NOSSA CASA

29 de abr de 2013

Constatando Fatos!!!




O que mais percebemos nos terreiros é a empolgação e o grande interesse pelas manifestações mediúnicas, principalmente por parte dos iniciantes.

Vemos médiuns preocupados em saber quem é o Orixá de cabeça, quem é o guia chefe ou de frente que faz parte de sua coroa, qual a posição corporal que o guia vai adotar (se vai colocar o braço assim ou assado, se pula ou ajoelha, se grita e bate no peito), se o guia é forte ou conhecido; obcecados com a idéia de preparar guias (colares) bonitas e diferentes, esquecendo-se da eficácia e necessidade real de tais objetos de trabalho, preocupados em aprender mirongas (como fazer e o que usar nestes trabalhos), enfim, enchem os olhos e as mentes com o externo e superficial.

Diante disto, venho hoje para trazer algumas reflexões:

1 - Antes de querer saber quem é o seu Orixá de cabeça, o seu ancestre e o seu juntó, queira conhecer em primeiro lugar quem são os Orixás, suas funções e energias, o que cada um representa diante da Criação Divina e o alcance destas manifestações. Apenas desta forma conseguiremos perceber que não existe este ou aquele mais forte ou mais importante.

Outra questão que é derrubada diante deste estudo é parar de culpar os Orixás pelos desequilíbrios humanos. Exemplo:

- Vemos muitos filhos agressivos, mal educados e descontrolados dizendo: Sou assim porque sou filho de Ogum, ou então, porque sou filha de Iansã.

- Vemos muitos filhos vaidosos ao extremo se melindrando por qualquer coisa, deixando-se levar pelas dores do ego ferido, dizendo: Me emociono e sou chorão por ser filho de Oxúm.

- Vemos muitos filhos radicais, controladores e soberbos dizendo: Não tem como negar que sou filho de Xangô.

E por ai a fora....

E eu pergunto: Desde de quando um Orixá manifesta desequilíbrios HUMANOS?

Estas expressões só servem para provar a falta de conhecimento e compreensão de quem são e o que representam os Orixás.

 Aproveitando a data comemorativa de Ogum, esclarecemos que Ogum é o Orixá que irradia ordem, organização, força, determinação, etc. Sendo assim, Ogum não tem absolutamente nada haver com a falta de educação e a indisciplina emocional das pessoas. Estas desculpas, nada mais são, do que uma forma cômoda de se esquivar da auto avaliação e correção pessoal.

2 - Antes de saber se o guia vai gritar, ajoelhar, bater no peito e girar, o médium deveria se interessar em compreender qual a atuação de cada linha de trabalho nos terreiros, deveria em primeiro lugar aprender a identificar as energias e faixa vibracional que atuam tais entidades. Ao invés disso percebemos muitos filhos em processos anímicos durante as giras e por mais que sejam alertados, ignoram os conselhos dados por seus pais e mãe no santo ou então pelo guia chefe, conduta que ao invés de acelerar o processo acaba por retardar e prejudicar muito seu desenvolvimento. Esta conduta geralmente se dá justamente pela ilusão visual, onde à olhos nus, e a primeira impressão é que o guia que faz e acontece é que é o bom e poderoso, ignoram que aquele que parece tão quieto e tão normal é que realmente está manifestado em seu médium, já que, quanto mais evoluída a entidade menor é o estardalhaço em sua manifestação.

3 - A exacerbada preocupação na confecção de guias bonitas, diferentes, carregadas de informações, interpretando que a quantidade e a beleza vão indicar o poder e o grau evolutivo da entidade manifestante, só comprova mais uma vez o grau de vaidade do médium que não compreende a utilização destes elementos utilizados pelas entidades. Queremos deixar claro que nem toda entidade necessita de tal material para trabalhar e que a garantia do acerto está justamente em aguardar que a entidade peça sua guia e diga como deverá ser confeccionada, caso ela necessite deste elemento magístico.

