NOSSA CASA

26 de fev. de 2013

Pomba Gira - Quem sou eu?


Recebi ontem um email que trouxe uma mensagem psicografada pela Guardiã Maria Padilha. Como os ensinamentos e mensagens vêem sendo trazidas nos mesmos conceitos em várias casas, incluindo a nossa, achei válido compartilhar com todos os seguidores do nosso site.
 
É chegado o momento de reflexão, uma maneira certeira para sair das crendices e da ignorância.
 
Peço que reflitam item por item no valor de cada frase....
 
Abraços e Luz,
Mãe Solange de Iemanjá
 
Não olhe para mim como uma mulher sensual, que ri e se diverte bebendo champanhe.
 
Não olhe para mim como uma mulher de muitos homens, que favorece seus caprichos e esconde sua verdadeira intenção.
 
Não olhe para mim como uma cúmplice de seus desequilíbrios e testemunha de sua ignorância quando atentas contra a Lei Maior.
 
Não olhe para mim pensando que eu venho pular de alegria com o seu ego, quando eu venho é para trabalhar.
 
Não olhe para mim à procura de pretextos para atrair alguém que lhe interessa, não estou para brincadeiras sexuais travestidas de minha suposta sensualidade .
 
Não olha para mim como uma mulher de palavras ruins, quando sua boca é dominada por emoções que não sabes enfrentar.
 
Não me veja como um espírito feminino que gosta de se vestir de mil cores, porque eu não me importo com aparências, sou o que sou.
 
Não confunda o seu entusiasmo em querer chamar a atenção com a minha personalidade.
 
Não olhe para mim com cara de fome, oferecendo sacrifícios de animais em troca de favores efêmeros e infantis. Não bebo sangue, o animal não me interessa, não sou das trevas, sou da luz trabalhando para Deus na escuridão…
 
Não olhe para mim pensando que sua loucura e descontrole ao incorporar são a minha suposta manifestação. Aprenda que é você o responsável por manter suas emoções ocultas no dia-a-dia.
 
Não olhe para mim supondo que eu vim para mostrar minha beleza. Eu não sou uma boneca de pano que você pode vestir como quiser.
 
Eu vim para trabalhar, não para competir contra estupidez.
 
Não olhe para mim como um produto que você vende para os iludidos, procurando tirar dinheiro de seus caprichos, desespero e desequilíbrios.
 
Eu sou um instrumento Divino, que não tem valor monetário. Faço caridade, não negócios.
 
Não olhe para mim como uma ex-prostituta, ou uma mulher de má fé. Sou um ser que trabalha nas trevas, a favor de Deus, pois assim ele desejou, não pelo que eu fui.
 
Não olhe para uma Pombagira supodo ser uma mulher de Exu, e que tem um filho que se chama Exu Mirim. Somos mistérios separados trabalhando pelo bem da humanidade.
 
Não olhe para uma Pombagira como um espírito que depende de sangue, de bebida, anéis, braceletes, vestidos, maquiagem, perfume, sapatos, etc, etc…
 
Não sou marionete de teu ego, nem da tua mediocridade. Não vim para adornar seu corpo como se você fosse um manequim. Estou aqui para demonstrar a simplicidade e determinação do Criador em suas ações.
 
Não olhe para uma Pombagira como uma degustação de milagres baratos que se pagam com lágrimas e gritos de animais sangrado entre falsos centros e falsos espíritos…
 
O melhor milagre é que despertes do sonho do carnaval profano que chamam de gira ou sessão, e se volte para a realidade onde a Lei Maior e a Justiça Divina trabalham a favor da humanidade.
 
Pombagira é um instrumento de Deus, um mistério que executa as ações da Justiça Divina.
 
Pombagira não é o escândalo que se veem nas manifestações de alguns médiuns ególatras mergulhados na ilusão.
 
Pombagira vai além da aparência. Estende-se à vontade do ser humano, à vontade do Criador, no estimulo da evolução, da expansão de consciência, da maturidade mental e emocional…
 
Pombagira transita pelas trevas lutando contra seres que perturbam a Luz.
 
Pombagira merece respeito, por isso venho hoje passar essa mensagem. Para que pares, reflitas e olhe ao seu redor e pergunte:
 
O que você faz com a sua Fé? Um circo de ignorância ou uma demonstração de respeito pela religião?

:::: Pombagira Maria Padilha ::::
 
Fonte: Recebido espiritualmente por J.U. Retirado do site Umbanda Sagrada e traduzido por Peterson Danda.

22 de fev. de 2013




Falando sobre a Quaresma...

