NOSSA CASA

26 de fev de 2011

AS FASES DA LUA


Imaginem o mundo há milhões de anos atrás. E o homem observando o movimento do sol, da lua, das estrelas. O quanto não parecia misterioso e surpreendente que oras a lua fosse grande, redonda, luminosa e oras quase sumisse do céu. Em muitos lugares até hoje, o sumiço da Lua - a Lua Nova - é visto como um mau agouro, um período ruim onde não se deve fazer e sequer pensar certas coisas. Observando as fases da Lua podemos experimentar, a olho nú, um ciclo de relacionamento planetário pois elas correspondem à relação entre o Sol e a Lua. Podemos dizer, que aí se deu o primeiro uso prático da astrologia. O homem percebeu que certas Luas eram boas para plantar ou para colher, que a maré subia ou descia mais evidentemente, que era mais fácil pescar em tal Lua, etc.

A Lua Nova corresponde ao encontro da Lua com o Sol. Nesse período a Lua quase não é visível da Terra. Por estar muito próxima do Sol, seu brilho a ofusca. A fase Nova da Lua marca o início do ciclo de lunação e significa o começo de um movimento seja ele qual for. É o momento onde as sementes começam a germinar e iniciamos nossa caminhada em direção a um objetivo específico. A Lua Nova corresponde à energia do signo de Áries. Quando é preciso usar o impulso para romper a inércia e gerar a ação. A fase da Lua Nova é claramente relacionada na agricultura ao período favorável para o plantio de tubérculos, como a batata, que crescem dentro da terra, e também para a poda das árvores, pois nessa época a madeira seca mais depressa e dá boa lenha. As mulheres, muito identificadas com o símbolo lunar, sentem mais fortemente as influências desse ciclo. No ciclo feminino a Lua Nova corresponde ao início da menstruação, àqueles dias de indisposição e sensibilidade à flor da pele, onde há a necessidade do isolamento e quando facilmente se dá vazão de maneira descontrolada aos impulsos inconscientes. No mundo moderno a observação do ciclo da lua gera novas conclusões, às vezes fúteis, mas sem dúvida igualmente válidas. Toda mulher também sabe que não se deve cortar o cabelo na Lua Nova, nem fazer grandes mudanças no visual.

O Quarto-Crescente é a fase seguinte. A Lua se adianta ao Sol e forma uma quadratura – um ângulo de 90 graus. Da Terra começamos a ver uma porção maior da Lua, ela fica parecendo aqui no hemisfério sul com a letra C. É o momento do ciclo onde enfrentamos as resistências que se interpõe às mudanças que queremos efetuar em nosso movimento. É um momento de crise na ação, pois temos que ter forças para superar os obstáculos. Na agricultura, o Quarto-Crescente é reconhecido como o período favorável ao crescimento das plantas, pois nessa época a forçada Lua atrai a seiva das plantas para cima da terra. É também o momento em que se deve cortar a madeira das árvores destinada às construções. No ciclo feminino o Quarto-Crescente corresponde aos dias após a menstruação. A mulher já se livrou daquele “peso extra” e recupera seu entusiasmo. Os sentimentos se tornam mais claros. E pode pensar até em cortar os cabelos, principalmente se tem cabelos grossos,  pois a fase do Quarto-Crescente é ideal para que eles cresçam mais finos e mais depressa.

A Lua Cheia ocorre quando Sol e Lua se distanciam 180 graus, fazendo uma oposição. Eles estão em signos opostos e a Lua reflete inteiramente a luz solar. Da Terra vemos aquela Lua imensa, exibida, vaidosa de revelar todos os seus mistérios num maravilhoso espetáculo. Você sabia que a Lua Cheia, vista aqui da Terra, tem quase o mesmo diâmetro do Sol? Ou seja, nessa época Lua e Sol aparecem para nós no céu com o mesmo tamanho. A Lua Cheia significa a plenitude, o ápice do ciclo. Tudo que é iniciado na Lua Nova tende a dar resultados da Lua Cheia, sejam eles positivos ou negativos. Ou seja, o movimento ou ação que foi semeado na Lua Nova chega agora a seu clímax e revela o ponto máximo de sua repercussão. No ciclo feminino a Lua Cheia corresponde à ovulação. É o período de fertilidade, de plenitude, onde há a possibilidade de gerar a vida. Na agricultura a Lua Cheia marca o momento da colheita das plantas medicinais e também o época de semear árvores frutíferas. Qualquer pescador sabe que a Lua Cheia atrai os peixes para a superfície, aumentando seu metabolismo e portanto seu apetite. Quem sabe os peixinhos também não querem apreciar o brilho intenso do Luar. O corte de cabelo na Lua Cheia é indicado para os cabelos finos, pois nessa época eles crescem mais lentamente e aumentam de volume.

