20 de mar de 2012

O Mistério Mediunidade





Pelos templos de Umbanda Sagrada, existe um estigma referente à mediunidade inconsciente. Esta é a modalidade mais almejada por diversos seguidores. É o estágio considerado máximo no desenvolvimento mediúnico.

Diante deste grande e grave engano, é que trazemos o “Mistério Mediunidade” na confirmação da coroa consagrada da filha de fé Solange. Filha de Iemanjá e Ogum, servidora a partir da consagração de todos os Orixás.

“Mistério Mediunidade”

O que a grande maioria esquece ou por desequilíbrio se deixam manipular bloqueando a capacidade de raciocínio, é que as Leis de Deus são “Imutáveis”. Ou seja, não mudam sob circunstância alguma, pois são elas que regem nossa criação e evolução. São várias as leis divinas provindas desta inteligência astral, que denominamos Deus. Uma delas, talvez uma das mais importantes, se é que é possível qualificá-la desta maneira em detrimento as outras, é a lei do “Livre Arbítrio.”

E o que nos diz a Lei do Livre Arbítrio?

Ela deixa bem claro que, somos completamente livres, individuais, podendo assim, fazer nossas escolhas de acordo com a evolução e o conhecimento que possuímos; e conseqüentemente responderemos por elas. Ou seja, seremos responsabilizados ou recompensados por tudo que advir de nossas escolhas, sejam elas destinadas a outrem ou a nós mesmos.

Por esta razão, usando um pouco de bom senso, logo perceberemos que essa “tal mediunidade inconsciente” trata-se de uma fraude ou sinal certo de total descontrole e desequilíbrio mental, espiritual e físico do médium que a possui.

O livre arbítrio é a lei que garante ao ser o mérito de suas realizações, entregando a ele os louros por suas conquistas, não deixando dúvidas sobre elas e, também é responsável por suas derrotas onde não pode culpar outro, senão a ele próprio, pela condição em que está, por pior que seja ela.

Partindo deste princípio, instintivamente, somos todos conscientes da liberdade de escolhas e que estas são a marcha principal da velocidade de nossa evolução. Não são raros os momentos em que incomodados com alguma situação, tentamos em vão, buscar um culpado. No fundo de nossas almas, ao analisar os acontecimentos utilizando a razão, percebemos que sempre houve um instante em que poderíamos ter agido de forma diferente evitando assim, o incomodo atual.

Entendido o que é a lei do livre arbítrio, deixo uma pergunta:

Como que um médium inconsciente poderá ter o controle sobre sua matéria (corpo físico), fazer escolhas entre, fazer o bem ou fazer o mal, quando se coloca a disposição de outros espíritos para que haja uma comunicação ou inteiração com o plano físico?

Isto mesmo, fazer o bem ou fazer o mal!

O médium que é inconsciente, tanto o é, com o trato de entidades de luz, quanto com entidades das trevas. Aliás, entidades essas que são comumente trazidas e ajudadas nos trabalhos de gira de Umbanda, com o objetivo único de encaminhá-las e resgatá-las de volta ao caminho da luz, da evolução, ou seja, de Deus.

Caso uma destas entidades desencaminhadas, quando incorporadas em um médium ferir, ofender, magoar e etc., seja lá quem for ou blasfemar contra o sagrado e Deus, não se enganem, pois estes atos irão diretamente engrossar a divida desse médium em questão.

Ao receber a dádiva de um corpo físico onde se experimentará tudo e todo tipo de situações em prol de sua própria evolução, automaticamente a pessoa será o único responsável por tudo o que advir deste corpo e, esta é mais uma das Leis Imutáveis de Deus.

Portanto, é insano imaginar que Deus, que seres da envergadura astral que são os regentes planetários (os Orixás) e que seus respectivos enviados (os guias e mentores), conspirem contra um filho de fé que busca na Sagrada Umbanda, sua evolução. Retirando-lhe “o direito” de escolha dado pela “lei do livre arbítrio” e de aprendizado.

Que Deus seria este, que lhe dá um direito e ao mesmo tempo lhe impede de exercê-lo, ainda responsabilizando-o por todos os atos que fugirem ao seu controle, devido à inconsciência do transe mediúnico?

E então, o filho de fé diria: Mas por não estar consciente no momento do transe, automaticamente não seria eu responsabilizado pelos maus acontecimentos, sendo que apenas minha matéria (corpo) é que foi utilizada no trabalho e não minha razão?

E eu lhe respondo: Disseste bem filho meu, “sua matéria”, isto é o mesmo que dizer, “sua responsabilidade” por conscientemente em um trabalho espiritual, que você se dispôs a participar, entregar seu corpo a uma entidade que causou danos ao próximo.

Filhos de fé, o melhor caminho é e sempre será a razão, a simplicidade e o bom senso. Se há uma lei imutável, essa lei agirá independentemente da loucura ou desequilíbrio em que um dia vocês mesmos se colocaram. O momento é chegado, cabe a vocês escolherem o caminho a seguir.

Essa inconseqüente postura adotada por vários filhos de fé foi se arraigando desde a muito, se dá por pura ignorância por parte de médiuns desavisados e incautos que supõe que a credibilidade de suas manifestações mediúnicas assim, será garantida.

