NOSSA CASA

26 de jan de 2012

Jurema Sagrada e o Catimbó



Bom dia!

        

         Apenas ontem notei que uma pessoa deixou uma pergunta no site para que eu respondesse. Como esta pessoa não se identificou, resolvi fazer a resposta em texto para postar no site. A pergunta foi:

         - O que é a Jurema Sagrada - Catimbó?



         A Jurema Sagrada é uma tradição, um culto religioso nordestino, que se iniciou com o uso da planta jurema pelos indígenas das regiões norte e nordeste do Brasil. Os iniciados deste culto são conhecidos por Juremeiros. A jurema se transforma numa grande árvore que vive por mais de 200 anos e é cultuada como se ela própria fosse uma entidade. Toda ela é utilizada dentro deste ritual, desde a raiz, a casca, as folhas, as flores e as sementes; esse material é usado nos rituais em forma de banhos, remédios e em bebida ritualística entre outros. A bebida feita da jurema é utilizada para deixar os juremeiros em estado de transe.



         Sua origem está nos indígenas que habitavam o litoral da Paraíba, Rio Grande do Norte e no sertão de Pernambuco, eram os pajés grandes conhecedores das ervas, animais e encantados das matas e rios. Aos poucos juntaram-se à eles escravos fujões que passaram a influenciar na prática da Jurema, ensinando sobre o culto com os mortos (eguns) e como cultuar as forças da natureza através dos Orixás, dando seguimento a origem através dos mestiços desta união de forças.



         Para ser juremeiro é preciso ser consagrado e iniciado numa ritualística de mais de mil anos, começando como discípulo tirador de jurema, preparador de junca, firmador de toadas, flor de mesa e mestre. O ritual é feito com maracá, cachimbo, sineta e gaita. A bebida oficial é o vinho de jurema que, apesar de deixar levemente tonto o praticante não leva qualquer substancia alcoólica como erradamente pensam.



         Já o Catimbó, também cultuado na região nordeste do Brasil, agrega práticas do catolicismo como a devoção pela Virgem Maria e Jesus Cristo bem como a prática da jurema. Utilizam-se também do vinho da jurema como forma de facilitar o contato astral, incorporando os Mestres Juremeiros, que são considerados encantados após seus desencarnes, trazendo curas e aconselhamentos aos catimbozeiros.



         Existem opiniões contrárias a esse respeito, uns dizem que os catimbozeiros exercem a mesma prática dos juremeiros com mais alguns conceitos católicos, outros dizem se tratar de cultos completamente distintos em seus fundamentos, porém ambos cultuam e utilizam-se da Jurema. Ao meu ver, o catimbó é uma ramificação da Jurema Sagrada.



         Por outro lado, no sul do país, como em São Paulo por exemplo o termo Jurema Sagrada é aplicado como uma nomenclatura dada à um espaço no astral, ocupado pelas entidades trabalhadoras da Umbanda ou então Aruanda, assim como no kardecismo é conhecido o Nosso Lar. A grande maioria dos seguidores da Umbanda e do Candomblé nestas regiões, desconhecem completamente o culto da Jurema Sagrada e do Catimbó.



         Eis ai um breve resumo, apenas no intuito de esclarecer e responder a pergunta que foi deixada no site. Para os que se interessaram pelo assunto, recomendo buscas pela internet e por livros para se aprofundarem, já que a Jurema Sagrada e o Catimbó, assim como a Umbanda possui um vasto campo para estudos.



Abraços e Luz,

Mãe Solange de Iemanjá

16 de jan de 2012

OS TERREIROS RETOMAM SEUS TRABALHOS EM FESTA!

SARAVÁ PAI OXOSSÍ

            Depois de merecido descanso, grande maioria dos terreiros reabrem suas portas com a homenagem à Oxossí.

