NOSSA CASA

24 de mar. de 2011

POR QUE USAMOS GUIAS (COLARES) DENTRO DO TERREIRO?


Dismistificar e esclarecer os ritos da Umbanda é sempre um caminho seguro pra esclarecer àqueles que desconhecem a necessidade e o valor de cada um deles. Entre esses estão as guias (colares) que são usadas pelos médiuns nos trabalhos.

As guias ou colares que vemos comumente nos pescoços de dirigentes e médiuns dentro e muitas vezes fora do terreiro, para que servem? E por que e quando devem ser feitas?

O assunto é polêmico de um certo ponto de vista, pois encontramos na UMBANDA muita gente que deseja impressionar somente pela "imagem", muitas vezes esquecendo-se do fundamento religioso.

As guias e colares utilizados na Umbanda tem como função:

- Proteção energética do médium
- Identificar em muitas casas as iniciações, consagrações e regência dos Orixas.
- Quando nos referimos a "proteção" a guia tem como função absorver energias densas que podem ser enviadas na hora do atendimento com o guia como campo protetor do médium e em outras vezes infelizmente de pessoas que se ainda perdem seu tempo fazendo demandas negativas sejam mentais ou com elementos contra quem deseja servir na lei e na luz.
- E também como campo irradiador ou seja, se retirou uma energia ruim, esta foi transmutada no mistério do guia espiritual ou Orixa que representa a guia ou colar e devolvida em equilíbrio para o médium ou assistido, dependendo do momento em que a mesma esta sendo usada.
-Algumas pessoas usam guias como proteção fora dos horários de trabalho o que não existe mal algum, sempre lembrando que cada médium deve seguir a disciplina de sua casa.
- Como reserva energética mantendo o campo auríco do médium equilibrado. Protegendo os chacras de desequilíbrios. Por essa razão o tamanho das guias são relevantes no momento de sua confecção.

Quando utilizadas como identificadores também além da sua função enegética, podemos saber quantas iniciações o mesmo médium já fez, e eventualmente lembramos que " quem a muito for dado, muito será cobrado também", toda a iniciação esta acompanhada de responsabilidade e bom senso e o médium que passa pela mesma leva esta tarefa consigo, pois se torna um representante de sua religião.

As guias tem vários mistérios envolvendo; Cores, pedras, elementos e formas com que são confeccionadas e este mistério esta ligado ao Orixa, guia e mentor de trabalho de cada um.

Existem guias de trabalho, ou seja, que só devem ser utilizadas dentro do terreiro e outras que são feitas para uso diário, chamadas guias de proteção e todo médium deveria usar uma, pois nunca estamos livres de sofrer impactos energéticos.

Uma guia só deve ser feita por solicitação do seu guia (quando incorporado, feito diretamente à um cambone) ou dirigente, nunca devemos usar do "achismo" ou ainda da "ilusão" e sair por ai fazendo uma guia atrás da outra, além de perder o fundamento sagrado é um desrespeito com nossos guias e com a UMBANDA.

Vale lembrar que nossos guias, Orixas e protetores esperam que modifiquemos nossa atitude interior, ou seja, não adianta se encher de guias e por dentro continuar vazio. As guias, se bem pensadas, servem também como prova de vaidade e orgulho, pois através delas vários médiuns sucumbem, deixando extravasar esse lado de seus sentimentos menores. Portanto, lembrem-se que as guias são objetos magísticos e de responsabilidades e não simples enfeites de ostentação!!!

Abraços e Luz
Mãe Solange de Iemenjá

15 de mar. de 2011

Forças e incorporações dos Caboclos.

Formas incorporativas e especialidade dos caboclos

Caboclos de Oxum
Geralmente são suaves e costuma rodar. A incorporação acontece principalmente através do chacra cardíaco. Trabalham mais para ajuda de doenças psíquicas, como: depressão, desânimo entre outras. Dão bastante passe tanto de dispersão quanto de energização. Aconselham muito, tendem a dar consultas que façam pensar. Seus passes quase sempre são de alívio emocional.

Caboclos de Ogum
Sua incorporação é mais rápida e mais compactada ao chão. Consultas diretas, geralmente gostam de trabalhos de ajuda profissional. Seus passes são na maioria das vezes para doar força física, para dar ânimo.

Caboclos de Iemanjá
Incorporam de forma suave, porém mais rápidos do que os de Oxum, rodam muito, chegando a deixar o médium tonto. Trabalham geralmente para desmanchar trabalhos, com passes, limpeza espiritual, conduzindo essa energia para o mar.

Caboclos de Xangô
São guias de incorporações rápidas e contidas, geralmente arriando o médium no chão. Trabalham para: emprego; causas na justiça; imóvel e realização profissional. Dão também muitos passe de dispersão. São diretos para falar.

Caboclos de Nanã
Assim como os Pretos-velhos são mais raros, mas geralmente trabalham aconselhando, mostrando o karma e como ter resignação. Dão passes que levam os eguns que estão próximos. Sua incorporação igualmente é contida pouco dançam.

Caboclos de Iansã
São rápidos e deslocam muito o médium. São diretos para falar e rápidos também, muitas das vezes pegam a pessoa de surpresa. Geralmente trabalham para empregos e assuntos de prosperidade, pois Iansã tem grande ligação com Xangô. No entanto sua maior função é o passe de dispersão (descarrego). Podem ainda trabalhar para várias finalidades, dependendo da necessidade.

Caboclos de Oxalá
Quase não trabalham dando consultas, geralmente dão passe de energização. São "compactados" para incorporar e se mantém localizado em um ponto do terreiro sem deslocar-se muito. Sua principal função é dirigir e instruir os demais Caboclos.

Caboclos de Oxossi
São os que mais se locomovem, são rápidos e dançam muito. Trabalham com banhos e defumadores, não possuem trabalhos definidos, podem trabalhar para diversas finalidades. Esses caboclos geralmente são chefes de linha.

Caboclos de Abaluaê
São espíritos dos antigos "pajés" das tribos indígenas. Raramente trabalham incorporados, e quando o fazem, escolhem médiuns que tenham Abaluaiê como primeiro Orixá. Sua incorporação parece um Preto-velho, em algumas casas locomovem-se apoiados em cajados. Movimentam-se pouco. Fazem trabalhos de magia, para vários fins.

ATRIBUIÇÕES DOS CABOCLOS

São entidades, que trabalham na caridade como verdadeiros conselheiros, nos ensinando a amar ao próximo e a natureza, são entidades que tem como missão principal o ensinamento da espiritualidade e o encorajamento da fé, pois é através da fé que tudo se consegue.

ASSOBIOS E BRADOS

Quem nunca viu caboclos assobiarem ou darem aqueles brados maravilhosos, que parecem despertar alguma coisa em nós?
Muitos pensam que é apenas uma repetição dos chamados que davam nas matas, para se comunicarem com os companheiros de tribo, quando ainda vivos. Mas não é só isso.

Os assobios traduzem sons básicos das forcas da natureza. Estes sons precipitam assim como o estalar dos dedos, um impulso no corpo Astral do médium para direcioná-lo corretamente, a fim de liberá-lo de certas cargas que se agregam, tais como larvas astrais, etc.

Os assobios, assim como os brados, assemelham-se à mantras; cada entidade emite um som de acordo com seu trabalho, para ajustar condições especificas que facilitem a incorporação, ou para liberarem certos bloqueios nos consulentes ou nos médiuns.

O ESTALAR DE DEDOS

Por que as entidades estalam os dedos, quando incorporadas?
Esta é uma das coisas que vemos e geralmente não nos perguntamos talvez por parecer algo de importância mínima.
Nossas mãos possuem uma quantidade enorme de terminais nervosos que se comunicam com cada um dos chacras de nosso corpo.

O estalo dos dedos se dá sobre o Monte de Vênus (parte gordinha da mão) e dentre as funções conhecidas pelas entidades, está a retomada de rotação e freqüência do corpo astral; a descarga de energias negativas e a potencialização dos chacras aumentando sua rotatividade.

Abraços e Luz
Mãe Solange de Iemanjá

7 de mar. de 2011

6 - Quem são os Exús?

AS MANIFESTAÇÕES DOS EXUS SOBRE OS MÉDIUNS
Através do dom do oráculo, ou mediunidade, os espíritos conseguem manter intercâmbio com os encarnados. O contato dá-se através das várias modalidades mediúnicas, seja ela a vidência, clarividência, clariaudiência, psicografia, psicofônia, etc. No movimento umbandista, as entidades, normalmente manifestam-se ou pela incorporação ou pela radiação intuitiva. A incorporação é a modalidade mediúnica mais utilizada, por várias razões, trazendo as comunicações da "boca" dos próprios espíritos, ou seja, eles estão no momento da manifestação, presentes e próximos aos encarnados. A incorporação traz como benefício, a confiabilidade das comunicações, já que podemos "ver" o espírito manifestado, reconhecendo-o através de seus próprios movimentos, ações, voz, etc.
Assim, é possível manter estreito contato entre o espírito e o consulente. Na incorporação, o espírito comunicante, não "entra" no corpo físico do médium, mas apenas toma as "rédeas" da situação, controlando o corpo físico com ou sem a intervenção do médium. O espírito, assim, apenas se aproxima do corpo físico, mas não o toma ou "entra" nele. A incorporação divide-se pela intervenção ou não do médium em: Incorporação Semi-consciente. Na semi-consciente, o espírito do médium se afasta um pouco do corpo, mas mantém ligação consciente com ele, enquanto que o espírito comunicante assume algumas funções motoras do corpo físico. A semi-inconsciência pode variar de intensidade, ou seja, o médium pode ter um grande grau de consciência.
O médium, tem, enquanto dura a manifestação, alguns lampejos de consciência, vendo a manifestação como se estivesse distante ou alheio. A noção de tempo, também, é diferente, pois mesmo depois de algumas horas de incorporação, o médium tem a noção de que se passou apenas alguns minutos. Estas ligações mediúnicas, através da incorporação, são efetuadas pelos espíritos, através do corpo astral do médium. Os espíritos comunicantes, usam, assim, os chacras do médium correspondentes à sua linha de atuação. É claro que os demais chacras são utilizados, mas há sempre o chacra principal de ponto de contato e manipulação.
Quando a entidade "incorpora" ou nos momentos pré-incorporativos, um médium, pode sentir a diferença vibracional. Assim, um médium experimentado, consegue distinguir uma entidade da outra, pois as vibrações energéticas decada entidade são diferentes umas das outras. Um erê (criança) se manifesta utilizando o chacra laríngeo (localizado nagarganta ou laringe), por isso que o corpo do médium fala com uma voz mais afinada, do tipo criança. Os exus por sua vez, também, usam os chacras correspondentes, mas como estão muito ligados ao terra-a-terra, usam bastante o chacra básico ou genésico. As pombas-giras, como são exus, usam muito o chacra genésico (glândulas sexuais) para se manifestarem. Por dominarem e controlarem as energias relacionadas ao sexo, elas "carregam" este tipo de vibração.
Por esta característica, um médium "sente" uma mudança significativa no seu padrão vibracional, pois uma pomba-gira está "atirando" suas vibrações afins. Por isso, pode-se causar certo incomodo no médium, pois o seu centro genésico é estimulado no lado astral e suas glândulas sexuais são estimuladas no lado material e ele pode sentir a mesma sensação de excitação. Na verdade é apenas uma energia se manifestando e o médium deve saber diferenciar uma excitação normal de uma manifestação de um exu. Se o médium, cair na tentação e deixar-se levar, ele poderá se prejudicar, gastando a sua energia à toa. Também, a pomba-gira, por encontrar no médium, energia sexual saturada, esgota-a nos momentos iniciais da incorporação.
Da mesma maneira, a pomba-gira, esgota a energia sexual de um consulente mais excitado. Elas, realmente se divertem com isso, mesmo estando trabalhando seriamente neste assunto. Também, devemos relevar que muitos médiuns, põe para fora todo a sua libido nos momentos de incorporação de uma pomba-gira. Claro que as pombas-giras reconhecem isso na hora e podem até reajustar a sintonia do médium, dependendo do seu merecimento. Outro fato muitíssimo importante é a manifestação de uma kiumba passando-se por uma pomba-gira. Deve-se tomar muito cuidado, pois certamente ela estará apenas vampirizando as emanações sensuais do médium, podendo prejudicá-lo seriamente. Também, devido à classificação dos exus, pode ser que seja mesmo umapomba-gira, mas uma rabo-de-encruza ou uma de nível bem próximo às trevas.
Como elas não tem muito conhecimento do bem e do mal, podem também, prejudicar um médium.Vale lembrar que às vezes, um consulente, pode ficar fascinado ou encantado com uma pomba-gira. Isso é perigoso para a pessoa, já que pode desequilibrar-se. O que fazer então ? "Orai e vigiai" é o lema de todo médium. Devemos estar atentos não com os vícios alheios, mas com os nossos. Devemos direcionar as energias desequilibrantes e transformá-las em energias salutares, em ações benéficas. Podemos, por imperfeição, ter os nossos vícios sexuais, mas através de um verdadeiro exu pomba-gira, podemos nos curar com a ajuda de nossos esforços. Quando vemos então um médium, que manifesta uma pomba-gira, e acharmos que está excitado, devemos mantermos vigilantes para que nós não caiamos nas vibrações sensuais que nos prejudicarão. Na verdade o médium, como ser muito sensível, está apenas deixando que as vibrações se manifestem por ele.
Um bom exemplo disso, quando um espírito sofredor se aproxima de um médium, este sente todas as dores, como se fossem as suas mesmo, mas na verdade é apenas um reflexo que o médium sente. A vibração é do espírito sofredor.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Apesar de todos estes aspectos, devemos conhecer cada vez mais o trabalhodos guardiães, pois eles estão do lado da Lei e não contra elas. Vamos encará-los de maneira racional e não como bicho-papões. Eles estão sempre dispostos ao esclarecimento. Através de uma conversa franca, honesta e respeitosa, podemos aprender muito com eles, porém, ao conversar com eles, devemos tomar muito cuidado com comportamentos dissimulados, com falsidades e ou mentiras. Estas entidades, caminhantes rumo à evolução, desprezam tais atitudes, abominando toda tentativa de tais expressões. A franqueza e a lealdade são consideradas por eles as primeiras atitudes que devemos adotar para evoluir.