             A razão que me faz falar sobre a quaresma são as dúvidas sobre qual conduta a ser tomada nesta época do ano. Trabalhar espiritualmente ou não trabalhar? Guardar determinados resguardos ou viver normalmente?

            Sendo assim, nada melhor do que conhecer um pouquinho o assunto.

            Antecedendo a quaresma temos o carnaval uma época considerada por muitos como a época da loucura, a época onde as pessoas ficam sem freios e dão asas aos seus maus instintos. Vejamos o que nos fala a respeito Divaldo P. Franco, nas fronteiras da loucura:

Perde-se na história dos tempos as origens do carnaval. São encontradas nas bacanália, da Grécia, quando se homenageavam o deus Dionísio. Os infelizes entregavam-se aos prazeres coletivos, como quase todos os povos antigos. Mais tarde as festas em Roma chamavam-se saturnália e na sua ignorância e infeliz caráter pagão até se imolava uma vítima humana. Depois, na Idade Média, aceitava-se com naturalidade. " Uma vez por ano é LÍCITO enlouquecer", e tomando corpo, nos tempos modernos, três ou mais dias de loucura, sob a denominação, antes, de tríduo momesco, em homenagem ao rei da alegria...

"CARNE NADA VALE"  primeira síbala de cada palavra compõe o verbete CARNAVAL.

            Após o carnaval há a quarta feira de cinzas onde os devotos queimavam suas fantasias para posteriormente jejuarem e confessarem seus pecados durante o carnaval como sinal de arrependimento.     

            Em seguida destes dias e após a quarta feira de cinzas, adentramos na quaresma, uma sequência de dias que terminam com a comemoração da ressurreição de Cristo, também conhecida como o domingo de Páscoa.

            Vejamos então qual a definição sobre a quaresma dada pela Igreja Católica:

O que quer dizer Quaresma?

        A palavra Quaresma vem do latim quadragésima e é utilizada para designar o período de quarenta dias que antecedem a festa ápice do cristianismo: a ressurreição de Jesus Cristo, comemorada no famoso Domingo de Páscoa. Esta prática data desde o século IV.

        Na quaresma, que começa na quarta-feira de cinzas e termina na quinta-feira (até a Missa da Ceia do Senhor, exclusive - Diretório da Liturgia - CNBB) da Semana Santa, os católicos realizam a preparação para a Páscoa. O período é reservado para a reflexão, a conversão espiritual. Ou seja, o católico deve se aproximar de Deus visando o crescimento espiritual. Os fiéis são convidados a fazerem uma comparação entre suas vidas e a mensagem cristã expressa nos Evangelhos. Esta comparação significa um recomeço, um renascimento para as questões espirituais e de crescimento pessoal. O cristão deve intensificar a prática dos princípios essenciais de sua fé com o objetivo de ser uma pessoa melhor e proporcionar o bem para os demais.

        Essencialmente, o período é um retiro espiritual voltado à reflexão, onde os cristãos se recolhem em oração e penitência para preparar o espírito para a acolhida do Cristo Vivo, Ressuscitado no Domingo de Páscoa. Assim, retomando questões espirituais, simbolicamente o cristão está renascendo, como Cristo. Todas as religiões têm períodos voltados à reflexão, eles fazem parte da disciplina religiosa. Cada doutrina religiosa tem seu calendário específico para seguir. A cor litúrgica deste tempo é o roxo, que significa luto e penitência.

        Cerca de duzentos anos após o nascimento de Cristo, os cristãos começaram a preparar a festa da Páscoa com três dias de oração, meditação e jejum. Por volta do ano 350 d. C., a Igreja aumentou o tempo de preparação para quarenta dias. Assim surgiu a Quaresma.

 Qual o significado destes 40 dias?

        Na Bíblia, o número quatro simboliza o universo material. Os zeros que o seguem significam o tempo de nossa vida na terra, suas provações e dificuldades. Portanto, a duração da Quaresma está baseada no símbolo deste número na Bíblia. Nela, é relatada as passagens dos quarenta dias do dilúvio, dos quarenta anos de peregrinação do povo judeu pelo deserto, dos quarenta dias de Moisés e de Elias na montanha, dos quarenta dias que Jesus passou no deserto antes de começar sua vida pública, dos 400 anos que durou a estada dos judeus no Egito, entre outras. Esses períodos vêm sempre antes de fatos importantes e se relacionam com a necessidade de ir criando um clima adequado e dirigindo o coração para algo que vai acontecer.

 O que os cristãos devem fazer no tempo de Quaresma?