            Oxossí é o Orixá ligado diretamente à natureza e é sincretizado pelo Santo católico São Sebastião em algumas regiões do país, incluindo São Paulo. Sua cor correspondente é o verde, vibração utilizada em processos de cura. A data de homenagem à Oxossí é 20 de Janeiro. As entidades diretamente ligadas à Oxossí que trabalham nos terreiros ligados aos médiuns são os Caboclos. Não podemos deixar de salientar que caboclos também podem ser compreendidos simplesmente como trabalhadores e sendo assim encontramos caboclos em todas as energias regentes, ou seja, caboclos de Ogum, Xangô, Iemanjá, Oxum, etc. Seu campo vibracional natural são as matas e é nelas que buscamos energias e as firmamos também.

            O sincretismo do Orixá Oxossí com São Sebastião está muito mais ligado ao estereótipo cultuado no Candomblé do que na Umbanda.

Os Orixás na Umbanda são compreendidos como energias regentes e sustentadoras do planeta Terra.

Oxossí não é o homem maduro, ágil, de físico torneado, caçador e vigoroso. Para nós, os umbandistas, Oxossí é a energia que sustenta, no sentido literal da palavra, a vida. A energia emanada de Oxossí juntamente com os outros Orixás é a que mantém a vida no nosso planeta. Esta energia está ligada diretamente com a fauna e flora do planeta, de onde retiramos todo nosso alimento e recursos necessários para sobrevivermos.

O que mais me encanta em Oxossí é que ele não é apenas o sustentador do nosso físico e sim de todo nosso eu. Ele é naturalmente o doutrinador, ou seja, aquele que ensina. É através da energia de Oxossí que conseguimos nos unir ao astral superior e captar os ensinamentos que nos é trazido para nossa evolução. É também através dele que o bioplasma atua em nosso corpo astral curando diversos males antes que somatizem em nosso corpo físico.

Energeticamente falando, Oxossí nos influência trazendo disposição física e vigor, a curiosidade e a busca do saber e emocionalmente uma boa dose de equilíbrio, mas com um tom de sensibilidade aguçada.

O texto acima se trata de um despretensioso resumo sobre o Orixá Oxossí para que todos possam ter o mínimo de compreensão de sua atuação.

Abraços e Luz,

Mãe Solange de Iemanjá.

12 de jan de 2012

Pomba Gira Rosa Caveira - vale a pena ler!

O Texto abaixo, eu encontrei no face do amigo João Augusto e vi nele tantos ensinamentos que resolvi coloca-lo no site para que não se perca.

Um dos ensinamentos é justamente que os nomes adotados pelas entidades possuem significado e energia atuante, são na verdade campos energéticos de trabalho. Através do texto, meus filhos já poderão compreender o porquê temos a baiana Rosa Flor atuante em nossa casa.

Espero que aproveitem a leitura.



Abraços e Luz,

Mãe Solange de Iemanjá.



Rosa caveira

Um dia uma moça me procurou e perguntou meu nome. Eu disse: ―Sou Rosa Caveira. Ela respondeu:

 ―Credo! E eu: ―Credo por quê? Qual o motivo?

 ―Esquisito..., tornou ela.

Bom, para quem não me conhece vou explicar esse nome.

Sou Rosa Caveira.

Trabalho pela Rosa do Amor da Vida, trazendo a Caveira da Morte para tudo aquilo que pretenda matar o Amor.

 Não sou dona da Rosa e nem da Caveira. Sou apenas filha e servidora, por devoção. Do meu jeito, do jeito que posso.

 A Rosa é símbolo da Mãe da Compaixão.

 A Caveira é símbolo do Pai da Vida.

 A Rosa é o Amor Divino que não morre nunca.

 A Caveira só mostra e recolhe o que não pertence ao Amor, para restaurar a Vida. Pois sem Amor não há Vida.

 Trago a Rosa para dar Vida a quem desaprendeu a amar.

 Trago a Caveira para recolher o sentimento de amor que secou no coração humano.

Se você olha para uma rosa, nem sempre lembra que a raiz dela está na terra. E a terra precisa de qualidade para manter essa vida. O que sustenta a flor não é visível ao olho comum. E o que pode estar matando a flor também não.

