4 de out de 2012

A SENSIBILIDADE E O TRABALHO MEDIÚNICO




A SENSIBILIDADE E O TRABALHO MEDIÚNICO

         Hoje venho para esclarecer a diferença entre ter sensibilidade e trabalhar mediunicamente.
         A sensibilidade, assim como a mediunidade é inerente ao ser humano. Todos somos sensíveis e médiuns. Já no quesito mediunidade, alguns de nós, no processo de reencarnação nos comprometemos a trabalhar mediunicamente buscando nosso caminho evolutivo, engrossando as fileiras astrais direcionadas para tal.
         Sendo assim, é comum que várias pessoas tenham em seu campo vibracional um grau de sensibilidade mais aguçado, captando emoções, situações e desequilíbrios no corpo físico e mental (doenças) das pessoas com quem convivem. Muitas dessas pessoas passam por situações onde se pegam dizendo coisas que desconheciam no sentido de orientar um amigo ou um parente e se espantam com elas mesmas diante de tal fato.
         Não é raro ouvirmos relatos de pessoas contando casos desta natureza quando chegam nos terreiros porém, esta atuação do corpo sensorial não pode ser confundida com o trabalho mediúnico em si.
         A atuação do corpo sensorial limita-se ao campo vibracional emanado pelas pessoas que é captado por aqueles que são sensíveis e é por esta razão que nos pegamos falando sobre assuntos que não temos conscientemente conhecimento.
         Ao constatar tal condição de sensibilidade, muitos buscam explicações geralmente nas religiões, já que creditam tal façanha no místico e no esotérico. E nos terreiros de Umbanda não poderia ser diferente. Recebemos várias pessoas buscando estas explicações e é neste momento que muitas delas recebem o aviso sobre seu dom mediúnico e sobre sua necessidade de trabalhar mediunicamente. Diante desta "descoberta" aliada às suas experiências sensitivas, a pessoa se empolga imaginando que ao adentrar na corrente de trabalho mediúnico já chegará em estágio avançado e que terá facilidade no trato com a espiritualidade, o que acaba sendo de certa forma um grande equivoco.
         É por esta razão que venho explicar, principalmente aos médiuns iniciantes, a diferença entre ser sensível e trabalhar mediunicamente.
         A percepção que vem do corpo sensorial se limita exclusivamente ao atual das pessoas.  Limita-se as experiências, dificuldades e emoções vivenciadas nesta encarnação. Já no trabalho mediúnico, onde a atuação é de responsabilidade de uma entidade, as orientações e direcionamentos, são realizados com conhecimento das necessidades que a pessoa possui para sua evolução. Estas entidades tem acesso a toda história de vida (eterna) daqueles que atendem e todas as questões são avaliadas como um todo.
         Sendo assim, uma doença vivida, pode ser mais que apenas uma fase difícil, pode se tratar de uma lição para que o espírito daquela pessoa evolua e conquiste nesta condição uma compreensão necessária. Diante deste conhecimento, as entidades vão direcionando a pessoa no sentido de se encorajar, aceitar a situação e a se analisar diante de suas atitudes até que alcance seu objetivo. Tal conhecimento não é possível apenas com a atuação do corpo sensorial, onde utilizamos da sensibilidade aguçada para constatar uma situação.
         Portanto, médiuns iniciantes, é imprescindível a compreensão de que mesmo possuindo um grau aguçado de sensibilidade, será necessário o tempo, o aprendizado e o desenvolvimento para se trabalhar mediunicamente. Um processo que acontece para que você aprenda a se ligar, a perceber, a compreender e finalmente a trabalhar com a influência de uma segunda personalidade (guias) ligada ao seu mental.
         Este equivoco de achar que porque se é sensitivo vai iniciar seu trabalho mediúnico com facilidade, frustra muitos dos iniciantes ao constatar que o processo de desenvolvimento não é tão simples quanto imaginavam, ou então, os prejudicam no sentido de desejar que tudo aconteça com rapidez onde tendem a cair no animismo em alto grau, o que prejudicará gravemente seu desenvolvimento mediúnico.
         Atentem-se para isto e se entreguem com paciência e solidez ao seu desenvolvimento, aprendendo passo a passo como atuar juntamente com o astral (guias).
 
Abraços e Luz,
Mãe Solange de Iemanjá
04/10/12

10 comentários:

  1. kkkkkkkkkkkkkkkkkk consegui viva obrigada mamisona, amei esse estudo, esclarecedor sem duvidas, bjs.

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    1. Mãe Solange de Iemanjá4 de out de 2012 10:11:00

      Viu como é fácil mas, não esqueça de assinar seu comentário ou então na parte de baixo onde está escrito postar como: escolha na janela nome/URL ... Assim vc poderá escrever seu nome kkkk Que bom que gostou!!!

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    2. Este comentário foi removido por um administrador do blog.

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  2. Sim, muito esclarecedor mesmo =)))
    Adorei!!!!

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  3. Mãe Pequena Aline4 de out de 2012 10:53:00

    Adorei, parabéns por mais um texto exclarecedor e direcionador!

    O texto esclarece dúvidas recorrentes, que podem desanimar ou atrapalhar o desenvolvimento mediunico...

    Ressalto que achei muito importante seu conselho no último parágrafo do texto, onde pede atenção para o que foi explicado, para que nessa jornada tão linda possam se entregar com paciência e solidez!!

    ;)

    Mta Luz a todos!

    Mãe Peq. Aline

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  4. Gostei bastante do texto esclareceu algumas duvidas obrigada sempre,

    Cris

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  5. adorei! mais uma liçao que aprendo com vcs!

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  6. Sua benção minha Mãe

    Maravilha, também tirou-me muitas duvidas. Não tenho uma sensibilidade tão aflorada assim, e por vezes questionava-me se isso não afetaria meu trabalho no terreiro. Obrigado por nos ajudar.

    RONALDO

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  7. Realmente, muitas vezes ficamos encantados no início do desenvolvimento e ficamos tão envolvidos que acabamos fazendo besteira, falo por experiência propria. Por mais complicado quê seja, mais difícil que seja, devemos ir com calma. Deixar que td aconteça quase que naturalmente, embaçados em ensinamentos e experiências de nossos mentores.

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  8. Mamis, muito bom o texto!
    O desenvolvimento mediúnico não é nada fácil, e precisamos ter muita cautela e confiança, para não cair no animismo.
    Este é o grande aprendizado, não é ?

    Rose

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