        A Igreja católica propõe, por meio do Evangelho proclamado na quarta-feira de cinzas, três grandes linhas de ação: a oração, a penitência e a caridade. Não somente durante a Quaresma, mas em todos os dias de sua vida, o cristão deve buscar o Reino de Deus, ou seja, lutar para que exista justiça, a paz e o amor em toda a humanidade. Os cristãos devem então recolher-se para a reflexão para se aproximar de Deus. Esta busca inclui a oração, a penitência e a caridade, esta última como uma conseqüência da penitência.

 Ainda é costume jejuar durante este tempo?

        Sim, ainda é costume jejuar na Quaresma, ainda que ele seja válido em qualquer época do ano. A igreja propõe o jejum principalmente como forma de sacrifício, mas também como uma maneira de educar-se, de ir percebendo que, o que o ser humano mais necessita é de Deus. Desta forma se justifica as demais abstinências, elas têm a mesma função.

        Oficialmente, o jejum deve ser feito pelos cristãos batizados, na quarta-feira de cinzas e na sexta-feira santa. Pela lei da igreja, o jejum é obrigatório nesses dois dias para pessoas entre 18 e 60 anos. Porém, podem ser substituídos por outros dias na medida da necessidade individual de cada fiel, e também praticados por crianças e idosos de acordo com suas disponibilidades.

        O jejum, assim como todas as penitências, é visto pela igreja como uma forma de educação no sentido de se privar de algo e reverte-lo em serviços de amor, em práticas de caridade. Os sacrifícios, que podem ser escolhidos livremente, por exemplo: um jovem deixa de mascar chicletes por um mês, e o valor que gastaria nos doces é usado para o bem de alguém necessitado.

 Quais são os rituais e tradições associados com este tempo?

        As celebrações têm início no Domingo de Ramos, ele significa a entrada triunfal de Jesus, o começo da Semana Santa. Os ramos simbolizam a vida do Senhor, ou seja, Domingo de Ramos é entrar na Semana Santa para relembrar aquele momento.

        Depois, celebra-se a Ceia do Senhor, realizada na quinta-feira santa, conhecida também como o lava pés. Ela celebra Jesus criando a eucaristia, a entrega de Jesus e portanto, o resgate dos pecadores.

        Depois, vem a celebração da Sexta-feira da Paixão, também conhecida como sexta-feira santa, que celebra a morte do Senhor, às 15 horas. Na sexta à noite geralmente é feita uma procissão ou ainda a Via Sacra, que seria a repetição das 14 passagens da vida de Jesus.

        No sábado à noite, o Sábado de Aleluia, é celebrada a Vigília Pascal, também conhecida como a Missa do Fogo. Nela o Círio Pascal é acesso, resultando as cinzas. O significado das cinzas é que do pó viemos e para o pó voltaremos, sinal de conversão e de que nada somos sem Deus. Um símbolo da renovação de um ciclo. Os rituais se encerram no domingo, data da ressurreição de Cristo, com a Missa da Páscoa, que celebra o Cristo vivo.

 Fonte: CNBB- Conferência Nacional dos Bispos do Brasil
           Arquidiocese de São Paulo - Vicariato da Comunicação
 

            Pois bem, nos tempos idos, onde o conceito moral era completamente repressivo, se fazia da quaresma um verdadeiro calvário.

1 - As Igrejas se mantinham de luto durante os quarenta dias, dando início na quarta feira de cinzas, encerrando este ciclo no domingo de páscoa. Costumavam cobrir seus altares e capelas com panos roxos.

2 - Os fiéis católicos se abstinham de carne durante todo o período da quaresma em sinal de respeito aos flagelos que Jesus sofreu para redimir nossos pecados.

3 - Toda atividade social e artística onde imperasse a alegria e descontração cessavam.

4 - Muitos dos fiéis jejuavam, senão o dia todo, ao menos algumas horas diárias.  Geralmente na parte da manhã até o horário das 12:00hrs, momento que registra o sofrimento de Jesus até seu desencarne. Na quarta feira de cinzas e na sexta feira santa, o jejum era praticado durante todo o dia.

5 - Evitava-se efetuar negociatas, principalmente de coisas ligadas à vaidade ou a melhoria das casas.

6 - Os espelhos eram cobertos com lençóis.

7 - Dedicavam-se quase que diariamente à vigílias de orações ou então à correntes de novenas.

8 - Assimilavam este período com o tempo em que Jesus passou no deserto, onde foi atentado pelo Diabo. Por esta razão acreditavam que era uma época do ano que o Demônio estava solto, podendo atentar e prejudicar quem bem entendesse.

            Tais posturas eram levadas tão a sério que na sexta feira da paixão...