 Quem secou por dentro do coração deixou de viver. Ninguém vê, mas está acontecendo. Então eu trago a Caveira para recolher essa dor, essa “morte em vida”. E trago a Rosa para renascer aquele coração.

 Sou Rosa Caveira. E só. Ajudo como posso, para que mais e mais corações estejam vivos. E para que todos compreendam que Morte é renascimento, e nunca é fim.

 O tecido que adoece precisa ser removido, para que um novo surja e o todo se mantenha vivo. Tudo trabalha para que o Amor permaneça, pois Ele é Fonte de Vida.

 Nenhuma dor vem sozinha. Ela traz consigo a força da reparação.

 É isso que faço: trago caminhos de reparação para as dores do coração, para que todos tenham Vida.

 Receba da minha Rosa o Amor, a cor, o perfume, a luz. Desperte no seu coração o gosto pela Vida, que nasce alimentado pelo Perdão, pela Compaixão e a Misericórdia de Deus.

 Entregue para a minha Caveira tudo aquilo que vem consumindo o seu coração: a mágoa, o ressentimento, a revolta, o desamor, o desespero, a falta de confiança e o desrespeito por si mesmo, os pensamentos de vingança, tudo.

 E não queira amarrar ninguém ao seu lado! Porque o Amor não se impõe, Ele só abraça, acarinha e dá Vida. Desista desse crime, porque o Olho que Tudo Vê é também o Pai da Liberdade.

 Limpe a taça do seu coração do fel do desejo de posse a qualquer preço. Alimente-o com o Mel da Mãe da Compaixão, para ter também o amparo do Pai da Vida.

 Escolha se quer estar vivo ou se pretende ser um morto-vivo.

Sua alma não morrerá nunca. Mas os seus sentimentos podem adoecer e secar. Não permita. Cultive rosas no seu coração e encontrará perfume em todos os caminhos por onde passar.

Aceite a Rosa que lhe ofereço.

A Caveira não lhe posso dar. Sem ela eu não teria como lhe ajudar a se tornar, para todo o sempre, uma filha ou um filho devoto da Rosa Maior.

Aceite a Rosa do Amor e cultive-a no coração. Foi Ela quem me salvou quando eu andava perdida na escuridão, buscando morrer, sem saber que as almas não morrem jamais.

Por isso me tornei uma servidora da Rosa e uma portadora da Caveira.

Esta Caveira só faz por nos lembrar de que “morte” é ilusão, pois o que existe é a Eternidade da Vida.

Então, aproveite! Reaqueça seu coração de Amor e viva a Eternidade desde já.

 Laroyê Dona Rosa Caveira!!

11 de jan de 2012

O ano regido por Iemanjá

Como já foi dito, 2012 será regido por Iemanjá, que é o Orixá que está de frente neste ano, na polaridade negativa (feminina) e por Ogum complementando o equilíbrio na polaridade positiva (masculina).

O ano regido por Iemanjá é muito significante para a humanidade, porque além de todos seus atributos e poderes naturais, as manifestações na natureza, Iemanjá vem para nos ensinar a nos sensibilizarmos.

E o que significa sensibilizarmos?

Sensibilizar, senso, sentir, perceber... É algo muito complexo e extraordinário. Nós somos compostos por corpos e um de nossos corpos é o sensorial, ou seja, o corpo do sentido. O sentido é o maior responsável por nossa evolução porque através dele e apenas por ele conseguimos alcança-la despertando nossa consciência.

Nós estamos habituados a prestar atenção apenas em nossos cinco sentidos e deixamos perdidos ou bloqueados no inconsciente o sexto e o sétimo sentido.