4 - A busca desenfreada por trabalhos, mirongas, excessos de elementos nos momentos dos trabalhos é mais uma ilusão acalentada por muitos médiuns que se prendem na manifestação visual. O médium necessita compreender que ele deve estudar e conhecer todos os elementos, suas vibrações, serventias e aplicações porém, que não cabe à ele incorporar "nenhum destes elementos" em seus trabalhos. Utilizar este ou aquele elemento magístico cabe exclusivamente  ao guia atuante, o conhecimento do médium apenas dará à ele a compreensão e a segurança no momento do trabalho diante de uma solicitação feita.

5 - Também me chama atenção a preocupação excessiva em ir pra trunqueira, em ter autorização para atendimento mediúnico, como se fosse um prêmio, uma promoção . Dai se perde e não se aproveita o primordial, ser cambone , estudar, amar a pratica da religião, inclusive fora do terreiro, cumprir todas as obrigações como filho da corrente, inclusive as obrigações materiais

Enfim, a mensagem que desejamos passar é que a Umbanda, assim como qualquer outro seguimento de nossas vidas necessita tempo de aprendizado, dedicação, esforço e conhecimento.

Que o médium, antes de saber quem é o Orixá ou o guia que atuará através de sua mediunidade, precisa saber quem é ele mesmo e corrigir suas maiores deficiências morais, comportamentais e espirituais, para só então poder adentrar nas práticas dos trabalhos espirituais.

Que a fé necessita estar sempre acompanhada da razão e conhecimento, buscando aprimoramento e evolução, para que toda atuação aconteça com fundamento e lógica, escapando assim, das manifestações de egos e vaidades.

Que todo início sem consciência e sem correções acarretará numa vida de enganos e sucessivos erros.

MÉDIUNS, ANTES DE TUDO, SEJAM VERDADEIROS COM SI PRÓPRIOS!

Abraços e Luz,
Mãe Solange de Iemanjá
22.04.13

24 de abr de 2013

QUAL A MAIOR DIFERENÇA ENTRE O KARDECISMO E A UMBANDA?




A maior diferença é a implicação e o comprometimento direto em seus atendimentos.

Vamos analisar:

Centro Kardecista.

1 - Uma pessoa ao se dirigir à um Centro Kardecista, a conduta usual destes centros são:

a- Ao chegar pela primeira vez, a pessoa passa por uma triagem onde é atendida por uma pessoa que aplica um questionário, conhecido como anamnese. Geralmente, além dos dados pessoais (nome, idade e endereço) é questionada a razão pela qual a pessoa está buscando o antendimento na casa. Em breves palavras as pessoas contam seus problemas e expectativas que os levaram até ali.  Tudo é anotado em uma ficha de controle e a pessoa recebe um cartãozinho que a encaminha para alguns tratamentos pré estabelecidos pela casa. Estes tratamentos são efetuados através de passes de diversas ordens. 

b- O procedimento seguinte é o de encaminhar a pessoa para a sala de passes magnéticos (passes que são aplicados pelos médiuns e não por entidades, apesar de haver intervenção astral), onde as pessoas encontrarão vários médiuns perfilados em absoluto silêncio aplicando passes, um à um, áqueles que ali estão para serem atendidos.

c- Assim que recebem o passe magnético, são encaminhados para a sala de palestras onde ouvirão através de um médium preparado para este trabalho, discorrer sobre um assunto relacionado à espiritualidade, moral, conduta cristã e etc.

d- Terminada a palestra a pessoa continua na mesma sala onde ouviu a palestra aguardando ser chamada para a próxima sala onde iniciará seu tratamento pré estabelecido no momento da entrevista. Sala esta, que geralmente conserva uma música suave ao fundo e de iluminação baixa, de cor azulada, esverdeada ou então lilás.

e - Ao adentrar nas salas de tratamentos, geralmente as pessoas são colocadas sentadas no meio de uma roda de médiuns que aplicarão passes. Entre estes tratamentos, pode estar incluida a sala de desobsessão na qual a pessoa, da mesma forma, é colocada no centro da roda de médiuns, onde um deles poderá dar passagem ao obsessor que suspostamente está intervindo negativamente na vida da pessoa que entrou para receber o tratamento.

f- Assim que a pessoa passa por estas salas de tratamento ela está dispensada para ir embora com o comprometimento de voltar na próxima reunião para cumprir o tratamento que foi pré estabelecido no momento da entrevista.

g- No caso onde a pessoa busca por um contato com um ente desencarnado, geralmente isto é feito entregando o nome do desencarnado o qual poderá ou não se apresentar através dos médiuns atuantes no centro e caso isso ocorra a pessoa solicitante receberá posteriormente a psicografia portanto, não há comprometimento algum em passar um posicionamento desta solicitação. Ou seja, a pessoa que busca uma psicografia de um ente desencarnado não tem a garantia que irá recebê-la e nem tão pouco uma posição sobre a condição de seu ente querido.

