9 de abr de 2013

Algumas entidades e suas classificações




De uma forma muito simplificada porém, esclarecedora vamos classificar algumas classes espirituais do ponto de vista Umbandista. Digo do ponto de vista umbandista devido alguns termos serem usados em outros seguimentos com compreensão diferente.

Exemplo:

- Ao se falar de transporte no seguimento kardecista, temos a compreensão que: *Transporte é o fenômeno mediúnico que consiste em trazer para o local onde está o médium objetos que se encontram em outro lugar. (Livro dos Médiuns)

- Ao se falar de transporte no seguimento esotérico temos a compreensão que :

*Transporte é a capacidade do espírito se deslocar de um local ao outro conforme desejo consciente enquanto o corpo físico permanece em descanso (dormindo). O que é também conhecido como viagem astral ou desdobramento.

- Ao falar de transporte no seguimento umbandista temos a compreensão que: *Transporte é o ato onde uma entidade sofredora ou maligna é captura através do médium de trabalho, como o auxilio e direcionamento de uma entidade (guia), para que seja tratada e direcionada aos campos de reabilitação evolutiva de forma voluntária ou compulsória dependendo do caso.

Sendo assim, a classificação que segue abaixo, está diretamente relacionada aos termos utilizados nos terreiros de Umbanda.

- ESPÍRITOS SOFREDORES:- Como a própria palavra diz, são espíritos que estão em estado de sofrimento e devido o estado psíquico se mantêm presos e apegados ao plano material. Muitos estão presos sob proteção dos falangeiros de Omulú na calunga pequena (cemitério), onde recebem tratamento para o despertar necessário. Diante do sofrimento e medos que experimentam, acabam se aproximando das pessoas encarnadas por afinidade vibracional e geralmente isto acontece em grupos, prejudicando a pessoa em questão, através do processo de obsessão.

            Vale ressaltar que tais espíritos não tem a intenção de fazer mal ou prejudicar as pessoas que são obsidiadas por eles, isto ocorre simplesmente pelo estado negativo que se encontram e a ligação se dá devido a afinidade do padrão vibracional afins do encarnado.

            Àqueles que não estão presos dentro dos campos santos protegidos pelos falangeiros de Omulú, encontram-se errantes, vagando pelas ruas, casas e locais aos quais tinham apego.

            Suas manifestações nos terreiros, durante os transportes, não são violentas e nem agressivas. Ao contrário disto, eles se mostram amedrontados e frágeis, implorando por ajuda ou até mesmo calados transmitindo o tamanho de seus sofrimentos através de lamentos e choros.

 - QUIUMBAS:-  Ao contrário dos espíritos sofredores, sua única intenção é a de fazer o mal, provocando todo tipo de prejuízo mental e moral nas pessoas. Estas entidades, completamente endurecidas, se comprazem com o sofrimento alheio aproveitando das fraquezas e desequilíbrios para transformar em escravos o maior número possível de espíritos.

            Ao contrário do que se pensa, os quiumbas possuem um grau muito grande de inteligência e conhecimento, estas entidades fracassam em termos morais devido ao ódio que carregam em si. Seguirão por estes caminhos tortuosos até o momento dos resgates Divinos que acontecerá de forma voluntária ou compulsória, mais dia menos dia.

            Os quiumbas vivem no baixo astral agrupados em verdadeiras hordas que são alimentadas pelo ódio, rancores, sexualidade desequilibrada, sentimentos de vinganças e emanações de vícios de toda espécie.

            Estas entidades, quando capturadas, se manifestam nos médiuns emanando violência e agressividade, vontade de externar palavras de baixo calão e transmitem toda maldade que cultivam. Porém, sendo o médium bem preparado e atuante nos ritos da Umbanda com comprometimento e seriedade, cabe à ele impedir que todas essas manifestações sejam externadas, usando de seu auto controle e livre arbítrio para filtrar toda e qualquer manifestação negativa que possa influenciar o campo astral do terreiro e a faixa vibracional das pessoas que estejam presentes nestes trabalhos, assegurando a firmeza energética.

 - PROTETORES:- São espíritos que ainda se encontram na jornada reencarnatória, ou seja, ainda necessitam reencarnar para evoluir. Estas entidades são as que mais se assemelham aos encarnados "considerados normais e ajustados as regras de bom convívio".

            Conscientes da necessidade de se aperfeiçoar incorporam as falanges que seguem os ensinamentos de Cristo trabalhando na questão evolutiva própria ao ajudar e direcionar os encarnados. Geralmente compõem as falanges dos baianos, boiadeiros, marinheiros e etc., trabalhando diretamente com nossos desajustes e desequilíbrios.

            Estas entidades habitam as zonas astrais pertencentes aos trabalhadores da egrégora da Umbanda (conhecidas como Aruanda ou Juremá) onde, além de reabastecerem suas energias, ainda recebem ensinamentos e direcionamentos de entidades em grau maior de evolução. São engajados nas Leis Cósmicas e seguidores dos ensinamentos de Cristo.