São eles:

1 – visão

2 – audição

3 – tato

4 – olfato

5 – paladar

6 – percepção

7 – alma

Com a visão, nós conseguimos impressionar nosso espírito e tomar consciência da existência das cores, formas,  dimensões e assim por diante. Com a audição tomamos a consciência das artes musicais, da comunicação, dos tons sublimes ou imperfeitos. Com o tato tomamos consciência das texturas, do calor, do frio. Com o olfato a consciência das nuances, aromas, sutilezas ambientais. Com o paladar a consciência do doce, do amargo, do salgado, do apimentado.

E com a percepção, que é o sexto sentido? O sexto sentido é justamente uma sensibilização maior, mais aguçada, mais apurada. É a área onde encontramos os médiuns, os “sensitivos”, é o campo que nos faz tomar consciência do ser no seu todo.

 As vezes a pessoa tem o sexto sentido tão aguçado que passa a ser uma pessoa irritadiça, justamente porque é sensível demais. O sétimo sentido é a alma, que é o sentido extraordinário, sublime, pouco vivido pelos seres humanos, é o sentido que nos liga diretamente ao Divino.

Precisamos compreender que o corpo sensorial é educado por nós, em cada reencarnação ele vem como uma tela em branco pronto para ser programado e entrar em funcionamento. Ele é o direcionador da consciência, apenas através dele, ou seja, apenas depois das pessoas sentirem, perceberem ou experimentarem é que tomarão consciência de algo ou alguma situação.

Nós somos influenciados constantemente em nossos sentidos, mas nos damos conta apenas quando botamos atenção em uma determinada direção. Um exemplo:- Neste exato momento você está com um calçado nos pés. Seu corpo sensorial está sentindo seus calçados o tempo todo, só que você só percebeu o calçado e a sensação que ele te provoca após ler o que acabo de escrever. Antes de você direcionar sua atenção aos seus pés, você não estava se dando conta que seu corpo sensorial estava passando essa sensação para você ela só foi percebida após você tomar consciência dela.

E é assim com tudo, com as energias pessoais, de ambientes, astrais e emocionais. Você sofre influências constantes através de seu corpo sensorial, mas só vai tomar consciência e experimentar a sensação se direcionar sua atenção.

O corpo sensorial é programado para nos obedecer, quando desejamos sentir a energia de uma pessoa é só ficar um bocadinho calado e perguntar interiormente: - Como está a energia desta pessoa? Rapidamente virá em seu mental uma sensação, que seu corpo sensorial já havia captado e que você ainda não tinha se ligado.

Compreendam que não ter consciência ou bloquear uma sensação, não significa que ela não esteja lá atuante em você. Desde o momento em que a pessoa se aproximou de você, seu corpo sensorial captou as energias emanadas por ela e já estava transmitindo a você, mas você só receberá a influência dela ao se ligar.

Sendo assim, muitas vezes nos sentimos adoentados, mal humorados, desanimados, irritados, cansados e vamos logo buscando em nós mesmos as razões para tais situações; tomamos remédios, nos isolamos e fazemos mil e uma coisas para tentar sair dessas condições que podem não ser nossas e sim sensações captadas pelo nosso corpo sensorial de pessoas ou ambientes que nos ligamos.

Pare para pensar agora, olhe como o seu corpo sensorial foi programado. Seus pais eram do tipo que desde que você era bem pequeno te dizia: - Nossa, como você é insensível, seu irmão tá doente, você tem que ter dó dele. Se você foi uma criança que foi programada desta forma, automaticamente, toda vez que você souber ou se encontrar com uma pessoa que está doente, para você continuar sendo o menino bonzinho (a informação que está guardada no seu subconsciente), seu corpo sensorial vai agir exatamente como aprendeu e vai ligar você com a dor alheia, vai te sensibilizar com a situação dela. Pronto, você estará automaticamente ligado, sensibilizado pela dor do próximo e seu corpo começará a sofrer influências dessa ligação energética que foi feita pelo seu corpo sensorial. Dependendo da situação, da sua própria condição física, você poderá adoecer também.