- o jejum era quase que unânime, algumas mulheres deixavam até de amamentar seus próprios filhos alimentando-os com o leite da ordenha,

- as pessoas vestiam-se de preto simbolizando o luto pela morte de Jesus,

- não se limpava as casas, aqueles que moravam em sítios apenas ordenhava as vacas e colocavam os bezerros para mamar, deixando todo o resto por fazer.

- não se penteava os cabelos e nem se banhavam

- o comércio não abriam suas portas

- Havia quase que uma obrigatoriedade de encenação. Todos deveriam agir exatamente da mesma forma que agiriam diante de um luto real, sendo assim, adotavam todas as posturas esperadas de uma pessoa que teve o pai torturado e morto.

            Vale ressaltar que qualquer pessoa que agisse diferente das condições acima citadas, eram mal vistas e faladas por todos da região onde moravam. Corriam o risco de ser excomungados pelos Padres devido a postura de desrespeito ao sofrimento de Cristo.

            Diante de tudo isso, os terreiros que funcionavam clandestinamente, devida a opressão e preconceito, se viam obrigados a cessar seus ritos, temendo ser descobertos caso dessem seguimento aos seus trabalhos.

            Tal postura em conjunto com todas as crendices, de que o mal era atuante e livre na quaresma foram ano após ano transmitidas dentro dos terreiros, razão essa que até nos dias de hoje, encontramos casas que fecham suas portas na quaresma.

            Conseguimos nos dias atuais analisar tais situações de forma mais racional e alcançamos certa compreensão da atuação do mundo astral, dos vários conceitos de manobra e manipulação do povo por parte Igreja Católica, dos valores morais conservadores e radicais de outrora e os terreiros não precisam mais se esconder ao praticar seus trabalhos.

            Diante desta crença que a quaresma é uma época maligna, não podemos negar que é criada uma espécie de egrégora, só que, do mal, que poderá com toda certeza influenciar qualquer um que nela crer. Porém, sabemos que o bem e o mal são atuantes todos os dias e o tempo todo e o que nos liga, seja com o bem ou com o mal, é nossa faixa de vibração, nossa conduta moral e nossa crença.

            Muito se fala das orgias praticadas no carnaval e me atrevo a perguntar: O que é o carnaval nos dias de hoje se comparados com os bailes funk realizados todos os finais de semana? E o que é esta influencia tão maligna da quaresma se comparada com o mundo marginalizado existente o ano todo?

            Sendo assim, o Tucal se posiciona com a ligação constante e ininterrupta com as emanações de Jesus, atuando e trabalhando para o auxilio de todos àqueles que buscam melhorar intimamente se fortalecendo através da religião. E como nos dizem os guias, um pronto socorro nunca pode fechar suas portas.

            Ao invés de temer o mal, vincule-se ao bem...

            Ao invés de temer o Demônio, una-se à Jesus...

            Ao invés de crer que algo ruim possa acontecer, creia que o bem está em você.

            Não temos mais tempo a perder, todo minuto é pérola valorosa em nossa jornada evolutiva. Sendo assim, vamos trabalhar confiantes na Misericórdia Divina e na Proteção de todos os Orixás.

Abraços e Luz,
Mãe Solange de Iemanjá.

13 de fev. de 2013




A utilização das ervas na Umbanda
 

As ervas fazem parte da vida humana quer em rituais religiosos ou tratamentos fitoterápicos desde as antigas civilizações.

Nos rituais de Umbanda são aplicadas na cura do corpo físico, astral e mental através de chás, banhos e defumações.

Os vegetais conseguem captar, armazenar e condensar energias solares, lunares e cósmicas. Eles agilizam o processo de harmonização do indivíduo consigo, bem como com o próximo e também com a natureza. Captam as energias através de correntes eletromagnéticas do planeta, correntes estas, regidas pelos sagrados Orixás que sustentam nosso planeta.

Não descarto a utilização das ervas na Umbanda, pois até mesmo a medicina atual esta em frequente estudo para melhor utilização das mesmas com maior eficácia. São delas que são retirados os princípios ativos para confecção dos medicamentos, inclusive dos alopatas, com menor grau de agressão ao corpo físico.

Nos primórdios da Umbanda, essas ervas eram cultivadas por pessoas específicas que ficavam responsáveis pelo cultivo e colheita respeitando toda uma gama de ritos e preceitos como: Horários para plantar e colher, observância das fases lunares, qualificação com o Orixá regente da erva, formas de manipulação, etc. E assim, os erveiros faziam a colheita e o preparo conforme a solicitação das entidades atuantes nos terreiros.