Terreiro de Umbanda.

2 - Uma pessoa ao se dirigir à um Terreiro de Umbanda, a conduta usual destes terreiros são:

a- A pessoa se dirigi à recepção para escolher com qual entidade gostaria de se consultar. São raras as casas que inicialmente tem o hábito de realizar a anamnese (pré entrevista com as pessoas).

b- Logo após escolher e agendar sua consulta, a pessoa é encaminhada para a área conhecida como assistência, onde se acomoda aguardando o momento do atendimento. Da mesma forma são raras as casas que se utilizam deste tempo em que a pessoa aguarda na assistência para ministrar uma palestra ou doutrina.

c- Iniciam-se os trabalhos e, logo após o ritual de abertura, as pessoas que aguardam na assistência são conduzidas para o interior do congá para receberem o passe geral, onde passam por todas as entidades.

d- Após o passe geral a pessoa retorna para a assistência onde aguardará até o momento de ser encaminhada até o guia ao qual seu nome foi agendado, onde fará sua consulta dizendo todas suas questões que o levaram até ali e receberá diretamente da entidade, conselhos e tratamentos necessários. Geralmente as casas estabelecem um tempo determinado máximo para que a pessoa possa conversar com a entidade devido a espera das demais pessoas que se encontram aguardando na assistência.

e- Assim que a pessoa faz sua consulta estará dispensada podendo ir embora ou permanecer na assistência para assistir o fechamento dos trabalhos.

            Como podemos ver, os procedimentos dos terreiros de Umbanda são muito mais simplificados em relação aos procedimentos dos centros kardecistas porém, em todo procedimento realizado nos centros kardecistas não há o comprometimento de se relacionar "pessoalmente" ou "intimamente" com aqueles que os procuram.

            Já nos terreiros umbandistas as pessoas falam de forma íntima sobre seus problemas e recebem diretamente conselhos pessoais, recebem orientações para tratamentos de saúde através da homeopátia (chás e outros tipos de tratamentos através de ervas, frutas e alimentos) e recebem também tratamentos espirituais específicos. *Compreendam a diferença entre fluidificar uma água e adicionar uma erva. Ambas, feitas com consciência, seriedade, assistência astral, etc; serão de grande valia porém, se os quesitos acima não forem observados a fluidificada nenhum dano causará mas a que estiver com uma erva errada, poderá matar (pensem nisso).

            Sendo assim, podemos perceber que haja o que houver dentro de um centro kardecista, nenhum procedimento irá comprometer a casa ou o médium em seus atendimentos ao contrário do que ocorre no terreiro umbandista onde uma palavra mal colocada poderá destruir uma familía, um negócio ou uma vida; onde um chá errado ou em doses excessivas poderá, ao invés de ajudar, prejudicar a saúde da pessoa podendo até levar a morte (como em casos alérgicos por exemplo); onde um banho que teria que ser tomado e é mal orientado pode  adoecer a pessoa ao invés de ajudá-la; onde uma mironga inventada ou introduzida durante os atendimentos pelo médium anímico ou mal intencionado  poderá trazer processos de desequilíbrios de diversas ordens incluindo obsessões graves.

            Infelizmente é fácil encontrar nos terreiros médiuns despreparados, que por terem aprendido que um material serve para tal coisa o incorpora em seus trabalhos como se fosse a pedido de seus guias, ou então médiuns, que hoje em dia, buscam na internet mirongas e trabalhos utilizados por entidades que possuem o mesmo nome das entidades que trabalham através de sua mediunidade para introduzir em seus trabalhos, imaginando que assim, conseguirão maior credibilidade ou então que se ressaltarão entre os outros, devido tais mirongas.