Sempre ouvimos dizer:- Cuidado ao conversar com um Exú. Este alerta se dá justamente por conta do hábito de dissimular do ser humano. Que diante de um Exú, poderá se transformar numa forte discução, onde ele fará seu consulente, admitir e aceitar suas podridões, seus desajustes.

Diante disto, eles sempre alertam seus seguidores.

- Mentir para o meu burro é fácil porém, mentir para mim é uma tentativa vã!

Estamos numa época que o sobrenatural, o maravilhoso e o milagroso já não existem. As informações devem ser espalhadas e discutidas. Não sejamos ingênuos aceitando tudo como verdades absolutas, usemos a razão e o discernimento para separar o joio do trigo. não deixemos, também, que apenas os outros saiam a pesquisar. Empreendemos, também, a nossa viagem ao desconhecido e exploremos os aspectos que até agora manteve-se na obscuridade. Este ensaio é despretensioso e não tenta encerrar o "Arcano" (segredo) Exu, mas, apenas ajudar às pessoas a iniciarem as suas próprias explorações. Contestar este pequeno trabalho, de maneira racional e desprovida depreconceitos, com argumentos , é para mim um grande presente.

Abraços e Luz,
Mãe Solange de Iemanjá

5 - Quem são os Exús?

NÍVEIS VIBRACIONAIS
Além destes aspectos já abordados, vale à pena mencionar os diversos níveis vibracionais, onde os espíritos ligados à Terra, habitam. Estes níveis são e foram criados de acordo com cada grau evolutivo. Os níveis estão mais relacionados com o mundo da consciência do que com o mundo físico, ou seja, são mais estados de consciência do que um lugar fisicamente localizado.Como são níveis gerados por espíritos ligados de alguma forma com a evolução da Terra, estes níveis estão vinculados ao próprio planeta.
Portanto,quando vemos descrições de camadas umbralinas localizadas em abismo sob a crosta terrestre, devemos entender que embora elas estejam localizadas com estes espaços físicos, elas estão no lado espiritual deste plano físico. Temos então, Sete Camadas Concêntricas Superiores e Sete Camadas Concêntricas Inferiores.
A divisão está sempre formada "de cima para baixo" :-
CAMADAS CONCÊNTRICAS SUPERIORES
Sétima, Sexta e Quinta Camadas - Zonas Luminosas Seres iluminados, isentos das reencarnações. Cumprem missões no planeta. Estão se libertando deste planeta, muitos já estagiam em outros mundos superiores. Quarta Camada - Zona de Transição Espíritos elevados, que colaboram com a evolução dos irmãos menores. Terceira, Segunda e Primeira Camadas - Zonas Fracamente Iluminadas. A maioria dos espíritos que desencarnam, estão nestas camadas. Estão em reparações e aprendizados para novas reencarnações. SUPERFICIE - Espíritos encarnados.
CAMADAS CONCÊNTRICAS INFERIORES
Sétima Camada - Zona Sub-Crostal Superior Sexta, Quinta e Quarta Camadas - Zona das Sombras Zona Purgatoriais ou de Regeneração Quarta Camada - Zona de Transição Entre as sombras e as trevas. Zona de seres revoltados e dementados. Terceira, Segunda e Primeira Camadas - Zona das Trevas -Zona Sub-Crostal Inferior. Os seres estão em estágio de insubmissos, renitentes e ostensivos às LeisDivinas. Não reconhece Deus como o Ser mais superior. A atuação dos Exus, está praticamente em todas as camadas inferiores, com exceção das Terceira, Segunda e Primeira Camadas, que eventualmente eles "descem" para missões especiais ou mandam os rabos-de-encruza, pois estão mais "ambientados" com as baixas e perniciosas vibrações. Não que os Exus não podem "descer" até lá, mas porque é desnecessário criar uma guerra comos seres infernais, apenas porque se invadiu aquelas zonas.
A maioria dos livros espíritas, que tratam do assunto dos níveis vibracionais, não chega sequer a mencionar algo além das camadas intermediárias ou médio e alto umbral. Descrevem na maioria das vezes as camadas que ficam as sombras e não as trevas, pois os espíritos que fazem tais incursões não podem ou não devem "baixar" mais, pois somente cabe aos exus, espíritos especializados "descer" tanto.
Abraços e Luz,
Mãe Solange de Iemanjá

4 - Quem são os Exús?

A ROUPAGEM FLUÍDICA DOS EXUS
A roupagem fluídica dos Exus, variam de acordo com o seu grau evolutivo, função, missão e localização. Normalmente, em campos de batalhas, eles usamo uniforme adequado. Seu aspecto tem sempre a função de amedrontar e intimidar. Suas emanações vibratórias são pesadas, perturbadoras. Suas irradiações magnéticas causam sensações mórbidas e de pavor. É claro que em determinados lugares, eles se apresentarão de maneira diversa. Em centros espíritas, podem aparecer com "guardas". Em caravanas espirituais, como lanceiros. Já foi verificado que alguns se apresentam demaneira fina: com ternos, chapéus, etc.
Eles tem grande capacidade de mudar a aparência, podem surgir como seres horrendos, animais grotescos, pessoas de fino trato, etc.
OFERENDAS PARA EXUS
Devemos oferendar aos exus? Os exus, como já foi dito, atuam intensamente no sub-mundo astral. Grandes batalhas são travadas entre o bem e o mal. Muita energia é despendida nestas investidas e os exus, por atuarem assim, acabam gastando enormemente as suas reservas energéticas.Depois de vários "dias" trabalhando, eles se recolhem em seus "quartéis" e repõem parte destas energias e aproveitam e estudam, discutem novas táticas,etc. Quando fazemos alguma oferenda para os Exus, eles "capturam" as energias dos elementos oferendados, ou a parte etérica e "recarregam as suas baterias". Mas (podemos perguntar), se o exu é um espírito, porque ele precisa de oferendas materiais?
Como eles estão ligados ao terra-a-terra e ao sub-mundo astral que é muito denso, os exus precisam retirar dos elementos materiais a energia que gastaram em seus trabalhos. Quais elementos podemos oferendar? Devemos tomar muito cuidado com o que oferendamos, pois, os elementos mais densos (sangue, carne, cadáveres, ossos), são atratores de espíritos endurecidos, que sentem necessidade de elementos materiais. Portanto, é melhor manipular elementos sutis nas oferendas (frutas, incensos, ervas,etc.). Posso então um animal sacrificar para um exu? Pensemos bem, um animal inocente, tem que pagar, com a vida para que possamos reabilitar a nossa ligação com um exu?
Creio que não devemos destruir uma vida por isso. Para harmonizar algo devemos desarmonizar outro ? Não há muita lógica nisso. Mas, além deste aspecto pouco prático que é o sacrifício de um pobre animal, devemos considerar mais duas coisas :- Os inimigos da Umbanda, sempre se apegam a este tipo de oferenda paradizer que é uma religião demoníaca. Quando uma pessoa passa em frente a um despacho numa encruzilhada, aquela cena causa-lhe desagradáveis sensações e os seus pensamentos negativos vão se juntar à egrégora negativa já criada com um despacho.
Oferendas com sangue ou carne, atraem muitos kiumbas, às vezes, impedindo que o próprio exu se aproxime, portanto, estaremos alimentando os vícios destes espíritos. Resumindo, é melhor não utilizar e manipular este tipo de elemento em oferendas, ebós, sacudimentos, etc., pois os resultados podem ser negativose prejudiciais. Além disso, a verdadeira oferenda tem a principal função de reenergizar ou sublimar o próprio médium. Então, o melhor é oferendar elementos não densos, tais como frutas, ervas, velas, incensos, etc.

Abraços e Luz,
Mãe Solange de Iemanjá

3 - Quem são os Exús?