A pessoas em geral também tinham conhecimento sobre ervas e a grande maioria as cultivavam em seus quintais e hortas para consumo próprio pois, consultar a medicina convencional era um recurso para poucos. Até mesmo os médicos da época mandavam manipular ervas nas boticas, pois era raro e custoso encontrar medicação que hoje conhecemos e adotamos. Promovendo curas através de garrafadas, ungüentos, xaropes, etc., todos preparados com ervas, na sua grande maioria, frescas.

Com a evolução ganhamos muito no campo na medicina porém, perdemos o conhecimento trazido das antigas civilizações. Nos dias de hoje muitos não sabem  nem diferenciar boldo de erva cidreira (tapete de Oxalá de erva de Santa Maria).

Tenho observado que as entidades de Umbanda, nos últimos anos  passaram a trabalhar cada vez menos com a utilização das ervas. Assim como o esperado, as entidades caminham de acordo com a evolução planetária e a concepção e compreensão da dificuldade atual para a manipulação de ervas é respeitada por elas.

Poucos são os que possuem espaço físico para o cultivo das ervas, a grande maioria não possui nem mesmo um vasinho com planta e nem o conhecimento mínimo para reconhecer as ervas e assim ter a certeza de que estarão utilizando as ervas corretas que são receitadas pelas entidades nos terreiros.

No centro de São Paulo ainda há barracas de ambulantes onde são vendidas as ervas. Nestas barracas as encontramos expostas sem cuidado de higiene e de conservação. A grande maioria destas ervas são contaminadas pela poluição, fungos e afins. O mesmo ocorre nas casas de artigos religiosos.

Como não sabemos diferenciar e reconhecê-las podemos também facilmente ser ludibriados e levar para casa outra erva, acreditando ser a receitada pela entidade do terreiro, colocando assim em risco a nossa saúde.

Exemplo: Ao beber um chá contaminado por toxinas, mesmo que seja a erva indicada pelo guia, há a perda dos princípios ativos e a perda energética e eletromagnética da erva, o que resultará numa falta de resultado salutar, contribuindo para a perda da credibilidade dos terreiros. Sem contar que ao invés do tratamento não proporcionar uma melhora poderá causar um quadro de agravamento da saúde da pessoa. O que obviamente é uma situação que o astral evitará, sem sombra de dúvidas.

Em contra partida, hoje temos o conhecimento de que também absorvemos as mesmas energias que são captadas pelas plantas através dos nossos chacras para promover o equilíbrio físico, emocional e espiritual.

O desequilíbrio emocional, vitimismo, ansiedade, não aceitação do Eu verdadeiro gera o bloqueio energético causando assim as doenças primeiramente no corpo astral que será posteriormente somatizada no corpo físico.

As entidades vêem cada dia mais e mais nos orientando à mudarmos nossos conceitos enfatizando sempre a necessidade de limparmos a fonte energética, o nosso Eu.

Ao encarnarmos recebemos um corpo físico pleno em sua capacidade física e espiritual que atua em sincronia perfeita com o universo o qual supre todas as nossas necessidades durante a trajetória evolutiva.

Podemos presenciar nos dias atuais a utilização quase que anímica das ervas nos terreiros, onde médiuns acomodados e resistentes às mudanças evolutivas insistem nesta prática, cristalizados nos conceitos que aprenderam, se esquecendo de que são os guias que vêem para trabalhar. Porém, percebemos que os mesmos transitam numa zona de conforto, onde apenas as ervas mais conhecidas e utilizadas pela vovó são as que continuam em uso.

Os tratamentos reais, ministrados pelas entidades de outrora estão cada vez mais inexistentes, basta observar!

Seria insensato imaginar que as entidades não acompanhariam a evolução. Tanto acompanham que deixam nos dias atuais uma nova maneira de promover a cura: A reforma íntima verdadeira.

Quem já não ouviu falar que o corpo fala?

O estômago arde quando as raivas não conseguem sair.

O diabetes invade quando a vida se torna amarga.

A dor de cabeça oprime quando as dúvidas aumentam.

O coração desiste quando o sentido da vida parece terminar.

A alergia aparece quando o perfeccionismo fica intolerável.

O angústia invade quando o orgulho escraviza.

A pressão sobe quando o medo aprisiona e a necessidade de controlar exacerba.

As neuroses paralisam quando a ”criança interna” tiraniza.

Os rins perdem sua capacidade de filtrar quando nos tornamos irredutíveis.

Pensem nisso!

