7 de fev de 2013

Origem da Umbanda


 
Zélio Fernandino de Moraes


Se fossemos resumir em uma palavra o que é Umbanda, esta palavra seria: ENERGIA. Em uma frase, seria: ENERGIA EM CONSTANTE MOVIMENTO E EVOLUÇÃO.
A Origem da Religião Umbanda é brasileira. Ela foi idealizada pelo astral superior com o intuito de alcançar a massa espiritual e material. Nasceu timidamente como a linha dos Umbandas, que baixava em barracões de Candomblé, nos meados do século XIX, iniciando uma nova forma de culto, com novos conceitos e no início do século XX já era tão poderosa que havia se espalhado pôr muitos rincões do Brasil. Dizer algo diferente disto seria faltar com o bom senso.
No dia, 16 de Novembro de 1908, na residência do jovem médium Zélio Fernandino de Moraes, realizou-se a primeira sessão de Umbanda, dirigida pelo Caboclo Sete Encruzilhadas, que deu origem ao primeiro templo de Umbanda “oficial” no Brasil, que recebeu o nome de Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade. Antes da fundação deste templo, temos informações de que em 1902, já se manifestava uma entidade com o nome de Caboclo Pena Branca ou Itatinga, no estado do Mato Grosso, assim como diversos outros espalhados por todo o território brasileiro, mas o primeiro terreiro a oficializar a prática, foi o templo Nossa Senhora da Piedade, do Caboclo das 7 Encruzilhadas, no Rio de Janeiro.
Como já dissemos anteriormente, a Religião Umbanda é nova e é brasileira.
Hoje, praticamos uma religião espiritual e essencialmente cristã, com origem no brasileiro pré-histórico, nos cultos africanos, no catolicismo e nas antigas filosofias orientais, fonte inicial de todas as crenças do mundo civilizado.
O culto africano desempenhou papel importante na fixação da Umbanda no Brasil, dando-nos o culto aos Orixás (energias sustentadoras do planeta) e parte dos rituais praticados. Já, os índios nativos legaram à Umbanda os conceitos, as bases e as práticas do culto. Do espiritismo veio o esclarecimento doutrinário, reforçando a noção da reencarnação e da comunicação com os espíritos. Dizemos reforçando, porque esses conceitos já existiam nos cultos nativos, pois se comunicavam com seus antepassados através dos pajés. O catolicismo contribuiu de início por imposição, ao que devemos o sincretismo religioso, assimilação do Orixá ao Santo Católico, que se tornou tão forte que é quase que impossível separar o Orixá do Santo Católico nos rituais de Umbanda. O que na verdade, ajudou e ajuda muito na aceitação e sentimento de familiaridade aos novatos que ingressam em um Templo e encontram um lindo cenário formado pelas imagens de Santos Católicos, nos Congás (o mesmo que altar). Os conhecimentos milenares dos povos orientais fornecem à Umbanda a compreensão dos processos de magias praticadas nos diversos trabalhos realizados em prol das pessoas que recorrem às suas giras.
Essa complexa mistura, a qual o leigo ignorante chama de macumba, baixo espiritismo, magia negra, etc., é na realidade uma das religiões mais lindas que temos neste último século, aberta a todos que a procuram, sem distinção de qualquer espécie.
A Umbanda é paz, é amor a Deus e ao próximo.
É certo que a comunicação com o mundo espiritual não surgiu com a Umbanda, pois em civilizações antiqüíssimas já aconteciam. Mas da forma como acontece nos centros de Umbanda, onde linhas hierarquizadas desde o alto até o embaixo se manifestam, bem, aí só mesmo a Umbanda faculta tais manifestações.
Se as práticas de Umbanda não são novas, no entanto nova é a forma como elas acontecem dentro dos terreiros e seus fundamentos. Mas se assim acontecem, isto se deve à forma como a Umbanda foi idealizada para auxiliar a evolução espiritual de milhões de seres humanos.
Tudo foi coordenado pelo astral superior. Ordenado pelos Orixás, que são os regentes planetários e, fundamentado em experiências religiosas anteriores, todas tidas como muito positivas para acelerar a evolução dos espíritos humanos.
Muitos dizem que Umbanda não é religião, devido a idéia dela advir do “culto” de Candomblé, o que é um grande engano, pois a Umbanda é reconhecidamente uma religião, que possui ciência e filosofia. A frase: Quanto mais se estuda, mais se aprende que nada sabe. Dentro da Umbanda, não se trata de falsa modéstia e sim de uma dura realidade, tamanha é a abrangência energética em que Ela é atuante.
Hoje, um século depois, a Umbanda começa a ultrapassar as fronteiras do Brasil e já está se instalando em vários países. Se isso acontece é porque a Umbanda é de “fato” uma religião e é regida pelos Sagrados Orixás, Regentes planetários.
Como até hoje não temos uma definição correta para o significado da palavra Umbanda, podemos defini-la como um caminho sadio e fraterno para chegarmos até Deus.
Umbanda é a religião, é o sacerdote.
        Umbanda é a caridade, é o curador.
        Umbanda é o meio, é o médium.
        Umbanda é a evolução, é o ser evoluindo.
        Umbanda é sol, é luz que aquece os corações.
 