 - GUARDIÕES:-  Verdadeiros defensores e protetores dos terreiros e médiuns. Entidade de alto grau de comprometimento com as Leis Cósmicas, verdadeiros policiais atuantes no baixo astral, senhores da ordem e disciplina, executores da Lei evolutiva trabalhando única e exclusivamente para o bem.

            Geralmente habitam em fortes localizados nas regiões do baixo astral, lidando diretamente com todas as espécies de desequilíbrios existentes neste sub mundo e no plano material.

            Ao se manifestar nos terreiros, se mostram amigos, educados, sempre dispostos a ensinar e direcionar. De conversa franca, apontam caminhos onde podemos encontrar nossa evolução. Não se mostram com estereótipos animalescos, ou seja, não rosnam e nem mostram garras e deformações, não se embriagam e nem são agressivos ao se dirigir às pessoas e não usam palavras de baixo calão (palavrões). Ao contrário disso, são extremamente educados. Alguns se apresentam de forma mais descontraída porém, grande parte deles se apresentam muito compenetrados, postura normal se levarmos em conta o posto de policiais que assumem. Sendo assim, se mantêm compenetrados, concentrados e alerta.

            Podemos dizer, sem o temor de errar, que qualquer manifestação animalesca, agressiva e chocante por parte destas entidades, nada mais é que o médium externando o que ele traz em seu interior, nada tendo haver com a entidade em questão. Portanto, se observarmos o comportamento de tais entidades, podemos ver facilmente o que o seu médium é realmente, pois sua atuação no mental do médium é a de justamente fazer com que venha para fora o que o médium mascara, para que assim possa se auto avaliar e iniciar um trabalho de reforma.

 - RABOS DE ENCRUZA:- São entidades ainda endurecidas, que geralmente se utilizam dos mistérios (nomes) dos guardiões, como por exemplo: Tranca Ruas, Capa Preta, 7 Encruzilhadas, Meia Noite e por ai a fora. Porém, utilizam destes mistérios na negatividade, interferindo no livre arbítrio das pessoas, através do conhecimento de magias, manipulações anímicas e magnéticas. Podemos dizer que tais entidades ainda não possuem um conceito formado e firmado entre o bem e o mal, por esta razão aceitam trabalhos de qualquer ordem desde que recebam elementos magísticos que reforce suas energias como forma de pagamento. E ao perceber que recebeu algum tipo de punição causada pelo trabalho solicitado não hesita em se vingar daquele que fez o pedido.  Não podemos deixar de lembrar que trabalhar ou aceitar a intervenção de tais entidades através de seu dom mediúnico te faz fonte inesgotável de ectoplasma e fluído vital, que será sugado sem a menor sombra de dúvida. Comprometendo futuramente sua saúde e equilíbrio emocional e mental.

            Muitas destas entidades encontram-se em condições de ser recrutada pelos guardiões que os direcionarão para futuramente engrossar as falanges de trabalho em prol às Leis Divinas. São grandes colaboradores quando despertam e optam pelo caminho do bem pois, através desta escolha passam a utilizar de todo conhecimento que trazem para ajudar e reforçar os cordões da Lei Maior.

            Habitam o baixo astral, reunidos em grandes grupos com o intuito de se proteger.

 - GUIAS:- São entidades com grau bem superior ao médium com o qual trabalham, atuam no plano material como doutrinadores e direcionadores. Ensinam como respeitar a Lei Divina e a importância da auto avaliação e melhora do ser. Geralmente se comprometem com uma ou mais encarnações do médium auxiliando-o em sua evolução. São entidades que ainda cumprem resgates na crosta terrestre e que labutam em seu aperfeiçoamento próprio através do trabalho que realizam despertando vários espíritos para a Lei Maior.

            Nos terreiros são conhecidos como caboclos, pretos velhos e Ibejís. Suas manifestações são de alto grau de respeito, conduta e moral. Lidam diretamente com energias naturais promovendo curas de toda ordem. São os responsáveis por passar as doutrinas e fundamentos da Umbanda e geralmente assumem o posto hierárquico de dirigente espiritual dos terreiros.

            No astral, habitam regiões conhecidas como Aruanda e Juremá.

 - MENTORES:- Entidades benfeitoras que se ligam diretamente à uma pessoa ou casa, podendo ser um amigo astral ou até uma ancestral, com o intuito de ajudar. São verdadeiros amigos que não nos abandonam em quaisquer circunstâncias. Podemos dizer que aquela voz que fala em nossos ouvidos é justamente a intervenção destas entidades na tentativa de nos aliviar ou direcionar.

            O grau evolutivo destas entidades não está ligada a evolução do seu pupilo e também podem não estar ligados diretamente à um seguimento de ordem religiosa, ou seja, o mentor pode ser uma entidade que cuida de um médium umbandista porém não atua diretamente ligado a nenhuma falange de trabalho da Umbanda.

            Não devemos esquecer que tais divisões são feitas por nós os encarnados, pois no astral o importante é o caminho a ser seguido e todos interagem conforme seus conhecimentos e faixa vibracional.

Abraços e Luz,
Mãe Solange de Iemanjá
05.04.13

Nenhum comentário:

Postar um comentário