Mãe Pequena Solange Vilella
13.02.2013

7 de fev. de 2013

Origem da Umbanda


 
Zélio Fernandino de Moraes


Se fossemos resumir em uma palavra o que é Umbanda, esta palavra seria: ENERGIA. Em uma frase, seria: ENERGIA EM CONSTANTE MOVIMENTO E EVOLUÇÃO.
A Origem da Religião Umbanda é brasileira. Ela foi idealizada pelo astral superior com o intuito de alcançar a massa espiritual e material. Nasceu timidamente como a linha dos Umbandas, que baixava em barracões de Candomblé, nos meados do século XIX, iniciando uma nova forma de culto, com novos conceitos e no início do século XX já era tão poderosa que havia se espalhado pôr muitos rincões do Brasil. Dizer algo diferente disto seria faltar com o bom senso.
No dia, 16 de Novembro de 1908, na residência do jovem médium Zélio Fernandino de Moraes, realizou-se a primeira sessão de Umbanda, dirigida pelo Caboclo Sete Encruzilhadas, que deu origem ao primeiro templo de Umbanda “oficial” no Brasil, que recebeu o nome de Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade. Antes da fundação deste templo, temos informações de que em 1902, já se manifestava uma entidade com o nome de Caboclo Pena Branca ou Itatinga, no estado do Mato Grosso, assim como diversos outros espalhados por todo o território brasileiro, mas o primeiro terreiro a oficializar a prática, foi o templo Nossa Senhora da Piedade, do Caboclo das 7 Encruzilhadas, no Rio de Janeiro.
Como já dissemos anteriormente, a Religião Umbanda é nova e é brasileira.
Hoje, praticamos uma religião espiritual e essencialmente cristã, com origem no brasileiro pré-histórico, nos cultos africanos, no catolicismo e nas antigas filosofias orientais, fonte inicial de todas as crenças do mundo civilizado.
O culto africano desempenhou papel importante na fixação da Umbanda no Brasil, dando-nos o culto aos Orixás (energias sustentadoras do planeta) e parte dos rituais praticados. Já, os índios nativos legaram à Umbanda os conceitos, as bases e as práticas do culto. Do espiritismo veio o esclarecimento doutrinário, reforçando a noção da reencarnação e da comunicação com os espíritos. Dizemos reforçando, porque esses conceitos já existiam nos cultos nativos, pois se comunicavam com seus antepassados através dos pajés. O catolicismo contribuiu de início por imposição, ao que devemos o sincretismo religioso, assimilação do Orixá ao Santo Católico, que se tornou tão forte que é quase que impossível separar o Orixá do Santo Católico nos rituais de Umbanda. O que na verdade, ajudou e ajuda muito na aceitação e sentimento de familiaridade aos novatos que ingressam em um Templo e encontram um lindo cenário formado pelas imagens de Santos Católicos, nos Congás (o mesmo que altar). Os conhecimentos milenares dos povos orientais fornecem à Umbanda a compreensão dos processos de magias praticadas nos diversos trabalhos realizados em prol das pessoas que recorrem às suas giras.
Essa complexa mistura, a qual o leigo ignorante chama de macumba, baixo espiritismo, magia negra, etc., é na realidade uma das religiões mais lindas que temos neste último século, aberta a todos que a procuram, sem distinção de qualquer espécie.
A Umbanda é paz, é amor a Deus e ao próximo.
É certo que a comunicação com o mundo espiritual não surgiu com a Umbanda, pois em civilizações antiqüíssimas já aconteciam. Mas da forma como acontece nos centros de Umbanda, onde linhas hierarquizadas desde o alto até o embaixo se manifestam, bem, aí só mesmo a Umbanda faculta tais manifestações.
Se as práticas de Umbanda não são novas, no entanto nova é a forma como elas acontecem dentro dos terreiros e seus fundamentos. Mas se assim acontecem, isto se deve à forma como a Umbanda foi idealizada para auxiliar a evolução espiritual de milhões de seres humanos.
Tudo foi coordenado pelo astral superior. Ordenado pelos Orixás, que são os regentes planetários e, fundamentado em experiências religiosas anteriores, todas tidas como muito positivas para acelerar a evolução dos espíritos humanos.
Muitos dizem que Umbanda não é religião, devido a idéia dela advir do “culto” de Candomblé, o que é um grande engano, pois a Umbanda é reconhecidamente uma religião, que possui ciência e filosofia. A frase: Quanto mais se estuda, mais se aprende que nada sabe. Dentro da Umbanda, não se trata de falsa modéstia e sim de uma dura realidade, tamanha é a abrangência energética em que Ela é atuante.
Hoje, um século depois, a Umbanda começa a ultrapassar as fronteiras do Brasil e já está se instalando em vários países. Se isso acontece é porque a Umbanda é de “fato” uma religião e é regida pelos Sagrados Orixás, Regentes planetários.
Como até hoje não temos uma definição correta para o significado da palavra Umbanda, podemos defini-la como um caminho sadio e fraterno para chegarmos até Deus.
Umbanda é a religião, é o sacerdote.
        Umbanda é a caridade, é o curador.
        Umbanda é o meio, é o médium.
        Umbanda é a evolução, é o ser evoluindo.
        Umbanda é sol, é luz que aquece os corações.
 