A ATUAÇÃO DOS EXUS
Os Exus, em geral, sob a nossa ótica, não são bons nem ruins, são apenas executores da Lei. Ogum, responsável pela execução da Lei, determina as execuções aos Exus. A maneira dos Exus atuarem, às vezes nos chocam, pois achamos que eles devem ser caridosos, benevolentes, etc. Mas, como podemos tratar mentes transviadas no mal?
Os exus usam as ferramentas que sabem usar : a força, o medo, as magias, as capturas, etc. Os métodos podem parecer, para nós, um pouco sem "amor", mas eles, sabem como agir quando necessitam que a Lei chegue nas trevas. Eles ajudam aqueles que querem retornar à Luz, mas não auxiliam aqueles que querem "cair" nas trevas.
Quando a Lei deve ser executada, Eles a executam da melhor maneira possível doa a quem doer. Há um ditado muito providencial que diz :"Cuidado com o que se pede a um Exu, pois poderá ser atendido." Ou seja, se um Exu se manifestar e pedirmos que ele faça o mal, ele poderá fazê-lo, mas ou porque ele sabe que esse mal retornará a quem o pediu ou porque não tem noção do que está fazendo (um exu pagão). Os exus, como executores da Lei e do carma, esgotam os vícios humanos, demaneira intensiva. Às vezes, um veneno é combatido com o próprio veneno, da mesma maneira que a picada de uma cobra venenosa. Assim, muitos vícios e desvios, são combatidos com eles mesmos. Um exemplo, para ilustrar: Uma pessoa quando está desequilibrada no campo da fé, precisa de um tratamento de choque.
Normalmente ela, após muitas quedas, recorre a uma religião e torna-se fanática, ou seja, ela esgota o seu desequilíbrio, com outro desequilíbrio : a falta de fé com o fanatismo. Parece um paradoxo? Sim, parece, mas é extremamente o necessário. Outro exemplo é o vicio às drogas, onde é preciso de algo maior para esgotar este vicio: ou a prisão, a morte, uma doença, etc. A Lei é sempre justa, às vezes somente um tratamento de choque remove um espírito do mal caminho. E são os exus que aplicam o antídoto para os diversos venenos.
Os Exus, estão, ligados de maneira intensiva, com os assuntos terra-a-terra (dinheiro, disputas, sexo, etc.). Quando a Lei permite, Eles executam aos diversos pedidos materiais dos encarnados. Os Exus tem sob o domínio todas as energias livres, contidas em: Sangue, cadáveres, esperma, etc. Por isso, seus campos de atuação são: cemitérios, matadouros, prostíbulos, boates, necrotérios, etc. Eles lá estão, porque frenam (bloqueiam) as investidas dos kiumbas e espíritos endurecidos que se comprazem nos vícios e na matéria. O kiumbas, seres astutos, conseguem se manifestar como um exu, num terreiro muito preso às magias negras e assuntos que nada trazem elevação espiritual.
Ao se manifestarem, pedem inúmeras oferendas, trabalhos, despachos, em troca destes favores fúteis. Normalmente eles pedem muito sangue, bebidas alcoólicas e fumo. Chegam a enganar tanto (ou fascinar) que fazem as mulheres que procuram estes "terreiros", pagarem as suas "contas" fazendo sexo com o médium "deles". Ou seja, eles vampirizam o casal, quando o ato sexual se efetua. Mas, e os verdadeiros exus deixam? É uma pergunta que comumente fazemos, quando estes disparates ocorrem.
Os exus, permitem isso, para darem lição nestes falsos chefes de terreirosou médiuns. Como disse, os métodos dos exus, para fazer com que a Lei se cumpra, são variados. Muitas vezes, também, a obsessão é tão grande e profunda que os exus, não podem separar de uma só vez obsedado e obsessor, pois isso causaria a ambos um prejuízo enorme. Outras vezes, os exus, deixam que isso aconteça, para criar "armadilhas" contra os kiumbas, que uma vez instalados nos terreiros, são facilmente capturados e assim, após um interrogatório, podem revelar segredos de suas organizações, que logo em seguida, são desmanteladas. Alguns terreiros, depois disso, são também desmantelados pelas ações dos exus, causando doenças que afastam os médiuns, as pessoas, etc. "Ai daquele que provoca um escândalo, mas o escândalo é necessário"

Abraços e Luz,
Mãe Solange de Iemanjá

2 - Quem são os Exús?

HIERARQUIA DOS EXUS


Os Exus estão também, divididos em hierarquias. Onde temos Exus muito ligados aos Orixás Menores até aqueles Exus ligados aos trabalhos maispróximos às trevas. Os exus dividem-se hierarquicamente, em três planos ou três ciclos e em sete graus. A divisão está formada "de cima para baixo" :-

TERCEIRO CICLO

Contém o Sétimo, Sexto e Quinto graus. Neste Ciclo, encontramos os Exus Coroados : são aqueles que tem grande evolução, já estão nas funções demando. São os chefes das falanges. Recebem as ordens diretas dos chefes defalanges da Umbanda. Poucos são aqueles que se manifestam em algum médium. Apenas alguns médiuns, bem preparados, com enorme missão aqui na Terra, tem um Exu Coroado como o seu guardião pessoal. São os guardiões chefes deterreiro. Não mais reencarnam, já esgotaram há tempos os seus carmas. Sétimo Grau - Estão os Exus Chefe de Legião e para cada Linha da Umbanda, temos Um Exu no Sétimo Grau, portanto, temos Sete Exus Chefes de Legião Sexto Grau - Estão os Exus Chefes de Falange. São Sete Exus Chefes de Falange subordinados a cada Exu Chefe de Legião, portanto, temos 49 Exus Chefes de Falange. Quinto Grau - Estão os Exus Chefes de Sub-Falange. São Sete Exus Chefes de Sub-Falange subordinados a cada Exu Chefe de Falange, portanto, são 343 Exus Chefes de Sub-Falange.

SEGUNDO CICLO

Contém o Quarto Grau Exus Cruzados ou Batizados : são subordinados dos Exus Coroados. Já tem a noção do bem e do mal. São os exus mais comuns que se manifestam nos terreiros. Também, tem funções de sub-chefes. Fazem parte da segurança de um terreiro. O campo de atuação destes exus está nas sombras (entre a Luz e asTrevas). Estão ainda nos ciclos de reencarnações. Quarto Grau - Estão os Exus Chefes de Agrupamento. São Sete Exus Chefes de Agrupamento e estão subordinado a cada Exu Chefe de Sub-Falange, portanto, são 2401 Exus Chefes de Agrupamento.-

PRIMEIRO CICLO

Contém o Terceiro, Segundo e Primeiro GrausTemos dois tipos de Exus neste ciclo: Exus Espadados - São subordinados do Exus Cruzados. O seu campo de atuação encontra-se entre as sombras e as trevas. Exus Pagãos - São subordinados aos exus de nível acima. São aqueles que não tem distinção exata entre o bem e o mal. São conhecidos, também como "rabos-de-encruza". Aceitam qualquer tipo de trabalho, desde que se pague bem. Não são confiáveis, por isso. São comandados de maneira intensiva pelos Exus de hierarquias superiores. Quando fazem algo errado, são castigados pelos seus chefes, e querem vingarem-se de quem os mandou fazer a coisa errada. São ex-kiumbas, capturados e depois adaptados aos trabalhos dos Exus. O campo de atuação dos Exus Pagãos, é as trevas. Conseguem se infiltrar facilmente nas organizações das trevas. São muito usados pelos Exus dos níveis acima, devido esta facilidade de penetração nas trevas. Terceiro Grau - Estão os Exus Chefes de Coluna. São Sete Exus Chefes de Coluna e estão subordinados a cada Exus Chefes de Agrupamento, portanto, são 16807 Exus Chefes de Coluna. Segundo Grau - Estão os Exus Chefes de Sub-Coluna. São Sete Exus Chefes de Sub-Coluna e estão subordinados a cada Exu Chefe de Coluna, portanto, são 117649 Exus Chefes de Sub-Coluna.Primeiro Grau - Estão os Exus Integrantes de Sub-Colunas e são milhares de espíritos nesta função.


Abraços e Luz
Mãe Solange de Iemanjá

6 de mar. de 2011

1 - Quem são os espíritos?

- Quem são os Exus?
Ao contrário do que se pensa os exus não são os diabos e espíritos malignos ou imundos que algumas religiões pregam, tampouco são espíritos endurecidosou obsessores que um grande número de espíritas crêem.Os "diabos" ou demônios são seres mitológicos, já "desvendados" pela doutrina espírita, portanto, não existem.
Espíritos trevosos ou obsessores são espíritos que se encontram desajustados perante à Lei. Provocam os mais variados distúrbios morais e mentais nas pessoas, desde pequenas confusões, até as mais duras e tristes obsessões. São espíritos que se comprazem na pratica do mal, apenas por sentirem prazerou por vinganças, calcadas no ódio doentio.
Aguardam, enfim, que a Lei os "recupere" da melhor maneira possível(voluntária ou involuntariamente). Recuperação essa, geralmente efetuada pelos Exús.São conhecidos, pelos umbandistas, kimbandistas, etc., como kiumbas, rabos de encruza ouquiumbas. Vivem no baixo astral, onde as vibrações energéticas são densas.
Este baixo astral é uma enorme "egrégora" formada pelos maus pensamentos eatitudes dos espíritos encarnados ou desencarnados. Sentimentos baixos, vãs paixões, ódios, rancores, raivas, vinganças, sensualidade desenfreada,vícios de toda estirpe, alimentam esta faixa vibracional e os rabos de encruza (kiumbas) secomprazem nisso, já que sentem-se mais fortalecidos.
O baixo astral, mesmo num imenso caos, tem diversas organizações, fortemente esquematizadas e hierarquizadas. Planos bem elaborados, mentes prodigiosas, táticas de guerrilhas, precisões cirúrgicas, exércitos bem aparelhados e treinados, compõe o quadro destas organizações.
Muito delas, agem na plena certeza de cumprirem os desígnios da Lei Divina,onde confundem a Lei da Ação e Reação com o "olho por olho, dente pordente". Vingam-se pensando que fazem a coisa certa. Algumas agem no mal, mesmo sabendo que estão contra a Lei, mas enquantoa vingança não se consumar, não haverá trégua para os seus "inimigos". Acham que não plantam o mal, nem que a Reação se voltará mais cedo ou maistarde. Cada mal praticado por um espírito, o leva a cada vez mais para "baixo".
As quedas são freqüentes e provocam mais e mais revoltas.Alguns espíritos caem tanto que perdem a consciência humana, transformando-se (ou plasmando) os seus corpos astrais (perispíritos) emverdadeiras feras, animais pestilentos (ratos, escorpiões, tarântulas), bestas e assim são usados por outros espíritos como tais.
Alguns se transformam em lobos, cães, cobras, lagartos, aves, etc. Outros espíritos chegam ao cúmulo da queda que perdem as características humanas e animalescas, transformando os seus perispíritos em ovóides (considerada como se fosse uma cápsula de um tormento íntimo constante). Esta queda provoca além da perda de energias, a perda da consciência. Ficam também subjugados por outros espíritos.
Apesar de todo este quadro, pouco esperançoso, das trevas. Mesmo sabendo que no nosso orbe o mal prevalece sobre o bem, há também o lado da Luz, da Lei, do Bem. E este lado é tão e mais organizado que as organizações das trevas. Existem, também, diversas organizações, com variados trabalhos e ações, mas com um único objetivo de resgatar das trevas e do mal, os espíritos"caídos".
Vemos colônias espirituais, hospitais no astral, postos avançados da Luz nosUmbrais, caravanas de tarefeiros, correntes de cura, socorristas, etc., afeitos e afinizados aos trabalhos dos centros espiritualistas e espíritas. Vemos também, outros trabalhadores espirituais, ligados aos cultos afros. Seja na Umbanda, Candomblé, etc. Especificamente, na Umbanda, vemos através das Sete Linhas, vários Orixás hierarquizados. Existem vários níveis na hierarquia dos Orixás.
Começando pelos mais altos espíritos, que estão próximos do Criador, até os Orixás Menores ou Planetários (aqueles que são ligados e responsáveis por cadaorbe, pela sua evolução). Temos como exemplo de Orixá Menor, o próprio Mestre Jesus, que está na linha de Oxalá e é considerado Oxalá, mas como Orixá Menor. Mesmo sendo Orixás Menores, este espíritos são de alta escol. Abaixo destes Orixás, estão os chefes de falanges e suas hierarquias, estes espíritos "chefes" usam as três roupagens básicas : Caboclos, Pretos-Velhose Crianças. Apenas na linha de Yorimá ou Obaluaie manifestam os pretos-velhos. Na linha de Yori ou Ibeji as crianças. Nas demais linhas (Oxalá, Oxossi, Ogum, Xangô, Iansã e Yemanjá) manifestam-se os Caboclos.
Outras entidades tais como : baianos, boiadeiros, marinheiros, ondinas, sereias, iaras, etc., são espíritos que compõe as sub-linhas afeitas e subordinadas à sete linhas e aos chefes de falanges. Alguns caboclos, crianças ou pretos-velhos, às vezes, usam algumas destas roupagens para determinados trabalhos ou missões. Como em nosso Universo (Astral) as manifestações se dividem em duas e manifestam-se como pares : positivo-negativo, ativo-passivo, masculino-feminino, etc. A Umbanda que é paralela ativa, tem como par passivo a Kimbanda (não confundir com a kiumbanda, que é a manifestação das trevas).
A Kimbanda, que é a força paralela passiva da Umbanda, força equilibradorada Umbanda. A Kimbanda - São os Sete Planos Opostos da Lei, é o conjunto oposto da Lei. Quando falo em "oposto" à Lei, não quero dizer aquilo que está em desacordo à Lei, mas a maneira oposta de como a Lei é aplicada. Na Kimbanda que os Exus se manifestam, a Kimbanda, portanto é o "reino" dos Exus. Os Exus são os "mensageiros" dos Orixás aqui na Terra. Através deles, os Orixás podem manifestarem-se nas trevas. Então, para cada chefe de falange, sub-chefe, etc., na Umbanda, temos uma entidade correspondente (ou par) na Kimbanda.
Os exus, são considerados como "policiais", que agem pela Lei, no sub-mundodo "crime" organizado. As "equipes" de Exus sempre estão nestas zonas infernais mas, não vivem nela. Passam, a maior parte do tempo nela mas, não fazem parte dela. Devido a esta característica, os Exus, são confundidos com os kiumbas. Videntes os vêem nestes lugares e erroneamente dizem que eles são de lá.