            Tolos e anímicos, são tais médiuns, que desconhecem os fundamentos destas práticas e elementos podendo através de tais condutas prejudicar gravemente a situação daqueles que buscam nas entidades que trabalham através de sua mediunidade um consolo, um conselho ou uma cura. Tais condutas, com toda certeza, implicará no carma destes médiuns que terão que resgatar gota a gota todo mal provocado por eles.

            Enfim, a grande diferença entre o centro kardecista e os terreiros umbandistas são as implicações decorrentes dos atendimentos pessoais diretos. Por isso, estudem, preparem-se, busquem a simplicidade e humildade necessárias, sejam verdadeiros consigo e com todos e, novamente, estudem muito.

Abraços e Luz,
Mãe Solange de Iemanjá
24.04.13

12 de abr de 2013

Incubus e Sucubus




Estamos estudando, no grupo de estudo do TUCAL, sobre a moral necessária à um médium e dentro deste assunto abordamos o tema Incubus e Sucubus.

A palavra "incubus" ou íncubo (do latim, in-, "sobre") é considerado alguém que está em cima de uma outra pessoa. Já um "succubus" vem de uma alteração do antigo latim succuba significando prostituta. A palavra também é considerada uma derivação do prefixo "sub-", em latim, que significa "em baixo, por baixo", e da forma verbal "cubo", ou seja, "eu me deito".

Incubus e sucubus são espíritos obsessores que habitam o baixo astral, verdadeiros vampiros do sexo que engrossam as hordas dos quiumbas.

Incubus são espíritos masculinos que ao se ligar a sua vítima (mulher) durante o sono, projetam em seu mental a imagem de um belo homem sedutor, que a assedia até alcançar o ato sexual intenso, provocando sonhos eróticos que ao liberar a libido da vítima suga sua energia vital.

Sucubus são espíritos femininos que ao ligar-se a sua vítima (homem) agem da mesma forma, apresentando-se como uma linda mulher disposta a ofertar toda espécie de prazer sexual com o intuito de sugar a energia vital.

Os incubus e sucubus sobrevivem destas energias, podemos dizer que eles se alimentam da energia vital de suas vítimas.

Devido seu grau evolutivo, podemos classificá-los como verdadeiros demônios. Que ao ligar-se à suas vítimas as prejudicam de forma importante. Tudo começa com fadiga, cansaço, problemas de sono agitado, dificuldades de concentração, erotismo em excesso e em alguns casos a impotência.

Existem duas qualidades de vítimas para estes obsessores, as passivas e as ativas. As passivas são as pessoas que geralmente não se lembram dos "sonhos" e não tem consciência desta espécie de ataque, sofrendo exclusivamente com as consequências da vampirização. Já as ativas, são as pessoas que se recordam dos "sonhos" e sentem enorme prazer diante destas lembranças, desejando novas experiências para sentir os prazeres oferecidos por estas entidades.

Suas vítimas em potencial são as pessoas desequilibradas sexualmente, pessoas que não possui controle de si em todos os aspectos da vida (são as ditas pessoas bobas que fazem tudo o que lhes pedem ou ordenam), pessoas que se entregam a traição ou então as pessoas que estão com acúmulo de energia sexual.

Tais entidades se concentram em determinados locais como: Motéis, bordéis, baladas, boates, becos, regiões de prostituição, etc.

Devido ao exposto, conseguimos compreender a importância da conduta moral do médium, observando os locais que escolhem para frequentar, levando em consideração seu alto grau de sensibilidade e atração energética.

E você, como está? Que tipo de sonhos anda tendo? Que tipo de local anda frequentando? A quantas andam sua conduta moral?

Abraços e Luz,
Mãe Solange de Iemanjá
12.04.13

9 de abr de 2013

Algumas entidades e suas classificações




De uma forma muito simplificada porém, esclarecedora vamos classificar algumas classes espirituais do ponto de vista Umbandista. Digo do ponto de vista umbandista devido alguns termos serem usados em outros seguimentos com compreensão diferente.

Exemplo:

- Ao se falar de transporte no seguimento kardecista, temos a compreensão que: *Transporte é o fenômeno mediúnico que consiste em trazer para o local onde está o médium objetos que se encontram em outro lugar. (Livro dos Médiuns)

- Ao se falar de transporte no seguimento esotérico temos a compreensão que :

*Transporte é a capacidade do espírito se deslocar de um local ao outro conforme desejo consciente enquanto o corpo físico permanece em descanso (dormindo). O que é também conhecido como viagem astral ou desdobramento.