Ou então, existem aqueles que utilizam deste subterfúgio, como forma de soberba, passando a impressão aos outros componentes da corrente mediúnica e a assistência que ele é superior e que atingiu um grau de elevação maior que os demais, formando uma frágil e desestruturada aura de respeito e reconhecimento.

Sim, é isto mesmo, frágil e desestruturada! Esta postura sustenta-se por curto período de tempo, logo as várias contradições denunciarão o ato de fraude, e este será justamente rejeitado por todos aqueles que de boa fé o respeitava e reconhecia. O tempo que esses ditos médiuns inconscientes desfrutam de regalias utilizando este subterfúgio e o nome de seus guias e mentores, é o mesmo que é necessário para que os que estão ao seu redor aprendam um pouquinho mais sobre a espiritualidade, a partir daí é inevitável que todos virem-se contra estas atitudes ou que permaneça no local, apenas os afins. São eles tão inconseqüentes que ao praticarem esta fraude não percebem que automaticamente envolvem o nome “sagrado” de seus guias e mentores neste lodal e que essa atitude será inevitavelmente acertada no futuro. Ao compreenderem e evoluírem pedirão pela oportunidade de resgate.

Este tema é muito mais importante do que parece ser. Graças a essa conduta reprovável, principalmente quando parte dos dirigentes dos templos, assim como de seus aliados afins, levam muitos médiuns iniciantes valorosos, que futuramente realizariam trabalhos significantes na seara da Umbanda, a desistirem de seu desenvolvimento (processo de aprendizado), ao perceberem que a “tal mediunidade inconsciente” não ocorre em suas manifestações mediúnicas, o que os leva a imaginar que não são tão bons com deveriam ou mesmo que é uma fraude prestes a ser desmascarados. Nestes casos, a evolução destes médiuns, não permite que eles continuem trabalhando, já que se imaginam errados ou inadequados e, se vão, deixando para trás uma linda missão que estava frutificando e também os verdadeiros fraudadores, que denigrem a imagem de nossa tão sagrada Umbanda.

O verdadeiro médium, aquele que trabalha no intuito único de se melhorar e evoluir, trás em seu íntimo o respeito devido aos mentores espirituais e acima de tudo e de todos á Deus.

Estes desprezam a conduta manipuladora e fraudulenta existente em tantos templos. Possuem evolução suficiente para compreenderem o quão maior é o campo de atuação astral e, que sendo parte da criação divina, se integram através de suas individualidades e conhecimento num esforço contínuo para se manterem em condições concretas de se afinizarem com seus mentores, e assim juntos, alcançar resultados adequados para todas as situações que os envolvem nos trabalhos espirituais.

Ao contrário do que se imagina um bom médium, principalmente de gira de Umbanda, onde o trato com entidades do baixo astral e suas façanhas são constantes, com o tempo de trabalho mediúnico tende e deve buscar sua “Hiper-consciência”.

Esses médiuns ao longo dos anos passam a ver e ouvir, perceber e sentir, compreender e interpretar com aguçada sensibilidade sensorial, cada energia atuante no templo onde trabalha. Seu equilíbrio emocional, psíquico e físico o faz segurar, bloquear e até mesmo rechaçar entidades malignas ou energias destrutivas.

Quanto maior o equilíbrio e a hiper-consciência, menor é a atuação farfalhona no plano físico. Tudo é feito com segurança, seriedade e calma, onde os conhecimentos do médium e de seus mentores serão utilizados em conjunto.



Por esta e outras razões é que é de suma importância que o médium que se dispor a trabalhar no giras de Umbanda Sagrada interesse-se em constantemente estudar e aprender para se aperfeiçoar nas mais diversas áreas magísticas utilizadas nos trabalhos dos templos.

Assim como um médico ou um advogado da vida física que constantemente atualizam-se em seus conhecimentos e procedimentos, um médium responsável também precisa agir da mesma forma. Apesar de não possuir um diploma reconhecido pelas leis terrenas, ele assim como o médico e o advogado, lida diariamente com vidas, podendo por tudo a perder cometendo um simples erro, o que fatalmente será cobrado, senão pela justiça dos homens, invariavelmente será pela de Deus.

Não podemos deixar de explicar um fato que ocorre até com freqüência com os médiuns, que é o esquecimento dos fatos ocorridos durante os trabalhos. Mesmo hiper-conscientes não se pode ignorar que a maior parte dos pensamentos e atos são trazidos pelos mentores espirituais no momento do trabalho, sendo assim, não é o médium quem elabora e raciocina o que será feito ou dito.

 Ele, o médium, apesar de atuante durante todo o tempo, se mantém numa posição de expectador, sendo assim, após algumas horas do término do trabalho, se o assunto que estava em questão não o interessava ou se a energia não lhe era afins, ele sofre um esquecimento do fato ou de grande parte dos detalhes, mas nada que não se resgate se houver alguém que lhe ajude a lembrar.

Que fique aqui reforçado o fato de que esse “esquecimento” e não “inconsciência”, se dá por não ser o médium quem raciocina a questão no momento do trabalho, colocando-se como mero expectador.

Eis aqui o “Mistério Mediunidade”, estudem, reflitam e, como já disse o grande regente planetário Jesus, que ouça quem tenha ouvidos para ouvir.

        

Que Deus abençoe a todos, em seus seres individuais,



Pai Tomé de Angola.
Pela médium Solange Costa
29.09.08

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