Abraços e Luz,
Mãe Solange de Iemanjá

5 de mar. de 2011

Aula do Caboclo Cobra Coral - Chacras





Os chacras

A utilização dos chacras, assim como sua manipulação e estudos não é um fundamento Umbandista e sim de todos os segmentos espíritas, espiritualistas, esotéricos e orientais. Os chacras na verdade são físicos, tanto o é, que qualquer pessoa, crente ou cética pode com facilidade visualizar e perceber sua existência.

Partindo do princípio de que somos energia, qualquer cientista que se aprofundar no estudo da corrente elétrica e energética do corpo humano, sem sombra de dúvidas, chegará a existência dos chacras.

É de costume ou mais comumente, a manipulação dos chacras principais. Que na verdade são 8 ao invés de 7 como crê a grande maioria.

São eles:-

1 – Coronário, localizado no alto da cabeça, onde conhecemos por moleira.
2 – Frontal, localizado no centro da testa, também conhecido como o terceiro olho.
3 – Laríngeo, localizado no centro da garganta.
4 – Cardíaco, localizado no centro do peito, próximo ao coração.
5 – Plexo solar, localizado no centro do abdômen, centro de equilíbrio.
6 – Umbilical, localizado próximo ao umbigo.
7 – Ki, localizado um pouco abaixo do umbilical. Chacra que só se sente ou se consegue manipular; àqueles que possuem uma elevação moral e espiritual muito equilibrada. Por essa razão, pouco conhecido e utilizado.8 – Básico, localizado no final da espinha dorsal; também conhecido como Kundalini.

Na verdade, além dos 8 chacras principais o corpo humano possui milhares de chacras menores que se interligam por dutos condutores de energia, conhecidos como meridianos, este emaranhado de dutos forma em torno do corpo físico uma espécie de escudo protetor, contra energias de faixa vibracional negativa porém, seu bom funcionamento dependerá exclusivamente do comportamento moral e espiritual de cada um.

Os chacras são vórtices, ou seja, possuem formato de disco em aspiral, que se movimentam constantemente, e tem como função alimentar o corpo astral e físico de energias. Uma pessoa desequilibrada bloqueia a abertura e o giro dos chacras, gerando desconfortos físicos e emocionais, podendo até provocar doenças. Quanto mais equilibrada for a pessoa, maior ficará o diâmetro, o giro e conseqüentemente a emanação energética dos chacras, podendo influenciar positivamente quem desta pessoa se aproximar.

Eles se agrupam em determinados locais do corpo humano e se correspondem energeticamente com os 8 chacras principais. Um exemplo disto é a mão, onde existem os 8 pontos correspondentes se localizam, em cada ponta dos dedos, no centro da palma e nas laterais. O chacra localizado no centro de sua palma corresponde ao chacra coronário, ou seja, tocar em sua palma da mão ou no alto de sua cabeça é a mesma coisa. Por essa razão que o centro de nossa palma é tão sensível. Se observarem com atenção, perceberá que as pontas dos dedos possuem exatamente o formato do vórtice dos chacras, e através de suas digitais, o sentido de seu giro. No lado esquerdo do corpo, o chacra gira na polaridade invertida e no lado direito na polaridade positiva. O mesmo ocorre com seus pés, joelhos, cotovelos etc. Eis ai a razão das formas arredondadas que possuímos em nossos corpos físicos e astrais.

O medo, que a grande maioria das pessoas que estudam ou se aprofundam na espiritualidade, tem de ser tocado na cabeça, cai por terra ao perceberem que se tocarem em suas mãos, a manipulação energética poderá ocorrer com a mesma eficácia de intenção. Seja ela, boa ou ruim.

O conselho deixado diante disto é: - Se você for a algum lugar que não sinta confiança, não permita ser tocado.

Agora, a grande lição é: - Mantenha-se equilibrado e positivado, pois assim garantirá que seu escudo energético o protegerá de qualquer tentativa negativada. O grande alicerce de uma pessoa é sua conduta moral e espiritual.

Mãe Solange de Iemanjá
26.02.11

Sincretismo na Umbanda.

O sincretismo na Umbada, ainda causa muitas dúvidas nos filhos de fé e frequentadores dos terreiros, portanto farei alguns esclarecimentos neste sentido.

Foi juntamente com os escravos, trazidos nos navios tumbeiros que os Orixás chegaram para nós, os brasileiros. O culto africano era baseado e fundamentado nos poderes dessas entidades, que possuiam personalidades e temperamentos completamente humanizados.

Diante das consequências de feitiços e mirongas,que os negros lançavam contra seus senhores de engenho e capatazes, seus verdadeiros algozes. Os senhores de engenho, temendo essa prática desconhecida, obrigaram os negros a catequisação católica. Ao contrário do que julgavam os brancos; os negros eram muito inteligente e dentro da cultura de seu povo, pois entre tantos escravizados, vieram homens comuns, sacerdotes e até reis de tribos, que rapidamente resolveram a questão da proibição de venerar seus Orixás. Aos poucos em contato constante com os padres que faziam a catequização dos escravos, foram tomando conhecimento das histórias de vida dos santos católicos e à eles fazendo as similitudes com seus Orixás. A partir daí ocorreu a sincretização; Oxalá passou a ser sincretizado por Jesus Cristo. Ogum, sincretizado por São Jorge. Iemanjá, por Nossa Senhora...e assim por diante.

Mas, nesta época, temos que levar em consideração de que estes sincretismos foram feitos em cima dos Orixás cultuados no Candomblé. Com lendas que descreviam-nos com comportamentos iguais ao de qualquer ser humano.

Exemplo, deixo aqui a lenda de Iemanjá, cultuada no Candomblé, para que possam compreender sobre o que falo:


Conta a tradição dos povos iorubás (atual Nigéria), que Iemanjá era a filha de Olokum, deus do mar. Em Ifé, tornou-se a esposa de Olofin-Odudua, com o qual teve dez filhos, todos orixás. De tanto amamentar seus filhos, os seios de Iemanjá tornaram-se imensos.
Cansada da sua estadia em Ifé, Iemanjá fugiu na direção do “entardecer-da-terra”, como os iorubas designam o Oeste, chegando a Abeokutá. Iemanjá continuava muito bonita. Okerê propôs-lhe casamento. Ela aceitou com a condição que ele jamais ridicularizasse a imensidão dos seus seios.
Um dia, Okerê voltou para casa bêbado. Tropeçou em Iemanjá, que lhe chamou de bêbado imprestável. Okerê então gritou: "Você, com esses peitos compridos e balançantes!"
Ofendida, Iemanjá fugiu. Okerê colocou seus guerreiros em perseguição e Iemanjá, vendo-se cercada, lembrou que tinha recebido de Olokum uma garrafa, com a recomendação que só abrisse em caso de necessidade. Iemanjá tropeçou e esta quebrou-se, nascendo um rio de águas tumultuadas, que levaram Iemanjá em direção ao oceano, residência de Olokum.
Okerê, tentou impedir a fuga de sua mulher e se transformou numa colina. Iemanjá, vendo bloqueado seu caminho, chamou Xangô, o mais poderoso dos seus filhos, que lançou um raio sobre a colina Okerê, que abriu-se em duas, dando passagem para Iemanjá, que foi para o mar, ao encontro de Olokum.
Iemanjá usa roupas cobertas de pérola, tem filhos no mundo inteiro e está em todo lugar onde chega o mar. Seus filhos fazem oferendas para acalmá-la e agradá-la.
Iemanjá, Odô Ijá (rainha das águas), nunca mais voltou para a terra. Ainda existe, na Nigéria, uma colina dividida em duas, de nome Okerê, que dá passagem ao rio Ogun, que corre para o oceano.

Como podem ver, os Orixás Africanos brigavam, cometiam erros completamente humanizados assim como os Santos Católicos, que quando encarnados, além de seus feitos que lhes trouxeram o título santificado, também erravam, brigavam, tinham temperamentos fortes, conflitos em ambiente familiar, etc.

