1 de fev de 2013

A evolução evidente na linha de boiadeiro!












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A evolução aparente na linha de boiadeiro

         A Umbanda assim como qualquer outra religião é hierárquica tanto no plano material como espiritual.

         No plano material temos esta hierarquia aplicada de forma comum como há em qualquer negócio: Presidente, vice presidente, administradores, tesoureiro e secretários.

         No plano astral esta hierarquia está ligada principalmente ao grau evolutivo das entidades que compõem a equipe de trabalhadores da coroa do médium. Explicarei de uma forma mais simples para maior compreensão: Eu abri meu terreiro, o guia que comanda os trabalhos realizados lá é o guia que dentro da formação da minha coroa possui o maior grau evolutivo entre eles.

         Depois da casa aberta, outros médiuns ingressam na corrente mediúnica para trabalhar e estes médiuns poderão sim, ter em sua coroa uma entidade mais evoluída do que o comandante da casa que ele ingressou porém, ele (o guia) se submeterá a hierarquia da casa, acatando humildemente os direcionamentos ali ministrados.

         Geralmente isto ocorre por algumas razões básicas:

         1 - seu médium não possui missão para trabalhar como dirigente.
         2 - seu médium ainda encontra-se inexperiente necessitando de ensinamentos e práticas de trabalho para alcançar o ponto em que chegará o momento de abrir a própria casa.
         3 - no plano astral a questão comando não é levada como no plano material, eles se importam muito mais com o trabalho do que com posto.

         Esta é a razão pela qual a grande maioria das casas são comumente comandadas por Caboclos ou Pretos Velhos, entidades que dentro da hierarquia atuante possuem maior grau de evolução.

         Como é dito, aos quatro ventos, que a vida material é um reflexo imperfeito da vida astral, vemos que as entidades, assim como nós, buscam constantemente aperfeiçoamento e evolução e dentro da linha de boiadeiro este fato fica muito nítido, o que particularmente, acho encantador poder presenciar essa caminhada evolutiva no astral.

         Então vejamos. Dentro da escala de evolução, em ordem decrescente, temos (de forma simplificada apenas para demonstrar o que pretendo):

1 - Caboclos .... estando no grau evolutivo maior, em relação ao boiadeiro
2 - Boiadeiros.... estando no grau evolutivo maior, em relação ao baiano
3 - Baianos... que estaria entre os dois acima no menor grau evolutivo.

         Diante disto e conscientes do movimento evolutivo que há "na vida" verificamos que a linha de boiadeiro literalmente fica no meio do caminho onde podemos notar claramente entidades a caminhada das entidades atuantes no plano astral.

         Dentro da linha de boiadeiro encontramos entidades que trabalham fincadas na energia da linha. Que são os caipiras e sulistas, grandes conhecedores das ervas, energias naturais como as fases lunares em relação a tratamentos, como energia solar para imantação de determinados trabalhos, conhecedores de benzimentos e rezas fortes, etc... enfim, estão diretamente atuantes nos trabalhos de limpeza e cura que é o grau de atuação da linha de boiadeiro.

         Por outro lado vemos também dentro da mesma linha, boiadeiros que ainda usam o estereótipo idêntico ao de baiano, sinal claro que são entidades recém chegadas ao novo grau evolutivo e também encontramos boiadeiros que apresentam estereótipos já idênticos ao caboclos, deixando a evidência que estão se preparando para evoluir em seu grau.

         A matéria de hoje não tem nada demais é apenas uma curiosidade que trago para despertar a observação dos seguidores da Umbanda que nos trás tantas informações de forma sutil e tão óbvias que só são percebidas quando alguém nos chama a atenção para o fato e neste caso temos a prova viva da constante transformação que o espírito enfrenta em busca de evolução.

Abraços e Luz,
Mãe Solange de Iemanjá.
01.02.2013

6 comentários:

  1. Gostei do texto realmente muito bom, mas... me surtiu uma "curiosidade", sempre que me deparo com o tema de "linha auxiliares", essa ideia de mudança de linha de trabalho, se podemos assim chamar, deixa um à ver! Vamos ver se consigo colocar a ideia que me passa, apenas para me esclarecer, vou tentar exemplificar.

