26 de fev de 2011

ESPIRRADEIRA



Nome científico: Nerium oleander L.

Família: Apocynaceae.

Outros nomes populares: espirradeira, oleandro, flor-de-são-josé, loandro, loureiro-rosa, loandro-da-índia.

Constituintes químicos: oleandrina, neriantina (glicosídeos cardiotóxicos).

Contra-indicações/cuidados: tóxica. Uma única folha é suficiente para causar envenenamento.

Parte Tóxica: toda a planta.

Dose Letal: DL50 é de 0,18 mg/kg de oleandrina (concentração na planta de 0,08%). 18 g da planta são suficiente para matar um homem de 80Kg.

Principais sintomas de Intoxicação: dores abdominais, pulsação acelerada, diarréia, vertigem, sonolência, dispnéia, irritação da boca, náusea, vômitos, coma e morte, os sintomas podem ocorrer várias horas após a ingestão.

Antídoto/Tratamento: tratamento sintomático com anti-espamódicos (atropina ou similar), anti-eméticos (metoclopramida ou difenidramina), protetor de mucosa e adsorvente intestinal. Lavagem gástrica por pessoa experiente. No olho, lavar demoradamente com água corrente, colírio antisséptico, analgésico e posterior e encaminhamento do paciente a oftalmologista. A terapêutica nos transtornos cardíacos depende dos eletrocardiográficos e monitorização do paciente, em unidade de terapia intensiva. Geralmente, hipercalemia, bloqueio de condução e ectopia ventricular são indicativos de casos graves. A irritabilidade ventricular é tratada com antiarrítimicos da classe II, sendo mais indicada a fenitoína. A dose recomendada varia de 7 a 10 mg/Kg/24 horas, que pode ser administrada em infusão venosa lenta ou em período mais rápido de 20 a 30 minutos, repetindo-se a dose duas a três vezes, se necessário. Potássio é eficaz na supressão de ritmos ectópicos. Cloreto de potássio pode ser administrado por via oral ou venosa. Para crianças, doses fracionadas de 1 a 2 g (13 a 27 mEq) diárias podendo elevar-se até 4 g (52 mEq) para crianças maiores. O equilíbrio hidroeletrolítico deve ser controlado.

Observações: cerca de 15-20 g são suficientes para matar um bovino ou equino. Há casos registrados de morte de humanos por utilizar ramo de Nerium oleander como espeto de churrasco. As folhas secas continuam tóxicas.

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