13 de fev de 2013




A utilização das ervas na Umbanda
 

As ervas fazem parte da vida humana quer em rituais religiosos ou tratamentos fitoterápicos desde as antigas civilizações.

Nos rituais de Umbanda são aplicadas na cura do corpo físico, astral e mental através de chás, banhos e defumações.

Os vegetais conseguem captar, armazenar e condensar energias solares, lunares e cósmicas. Eles agilizam o processo de harmonização do indivíduo consigo, bem como com o próximo e também com a natureza. Captam as energias através de correntes eletromagnéticas do planeta, correntes estas, regidas pelos sagrados Orixás que sustentam nosso planeta.

Não descarto a utilização das ervas na Umbanda, pois até mesmo a medicina atual esta em frequente estudo para melhor utilização das mesmas com maior eficácia. São delas que são retirados os princípios ativos para confecção dos medicamentos, inclusive dos alopatas, com menor grau de agressão ao corpo físico.

Nos primórdios da Umbanda, essas ervas eram cultivadas por pessoas específicas que ficavam responsáveis pelo cultivo e colheita respeitando toda uma gama de ritos e preceitos como: Horários para plantar e colher, observância das fases lunares, qualificação com o Orixá regente da erva, formas de manipulação, etc. E assim, os erveiros faziam a colheita e o preparo conforme a solicitação das entidades atuantes nos terreiros.

A pessoas em geral também tinham conhecimento sobre ervas e a grande maioria as cultivavam em seus quintais e hortas para consumo próprio pois, consultar a medicina convencional era um recurso para poucos. Até mesmo os médicos da época mandavam manipular ervas nas boticas, pois era raro e custoso encontrar medicação que hoje conhecemos e adotamos. Promovendo curas através de garrafadas, ungüentos, xaropes, etc., todos preparados com ervas, na sua grande maioria, frescas.

Com a evolução ganhamos muito no campo na medicina porém, perdemos o conhecimento trazido das antigas civilizações. Nos dias de hoje muitos não sabem  nem diferenciar boldo de erva cidreira (tapete de Oxalá de erva de Santa Maria).

Tenho observado que as entidades de Umbanda, nos últimos anos  passaram a trabalhar cada vez menos com a utilização das ervas. Assim como o esperado, as entidades caminham de acordo com a evolução planetária e a concepção e compreensão da dificuldade atual para a manipulação de ervas é respeitada por elas.

Poucos são os que possuem espaço físico para o cultivo das ervas, a grande maioria não possui nem mesmo um vasinho com planta e nem o conhecimento mínimo para reconhecer as ervas e assim ter a certeza de que estarão utilizando as ervas corretas que são receitadas pelas entidades nos terreiros.

No centro de São Paulo ainda há barracas de ambulantes onde são vendidas as ervas. Nestas barracas as encontramos expostas sem cuidado de higiene e de conservação. A grande maioria destas ervas são contaminadas pela poluição, fungos e afins. O mesmo ocorre nas casas de artigos religiosos.

Como não sabemos diferenciar e reconhecê-las podemos também facilmente ser ludibriados e levar para casa outra erva, acreditando ser a receitada pela entidade do terreiro, colocando assim em risco a nossa saúde.

Exemplo: Ao beber um chá contaminado por toxinas, mesmo que seja a erva indicada pelo guia, há a perda dos princípios ativos e a perda energética e eletromagnética da erva, o que resultará numa falta de resultado salutar, contribuindo para a perda da credibilidade dos terreiros. Sem contar que ao invés do tratamento não proporcionar uma melhora poderá causar um quadro de agravamento da saúde da pessoa. O que obviamente é uma situação que o astral evitará, sem sombra de dúvidas.

Em contra partida, hoje temos o conhecimento de que também absorvemos as mesmas energias que são captadas pelas plantas através dos nossos chacras para promover o equilíbrio físico, emocional e espiritual.

O desequilíbrio emocional, vitimismo, ansiedade, não aceitação do Eu verdadeiro gera o bloqueio energético causando assim as doenças primeiramente no corpo astral que será posteriormente somatizada no corpo físico.

As entidades vêem cada dia mais e mais nos orientando à mudarmos nossos conceitos enfatizando sempre a necessidade de limparmos a fonte energética, o nosso Eu.

Ao encarnarmos recebemos um corpo físico pleno em sua capacidade física e espiritual que atua em sincronia perfeita com o universo o qual supre todas as nossas necessidades durante a trajetória evolutiva.

Podemos presenciar nos dias atuais a utilização quase que anímica das ervas nos terreiros, onde médiuns acomodados e resistentes às mudanças evolutivas insistem nesta prática, cristalizados nos conceitos que aprenderam, se esquecendo de que são os guias que vêem para trabalhar. Porém, percebemos que os mesmos transitam numa zona de conforto, onde apenas as ervas mais conhecidas e utilizadas pela vovó são as que continuam em uso.

Os tratamentos reais, ministrados pelas entidades de outrora estão cada vez mais inexistentes, basta observar!

Seria insensato imaginar que as entidades não acompanhariam a evolução. Tanto acompanham que deixam nos dias atuais uma nova maneira de promover a cura: A reforma íntima verdadeira.

Quem já não ouviu falar que o corpo fala?

O estômago arde quando as raivas não conseguem sair.

O diabetes invade quando a vida se torna amarga.

A dor de cabeça oprime quando as dúvidas aumentam.

O coração desiste quando o sentido da vida parece terminar.

A alergia aparece quando o perfeccionismo fica intolerável.

O angústia invade quando o orgulho escraviza.

A pressão sobe quando o medo aprisiona e a necessidade de controlar exacerba.

As neuroses paralisam quando a ”criança interna” tiraniza.

Os rins perdem sua capacidade de filtrar quando nos tornamos irredutíveis.

Pensem nisso!

Mãe Pequena Solange Vilella
13.02.2013

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