    Um espírito que venha trabalhando junto ao grupamento dos Exus, vendo-se em um momento de transição passará a trabalhar em outro "grupamento". seja ela Baiano , Boiadeiro , Marinheiros , Cangaceiro etc... Assim haverá a necessidade de se assumir uma nova postura ou um novo estereotipo, mas ai é que pega,, entendo que um Guia o qual acredito trazer Luz, Ensinamentos e Evolução, não pode se utilizar de "mentira", sem a desculpa de que "meios justificam fins". Assim sendo esse novo estereotipo que o "antigo Exu" agora irá assumir, precisa estar ligado a uma de suas antigas encarnações ou fatidicamente seria "falso". Se caso agora venha a se ligar a um grupamento de Boiadeiros, terá que buscar no seu pretérito de encarnações algo que o ligue, uma vida que o ligue a este estereotipo.
    Exemplo histórico, o Caboclo das 7 encruzilhada, na anunciação da Umbanda se postava como um Índio, mas um vidente à mesa, via nele restos de vestes de um padre, algo que foi esclarecido ao mesmo dizer ter sim sido um padre, mas em sua ultima encarnação Deus lhe agraciou ter nascido um Caboclo Brasileiro.

    E assim questiono talvez por este motivo uma gama tão grande de "linhas Auxiliares" hoje em nossa amada Umbanda???

    Mais uma vez se puder discorrer sobre o tema fico Grato.

    Axé.

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  2. Ok Koiot compreendi claramente sua dúvida e vou tentar passar os conceitos que nos foram passados pela espiritualidade.

    1 - Em primeiro lugar não temos a concepção de que Exú é uma entidade inferior em sua evolução. Para nós ele é tão somente uma entidade que milita na polaridade negativa (esquerda) das regiões umbralinas ou trevosas (como queira..kkk), lidando diretamente com espíritos endurecidos e atuando para resgatá-los de tal condição. Sendo assim, caso venham trabalhar na polaridade positiva (direita), apenas estarão mudando de faixa vibratória de trabalho e não sua condição evolutiva. Me atrevo a dizer que qualquer exú que comanda uma falange poderia tranquilamente passar a trabalhar como um caboclo porém, nem todo caboclo teria o preparo e a evolução necessária para trabalhar como um exú comandante. Vou usar uma analogia para exemplificar melhor. Imagine um policial comandante da rota, formado e graduado, que um dia resolve abandonar a carreira e assumir a presidência de um empresa. Ele conseguirá exercer a função com pouco tempo de prática, já um presidente de empresa, muito provavelmente, não conseguiria assumir o comando da rota. E é assim que compreendemos os exús.

    2 - Dentro da polaridade negativa, assim como na polaridade positiva, existem graus evolutivos a serem conquistados passando desde os sentinelas, trunqueiras, guias de trabalho, sub chefes de falanges e chefes de falanges. Este é outro caso que posso tranquilamente dizer que em humanas não há exatas e que ocorre sim essa migração mas não como forma de ascendência evolutiva imediata e sim para dar continuidade em sua jornada na polaridade contrária a que militava até então e vão sim assumir na polaridade positiva um esteriótipo que esteja de acordo com a faixa vibracional de que faz parte... Quero lembrar que estamos lidando com esteriótipo no sentido literal da palavra que será assumido em função de um trabalho a ser realizado. Vamos à analogia..kkkk Imaginemos que vc não é um professor mas, que tenha estudado muito sobre um tema e que tenha alcançado muito conhecimento e conceitos que interessam para um grupo de pessoas. Certo dia vc é convidado ou se dispõe a comparecer em um congresso para falar o que sabe, ensinar aquele grupo tudo o que aprendeu. Vc estará assumindo um esteriótipo de professor neste momento, para realizar um objetivo. E isto não será uma falsa identidade e sim uma postura necessária para o momento.
    Vc poderá compreender como se dá "esta transformação do esteriótipo" no livro Tambores de Angola do Robson Pinheiro... que na minha opinião foi o médium que teve o maior grau de sensibilidade e de expressão para descrever como isto acontece. Todo esteriótipo assumido pelos trabalhadores da Umbanda foram pensados para facilitar o intercâmbio entre eles, os filhos e os frequentadores... desde o mais humilde até o mais culto. Sendo assim, não se faz necessário ter o espírito vivenciado uma encarnação como caboclo, baiano, etc... basta que ele se enquadre na necessidade pedida para o trabalho a ser feito.