Abraços e Luz,
Mãe Solange de Iemanjá

 

6 de fev. de 2013





Tragédia de Santa Maria

Quais foram as notícias trazidas pela espiritualidade?

 

         Antes de tudo, gostaria de dizer que como mãe de dois jovens este acontecimento me abalou emocionalmente. É óbvio que houve várias negligências por parte dos donos da boate, do conjunto que fazia o show, dos organizadores e ao meu ver, principalmente deste governo relapso, corrupto e negligente que deixa toda a população a mercê da própria sorte em vários quesitos de fundamental importância à vida humana, como: saúde, educação e SEGURANÇA! Queremos ver atitudes tomadas para a  punição de tais erros porém, não apenas punição para o lado mais fraco da corda.

         Já sob a ótica espiritual recebemos as explicações abaixo:

         Como já foi avisado anteriormente, o planeta passa por um processo evolutivo onde a reurbanização do umbral é uma das metas imediatas e para que isto ocorra dentro deste plano de alteração energética planetária estão inclusas várias situações de desencarne coletivo. Muitos deles oriundos de manifestações naturais (terremotos, tsunamis, deslizamentos, nevascas, etc)

         O Planeta Terra possui uma cota de energia que é usada para a sustentação da vida o que limita o número de espíritos encarnados, ou seja, o número de habitantes do nosso planeta está diretamente ligado à quantidade existente desta energia que sustenta a vida. Este é o real motivo pelo qual se faz necessário o rodízio de encarnes e desencarnes. Usando de forma inteligente esta necessidade de rodízio, durante os desencarnes são avaliadas as necessidade dos espíritos para um novo planejamento que o ajustará em sua jornada evolutiva numa próxima oportunidade de reencarne.

         Estamos superando os 7 bilhões de habitantes no planeta e o dobro disto estão no astral. Um grande número está sendo preparado para o reencarne devido ao processo de reurbanização do umbral, que se dá com certa urgência. Por esta razão, todos aqueles que já atingiram o grau evolutivo moral necessário para permanecer no planeta estão literalmente retornando à vida astral, onde se juntarão às linhas de trabalho para ajudar neste projeto planetário, enquanto que  outros que não atingiram este grau permanecendo endurecidos em sua moral e que não possuem condições para atingir a evolução necessária em um curto espaço de tempo já estão sendo expurgados para planetas mais primitivos.

         Os jovens de Santa Maria se enquadram neste projeto astral, são espíritos que alcançaram o grau evolutivo necessário para permanecer no planeta que está evoluindo da condição de planeta de expiação para planeta de regeneração e por esta razão partiram para o mundo astral abrindo "vagas" para que outros espíritos que necessitam de encarnação como uma última oportunidade de evoluir possam encarnar na tentativa de atingir o grau evolutivo moral necessário para que como eles possam permanecer aqui.

         Tanto é que a maioria deles não sofreu no desencarne que ocorreu após desmaiarem. Uma grande equipe de socorro astral já se encontravam no local prontos para socorrê-los, dando toda assistência necessária ao corpo astral destes jovens. Muitas casas espíritas e espiritualistas, entre elas a nossa, nos últimos dias trabalharam fornecendo ectoplasma para o refazimento do sistema respiratório do corpo astral destes jovens e para a sustentação energética das famílias para que possam suportar este momento tão difícil para nós, os encarnados.

         Sabemos que ocorre no meio espírita e espiritualista comentários que fazem uma correlação da morte destes jovens com o resgate cármico dos nazistas, justamente por coincidir a data do incêndio com o holocausto, o que de anti mão em nosso Templo discordamos.

         Compreendemos que em humanas não há exatas e nem toda tragédia está ligada a resgates. Compreendemos que existe atualmente um projeto Cósmico que incluem situações como a que ocorreu na Boate Kiss. Isto porque se faz necessário um motivo para que haja a falência do corpo físico e, por se tratar de desencarne coletivo é óbvio que há a necessidade de uma situação que atingisse à todos de uma só vez. Neste caso foi um incêndio, como poderia ter sido um acidente, um terremoto, um desabamento. E a morte da estudante Jessica de Lima Rohl, uma das organizadoras do evento da Boate Kiss, que não foi trabalhar a pedido do namorado e mesmo assim faleceu num acidente de carro no mesmo dia do incêndio da boate, é um bom indicio que nos mostra a realidade do que nos foi passado, já que ela fazia parte deste grupo que estava programado para o retorno ao mundo astral.