Exemplo, deixo aqui a história de vida de Santa Barbara, sincretizada como Iansã:

Com o crescimento do cristianismo, as perseguições ficavam cada vez mais violentas. Muitos convertiam-se e eram batizados pelo bispo Zenão e se reuniam em lugares secretos para seus encontros de fé.
Bárbara foi catequizada por pessoas amigas. Com muito amor acolheu em seu coração a doutrina de Jesus.
A fé de Bárbara ia crescendo e mesmo sem sair de casa ela interessava-se pelos acontecimentos que lhe chegavam através de suas amigas cristãs. Enquanto isso, mais cristãos eram sacrificados.
Uma jovem bela e inteligente como Bárbara, não podia deixar de ter seus pretendentes. Dioscuro, seu pai, era muito ciumento e temendo que a beleza de Bárbara atraísse pretendentes que não lhe interessavam, mandou construir uma torre, onde deixaria Bárbara trancada quando ele estivesse viajando.
Conta a tradição que a torre projetada por seu pai tinha duas janelas, mas Bárbara pediu ao construtor que aumentasse para três, com o intuito de honrar a Santíssima Trindade: o Pai, o Filho e o Espírito Santo.
Bárbara encontrava-se freqüentemente com suas amigas, e juntas rezavam pelos cristãos que a cada dia eram presos, maltratados e sacrificados.
Dioscuro soube que sua filha havia se tornado cristã, e pela primeira vez agrediu Bárbara. Mas ela tentou explicar-se, dizendo que os cristãos acreditam que todos somos irmãos e portanto não poderiam aceitar um Império baseado na violência e na injustiça. Ele porém, se enraiveceu com as palavras de Bárbara e ordenou que a fechassem na torre. Ela devia ficar lá sem se comunicar com ninguém.
Nessa época, sua amiga cristã Mônica também tinha sido presa e o bispo Zenão dera seu testemunho de fé, sendo martirizado.
Conta a tradição que certo dia foram dizer a Dioscuro que sua filha havia favorecido a fuga da prisão de sua amiga Mônica. Ele ficou furioso... resolveu ir até a torre e forçar Bárbara a prestar homenagem ao "deus" Júpiter. Bárbara, porém, recusou. Cheio de ódio, Dioscuro decidiu matá-la com suas próprias mãos. Nesse momento, uma força misteriosa arrancou Bárbara das mãos de seu pai. A parede onde não havia nenhuma porta abriu-se e ela saiu ilesa.
Dioscuro vendo-se vencido, ordenou aos soldados que procurassem sua filha por todos os caminhos da cidade. Enquanto isso, Bárbara visitou os doentes, as comunidades cristãs e ajudava os filhos dos escravos.
Finalmente os soldados encontraram Bárbara numa gruta, onde fora levar alimento para alguns doentes.
A jovem não reagiu à ordem de prisão, sua consciência estava tranqüila. Foi levada à presença do pai, que conseguiu a permissão do prefeito da cidade para denunciar sua filha diante da justiça. Bárbara então foi levada aos juízes, acusada por seu pai de ser cristã.
Diante da firmeza de Bárbara, os juízes esqueceram sua origem nobre e condenaram-na. Ao saber disso, sua mãe Irnéria procurou apelar em seu favor junto do marido, mas Dioscuro não quis voltar atrás.
Na prisão Bárbara foi chicoteada. Seu corpo delicado cobriu-se de marcas roxas e mesmo ferida no corpo e no coração, procurava aumentar sua força interior através da oração.
Conta a tradição que num momento de grande oração, uma luz desceu do alto iluminando as trevas da prisão. E uma voz lhe disse: "Bárbara, você está sofrendo por mim. Vou confundir seus perseguidores, curando suas feridas". A visão desapareceu e a jovem sentiu-se cheia de alegria ao perceber que as feridas de seu corpo haviam desaparecido completamente.
Os juízes não se conformaram com aquela cura inesperada. Então, tentaram torturá-la pelo fogo. Mas Deus interveio novamente apagando o fogo.
Dioscuro, porém, não se deu por vencido. Ordenou aos soldados que levassem Bárbara pelas ruas da cidade, e a conduzissem debaixo de chicotadas. O corpo da jovem novamente ficou marcado pela dor. Contudo, Bárbara contemplou mais uma vez, a presença divina que lhe curou as chagas.
Dioscuro, promotor do processo, pediu então à justiça a condenação de sua filha: "Seja morta à espada, como convém aos membros da nobreza". E ao mesmo tempo pediu permissão para que ele mesmo executasse a sentença.
Bárbara e sua amiga Juliana caminharam juntas para o local do martírio. Muitos cristãos as seguiram. A espada de Dioscuro levantou-se no ar e atingiu o pescoço de Bárbara, que serenamente entregava a Deus sua vida.
Irnéria chorou muito. Daquele dia em diante, Dioscuro perdeu não só a filha mas também a companhia da esposa. Ele estava só... E por isso passou a perseguir ainda mais os cristãos.
Foi assim que inconscientemente, seus passos o levaram até o monte onde as duas jovens tinham sido sacrificadas. A terra que tinha sido molhada pelo sangue inocente, estava coberta de flores. Nesse momento, Dioscuro ouviu um ruído de trovão. O céu escureceu-se à sua volta, ele sentiu uma grande angústia e começou a caminhar pelo local, mas um raio fulminante atingiu-o no peito.

Exposto isso, tenho que dizer que o sincretismo na Umbanda é o sincretismo do sincretismo. Parece confuso, mas é a mais pura verdade. Pois as entidades (energias) que cultuamos como Orixás, com toda certeza não são essas pessoas choronas, vaidosas, valentes, desafiadoras e irritadiças. Na Umbanda, Orixá uma entidade regente planetária, portanto, nunca esteve encarnada no planeta; que na criação do planeta terra representa a emanação de uma energia natural em suas polaridades positivas e negativas, ou seja, na manutenção da vida e em sua destruição (eliminação).

E assim como os negros, nós os Umbandistas, nos utilizamos dos nomes dos Orixás para sincretizar as energias cultuadas em nossos templos, que com suas emanações direcionam várias entidades trabalhadoras nesta egrégora, que nos ajudam a buscar nosso entendimento e evolução.


Abraços e Luz
Mãe Solange de Iemanjá.

Nossos Orixás, na verdade são forças naturais e inteligentes que regem nosso planeta e o sustenta

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4 de mar. de 2011

CÁ COM MEU BERIMBAU


Baiano Zé do Coco

Eu cá com meu berimbau
Vou tocando minhas melodias
Para todos esse filhos
Quer de noite, quer de dia.

Vou ritmando minha alegria
No balanço da capoeira
Olhando os moços e as moças
Nessa cadência brasileira

Baiano é cabra manhoso
Mas, não é de brincadeira.
Eita! Legado gostoso
Que deixa a alma altaneira

Quem serve na Lei de Zambi
Tem que fazer doação
Pra trabalhar na Umbanda
Tem que ser de bom coração

Quando à noite se aprochega
Baiano faz rezador
E agradece ao Senhor do Bonfim
Por também ser trabalhador

Salve minha Umbanda querida
Salve a tua grandiosidade
Onde a maior lição ensinada
É a prática da caridade.

É da Bahia meu Pai!

CONVERSANDO SOBRE EXU


Dizem que Exu é um homem sério, castigador, espírito sem compaixão alguma. Muitos falam que nem mesmo sentimento essas entidades apresentam. Muitos temem Exu, relacionando – o com o Diabo ou com algum monstro cavernoso que a mente humana é capaz de criar.

Bem, dia desses, no campo santo de meu pai Omulu, vi algo inusitado que me fez pensar...

Um desses Exus Caveiras, que apresentam essa forma plasmada como meio de ligação a falange pertencente, chorava sobre um túmulo. Discretamente, isso devo dizer, afinal os Caveiras em sua maioria são de natureza recatada e introspectiva, mas chorava sim.

Engraçado pensar nessa situação, não é mesmo? Ele chorava pelos erros do passado, chorava por uma pessoa a qual amava muito, mas não mais perto dele estava. Claro, sabia que ninguém morria, mas a saudade e o remorso apertavam fundo seu coração.

Isso acontece muito no plano espiritual, onde muitas vezes os laços são quebrados devido às diferenças vibratórias. Na verdade o laço não se quebra, apenas afrouxam-se um pouco...

Mas, voltando a nossa história, fiquei a pensar muito sobre aquele tipo de visão. Pensei que ninguém acreditaria em mim caso eu contasse esse "causo", afinal, Exu é homem acima do bem e do mal, exu não tem sentimento, exu não chora...

E para aqueles então que endeusam "seu" Exu, pensando ser ele um grande guardião, espírito da mais alta elite espiritual, espírito corajoso, sem medos, violento guerreiro das trevas. Exu acaba assumindo na Umbanda um arquétipo, ou mito, tão supra–humano, que muitas vezes ele deixa de ser apenas o mais humano das linhas de Umbanda. Arquétipo esse, diga–se de passagem, muito diferente do Orixá Exu, arquétipo base para a formação do que chamamos de Linha de Esquerda dentro do ritual de Umbanda.

É, eu acho que todo Exu chora. Assim como eu e você também. Inclusive, todo mundo chora, pois todos temos dores, remorsos e tristezas. Isso é humano. Mas, voltando ao campo santo...

Logo vi um Exu, vestindo uma longa capa preta, se aproximar do triste amigo Caveira. O que conversaram não sei, pois não ouvi, e muito menos dotado da faculdade de ler os pensamentos deles eu estava. Mas uma coisa é certa: Os dois saíram a gargalhar muito!

"Engraçado, como é que pode? Tava chorando até agora, e de repente sai rindo de uma hora pra outra?" _ pensei contrariado.

Fiquei alguns dias refletindo sobre isso, e cheguei a uma conclusão. A principal característica de um Exu é o seu bom – humor. Afinal, mesmo em situações muito complicadas, eles sempre têm uma gargalhada boa para dar. Na pior situação, mesmo que de forma sarcástica, eles se divertem. Ele pode escrever certo por linhas tortas, errado por linhas retas, errado em linhas tortas ou sei lá mais o que, mas uma coisa é certa, vai escrever gargalhando.

Admiro esse aspecto de Exu. Tem gente que de tanto trabalhar com Exu torna – se sério, "faz cara de mau", vive reclamando da vida além de tornar – se um grande julgador.

A verdade é que nunca vi Exu reclamar de nada, nem julgar a ninguém. Pelo contrário, o que vejo é que Exu nos ensina a não reclamar da vida, pois tem gente que passa por coisa muito pior e o faz com honra e... Bom – humor!

Vejo também que Exu não julga ninguém, afinal, quem é ele, ou melhor, quem somos nós para julgarmos alguém? Exu ensina que o que nós muito condenamos, assim o fazemos porque isso incomoda. E saber por quê? Porque tudo que condenamos está em nós antes de estar nos outros.

Por isso Exu não gosta daquele que é um falso pregador, aquele que vive dizendo como os outros devem agir, vive dizendo o que é certo, vive alertando os outros contra a vaidade, vive julgando, mas no dia – dia pouco aplica as regras que impõe para os outros. O mundo está cheio deles. E Exu sorri quando encontra um desses. Mais para frente eles serão engolidos por si mesmos. Pela própria sombra. Mas Exu não ri porque fica feliz com isso, muito pelo contrário, ele até sente por aquela pessoa. Mas já que não dá pra fazer outra coisa, o melhor é sorrir mesmo, não é?

O certo é que a linha de Exu nos coloca frente a frente com o inimigo! Mas aqui não estamos falando de nenhum "kiumba", mas sim de nós mesmos. O que eu já vi de médium perdendo a compostura quando "incorporado" com Exu não é brincadeira. Muitos colocam suas angústias pra fora, outros seus medos e inseguranças, muitos seus complexos de inferioridade. Tudo isso Exu permite, para que a pessoa perceba o quanto ela é complicada e enrolada naquele sentido da vida.

Mas dizem que o pior cego é aquele que não quer ver, e o que tem de gente que não quer enxergar os próprios defeitos...

E não sobra opção a Exu, a não ser sorrir e sorrir mesmo quando nós nos damos mal.

