4 de mar de 2011

DIA DE ABALUAÊ - 16 DE AGOSTO


 

Hoje, dia 16 de agosto, é o dia que comemoramos o Orixá Abaluayê.  Seu sincretismo católico é com São Lázaro e sua saudação é “Atotô Abaluayê”, que quer dizer “Silêncio”; suas cores são  preto e branco; sua oferenda é pipoca preparada com areia, fatias de coco regadas com mel, água mineral ou vinho tinto, flores e velas brancas e seus pontos de força são: cemitérios – “calunga pequena”,  mar – “calunga grande” e cavernas.
Tem como principal instrumento o Xaxará (Sàsàrà), espécie de cetro de mão, feito de nervuras da palha do dendezeiro, enfeitado com búzios e contas, com que capta as energias negativas bem como “varre” as doenças, as impurezas e os males sobrenaturais.
Abaluayê é o Orixá que representa a Irradiação Divina da Evolução, é o Senhor das Passagens, aquele que permite a mudança de nível, de estágio ou de situação. É a Ele que clamamos quando nos sentimos estagnados ou em sofrimento, seja na dor física, mental, emocional ou espiritual. É sob o comando de Abaluayê que os exús das falanges das calungas pequenas (cemitérios), isolam e protegem, os corpos físicos, daqueles que assim merecer essa proteção, contra o vampirismos de fluídos emanados no processo de putrefação do corpo físico. Onde entidades do baixo astral se fartam sugando energias provindas de vícios (alcoolismo e tabagismo) cultivados pela pessoa falecida, emanações de drogas e remédios, etc...
É o Orixá de elemento terra, que é vital à vida humana e encontra-se no começo e no fim de toda a vida, aliás é sabido que: “tudo o que sai da terra é dotado de vida e tudo o que volta para a terra é novamente provido de vida”..
Abaluayê está relacionado ao retorno, ao pó, ao renascimento, à transformação, à transmutação e à regeneração.
Abaluayê é Orixá Sábio e Ancião, rege a linha dos Pretos-Velhos, linha que nos presenteia benevolentemente e continuamente com sua capacidade de Sabedoria e Paciência, de Tolerância e Renúncia, de Bondade e Generosidade.
Se curvar diante de Abaluayê é buscar no íntimo a compreensão de seus carmas e transformá-los em darmas.
Se cobrir com as palhas desse Orixá é procurar dentro de si a cura de seu espírito e de suas mazelas.
Se banhar com as pipocas de Abaluayê é transformar a vida em um lindo jardim cheio de flores brancas e perfumadas.
Saudar Obaluayê é clamar pelo silêncio da emoção desenfreada a fim de ouvir a voz da sapiência.
Tocar na terra três vezes ao saudar Abaluayê é acordar a terra e cultivar a esperança da sensatez.
Fazer o sinal da cruz no chão é afirmar que aceita as dores da matéria, na matéria, enquanto o espírito afirma a importância da regeneração e da renúncia para a sua evolução e evolução da humanidade.
ATOTÔ!
ATOTÔ ABALUAYÊ!

Abraços e Luz,
Mãe Solange de Iemanjá

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