O Quarto-Minguante é a fase seguinte. Corresponde também a uma quadratura entre Sol e Lua, mas dessa vez é uma aspecto minguante. A Lua torna-se cada dia menos luminosa até sumir novamente quando atingir a fase Nova. Sendo uma quadratura, Quarto-Minguante representa também um momento de crise. Mas dessa vez a crise se estabelece nos objetivos. Ou seja, já atingimos nossa meta na Lua Cheia, portanto devemos compartilhar nossos ganhos com os outros e começamos a ter consciência da necessidade de encontrar novos objetivos para manter o ciclo da vida. Na Lua Nova seguinte recomeçaremos tudo de novo, às vezes batendo na mesma tecla, às vezes, deixando tudo para trás e partindo em busca de novos ideais. No ciclo feminino o Quarto-Minguante corresponde a uma época menos expressiva, em que a consciência vai diminuindo gradativamente até uma fase de maior interiorização. No Quarto-Minguante o magnetismo e a gravidade da Terra fazem desenvolver as raízes, atraindo a vida para o centro da Terra. Na agricultura, o Quarto-Minguante é o período favorável à colheita de cereais, como o feijão. Nessa época a seiva nas plantas é menor e é indicada a poda de árvores e arbustos. Devemos cortar o cabelo no Quarto-Minguante quando quisermos fortalecê-los. É a melhor época para o corte de cabelos fracos e quebradiços, e também para a depilação, para que os pêlos cresçam em menor quantidade. É no Quarto-Minguante que notamos os efeitos mais evidentes da lua sobre nosso metabolismo. Esse período favorece aos regimes de emagrecimentos, facilitando a eliminação de líquidos do nosso organismo. Um dieta conhecida indica a ingestão de somente líquidos nas 24 horas que se seguem à mudança da Lua. Mas... não tentem antes de consultar seu médico.

A MÚSICA E A MEDIUNIDADE


Leon Denis in O Espiritismo Na Arte, cap. VI.
  A música é a voz dos céus profundos. Tudo no espaço traduz-se em vibrações harmônicas, e certas categorias de espíritos não se comunicam entre si senão através de ondas sonoras.

A sinfonia e a melodia não são na Terra senão ecos enfraquecidos e deformados dos concertos celestes. Nossos mais perfeitos instrumentos possuem sempre alguma coisa de mecânico e de duro, enquanto que os processos de emissão do espaço produzem sons de infinita delicadeza.

É por isso que em todos os graus da escala dos mundos e da hierarquia dos espíritos a música ocupa lugar considerável nas manifestações do culto que as almas prestam a Deus. Nas esferas superiores, ela se torna uma das formas habituais da vida do ser, que se sente mergulhado nas ondas de harmonia de intensidade e suavidade inexprimíveis.

Quando das grandes festas no espaço, dizem-nos nossos guias espirituais, quando as almas se unem aos milhões para prestarem homenagem ao Criador, na irradiação de sua fé e de seu amor, delas escapam eflúvios, radiações luminosas que se colorem de várias tonalidades e se transformam em vibrações melodiosas. As cores transformam-se em sons, e dessa comunhão dos fluidos, dos pensamentos e dos sentimentos desprende-se uma sinfonia sublime, à qual respondem os longínquos acordes vindos das esferas, dos inúmeros astros que povoam a imensidão.

Então, do alto descem outros acordes, ainda mais possantes, e um hino universal faz estremecerem céus e terras. À percepção desses acordes o espírito se dilata e se regozija; ele se sente viver na comunhão divina e entra num encantamento que chega ao êxtase.

Na Terra a sinfonia é a forma mais alada da música. Quando ela se une às palavras, assemelha-se à Vitória áptera, que rastejava sem poder levantar vôo e planar no alto. A música, ligada a palavras, perde um pouco de sua atração e de sua amplitude. No entanto a melodia nos acalenta, nos deleita, nos encanta; ela grava em nossa mente motivos que gostamos de repetir e que nos consolam das tristezas de cada dia. Porém essa música parece bastante pobre se comparada às harmonias do espaço; para compreendê-las e experimentá-las, é necessário que se possuam sentidos psíquicos bastante desenvolvidos.

Vimos mais de uma vez, nas sessões, lágrimas rolarem sobre a face de alguns médiuns, que percebiam os ecos da sinfonia eterna.

O médium G. Aubert, apesar de ignorante em música, em completo estado de automatismo toca no piano sonatas, árias inéditas e variadas, nas quais reconhecem se Beethoven, Bach, Chopin, Berilos, etc. Av maioria dos compositores afirma que ouve nas horas de recolhimento vozes, sons, que não provêm da Terra.