Mas, ainda falando dos múltiplos aspectos contraditórios de Exu, pois ele é a contradição em pessoa, devo ainda relatar mais uma experiência contraditória em relação a sua natureza.

Dia desses, depois de um "pesado trabalho de esquerda", fiquei refletindo sobre algumas coisas. E sempre que assim eu faço, algo estranho acontece.

Nesse trabalho, muitos kiumbas, espíritos assediadores, obsessores, eguns, ou sei lá o nome que você queiram dar, foram recolhidos e encaminhados pelas falanges de Exu que lá estavam presentes.

Sabe como é, na Umbanda, a gente não pega um livro pesado e começa a doutrinar os espíritos "desregrados da seara bendita". A gente entra com a energia, com a mediunidade e com os sentimentos bacanas, deixando o encaminhamento e "doutrinação" desses amigos mais revoltados nas mãos dos guias espirituais.

Esse trabalho foi complicado. Muitos, na expressão popular, estavam "demandando o grupo", ou seja, estavam perseguindo nosso grupo de trabalho e assistência espiritual, pois tinham objetivos e finalidades diversas e opostas. Ninguém tinha arriado um ebó na encruzilhada contra a gente, eram atuações vindas de inteligências opostas ao trabalho proposto e atraídas pelas "brechas vibratórias" de nossos próprios sentimentos e pensamentos. Mas que na Umbanda ainda acha – se que tudo que acontece de errado é culpa de algum ebó na encruzilhada, isso é verdade...

Bom, o que sei é que alguns dias depois, durante a noite, enquanto eu dormia, alguém me levou até um estranho lugar. Eu estava projetado, desdobrado, desprendido do corpo físico, ou qualquer outro nome que vocês queiram dar. Fenômeno esse muito estudado por diversas culturas espiritualistas do mundo. Fenômeno esse muito comum também dentro da Umbanda, mas pouco estudado, afinal, muitos pensam que Umbanda é "só incorporar" os guias e de preferência de forma inconsciente! Sei, sei...Olha Exu gargalhando novamente!

Nesse local, um monte de espíritos eram levados até a mim e eu projetava energias de cura em relação a eles. Vi várias pessoas projetadas no ambiente, inclusive gente muito próxima, do grupo.

Alguns pouco conscientes, outros ainda nada conscientes. Mas, o importante, era a energia mais densa que vinha pelo cordão de prata e que auxiliava no tratamento daqueles irmãos sofredores.

Por quanto tempo fiquei lá não sei, afinal, a noção de tempo e espaço é muito diferente no plano astral. O que sei é que em um certo momento um Exu, que tomava conta do ambiente, veio conversar comigo:

_Tá vendo quanto espírito a gente tem "pego" daquelas reuniões que vocês fazem? _ perguntou o amigo Exu.

_ Nossa, quantos! Muito mais do que eu podia imaginar.

_ E isso não é nada, comparado aos milhares que chegam, diariamente, "nas muitas casas" dos guardiões da Umbanda espalhados pelo Brasil.

_Poxa, mas isso é sinal que o pessoal anda trabalhando bem, não é mesmo?

_ Hahahaha, mas você é um idiota mesmo, né? Desde quando fazer isso é um bom trabalho? Milhares chegam, mas sabem quantos saem daqui? Poucos! A maioria também para servir as falanges de Exu. O grande problema é que os médiuns de Umbanda, pouco ou nada cuidam dos que aqui ficam precisando de ajuda.

_ Nossa missão aqui é transformar os antigos valores desses espíritos, mesmo que seja através da dor. Mas, depois disso, muitos precisam ser curados, tratados. E dessa parte os umbandistas não querem nem saber!

_Ah, ainda eu pego o maldito que disseminou que Umbanda só serve para cortar magias negras e resolver dificuldades materiais. Vocês adoram falar sobre amor e caridade, mas quase ninguém se importa em vir até aqui cuidar desses que vocês mesmos mandaram para cá.

_ É que muitos não sabem como fazer isso amigo! _ tentei eu defender os umbandistas.

_ Claro que não sabem! Só se preocupam em "cortar demandas", combater feitiços e destruir "demônios das trevas". Grandes guerreiros! Mas nada fazem sem os vossos Exus, parecendo mais grandes bebês chorões querendo brincar de guerra!

_ Lembre–se bem. Todos que a mão esquerda derrubar terão que subir pela mão direita. Essa é a Lei. Comecem a se conscientizar que ninguém aqui gosta de ver o sofrimento alheio. Comecem a ter uma visão mais ampla do universo espiritual e da forma como a Umbanda relaciona – se com ele.

_Dedique – se mais a esses que são encaminhados nos trabalhos espirituais. Ore por eles, faça uma vibração por eles, tratem – os com a luz das velas e do coração. Busquem o conhecimento e forma de auxiliá–los.

_Quero ver se amanhã, quando você não agüentar mais o chicote, e não tiver ninguém para te estender a mão, você vai achar tão "glamuroso" esse ciclo infernal de demandas, perseguições e magias negativas. Isso aqui é só sujeira, ódio, desgraça e tristeza. Poucos têm coragem de pousar os olhos sobre essas paragens sombrias.

_ É, isso é verdade. Muitos falam, mas poucos realmente conhecem a verdadeira situação do astral inferior a qual a Umbanda e toda a humanidade está ligada, não é mesmo?

_Hahaha, até que você não é tão idiota! Olha, vou dar um jeito de você lembrar essa conversa ao acordar. Vê se escreve isso pros seus amigos umbandistas! E para de reclamar da vida. Quer melhorar? Trabalhe mais!

_ Tá certo seu Exu Ganga. Só mais uma coisa. Um dia desses li num livro que Ganga é uma falange relacionada ao "lixo". Mas você apresenta–se como um negro e ao julgar por esses facões nas vossas mãos, acho que nada tem a ver com o lixo...

_ Lixo é esse livro que você andou lendo! Ganga é uma corruptela do termo Nganga, do tronco lingüístico bantu. Quer dizer "o mestre", aquele que domina algo. O termo foi usado por muitos, desde sacerdotes até mestres na arte da caça, da guerra, da magia, etc. Algo parecido com o Kimbanda, mas esse, mais relacionado diretamente a cura e a prática de Mbanda. A linha de Exus Ganga é formada por antigos sacerdotes e guerreiros negros. É isso! Vê se queima a porcaria do livro onde você leu essa besteira de "lixo"...

Pouca coisa lembro depois disso.

Despertei no corpo físico, era madrugada e não fui dormir mais. Agora estou acabando de escrever esse texto, onde juntei duas experiências em relação a Exu. Não sei porque fiz isso, talvez pelo caráter desmistificador da sua figura.

Pra falar a verdade, essas duas estórias são bem diferentes. Primeiro um Exu que chora, sorri e ensina o bom – humor, o auto – conhecimento e o não julgamento. Depois um Exu que preocupa – se com o "pessoal lá de baixo". Diferente, principalmente daquilo que estamos acostumados a ouvir dentro do meio umbandista.

Talvez Exu esteja mudando. Talvez nós, médiuns e umbandistas, estejamos mudando. Talvez a umbanda esteja mudando.

Ou, quem sabe, a Umbanda e Exu sempre foram assim, nós que não compreendemos direito aquilo que está muito perto de nós, mas é tão diferente ao mesmo tempo.

Dizem que o pior cego é aquele que não quer ver...

PS: O termo "Ganga" é muito utilizado dentro da hierarquia do Candomblé de Nação Angola. Ganga forma o nome dos muitos graus existentes dentro dessa hierarquia. "Nganga" era na antiga África o feiticeiro, o sacerdote, o ritualista. Depois esse termo acabou por virar Ganga. É inclusive dessa raiz que muito provavelmente venha "Ganga - Zumba", o lendário rei dos Palmares, tio de Zumbi dos Palmares. Além disso, diz João do Rio em seu livro, "As Religiões no Rio", que "Ganga - Zumba" é como os negros Cambindas chamam uma divindade muito parecida com o Oxalá dos nagôs - yorubás. Por fim, ainda existe todo um culto afro - cubano denominado os "Santos Ganga", muito parecido com a Santeria Cubana.

Autor Desconhecido

UM ESCLARECIMENTO ESPIRITUAL DOS EXUS AMPARADORES


Eles operam em climas pesadíssimos e são craques em dissolver as energias pesadas emanadas pelo ódio. Costumam trabalhar associados as egrégoras afro-brasileiras, principalmente na Umbanda. São espíritos que não costumam aparecer ostensivamente e não são dados a floreios espirituais. Costumam ser bem diretos e falam na cara o que for preciso, sem qualquer dose de concessão ao ego de quem os escuta. Dentro de sua maneira direta de agir, eles não suportam pessoas hipócritas e nem espiritualistas que complicam o serviço com os seus problemas corriqueiros. Também não gostam de pessoas que trabalham sem honra no caminho e apenas voltadas para a resolução de suas problemáticas infantis.

Apesar de aparentarem um jeitão meio agressivo (quem os critica não trabalha com as energias pesadas que eles tem que aturar a toda hora e nem tem metade da raça desses amigos que operam no Umbral e que tanto ajudam a humanidade sem receberem o mínimo reconhecimento), respeitam muito a quem trabalha verdadeiramente voltado para a Espiritualidade Superior.

Alguns desses grupos extrafísicos trabalham ligados a diversos mestres espirituais que ajudam invisivelmente a humanidade. Servem nos planos densos sob o comando secreto dos mentores que patrocinam o esclarecimento espiritual planetário. São eles que seguram as barras pesadas nos ambientes crosta-a-crosta e nos planos extrafísicos densos (umbralinos). São eles os amparadores que descem as furnas malignas para enfrentar o mal que se esconde do olhar dos homens sem fé e sem coragem.

Sim, são eles que se revestem de coragem e partem para os combates com os agentes extrafísicos patrocinadores e exploradores das trevas humanas que se escondem aos olhos dos homens, mas que são observadas por esses Exus-amparadores. São eles que ajudam muito a proteção de diversos grupos espiritualistas e nunca são reconhecidos pelos mesmos (muitos grupos estão mais preocupados com a pureza doutrinária do que com a verdade que se apresenta e precisa ser evidenciada de forma universalista).

Vou colocar por tópicos para facilitar:

1. "Muitas pessoas que correm para os lugares espiritualistas em busca de ajuda não merecem ser ajudadas. Não fazem nada para melhorar, só querem que alguém tire o peso de seus cangotes."

2. "O ser humano é muito falso mesmo. Vai pedir ajuda espiritual como se fosse um perseguido e injustiçado, mas nem conta dos desejos cruéis que carrega e que são a causa de sua desdita."

3. "Os obsessores são tinhosos mesmo e perturbam muito, principalmente se a pessoa lhes dá fartura de pensamentos ruins na cachola e lhes dá a guarida de suas energias."

4. "Algumas porradas espirituais que as pessoas levam são bem merecidas. Quem manda mexer com o que não deve? Quem enfia a mão no vespeiro quer ser ferroado. Depois não adianta reclamar!"

5. "As pessoas olham muito para os defeitos dos outros. Por isso não tem tempo de enxergarem suas próprias mazelas. Mas os obsessores adoram vê-las, ao vivo e a cores, direto dentro delas mesmas, de preferência acoplados juntos e fazendo a festa."