- Ao falar de transporte no seguimento umbandista temos a compreensão que: *Transporte é o ato onde uma entidade sofredora ou maligna é captura através do médium de trabalho, como o auxilio e direcionamento de uma entidade (guia), para que seja tratada e direcionada aos campos de reabilitação evolutiva de forma voluntária ou compulsória dependendo do caso.

Sendo assim, a classificação que segue abaixo, está diretamente relacionada aos termos utilizados nos terreiros de Umbanda.

- ESPÍRITOS SOFREDORES:- Como a própria palavra diz, são espíritos que estão em estado de sofrimento e devido o estado psíquico se mantêm presos e apegados ao plano material. Muitos estão presos sob proteção dos falangeiros de Omulú na calunga pequena (cemitério), onde recebem tratamento para o despertar necessário. Diante do sofrimento e medos que experimentam, acabam se aproximando das pessoas encarnadas por afinidade vibracional e geralmente isto acontece em grupos, prejudicando a pessoa em questão, através do processo de obsessão.

            Vale ressaltar que tais espíritos não tem a intenção de fazer mal ou prejudicar as pessoas que são obsidiadas por eles, isto ocorre simplesmente pelo estado negativo que se encontram e a ligação se dá devido a afinidade do padrão vibracional afins do encarnado.

            Àqueles que não estão presos dentro dos campos santos protegidos pelos falangeiros de Omulú, encontram-se errantes, vagando pelas ruas, casas e locais aos quais tinham apego.

            Suas manifestações nos terreiros, durante os transportes, não são violentas e nem agressivas. Ao contrário disto, eles se mostram amedrontados e frágeis, implorando por ajuda ou até mesmo calados transmitindo o tamanho de seus sofrimentos através de lamentos e choros.

 - QUIUMBAS:-  Ao contrário dos espíritos sofredores, sua única intenção é a de fazer o mal, provocando todo tipo de prejuízo mental e moral nas pessoas. Estas entidades, completamente endurecidas, se comprazem com o sofrimento alheio aproveitando das fraquezas e desequilíbrios para transformar em escravos o maior número possível de espíritos.

            Ao contrário do que se pensa, os quiumbas possuem um grau muito grande de inteligência e conhecimento, estas entidades fracassam em termos morais devido ao ódio que carregam em si. Seguirão por estes caminhos tortuosos até o momento dos resgates Divinos que acontecerá de forma voluntária ou compulsória, mais dia menos dia.

            Os quiumbas vivem no baixo astral agrupados em verdadeiras hordas que são alimentadas pelo ódio, rancores, sexualidade desequilibrada, sentimentos de vinganças e emanações de vícios de toda espécie.

            Estas entidades, quando capturadas, se manifestam nos médiuns emanando violência e agressividade, vontade de externar palavras de baixo calão e transmitem toda maldade que cultivam. Porém, sendo o médium bem preparado e atuante nos ritos da Umbanda com comprometimento e seriedade, cabe à ele impedir que todas essas manifestações sejam externadas, usando de seu auto controle e livre arbítrio para filtrar toda e qualquer manifestação negativa que possa influenciar o campo astral do terreiro e a faixa vibracional das pessoas que estejam presentes nestes trabalhos, assegurando a firmeza energética.

 - PROTETORES:- São espíritos que ainda se encontram na jornada reencarnatória, ou seja, ainda necessitam reencarnar para evoluir. Estas entidades são as que mais se assemelham aos encarnados "considerados normais e ajustados as regras de bom convívio".

            Conscientes da necessidade de se aperfeiçoar incorporam as falanges que seguem os ensinamentos de Cristo trabalhando na questão evolutiva própria ao ajudar e direcionar os encarnados. Geralmente compõem as falanges dos baianos, boiadeiros, marinheiros e etc., trabalhando diretamente com nossos desajustes e desequilíbrios.

            Estas entidades habitam as zonas astrais pertencentes aos trabalhadores da egrégora da Umbanda (conhecidas como Aruanda ou Juremá) onde, além de reabastecerem suas energias, ainda recebem ensinamentos e direcionamentos de entidades em grau maior de evolução. São engajados nas Leis Cósmicas e seguidores dos ensinamentos de Cristo.

