25 de fev de 2011

1 - Quem são os Exus ?



Ao contrário do que se pensa, os exus não são os diabos e espíritos
malignos ou imundos que algumas religiões pregam, tampouco são espíritos
endurecidos ou obsessores que um grande numero de espíritas crêem.

Os "diabos" ou demônios são seres mitológicos, já "desvendados" pela
doutrina espirita, portanto, não existem.

Espíritos trevosos ou obsessores são espíritos que se encontram
desajustados perante à Lei. 
*Provocam os mais variados distúrbios morais e mentais nas pessoas, desde
pequenas confusões, até as mais duras e tristes obsessões.
São espíritos que se comprazem na pratica do mal, apenas por sentirem prazer
ou por vinganças, calcadas no ódio doentio.

Aguardam, enfim, que a Lei os "recupere" da melhor maneira
possível(voluntária ou involuntariamente). Recuperação essa, geralmente efetuada pelos Exús.

São conhecidos, pelos umbandistas, kimbandistas, etc., como kiumbas, rabos de encruza ou quiumbas. *Vivem no baixo astral, onde as vibrações energéticas são densas.

Este baixo astral é uma enorme "egrégora" formada pelos maus pensamentos e
atitudes dos espíritos encarnados ou desencarnados. Sentimentos baixos, vãs
paixões, ódios, rancores, raivas, vinganças, sensualidade desenfreada,
vícios de toda estirpe, alimentam esta faixa vibracional e os rabos de encruza (kiumbas) se comprazem nisso, *já que sentem-se mais fortalecidos.

O baixo astral, mesmo num imenso caos, tem diversas organizações,
fortemente esquematizadas e hierarquizadas. *Planos bem elaborados, mentes prodigiosas,táticas de guerrilhas, precisões cirúrgicas, exércitos bem aparelhados e treinados, compõe o quadro destas organizações.

Muito delas, agem na plena certeza de cumprirem os desígnios da Lei Divina,
onde confundem a Lei da Ação e Reação com o "olho por olho, dente por
dente". Vingam-se pensando que fazem a coisa certa.

Algumas agem no mal, mesmo sabendo que estão contra a Lei, mas enquanto
avingança não se consumar,*não haverá trégua para os seus "inimigos". 
*Acham que não plantam o mal, nem que a Reação se voltará mais cedo ou mais
tarde.

Cada mal praticado por um espirito, o leva a cada vez mais para "baixo". 
*As quedas são freqüentes e provocam mais e mais revoltas.

Alguns espíritos caem tanto que perdem a consciência humana,
transformando-se (ou plasmando) os seus corpos astrais (perispíritos) em
verdadeiras feras, animais pestilentos (ratos, escorpiões, tarantulas), bestas e assim são usados por outros espíritos como tais. Alguns transformam-se em lobos, cães, cobras, lagartos, aves, etc.

Outros espíritos chegam ao cúmulo da queda que perdem as características
humanas e animalescas, transformando os seus perispíritos em ovóides (considerada como se fosse um cápsula de um tormento íntimo constante). Esta queda, provoca além da perda de energias, a perda da consciência.

Ficam também subjugados por outros espíritos.

Apesar de todo este quadro, pouco esperançoso, das trevas. Mesmo sabendo
que no nosso orbe o mal prevalece sobre o bem, há também o lado da Luz, da Lei, do Bem. E este lado é tão e mais organizado que as organizações das trevas.

Existem, também, diversas organizações, com variados trabalhos e ações, mas
com um único objetivo de resgatar das trevas e do mal, os espíritos
"caídos".

Vemos colônias espirituais, hospitais no astral, postos avançados da Luz
nos Umbrais, caravanas de tarefeiros, correntes de cura, socorristas, etc.,
afeitos e afinizados aos trabalhos dos centros espiritualistas e espíritas.

Vemos também, outros trabalhadores espirituais, ligados aos cultos afros.

Seja na Umbanda, Candomblé, etc.


Especificamente, na Umbanda, vemos através das Sete Linhas, vários Orixás
hierarquizados. Existem vários níveis na hierarquia dos Orixás. Começando
pelos mais altos espíritos, que estão próximos do Criador, até os Orixás
Menores ou Planetários (aqueles que são ligados e responsáveis por cada
orbe, pela sua evolução).

Temos como exemplo de Orixá Menor, o próprio Mestre Jesus, que está na
linha de Oxalá e é considerado Oxalá, mas como Orixá Menor.

Mesmo sendo Orixás Menores, este espíritos são de alta escol.

Abaixo destes Orixás, estão os chefes de falanges e suas hierarquias, Estes
espíritos "chefes" usam as três roupagens básicas : Caboclos, Pretos-Velhos
e Crianças.

Apenas na linha de Yorimá ou Obaluaie manifestam os pretos-velhos.

Na linha de Yori ou Ibeji as crianças.

Nas demais linhas (Oxalá, Oxossi, Ogum, Xangô, Iansã e Yemanjá) manifestam-se os Caboclos.

Outras entidades tais como : baianos, boiadeiros, marinheiros, ondinas,
sereias, iaras, etc., são espíritos que compõe as sub-linhas afeitas e
subordinadas à sete linhas e aos chefes de falanges.

Alguns caboclos, crianças ou pretos-velhos, às vezes, usam algumas destas
roupagens para determinados trabalhos ou missões.

Como em nosso Universo (Astral) as manifestações se dividem em duas e
manifestam-se como pares : positivo-negativo, ativo-passivo,
masculino-feminino, etc.

A Umbanda que é paralela ativa, tem como par passivo a Kimbanda (não
confundir com a kiumbanda, que é a manifestação das trevas).

A Kimbanda, que é a força paralela passiva da Umbanda, força equilibradora
da Umbanda. A Kimbanda - São os Sete Planos Opostos da Lei, é o conjunto
oposto da Lei. Quando falo em "oposto" à Lei, não quero dizer aquilo que
está em desacordo à Lei, mas a maneira oposta de como a Lei é aplicada. Na
Kimbanda que os Exus se manifestam, a Kimbanda, portanto é o "reino" dos
Exus.


Os Exus são os "mensageiros" dos Orixás aqui na Terra. Através deles, os
Orixás podem manifestarem-se nas trevas. Então, para cada chefe de falange,
sub-chefe, etc., na Umbanda, temos uma entidade correspondente (ou par) na
Kimbanda.

Os exus, são considerados como "policiais", que agem pela Lei, no sub-mundo
do "crime" organizado. As "equipes" de Exus sempre estão nestas zonas
infernais mas, não vivem nela. Passam, a maior parte do tempo nela, mas,
não fazem parte dela. Devido a esta característica, os Exus, são
confundidos
com os kiumbas. Videntes os vêem nestes lugares e erroneamente dizem que
eles são de lá.


 

Abraços e Luz,
Mãe Solange de Iemanjá

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