Uma única pessoa consegue se ligar com centenas de outras pessoas, que também já estão ligadas a outras centenas e quando você se der conta de si, estará pesado porque estará carregando energias de todas as pessoas ligadas nessa corrente sensorial.

Você pode se ligar com as pessoas por uma infinidade de razões e a raiva pode ser uma delas. Você pode estar com raiva de uma pessoa pensando um monte de coisas contra ela, nessa sintonia automaticamente você já se liga a essa pessoa. Não satisfeita, você se aproxima de uma terceira pessoa que você sabe que também está contra a pessoa que você está com raiva e energeticamente você se liga à terceira pessoa também. Só que a sua intenção era incomodar, era irritar, era prejudicar ou formar um complô contra quem você estava com raiva. O que você não contava, ou se esqueceu, é que ao se aproximar da terceira pessoa você também se ligou na energia dela. Se você já não estava num bom momento, com sentimentos inferiores, talvez uma coisa que não é do seu costume, uma situação aleatória, porém ruim, imagine isso tudo potencializado pela energia que você ligou com a terceira pessoa. Toda raiva que você sentia vai se multiplicar, porque você passará a sentir o peso da raiva dela também e vai sentir todo tipo de emoção e energia que a terceira pessoa carrega. Agora, quem é de fato esta terceira pessoa, que tipo de energia ela trás? Pode ser alguém muito pior do que seu lado inferior e ela pode ter uma energia muito ruim e muito maior que sua raiva inicial uniu, pode ser uma energia destruidora e doente e você estará ligado. Sendo assim, como a atitude de se juntar na raiva foi sua, você sofrerá todas as consequências dessa escolha e dessa união energética.

E é assim com tudo, tanto para o bem como para o mau. É por esta razão que é tão importante selecionar as pessoas que colocamos em nossas vidas, que nos tornamos amigos ou aliados e que temos contato porque automaticamente estaremos ligados a elas.

Para sair dessa ligação, geralmente as pessoas sofrem muito rodeando determinada situação até o dia em que a dor se torna insustentável e a percepção de que todo aquele sofrimento vem sendo causado, lá pela aquela raiva, e a pessoa resolve dizer: Quer saber, não vou ligar mais. Chega, vou deixar isso pra lá. E como num passe de mágica, todo mal estar, todas as dores que vinham se arrastando acabam simplesmente porque você determinou ao seu corpo sensorial que era chegado o momento de desligar.

E Iemanjá é a mãe da sensibilidade, da percepção, da intuição e do senso e este ano a diretriz maior é justamente aguçar esses campos para ampliar sua consciência, contribuindo assim, para uma aceleração em sua evolução. Ninguém toma consciência das coisas verdadeiramente sem que as tenha sentido antes. Pensem nisso.

Se hoje você não está se sentindo bem, se tem algo que te incomoda, se você está pesado, pare por alguns minutos, cale sua mente e seu coração e faça a pergunta ao seu corpo sensorial: A quem ou a que situação eu estou ligado que está me trazendo este mal? Rapidamente a pessoa ou a situação que te aflige aparecerá no seu campo mental, porque isso é natural do ser humano. Ordene então para que seu corpo sensorial se desligue dessa pessoa ou situação, diga à ele que você não liga, que quer deixar pra lá e tudo se resolverá, imediatamente você se sentirá mais leve.  Não é preciso ser médium, qualquer um conseguirá essa resposta, todos têm essa capacidade basta termos consciência dela e utiliza-la.

Abraços e Luz,

Mãe Solange de Iemanjá

9 de jan de 2012

O Mantra Iê




Ao frequentarmos os terreiros, constatamos que muitos caboclos ao incorporar em seus médiuns ou em determinadas situações gritam Ieeeeeee e como tudo na Umbanda, esse grito tem um fundamento.

O Iê, assim como o AUM, OM, KRIM, etc.; é um mantra. Os caboclos, oguns, pretos velhos, entre outros, utilizam do mantra Iê sempre que necessário.

