurecidas. Esta ligação causa inúmeros males para o encarnado que praticamente se encontra indefeso já que não consegue ver ou compreender os ataques que o acomete. Dificilmente, as pessoas obsidiadas, tem consciência deste fato. Geralmente procuram os terreiros devido aos problemas de saúde ou transtornos vividos de âmbito geral em suas vidas, ignorando que a causa de todos estes transtornos está na obsessão.
            Após a devida avaliação feita pelo guia, o consulente é colocado num trabalho de transporte, onde o obsessor será capturado e ligado ao médium pela incorporação, que será direcionada e acompanhada durante todo o tempo pelo guia que está a frente deste trabalho. Devemos ressaltar que estes breves momentos em que o obsessor é ligado ao médium através da incorporação servem para que ele (obsessor) sofra um choque anímico que o ajuda aumentando seu grau de lucidez, tirando-o brevemente de sua prisão psíquica,  dando oportunidade de usar de seu livre arbítrio para escolher ser ajudado e direcionado. Nos casos de entidades mais endurecidas, esta incorporação é necessária mesmo que por breves momentos devido a experiência e conhecimento do médium que consegue segura-lo de forma controlada, impedindo que ele controle o seu mental gerando agressões ou situações perigosas até que ele seja compulsoriamente capturado e encaminhado para regiões de regeneração e tratamento.
            Quando o médium é colocado num trabalho de transporte, além de sentir através de sua percepção mediúnica toda gama de sentimentos negativos emanados pela entidade (como ocorre nos descarregos) ele ainda percebe as influências em seu campo mental que é invadido por pensamentos agressivos, ofensivos e etc em caso de entidades endurecidas ou então por pensamentos que demonstram medo, pedido de ajuda, relatos de dores e etc em caso de sofredores.
            Está ai a grande diferença entre descarrego e transporte, onde o médium necessita preparo e calma para poder avaliar qual a situação que ele estará atuando, descarrego ou transporte e assim, poder efetuar seu trabalho com segurança.
 
            É comum vermos nos momentos dos transportes, onde tais entidades dão passagem, a intervenção de médiuns na intenção de doutriná-los porém, recebemos instruções através da espiritualidade que tal ato não é conveniente que seja feito no plano material, ou seja, por nós médiuns, devido nossas limitações em conhecer a real situação de tal entidade e até de conhecer e recordar nossas próprias limitações, que podem nos colocar em situações comprometedoras e constrangedoras, caso sejamos cobrados pela entidade capturada por atos que também nos encontramos ainda devedor.
            Para melhor compreensão do que foi dito acima darei um exemplo:
            Um entidade agressiva querendo vingança se manifesta através de um transporte, onde ela se vê presa e portanto mais irada diante de tal situação. Neste momento vem um médium, que é considerado com preparo para conversar com tal entidade tentando doutriná-la, pedindo que ela perdoe sua vítima.
            Devido a limitação, através do esquecimento ou mesmo devido a tantas máscaras que nós, os encarnados usamos, a entidade se vira para o doutrinador e o cobra de suas próprias atitudes: - Quem é você para me dizer que preciso aprender a perdoar se nem você perdoa sua mãe.
            Diante do exposto de forma singela, apenas para compreensão do recado que desejamos passar é que temos a recomendação de não atuar como doutrinadores, deixando esta incumbência aos guias que encaminharam tais entidades. E devemos alertar que o exemplo foi simples e de cunho não muito grave mas que tal situação pode chegar a recordações ou lembranças que podem atingir gravemente o médium doutrinador desestabilizando seu emocional e seu mental, dependendo da revelação feita num momento crítico como este.
            Outro direcionamento que seguimos é o de não aceitarmos ou fazermos acordos com entidades trevosas. Como por exemplo fazer oferendas para que ele abandone seu intento de perseguir a pessoa que está em tratamento. Temos a orientação que tais entidades ao ser trazidas através de transportes são compulsoriamente capturadas portanto, não terão como receber absolutamente nada e que tais pedidos são feitos como uma estratégia de vingança, pois ao aceitarmos tais acordos e efetuarmos tais  oferendas, não estaremos entregando nada à ela (entidade capturada no transporte) porém, estaremos nos ligando com outros espíritos da mesma estirpe que passarão a nos obsidiar.
            Sendo assim, no Tucal não há trabalho de doutrina para tais entidades e muito menos são aceitos acordos.
Abraços e Luz,
Mãe Solange de Iemanjá
03.04.13

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