 - GUARDIÕES:-  Verdadeiros defensores e protetores dos terreiros e médiuns. Entidade de alto grau de comprometimento com as Leis Cósmicas, verdadeiros policiais atuantes no baixo astral, senhores da ordem e disciplina, executores da Lei evolutiva trabalhando única e exclusivamente para o bem.

            Geralmente habitam em fortes localizados nas regiões do baixo astral, lidando diretamente com todas as espécies de desequilíbrios existentes neste sub mundo e no plano material.

            Ao se manifestar nos terreiros, se mostram amigos, educados, sempre dispostos a ensinar e direcionar. De conversa franca, apontam caminhos onde podemos encontrar nossa evolução. Não se mostram com estereótipos animalescos, ou seja, não rosnam e nem mostram garras e deformações, não se embriagam e nem são agressivos ao se dirigir às pessoas e não usam palavras de baixo calão (palavrões). Ao contrário disso, são extremamente educados. Alguns se apresentam de forma mais descontraída porém, grande parte deles se apresentam muito compenetrados, postura normal se levarmos em conta o posto de policiais que assumem. Sendo assim, se mantêm compenetrados, concentrados e alerta.

            Podemos dizer, sem o temor de errar, que qualquer manifestação animalesca, agressiva e chocante por parte destas entidades, nada mais é que o médium externando o que ele traz em seu interior, nada tendo haver com a entidade em questão. Portanto, se observarmos o comportamento de tais entidades, podemos ver facilmente o que o seu médium é realmente, pois sua atuação no mental do médium é a de justamente fazer com que venha para fora o que o médium mascara, para que assim possa se auto avaliar e iniciar um trabalho de reforma.

 - RABOS DE ENCRUZA:- São entidades ainda endurecidas, que geralmente se utilizam dos mistérios (nomes) dos guardiões, como por exemplo: Tranca Ruas, Capa Preta, 7 Encruzilhadas, Meia Noite e por ai a fora. Porém, utilizam destes mistérios na negatividade, interferindo no livre arbítrio das pessoas, através do conhecimento de magias, manipulações anímicas e magnéticas. Podemos dizer que tais entidades ainda não possuem um conceito formado e firmado entre o bem e o mal, por esta razão aceitam trabalhos de qualquer ordem desde que recebam elementos magísticos que reforce suas energias como forma de pagamento. E ao perceber que recebeu algum tipo de punição causada pelo trabalho solicitado não hesita em se vingar daquele que fez o pedido.  Não podemos deixar de lembrar que trabalhar ou aceitar a intervenção de tais entidades através de seu dom mediúnico te faz fonte inesgotável de ectoplasma e fluído vital, que será sugado sem a menor sombra de dúvida. Comprometendo futuramente sua saúde e equilíbrio emocional e mental.

            Muitas destas entidades encontram-se em condições de ser recrutada pelos guardiões que os direcionarão para futuramente engrossar as falanges de trabalho em prol às Leis Divinas. São grandes colaboradores quando despertam e optam pelo caminho do bem pois, através desta escolha passam a utilizar de todo conhecimento que trazem para ajudar e reforçar os cordões da Lei Maior.

            Habitam o baixo astral, reunidos em grandes grupos com o intuito de se proteger.

 - GUIAS:- São entidades com grau bem superior ao médium com o qual trabalham, atuam no plano material como doutrinadores e direcionadores. Ensinam como respeitar a Lei Divina e a importância da auto avaliação e melhora do ser. Geralmente se comprometem com uma ou mais encarnações do médium auxiliando-o em sua evolução. São entidades que ainda cumprem resgates na crosta terrestre e que labutam em seu aperfeiçoamento próprio através do trabalho que realizam despertando vários espíritos para a Lei Maior.

            Nos terreiros são conhecidos como caboclos, pretos velhos e Ibejís. Suas manifestações são de alto grau de respeito, conduta e moral. Lidam diretamente com energias naturais promovendo curas de toda ordem. São os responsáveis por passar as doutrinas e fundamentos da Umbanda e geralmente assumem o posto hierárquico de dirigente espiritual dos terreiros.