         Não sei se esta mensagem chegará às famílias mas como no mundo virtual tudo pode acontecer, queremos deixar claro o que recebemos:

         - Seus filhos são espíritos bons que atingiram um grau evolutivo moral suficiente para permanecer no processo evolutivo no planeta Terra que está caminhando para se transformar num mundo muito melhor do que conhecemos hoje em dia. Que a maioria deles não sofreu no momento do desencarne e que todos foram socorridos imediatamente a passagem. Que estão recebendo acessória dos médicos no plano astral para se restabelecer. E que tudo está exatamente como deve ser conforme os planos de Deus.

         Desejamos muita força e muita fé para que as famílias possam suportar esta fase tão dolorida e que Deus os abençoe.

Abraços e Luz,
Mãe Solange de Iemanjá

1 de fev. de 2013

A evolução evidente na linha de boiadeiro!












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A evolução aparente na linha de boiadeiro

         A Umbanda assim como qualquer outra religião é hierárquica tanto no plano material como espiritual.

         No plano material temos esta hierarquia aplicada de forma comum como há em qualquer negócio: Presidente, vice presidente, administradores, tesoureiro e secretários.

         No plano astral esta hierarquia está ligada principalmente ao grau evolutivo das entidades que compõem a equipe de trabalhadores da coroa do médium. Explicarei de uma forma mais simples para maior compreensão: Eu abri meu terreiro, o guia que comanda os trabalhos realizados lá é o guia que dentro da formação da minha coroa possui o maior grau evolutivo entre eles.

         Depois da casa aberta, outros médiuns ingressam na corrente mediúnica para trabalhar e estes médiuns poderão sim, ter em sua coroa uma entidade mais evoluída do que o comandante da casa que ele ingressou porém, ele (o guia) se submeterá a hierarquia da casa, acatando humildemente os direcionamentos ali ministrados.

         Geralmente isto ocorre por algumas razões básicas:

         1 - seu médium não possui missão para trabalhar como dirigente.
         2 - seu médium ainda encontra-se inexperiente necessitando de ensinamentos e práticas de trabalho para alcançar o ponto em que chegará o momento de abrir a própria casa.
         3 - no plano astral a questão comando não é levada como no plano material, eles se importam muito mais com o trabalho do que com posto.

         Esta é a razão pela qual a grande maioria das casas são comumente comandadas por Caboclos ou Pretos Velhos, entidades que dentro da hierarquia atuante possuem maior grau de evolução.

         Como é dito, aos quatro ventos, que a vida material é um reflexo imperfeito da vida astral, vemos que as entidades, assim como nós, buscam constantemente aperfeiçoamento e evolução e dentro da linha de boiadeiro este fato fica muito nítido, o que particularmente, acho encantador poder presenciar essa caminhada evolutiva no astral.

         Então vejamos. Dentro da escala de evolução, em ordem decrescente, temos (de forma simplificada apenas para demonstrar o que pretendo):

1 - Caboclos .... estando no grau evolutivo maior, em relação ao boiadeiro
2 - Boiadeiros.... estando no grau evolutivo maior, em relação ao baiano
3 - Baianos... que estaria entre os dois acima no menor grau evolutivo.

         Diante disto e conscientes do movimento evolutivo que há "na vida" verificamos que a linha de boiadeiro literalmente fica no meio do caminho onde podemos notar claramente entidades a caminhada das entidades atuantes no plano astral.

         Dentro da linha de boiadeiro encontramos entidades que trabalham fincadas na energia da linha. Que são os caipiras e sulistas, grandes conhecedores das ervas, energias naturais como as fases lunares em relação a tratamentos, como energia solar para imantação de determinados trabalhos, conhecedores de benzimentos e rezas fortes, etc... enfim, estão diretamente atuantes nos trabalhos de limpeza e cura que é o grau de atuação da linha de boiadeiro.

         Por outro lado vemos também dentro da mesma linha, boiadeiros que ainda usam o estereótipo idêntico ao de baiano, sinal claro que são entidades recém chegadas ao novo grau evolutivo e também encontramos boiadeiros que apresentam estereótipos já idênticos ao caboclos, deixando a evidência que estão se preparando para evoluir em seu grau.

         A matéria de hoje não tem nada demais é apenas uma curiosidade que trago para despertar a observação dos seguidores da Umbanda que nos trás tantas informações de forma sutil e tão óbvias que só são percebidas quando alguém nos chama a atenção para o fato e neste caso temos a prova viva da constante transformação que o espírito enfrenta em busca de evolução.

Abraços e Luz,
Mãe Solange de Iemanjá.
01.02.2013