8 de nov de 2012




Animismo: O bicho papão dos médiuns.
 
Explicando a diferença entre animismo e mistificação.

            Aquela pessoa que finge atuar mediunicamente, de forma consciente, com objetivo de tirar proveito próprio, seja material, emocional ou financeiramente, abusando da fé e crença alheia para esse fim é um mistificador.

            Neste quesito, mistificador, encontramos pessoas de má fé, que encontram nas dores e momentos de angústias alheias a oportunidade impar para alcançar algo que satisfaça seus anseios e egos.

            Geralmente são pessoas fracassadas em todos setores da vida. Pessoas que não conseguiram uma colocação profissional satisfatória, que não são respeitadas no convívio pessoal e com baixa auto estima porém, com egos e vaidades exacerbados.

            Utilizam-se do nome e respeito devotado a uma entidade (guia) para conseguir o controle de familiares e amigos. Broncas, direcionamentos e ordens são passadas conforme o bel prazer do falso médium. Usam também o nome do guia para criar situações e extorquir pessoas incautas conseguindo objetos, contas pagas, financiamentos de passeios e finalmente dinheiro, na cobrança por consultas e trabalhos realizados. Estes falsos médiuns encontram na fraqueza alheia o caminho seguro para satisfazer seus maus instintos e desejos escusos.

            São de fácil identificação, basta usar de bom senso, já que o correto todos nós conhecemos, apesar de não conseguir praticar. Usam com frequência dois pesos e duas medidas, intencionalmente, para agradar também o ego e a vaidade do consulente e posteriormente alcançar seus intentos. Por esta razão, podemos dizer, sem o temor de erro, que aqueles que são ludibriados por médiuns mistificadores, assim o foram por dar vazão aos próprios maus instintos, ego, vaidade e interesse. Energias iguais que conforme Lei Cósmica, se atraem.

            Aquela pessoa que se dedica e atua mediunicamente mas que em determinadas situações, acreditando verdadeiramente que está atuante com uma entidade e passa ensinamentos e conceitos pessoais, são os médiuns anímicos. Tal fato pode ocorrer de diferentes formas, como por exemplo:

            - No início do desenvolvimento mediúnico, onde o médium iniciante ainda não aprendeu a identificar a influência da entidade sobre seu mental e acaba por exteriorizar o que ele crê ser a entidade.
            - Durante a incorporação, em espaços de tempo, onde é intercalado o conhecimento da entidade atuante e do próprio médium.
            - Durante as psicografias, onde parte das expressões e forma de exteriorização provém da capacidade cultural e intelectual do médium.
            - Durante o tempo todo, onde encontraremos um problema a ser resolvido.

            Seja ela qual for a situação, é necessário deixar claro que o médium estará atuante de forma dedicada, calcado nos ensinamentos e fundamentos recebidos pelo seguimento escolhido, crente de que a comunicação se dá por uma entidade atuante.

            Com o passar do tempo, o médium começa ter a compreensão de que assim como nós nos utilizamos do conselhos e experiências provindas do astral, o astral também se utiliza das experiências e conhecimentos provindos dos médiuns para atuar neste intercâmbio de dimensões. Desta forma realiza-se um trabalho verdadeiramente de equipe onde se une o plano astral (guias) e plano material (médiuns). Esta é a razão pela qual o estudo se faz tão importante.

            Quanto mais o médium estuda para compreender a manipulação energética, as Leis Cósmicas, os níveis vibracionais e os fluxos anímicos, mais seu mental se expande dando assim, para as entidades atuantes, um bom material de trabalho para atuar junto aos encarnados.

            A questão do trabalho anímico constante dependerá da seriedade e do comprometimento com o trabalho astral da casa onde este médium desenvolve sua mediunidade para ser corrigido e direcionado de uma forma segura e posteriormente trabalhar de fato com o astral.

            Dada esta explicação, acho oportuno citar parte de um diálogo onde Xico Xavier disse:

            - No trabalho mediúnico, onde o médium atuante é uma pessoa que se esmera tanto nos estudos como nos cuidados com sua moral e conduta, o resultado será uma comunicação de 60% astral (entidades) e 40% material (médiuns).

            Diante disto, podemos compreender que não há trabalho mediúnico com 100% de atuação astral. E se há atuação anímica durante as comunicações, ele deixa subentendido que também não há trabalho mediúnico inconsciente. (você poderá ler mais a respeito de consciência e inconsciência no nosso site em aulas diversas: O Mistério Mediunidade).

            Espero ter aliviado parte das dúvidas e angústias de muitos médiuns iniciantes ou já atuantes tanto no espiritismo como no espiritualismo.
 

Abraços e Luz,
Mãe Solange de Iemanjá
08.11.12

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