            No astral, habitam regiões conhecidas como Aruanda e Juremá.

 - MENTORES:- Entidades benfeitoras que se ligam diretamente à uma pessoa ou casa, podendo ser um amigo astral ou até uma ancestral, com o intuito de ajudar. São verdadeiros amigos que não nos abandonam em quaisquer circunstâncias. Podemos dizer que aquela voz que fala em nossos ouvidos é justamente a intervenção destas entidades na tentativa de nos aliviar ou direcionar.

            O grau evolutivo destas entidades não está ligada a evolução do seu pupilo e também podem não estar ligados diretamente à um seguimento de ordem religiosa, ou seja, o mentor pode ser uma entidade que cuida de um médium umbandista porém não atua diretamente ligado a nenhuma falange de trabalho da Umbanda.

            Não devemos esquecer que tais divisões são feitas por nós os encarnados, pois no astral o importante é o caminho a ser seguido e todos interagem conforme seus conhecimentos e faixa vibracional.

Abraços e Luz,
Mãe Solange de Iemanjá
05.04.13

3 de abr de 2013

QUAL A DIFERENÇA ENTRE DESCARREGO E TRANSPORTE?




 
Descarrego:- A única diferença entre nós, os encarnados, para os espíritos é justamente o corpo físico e nada mais. Temos que compreender que tanto uma pessoa encarnada como um desencarnado pode ter sentimentos como raiva, mágoas, desilusões, desesperanças, tristezas, rancores, medos, etc.
            Sendo assim, nem toda pessoa que chega para tratamento no terreiro em condições ruins, necessariamente está obsidiado. Esta pessoa pode apenas estar sofrendo consequências de seus próprios pensamentos e conduta moral. A insistência do ser humano em se recusar a encarar a vida com realidade, evitando ilusões e em se manter no papel de vítimas e injustiçados geram todos esses desequilíbrios que os afetam diretamente, podendo muitas vezes prejudicar até sua saúde física.
            Todos os sentimentos acima citados, geram formas pensamento nocivas que se agarram ao campo fluídico da pessoa (aura), atraem larvas astral, contamina com miasmas e enfim, deixa a pessoa vulnerável às energias e criações astrais negativas que interferem diretamente em sua vida.
            Existem várias formas de tratamentos realizados nos terreiros para amenizar esta condição no intuito de aliviar o peso carregado por esta pessoa. Entre elas estão os passes, os banhos, os batimentos de folhas, o desbloqueio e alinhamento dos chacras, etc. Porém, em determinados casos, conforme avaliação feita pelo guia, é feito o descarrego, onde através da manipulação energética do ectoplasma do médium juntamente com as energias naturais trabalhadas dentro das giras é feito uma limpeza instantânea da aura do consulente fazendo com que o médium, neste momento, sinta o impacto da liberação das energias negativas constantes no campo fluídico da pessoa que está sendo tratada.
            Portanto, podemos compreender que no ato de um descarrego, não estamos lidando com entidades malignas e nem sofredoras, o que geralmente é confundido por muitos médiuns. Já que, ao se aproximar de tal assistente, ele sente através de sua sensibilidade mediúnica as emanações geradas pelos sentimentos da pessoa em questão. Precisamos alertar que muitas pessoas possuem a mesma capacidade de odiar e sentir raiva quanto uma entidade negativa, ou então, se colocar num estado de tanta tristeza e medo quanto um sofredor e é exatamente isto que confunde os médiuns, principalmente os despreparados ou novatos, que os leva ao animismo no momento do trabalho de descarrego (limpeza) manifestando rabos de encruza ou sofredores, que na verdade nada mais seria que o simples choque magnético negativado liberado da aura do consulente.
 