Abraços e Luz,
Mãe Solange de Iemanjá

 

4 comentários:

  1. Veja... falando sobre a mistura de "conceitos" religiosos na formação da Umbanda em seus primeiros anos pós anunciação pelo Caboclo das 7 encruzilhadas.
    Mas especificamente pela inserção da cultura Afro, tivemos uma mesclagem e ligação com os Orixas ( Cultura Nagô), de forma curiosa sendo que os PV desde Pai Antônio já com o Sr. Zélio, faziam uma maior referencia a cultura Bantu vinda de Angola e Congo, Pai Joaquim de Angola, Rei Congo etc...
    Onde não se cultuava Orixás e sim Nkisis, tenho uma visão a partir deste ponto de vista, que muitos dos praticantes de outros cultos e religiões Afro na época atuantes no estado do Rio de Janeiro, migrando para Umbanda, por um ou outro motivo (na maioria deles opressão de uma sociedade preconceituosa) trouxeram com sigo mais "conceitos" do que calcula-se. Dentre esses os Orixás Nagôs, ou ao menos seus respectivos nomes, e ai fica uma das lacunas que talvez explique pq estás religiões tem ideias tão distintas dentre os "conceitos" do que seja!? como atua!? e o que é!? essas "dinvidades" que carregam mesmo nome e são vistas por muitos de formas tão diferentes.

    Não sei se fui claro, mas se tiver algo a discorrer sobre o citado, fico grato.

    Axé!

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  2. Sim Koiot... concordo plenamente com vc e podemos presenciar tais atitudes até nos dias de hoje onde existe a misselânea de Umbanda com Kardecismo e até outros segmentos, tudo dependerá da aceitação e ponto de vista do dirigente da casa. E com certeza houve mesmo essa mistura de vários fundamentos Afros que foram incorporados mas, de forma a se acomodar nos conceitos da Umbanda.
    Podemos dizer sem medo de que a Umbanda é eclética kkkk...Já que nela não há fronteiras nem barreiras que impeçam as informações chegar. Porém, compreendo que há uma maneira de praticar Umbanda por Umbanda... e estou presenciando o astral cuidadosamente moldando isto, trazendo conceitos em diversos pontos e em diversas casas que começam a coincindir e assim, aos poucos, conseguiremos um dia fundamentar a Umbanda. Por enquanto, o melhor remédio chama-se bom sendo e trabalho sério.

    Abraços e Luz,
    Mãe Solange de Iemanjá

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  3. "Podemos dizer sem medo de que a Umbanda é eclética"
    Creio que sim rsrsrsr

    Acho isso uma das coisas mais ricas na Umbanda, ela não nasceu formada, mas apenas com diretrizes para que com o tempo e a experiência fossem sendo modeladas e abrangesse a necessidade de seus filhos.

    Agradecido por dispor de seu tempo. Axé.

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  4. Oh! Meu Bendito Exú MARABÔ (PUT SATANAKIA)! Alaroê! Malê, Malembe (Maleime, Maleme), Agô! Eterna, Infinitamente, Agradecido, Grato (Mesmo), de coração, por tudo de bom, a mim, por tudo, Sempre a meu favor (e Jamais contra mim)! Peço-Vos, por favor, que eu tenha: Espertezas, Saúde, Defesas (muitas, mesmo), a mim! Sempre (Mesmo)! Assim Seja (Amém)! Assim Seja Feito (Sempre, Mesmo, Demais)! E, Nunca (Mesmo) Seja Desfeito! Axé, Axé, muito Axé!...

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