O mantra AUM é um mantra que leva as pessoas à uma ligação com o Divino, com a interiorização, é o pedido de bênçãos e é por essa razão que é muito utilizado em meditações, onde a busca pelo eu e pelo divino é o maior objetivo.

O mantra Iê é um mantra de limpeza e desbloqueio e é por essa razão que ao se ligar ao médium para iniciar o trabalho os guias o utilizam, com o objetivo de limpar o ambiente, a aura do médium, das pessoas presentes e para desbloquear os chacras dos mesmos. É comum as pessoas se arrepiarem quando ouvem esse mantra, afinal de contas, com suas auras limpas e com seus chacras em desbloqueio a ligação e a sensibilidade com o astral fica muito mais intensa e perceptível, gerando uma reação física (o arrepio).

Basta reparar o quanto o Iê é utilizado para compreender sua utilização.

Iemanjá, mãe d’água, orixá da limpeza astral.

Ogum ie, orixá de batalhas que limpa e livra pessoas e ambientes de energias negativas e condensadas.

Ora-ie-ie- o Oxum, orixá atuante em limpezas energéticas.

O mantra Iê produz com suas ondas sonoras uma espécie de espiral energético crescente, que se origina das cordas vocais do médium e vai se estendendo por todo o ambiente, envolvendo tudo e todos até terminar em nada. Um exemplo muito bom dessa atuação para que vocês possam visualizar como age essa onda sonora é equivalente a jogar uma pedra num lago, podemos ver claramente aquele círculo de ondas na água crescendo até acabar em nada. As ondas sonoras do mantra Iê agem desta forma, ela vai crescendo e empurrando energias condensadas, larvas astrais, miasmas, formas pensamentos para o Cosmo, onde serão atraídas magneticamente para seus pólos naturais energéticos.

Eis ai mais um fundamento tão utilizado e pouco compreendido pelos próprios Umbandistas.



Abraços e Luz,

Mãe Solange de Iemanjá

3 de jan de 2012

Ano 2012 Regido por Ogum e Iemanjá

O ano de 2012 entra na regência de Ogum e Iemanjá; fogo e água; execução e cuidado; garra e carinho; força e generosidade.

Em 2012 mais um ciclo da transição planetária se completa, a hora é de união máxima com a família, amigos e valores morais.

Mais do que nunca a intuição estará ativa em todos nós, através das influências de Iemanjá e a garra para a concretização de nossos sonhos e desejos será trazida por Ogum. Sendo assim, estejam atentos para o “eu” interior que falará forte no decorrer do ano, aprendam a confiar no tão falado sexto sentido e a perseverar na busca do desejado. Encorajem-se com a força de Ogum para conquistar e eliminar os obstáculos que naturalmente surgem no dia a dia. Não se deixem envolver pelo negativo dessas energias que será as emoções a flor da pela e a propensão para confrontos.

Um ponto importantíssimo e que jamais poderá ser esquecido neste ano é justamente essa fase de transição planetária, onde por vários momentos teremos a impressão de que tudo estará perdido ou dominado por forças negativas, onde os desencarnes coletivos serão presentes no decorrer de todo o ano, as notícias pesadas e cada vez mais pesadas tomando conta de nossas vidas, transformações políticas que influenciarão o mundo, enfim, uma série de acontecimentos que deixarão nossas almas impressionadas negativamente, porém deveremos nos lembrar constantemente de que não há reformas sem quebradeiras, esse caos é necessário para que tudo termine num resultado melhor do que vivemos hoje. Vale ressaltar que o “Orai e Vigiai”, nestes momentos de transição é o único caminho seguro para se resguardar.

Enfim, entra ano sai ano, entra regência sai regência e a busca sempre será a mesma: O equilíbrio e a evolução.

Como dirigente do TUCAL, desejo à todos que seguem nosso site, aos meus filhos e amigos, muita força e discernimento neste ano para que ele possa realmente ser repleto de realizações e bênçãos!

Abraços e Luz,

Mãe Solange de Iemanjá