Transporte:- Algumas pessoas trazem consigo, em alguns casos, inimigos astrais que as perseguem no intuito de vingança e acertos de contas passadas, já outras, através de suas condutas morais atraem para si a intervenção de entidades que se encontram desequilibradas ou endurecidas. Esta ligação causa inúmeros males para o encarnado que praticamente se encontra indefeso já que não consegue ver ou compreender os ataques que o acomete. Dificilmente, as pessoas obsidiadas, tem consciência deste fato. Geralmente procuram os terreiros devido aos problemas de saúde ou transtornos vividos de âmbito geral em suas vidas, ignorando que a causa de todos estes transtornos está na obsessão.
            Após a devida avaliação feita pelo guia, o consulente é colocado num trabalho de transporte, onde o obsessor será capturado e ligado ao médium pela incorporação, que será direcionada e acompanhada durante todo o tempo pelo guia que está a frente deste trabalho. Devemos ressaltar que estes breves momentos em que o obsessor é ligado ao médium através da incorporação servem para que ele (obsessor) sofra um choque anímico que o ajuda aumentando seu grau de lucidez, tirando-o brevemente de sua prisão psíquica,  dando oportunidade de usar de seu livre arbítrio para escolher ser ajudado e direcionado. Nos casos de entidades mais endurecidas, esta incorporação é necessária mesmo que por breves momentos devido a experiência e conhecimento do médium que consegue segura-lo de forma controlada, impedindo que ele controle o seu mental gerando agressões ou situações perigosas até que ele seja compulsoriamente capturado e encaminhado para regiões de regeneração e tratamento.
            Quando o médium é colocado num trabalho de transporte, além de sentir através de sua percepção mediúnica toda gama de sentimentos negativos emanados pela entidade (como ocorre nos descarregos) ele ainda percebe as influências em seu campo mental que é invadido por pensamentos agressivos, ofensivos e etc em caso de entidades endurecidas ou então por pensamentos que demonstram medo, pedido de ajuda, relatos de dores e etc em caso de sofredores.
            Está ai a grande diferença entre descarrego e transporte, onde o médium necessita preparo e calma para poder avaliar qual a situação que ele estará atuando, descarrego ou transporte e assim, poder efetuar seu trabalho com segurança.
 
            É comum vermos nos momentos dos transportes, onde tais entidades dão passagem, a intervenção de médiuns na intenção de doutriná-los porém, recebemos instruções através da espiritualidade que tal ato não é conveniente que seja feito no plano material, ou seja, por nós médiuns, devido nossas limitações em conhecer a real situação de tal entidade e até de conhecer e recordar nossas próprias limitações, que podem nos colocar em situações comprometedoras e constrangedoras, caso sejamos cobrados pela entidade capturada por atos que também nos encontramos ainda devedor.
            Para melhor compreensão do que foi dito acima darei um exemplo:
            Um entidade agressiva querendo vingança se manifesta através de um transporte, onde ela se vê presa e portanto mais irada diante de tal situação. Neste momento vem um médium, que é considerado com preparo para conversar com tal entidade tentando doutriná-la, pedindo que ela perdoe sua vítima.
            Devido a limitação, através do esquecimento ou mesmo devido a tantas máscaras que nós, os encarnados usamos, a entidade se vira para o doutrinador e o cobra de suas próprias atitudes: - Quem é você para me dizer que preciso aprender a perdoar se nem você perdoa sua mãe.
            Diante do exposto de forma singela, apenas para compreensão do recado que desejamos passar é que temos a recomendação de não atuar como doutrinadores, deixando esta incumbência aos guias que encaminharam tais entidades. E devemos alertar que o exemplo foi simples e de cunho não muito grave mas que tal situação pode chegar a recordações ou lembranças que podem atingir gravemente o médium doutrinador desestabilizando seu emocional e seu mental, dependendo da revelação feita num momento crítico como este.
            Outro direcionamento que seguimos é o de não aceitarmos ou fazermos acordos com entidades trevosas. Como por exemplo fazer oferendas para que ele abandone seu intento de perseguir a pessoa que está em tratamento. Temos a orientação que tais entidades ao ser trazidas através de transportes são compulsoriamente capturadas portanto, não terão como receber absolutamente nada e que tais pedidos são feitos como uma estratégia de vingança, pois ao aceitarmos tais acordos e efetuarmos tais  oferendas, não estaremos entregando nada à ela (entidade capturada no transporte) porém, estaremos nos ligando com outros espíritos da mesma estirpe que passarão a nos obsidiar.
            Sendo assim, no Tucal não há trabalho de doutrina para tais entidades e muito menos são aceitos acordos.
Abraços e Luz,
Mãe Solange de Iemanjá
03.04.13