    3 - Também não compreendo muito bem estas sub divisões... algumas dá até pra compreender com bom senso que preenchem graus na escala evolutiva.. digamos assim: No nível mais baixo da polaridade positiva (a direita) iniciando em ordem crescente os marinheiros, baianos, boiadeiros, caboclos, pretos velhos e erê (no mesmo grau porém com faixas vibracionais distintas para atuação). Agora... temos notícia de malandros, ciganos, linhas que trabalham unicamente padres e monges, e sei lá eu quantas mais... também não sei o objetivo disto e também não consigo compreender o sentido para isto. Quem sabe um dia encontraremos a resposta ou tudo isto será esclarecido de uma forma a enxugar estas ramificações... que mais uma vez tem muito haver com a concepção e aceitação dos dirigentes de cada casa.

    Espero ter ajudado ao menos esclarecer um pouquinho alguns pontos de suas dúvidas...

    Abraços e Luz,
    Mãe Solange de Iemanjá

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    Respostas
    1. Bom, Solange primeiramente "desculpa", não percebi que apareceu como Koiot rsrsr,,, Prazer mais uma vez Daniel de Souza. Disse que ia perturbar um pouco, ou se preferir obsediala rsrsrkkkkk

      Adoro dialogar, pois expande as idéias e abre seu possibilidades de interpretações, se eu algum momento eu dirigir palavras que pareçam a vc como "verdades absolutas", não é minha intenção, apenas falha na minha expressão.

      Vamos lá... se de alguma forma as minha palavras colocarão Exu como inferior não foi o quis, apenas usei como exemplo msm, não vejo a coisa assim, (a palavra inferior soa muito forte). Entendi sua analogia, mas... penso em um Médico..., um erveiro tb pode curar mas não arriscaria fazer um cirurgia, ou estaria sendo imprudente, certo? Assim é como entendo as diferenças de trabalho de Exu para de um Caboclo ou um Preto Velho. E o que vemos são estes dirigindo as casas e não
      o contrário. Poderia tb pensar na analogia do faxineiro para o presidente da empresa, quer dizer o presidente pode "descer" e fazer o papel da faxina, mas e o faxineiro pode subir e fazer o papel do presidente!??

      *não me entenda mal. è apenas forma de estudo, gosto de ver um mesmo tema por muitos ângulos diferentes. Penso que só assim podemos ter uma opinião "positiva". rsrsr


      Sim, já li este livro. Veja entendo sim que em uma linha por exemplo de Preto Velho, possa a ver dentre eles pessoas que não foram negras, mas estas não se apresentam como se fossem, de frente pra um ao perguntar se este foi negro e escravo o mesmo dirá "não", (as vezes escuto um, zi fio exe não é o mais importante agora)rsrsrsr, e realmente não a problema algum, ele não se apresenta como um preto velho, apenas assumi o arquétipo de um velho (nem sempre), e somos nós que dissemos Preto Velho, pois no nome que a entidade em terra trás como "Pai" João, não diz se é negro, asiático etc... Ma o que me parece estranho é alguém que se apresenta como "Baiano" João, ele já está a dizer que é ou foi Baiano, e coloquialmente estará falso, caso ele não tenha sido.
      E a razão nos diz que uma mentira é sempre um mentira indiferente nos fins que ela nos traga.

      "E isto não será uma falsa identidade e sim uma postura necessária para o momento."
      Isso fica me parecendo meios para justificarem fins, não sei mas "EU" não gosto dessa ideia, acho que pode se chegar ao mesmo feito sem a necessidade de uma postura apenas pela necessidade psiquica dos que o assistem, mas entendo e respeito sua visão. E agradeço por compartilhar ela. Acredito que apenas através de diálogos abertos é que crescemos como pessoas e Umbandistas.

      Ajuda sim Solange, espero não estar sendo "muito" chato, só um pouco kkkkk


      Daniel de Souza.

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  3. Ahhh ok então... prazer novamente..kkkk
    Vc é o amigo da Leandra?
    Gostaria de te pedir para me mandar um oi por email para que eu possa ter o seu endereço e assim continuarmos nossa conversa..kkkk Eu também adoro dialogar e trocar idéias... sendo assim, pode me obsidiar à vontade kkkkkkk

    Abraços e Luz,
    Mãe Solange de Iemanjá

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