6. "Quem trabalha direito e segue seu caminho com honra não precisa de proteção espiritual. A luz de seus propósitos já lhe protege e inspira. Porém, em alguma necessidade a mais, pode contar com a gente mesmo. Nem precisa pedir. Quem é raçudo no rala-rala da vida e ainda pensa no bem dos outros merece ser tratado com o devido respeito."

7. "Tem muita gente fazendo coisa braba para os outros. Problema delas! Vão se ferrar, mais cedo ou mais tarde. Tudo o que elas mandarem na intenção de alguém irá voltar para elas mesmas lá na frente."

8. "Quanto maior for à má intenção de alguém, maior será a chusma de espíritos perversos agarrados em suas energias."

9. "Tem muita gente rezando para acabar com alguém ou para conquistar a força o que não merece. Ah, eles vão se ferrar!!!"

10. "A maioria das pessoas não tem vergonha na cara. Rezam pouco, pensam mal dos outros, estão cheias de medo e ainda deixam a guarda aberta por causa de seus rolos emocionais. Depois ainda ficam se perguntando o por que de tantas coisas ruins estourando em suas vidas pequenas e apagadas."

11. "A grana que o pessoal paga em algum lugar para fazer coisa braba para os outros poderia ser usada para ajudar os pobres. Quem faz isso merece as porradas espirituais que leva e os obsessores que arrasta em sua companhia."

12. "O dinheiro não é capaz de comprar uma noite de sono com a consciência tranqüila. E é durante o sono que muita gente se ferra no Astral. Tem espírito brabo doido para fungar em seus cangotes e sugar suas energias. E tem gente que ainda acha que é pesadelo."

13. "Quem é justo tem a proteção que merece. Pode sair do corpo sem susto. Está em casa e não tem o que temer. Pode voar por aí e aproveitar as horas de recreio espiritual.
Os guias espirituais os orientarão e os protegerão de qualquer coisa, desde que sejam justos."

14. "Muitos já nos chamaram de polícia do baixo astral ou de lixeiros do Astral inferior. Pela parte que nos toca, muito obrigado. Mas nós somos mesmo é ajudantes de serviços gerais no Astral. Fazemos o que é preciso e justo, sem passar dos limites que os Maiorais da Espiritualidade nos determinaram. Nenhum de nós é traíra! Somos o que somos. Somos honrados e ninguém nos compra. E ai de quem tentar nos enrolar com promessas falsas ou intenções ruins."

PS: A mensagem era muito grande, então tive de resumi-la.

RONALDO

UM TEMPLO QUE VOS ACOLHE


Mãe Iassan Ayporê Pery
Dirigente do Centro Espiritualista Caboclo Pery

OBS: Essa história foi contada pela Pomba Gira Maria Padilha das 7 Encruzilhadas que trabalha na Egrégora do CECP, visando explicar algumas dinâmicas de trabalho.
Os personagens dessa história receberam nomes fictícios.

Carlos se dirige a um Centro de Umbanda aconselhado por um amigo, pois a sua vida está bastante complicada. Sua mãe vive doente, já tendo ido a diversos médicos sem sucesso na cura. O seu pai foi demitido da empresa que trabalhava há mais de 25 anos e vive deprimido e chorando pelos cantos. Ele mesmo desempregado há três anos, vê o seu filho adoecer sem condições de comprar o medicamento. A sua esposa, única ainda empregada, apresenta sérios indícios de fadiga mental e física.
Ao chegar no centro descobre que é dia de consulta com Preto Velho. O seu amigo Cláudio, vai explicando a rotina da casa e como ele deve agir e pedir na hora da consulta.
Chega finalmente a sua vez de se consultar, o seu pensamento está coberto de dúvidas, achando que estava chegando ao fundo do poço ao se dirigir a um terreiro de macumba, falar com uma pessoa que nunca viu antes na vida e abrir o seu coração, suas dúvidas e temores. Num primeiro momento acha graça da posição do médium todo curvado e do jeito de falar, não consegue se aquietar, mas o Preto Velho vai aos pouquinhos ministrando alguns passes e por fim Carlos começa a se abrir.
O Preto Velho a tudo ouve, manifestando de tempos em tempos palavras encorajadoras para o aflito Carlos.
Carlos não entende o por que, mas enquanto ele fala, o Preto Velho vai estalando os dedos em volta dele, olha discretamente para o copo d'água ao lado da vela, joga para cima a fumaça de seu cachimbo, e assim vai firmando e passando as informações para os guardiões que pertencem a egrégora da Casa, que através dos Exus de trabalho partem com a velocidade do pensamento para a casa de Carlos.
Em dado momento, o Preto Velho que está "preso" ao corpo carnal do médium e conseqüentemente com sua visão limitada, utiliza alguns elementos magísticos e ritualísticos para proporcionar alívio ao Carlos.
Diz no final da consulta que irá trabalhar para ele e toda a sua família, dá algumas recomendações sobre como rezar e elevar o pensamento a Deus e se despedem.
Carlos tem alguma sensação de alívio, sente-se mais leve e confiante, mas ao mesmo tempo não acredita que meia dúzia de estalar de dedos vão "resolver" o seu problema... Incrédulo, mas não tão fraco retorna a sua casa sem nem imaginar que a batalha está apenas começando.
O Preto Velho ao ver Carlos se levantar e ir embora sabe que a essa altura toda a egrégora da Casa já está se preparando para a batalha, e, apesar de ainda estar preso ao corpo do médium pelo processo de incorporação, pôde perceber que será grande.
Mas ainda há o que ser feito em terra... Precisa descarregar o seu aparelho e o terreiro. Terminado o saravá ele parte indo se unir com os outros membros da egrégora.
Com o término dos trabalhos, os médiuns começam a ir embora e no Terreiro de Umbanda se faz silêncio. Mas um silêncio apenas aos ouvidos humanos, pois os sons ali emitidos estão numa freqüência diferente dos sons conhecidos nessa Terra.
E os médiuns pensam: "A gira terminou." Não meus caros, a "gira" está apenas começando.
A egrégora da Casa está reunida dentro do terreiro aguardando o retorno dos Exus de Trabalhos com as informações reais de cada consulta que foi realizada.
Os Exus vão retornando, um a um.
O Mentor da Casa assiste e faz intervenções quanto às deliberações do Alto, e os Chefes de Linha estabelecem o famoso "quem vai fazer o que". Tudo isso ocorre em ambiente absolutamente harmônico e organizado.
Exus, Caboclos e Pretos Velhos trocam impressões a respeito dos problemas apresentados e deliberam.
Mas, voltando ao nosso amigo Carlos. (Nesse momento vou dar nomes fictícios também as entidades envolvidas nesse trabalho. Digamos que o Preto Velho que atendeu Carlos chama-se Pai Benedito e o Exu de Trabalho chamado por ele foi Exu Marabô).
Quando Exu Marabô retorna com as informações a respeito do que encontrou na casa de Carlos, o diálogo que se dá é o seguinte:
Marabô: É, Pai Benedito, a situação lá está bem complicada.
Pai Benedito: Eu já suspeitava. O que você viu?
Marabô: A casa do moço Carlos foi totalmente absorvida por uma rede de energia que tem seres bem grotescos mantendo-a firme. Segui buscando a origem dessa rede e me deparei com uma construção logo acima da casa.
Adentrando ao recinto vi uma inteligência poderosa por trás disso, mas sem nenhuma relação direta com nenhum dos envolvidos. Buscando entender a "trama" continuei procurando o porque daquilo e encontrei uma mulher bastante dementada, com um aparelho acoplado em sua nuca e pude "ler" seus pensamentos e "sentir" seus desejos que eram de vingança para com o pai carnal do moço Carlos. Vi também que eles ainda não sabem que o moço Carlos veio aqui no terreiro.
Bem, em resumo: A inteligência envolveu essa pobre infeliz e prometendo-lhe "devolver" o pai do moço Carlos pra ela e suga suas energias que é retro-alimentada pelo sentimento de culpa que o pai do moço Carlos tem. Parece que foi uma aventura dele na juventude, só não me preocupei em saber se desta ou de outra vida, pois achei que os dados que tinha já eram suficientes para podermos trabalhar.
Pai Benedito: Sim, sim... Mais do que suficientes! Não estamos aqui para julgar ninguém. Isso cabe ao Pai.
Bem, nesse caso teremos que destruir essa construção, mas precisamos primeiro recuperar a moça, e já que o pai de Carlos está involuntariamente retro-alimentando a construção, precisaremos de recursos para auxiliar os familiares também.
Assim, Pai Benedito se dirige ao Caboclo Flecha Dourada, responsável pela corrente de desobsessão daquele terreiro e expõe a situação.
Imediatamente o Caboclo determina que a Pomba Gira Figueira irá utilizar os seus elementos magísticos para que a equipe de resgate da Casa recupere a moça e quem mais tenha condições de tratamento e a "equipe de força" destrua a construção e todos os equipamentos dentro dela.
Tarefas distribuídas, eles partem para a construção.
Caboclos, Pretos Velhos e Exus guardam uma certa distância da construção e observam a Pomba Gira Figueira assumir uma configuração praticamente transparente.
Ao chegar perto da construção percebe-se sair de sua boca uma espécie de fumaça enegrecida que começa a tomar conta do ambiente. Logo atrás dela, homens empurram uma espécie de carrinho, que lembram os carrinhos usados em minas de escavação de carvão.
Conforme a Sra. Figueira vai entrando no ambiente tomado por essa fumaça negra, os seres que lá estão caem em profundo sono, sendo resgatados pelos homens e colocados dentro dos carrinhos. A ação dela é rápida. Ninguém percebe a sua presença.
Quando todos são resgatados, a Sra. Figueira começa a manipular a energia dos instrumentos dentro da construção mudando sua forma, plasmando outras energias e transformando os instrumentos em bombas auto-destrutivas.
Finalmente sai da construção e os Exus que compõe a "tropa de choque" ou "equipe de força" passam a detonar a bomba e a destruir a construção e a malha que envolve a construção material na Terra e a prender os seres grotescos que dão sustentação a malha no ponto da construção material.
Caboclos e Pretos Velhos começam a tratar ali mesmo as inteligências retiradas da construção, colocando-os em macas e direcionando aos locais adequados aos tratamentos que irão receber, sob os olhos atentos dos Exus Guardiões, Amparadores e de Trabalho.
Outros partem para a construção material e começam o trabalho individualizado entre os membros da família. Exus fazem o trabalho de limpeza e descarga, resgatando os "perdidos", para serem encaminhados para os trabalhos de desobsessão da Casa de Umbanda, abrindo espaço e dando condições vibratórias para o trabalho dos Caboclos e Pretos Velhos que é o de inspirar pensamentos de perdão ao pai de Carlos, de esperança no próprio Carlos, saúde e bons eflúvios na esposa e mãe de Carlos. Através de passes magnéticos Caboclos e Pretos Velhos transformam o campo vibratório da casa e cuidam de seus moradores.
Enquanto tudo isso ocorre a casa dorme, e todos são tratados em espírito.
Enquanto isso os médiuns daquele terreiro também dormem em suas casas, mas alguns estão doando ectoplasma, auxiliando nos trabalhos de transmutação energética. Uns participando ativamente e outros observando e aprendendo, através do processo de desdobramento, assistem a boa parte dos trabalhos.
Após o trabalho realizado o Mentor da Casa sorri.
É claro que todos sabem que de agora em diante é de acordo com o merecimento de cada um, de cada membro dessa família, tudo dependerá do quanto cada um irá lutar para melhorar, mas agora sem as "amarras" ou interferência do Astral Inferior.
A Umbanda através de uma ação conjunta dos componentes da egrégora de uma Casa de Umbanda pôde proporcionar alívio, conforto e libertação aos membros da família e auxílio aos irmãos perdidos nas trevas da ignorância, do ódio, do rancor, do remorso e da culpa.
Mesmo que Carlos nunca mais volte ao terreiro para agradecer a melhora, ou que nunca desperte para a ajuda que recebeu, mesmo que o pai de Carlos nunca se perdoe, a Umbanda se fez presente em Caridade e Amor!
LAROYÊ EXU!

Características dos filhos de Oxóssi


Os filhos de Oxóssi são pessoas de aparência calma, que podem manter a mesma expressão quando alegres ou aborrecidas, do tipo que não exterioriza as suas emoções, mas não são, de forma alguma, pessoas insensíveis, só preferem guardar os sentimentos para si.
São pessoas que podem parecer arrogantes e prepotentes, e às vezes são. Na realidade, os filhos de Oxóssi são desconfiados, cautelosos, inteligentes e atentos, seleccionam muito bem as amizades, pois possuem grande dificuldade em confiar nas pessoas. Apesar de não confiarem, são pessoas altamente confiáveis, das quais não se teme deslealdade; são incapazes de trair até um inimigo. Magoam-se com pequenas coisas e quando terminam uma amizade é para sempre.
São do tipo que ouve conselhos com atenção, respeita a opinião de todos, mas sempre faz o que quer. Com estratégia, acabam por fazer prevalecer a sua opinião e agradando a todos.
Altos e magros, os filhos de Oxóssi possuem facilidade para se mover, mesmo entre obstáculos. O seu andar possui leveza e elegância. A sua presença é sempre notada, mesmo que não façam nada para isso acontecer.
Os filhos de Oxóssi gostam de solidão, isolam-se, ficam à espreita, observam atentamente tudo que se passa à sua volta. Curiosos, percebem as coisas com rapidez, são introvertidos e discretos, vaidosos, distraídos e prestativos, comportamento típico de um caçador, provedor do seu povo.


Abraços e Luz,
Mãe Solange de Iemanjá

DIA DE ABALUAÊ - 16 DE AGOSTO


 

Hoje, dia 16 de agosto, é o dia que comemoramos o Orixá Abaluayê.  Seu sincretismo católico é com São Lázaro e sua saudação é “Atotô Abaluayê”, que quer dizer “Silêncio”; suas cores são  preto e branco; sua oferenda é pipoca preparada com areia, fatias de coco regadas com mel, água mineral ou vinho tinto, flores e velas brancas e seus pontos de força são: cemitérios – “calunga pequena”,  mar – “calunga grande” e cavernas.
Tem como principal instrumento o Xaxará (Sàsàrà), espécie de cetro de mão, feito de nervuras da palha do dendezeiro, enfeitado com búzios e contas, com que capta as energias negativas bem como “varre” as doenças, as impurezas e os males sobrenaturais.
Abaluayê é o Orixá que representa a Irradiação Divina da Evolução, é o Senhor das Passagens, aquele que permite a mudança de nível, de estágio ou de situação. É a Ele que clamamos quando nos sentimos estagnados ou em sofrimento, seja na dor física, mental, emocional ou espiritual. É sob o comando de Abaluayê que os exús das falanges das calungas pequenas (cemitérios), isolam e protegem, os corpos físicos, daqueles que assim merecer essa proteção, contra o vampirismos de fluídos emanados no processo de putrefação do corpo físico. Onde entidades do baixo astral se fartam sugando energias provindas de vícios (alcoolismo e tabagismo) cultivados pela pessoa falecida, emanações de drogas e remédios, etc...
É o Orixá de elemento terra, que é vital à vida humana e encontra-se no começo e no fim de toda a vida, aliás é sabido que: “tudo o que sai da terra é dotado de vida e tudo o que volta para a terra é novamente provido de vida”..
Abaluayê está relacionado ao retorno, ao pó, ao renascimento, à transformação, à transmutação e à regeneração.
Abaluayê é Orixá Sábio e Ancião, rege a linha dos Pretos-Velhos, linha que nos presenteia benevolentemente e continuamente com sua capacidade de Sabedoria e Paciência, de Tolerância e Renúncia, de Bondade e Generosidade.
Se curvar diante de Abaluayê é buscar no íntimo a compreensão de seus carmas e transformá-los em darmas.
Se cobrir com as palhas desse Orixá é procurar dentro de si a cura de seu espírito e de suas mazelas.
Se banhar com as pipocas de Abaluayê é transformar a vida em um lindo jardim cheio de flores brancas e perfumadas.
Saudar Obaluayê é clamar pelo silêncio da emoção desenfreada a fim de ouvir a voz da sapiência.
Tocar na terra três vezes ao saudar Abaluayê é acordar a terra e cultivar a esperança da sensatez.
Fazer o sinal da cruz no chão é afirmar que aceita as dores da matéria, na matéria, enquanto o espírito afirma a importância da regeneração e da renúncia para a sua evolução e evolução da humanidade.
ATOTÔ!
ATOTÔ ABALUAYÊ!

Abraços e Luz,
Mãe Solange de Iemanjá

*O QUE É SER UM CAMBONE*



*O Cambone é um auxiliar do Templo e não um empregado dos médiuns. A educação e a lisura devem estar presentes a todo instante.

*Os Cambones são médiuns de sustentação, e são tão importantes quanto os médiuns ostensivos (de incorporação mediúnica) nos trabalhos de uma Casa Umbandista; eles também devem seguir certos procedimentos e ter a mesma dedicação e responsabilidade.

O Cambone, médium de sustentação, é aquele trabalhador, com mediunidade ostensiva ou não, que está presente ao trabalho, mas que não participa diretamente do fenômeno nem dos procedimentos de incorporação mediúnica para atendimentos.

Como o próprio nome diz, embora não esteja envolvido diretamente no fenômeno ou na assistência, faz a sustentação energética do trabalho, mantendo o padrão vibratório elevado por meio de pensamentos e sentimentos elevados.
Ao contrário do que se pensa, os médiuns cambones de sustentação são tão importantes quanto os médiuns de incorporação, pois são eles que ajudam a garantir segurança, firmeza e proteção para o grupo e para o trabalho, enquanto os médiuns de atendimento fazem a sua parte e desenvolvem o trabalho assistencial.

Além disso, são eles também que ajudam os médiuns de incorporação, como já foi escrito linhas acima.

Considerando esse papel, podemos listar alguns requisitos importantes para os médiuns de sustentação:

*Responsabilidade
*Tanto quanto o médium de incorporação, o médium cambone de sustentação precisa conhecer a mediunidade e tudo o que diz respeito ao trabalho com a espiritualidade e as energias humanas, a fim de poder auxiliar eficientemente o dirigente do trabalho e os seus colegas médiuns ou não.

*Firmeza mental e emocional
*Como é o responsável pela manutenção do padrão vibratório durante o trabalho, o médium cambone de sustentação deve ter grande firmeza de pensamento e sentimento, a fim de evitar desequilíbrios emocionais e espirituais que poderiam pôr a perder a segurança do trabalho e dos outros trabalhadores.

*Equilíbrio vibratório
*Como trabalha principalmente com energias - que movimenta com os seus pensamentos e sentimentos o cambone, médium de sustentação deve ter um padrão vibratório médio elevado, a fim de poder se manter equilibrado em qualquer situação e poder ajudar o grupo quando necessário.
Para isso, deve observar sempre a prática do Evangelho no Lar, ou algo similar, bem como a preparação necessária na noite que antecede o trabalho e no dia propriamente dito, cuidando do descanso, da alimentação, da higiene física e mental, dos banhos ritualísticos, da firmeza da sua guarda, etc.
Compromisso com a casa, o grupo, os Guias Espirituais e os assistidos
O cambone, médium de sustentação deve lembrar-se de que, mesmo não tomando parte direta nas assistências, tem alguns compromissos a serem observados:

- Com a casa que trabalha: conhecendo e observando os regulamentos internos a fim de seguí-los. Explicá-los, quando necessário, e fazê-los cumprir, se for o caso; dando o exemplo na disciplina e na ordem dentro da casa; colaborando, sempre que possível, com as iniciativas e campanhas da instituição.

- Com o grupo de trabalhadores em que atua: evitando faltar às reuniões sem motivos justos, ou faltar sem avisar o dirigente ou o seu coordenador; procurando ser sempre pontual nos trabalhos e atividades relativas; procurando colaborar com a ordem e o bom andamento do trabalho.
o Com os Guias Espirituais: lembrando que eles contam também com os médiuns cambones de sustentação para atuar no ambiente e nas energias necessárias aos trabalhos a serem realizados, e que, se há faltas, são obrigados a "improvisar" para cobrir a ausência. Os Guias Espirituais devem ser atendidos com presteza e respeito.

- Com os assistidos: encarnados e desencarnados, que contam receber ajuda na Casa e não devem ser prejudicados pelo não comparecimento de trabalhadores.
Todos deverão ser recebidos e tratados com esmero, dedicação, respeito e educação.

*Ausência de preconceito
*O cambone, médium de sustentação não pode ter qualquer tipo de preconceito, seja com os assistidos encarnados ou desencarnados, seja com os dirigentes, mentores, etc.

Ele não está ali para julgar ou criticar os casos que tem a oportunidade de observar, mas para colaborar para que sejam solucionados da melhor forma, de acordo com a sabedoria e a justiça de Deus.

*Discrição
*O cambone, médium de sustentação nunca deve relatar ou comentar, dentro ou fora da casa, as informações que ouve, os problemas dos quais fica sabendo e os casos que vê nos trabalhos de que participa. A discrição deve ser sempre observada, não só por respeito aos assistidos envolvidos, encarnados e desencarnados, como também por segurança, para que entidades envolvidas nos casos atendidos não venham a se ligar a trabalhadores, provocando desequilíbrios.

Os comentários só devem acontecer esporadicamente, de forma impessoal, como meio de se esclarecer dúvidas e transmitir novas informações a todos os trabalhadores, e somente no âmbito do grupo, ao final dos trabalhos ou dias próprios para estudos.

*Coerência:
*Tanto quanto o médium de incorporação, o cambone, médium de sustentação deve manter conduta sadia e elevada, dentro e fora da casa em que trabalha, para que não seja alvo da cobrança de entidades desequilibradas, no intuito de nos desmascarar em nossas atitudes e pensamentos.
Como vemos, as responsabilidades dos cambones, médiuns de sustentação são as mesmas que a dos médiuns ostensivos, e exigem deles o mesmo esforço, a mesma dedicação e a mesma esponsabilidade.


*CONCLUSÃO*

Como vimos, não é tão fácil ser um cambone. Para ser um, é preciso aprender tudo sobre os Orixás, os Guias Espirituais, o Templo e, principalmente, sobre a conduta que deve adotar para, depois, se for o caso, ser um bom médium de incorporação e alcançar a evolução espiritual até o Pai Maior.


*Fonte:*

TRECHO EXTRAÍDO DO LIVRO: O ABC DO SERVIDOR UMBANDISTA

Abraços e Luz,
Mãe Solange de Iemanjá