Durante as célebres sessões dirigidas por Jessé Schefard, médium escocês, em todas as grandes capitais e diante de várias cortes soberanas, da mesma forma que nas do Doutor San Ângelo, em Roma, ouviam-se coros celestes e acordes de numerosos instrumentos invisíveis. Solos permitiam que se reconhecesse a voz de cantores, ou cantoras, já falecidos.

A Senhora de Koning-Nierstrass descreve uma de suas sessões nos seguintes termos:

J. Schefard ficou hospedado em minha casa, em Haye, durante cerca de seis semanas. Uma noite eu e alguns amigos estávamos reunidos. Tendo o médium se levantado em meio-transe, pôs-se ao piano. Rappings (batidas) ressoaram por todos os lados, luzes adejavam no cômodo como borboletas ... De repente vozes de homens e de mulheres encheram o ar. Era um coro que cantava uma espécie de cântico; a Hosana e Glória a Deus foram ouvidos por todos nós. Ora era um coro, ora vozes de mulheres, o soprano dominando todo o canto. Sentada próxima ao médium, constatei que ele não havia aberto a boca. Dois dias após, uma de minhas vizinhas me diz:

- Ah! Desfrutei do lindo concerto que houve uma noite em sua casa; que músicos, e que belo coral fizeram-se ouvir!

Perguntei-lhe:

- A senhora ouviu uma voz de cada vez ou um coro?

- Um coro - respondeu a senhora -; eu distinguia bastante distintamente o soprano. Quem é que cantava tão maravilhosamente?

Esse testemunho espontâneo destruía qualquer hipótese de alucinação.

A respeito da música dos espíritos, lê-se na Introdução de Enseignements Spiritualistes (Ensinamentos Espiritualistas), de Stainton Moses, professor na Faculdade de Oxford, a descrição de fenômenos obtidos numa sala desprovida de piano, violino ou qualquer outro instrumento.

Um som se produzia, excessivamente difícil de ser descrito. Assemelhava-se ao suave som de um clarinete, aumentando de intensidade e novamente diminuindo, descendo à primeira emissão abafada, às vezes também se apagando em um longo lamento melancólico. Não tendo jamais ouvido nada que se aproximasse desse som realmente extraordinário, não posso dele dar senão uma descrição bastante insuficiente: é importante observar que obtemos apenas notas isoladas, e na melhor das hipóteses, cadências isoladas. Os agentes invisíveis atribuíam esse fato à organização antimusical do médium.

Por outro lado, lê-se em Light, de 30 de abril, os seguintes relatos, que mostram outra modalidade dessas manifestações, obtidas à cabeceira de moribundos e percebidas por outros assistentes.

Muitos livros foram escritos a respeito dos moribundos e dos acontecimentos extra normais observados no momento da morte. Dentre os mais interessantes casos, pode-se citar o do pequeno cativo do Templo: Luís XVII. Beauchesne conta que poucos instantes antes da morte do jovem príncipe perguntaram-lhe se sofria muito.

Ele respondeu:

- Sim, sofro, mas não muito; a música é tão linda. Fizeram-lhe perguntas a respeito dessa música que ninguém ouvia, porém ele insistia em dizer:

- É linda, eu a ouço! - e admirou-se por ninguém mais a ouvir.

Há também o caso de Jacob Boehme, cuja partida da Terra foi acompanhada da mais suave harmonia que ele apenas ouviu e proclamou sublime. Para Goethe,ao contrário, os sons que percebia em seu leito de morte, quando ele exclamava: "Luz, mais luz ainda!", foram ouvidos por aqueles que se encontravam perto dele.

Chegam-nos de toda parte da Inglaterra relatos dessas harmonias do Alto, ouvidas por moribundos e freqüentemente por aqueles que os assistem.

A Sra. Leaning nos escreve: "Quando Lily Sewell morreu, sons harmoniosos foram ouvidos, parecendo provirem de um canto do quarto, e isto durante os dois dias que precederam sua morte. A criança não ouviu nada, mas seus pais, sua irmã e a empregada os perceberam, e no terceiro dia, quando a criança morreu, o som tornou-se mais suave, tornou-se semelhante ao de uma harpa eólica, saiu do quarto, passou pela casa e afastou-se gradualmente."

Um professor de Eton, na Inglaterra, em 1881, em um momento em que se encontrava perto da mãe, ouviu, alguns minutos após a morte desta, uma suave música de três vozes infantis cantando um hino de forma tão penetrante que nenhum ser humano teria podido fazê-lo. Duas pessoas presentes, e o médico que lá se encontrava ouviram-na igualmente e abriram uma janela para ver se descobriam de onde provinham àqueles sons maravilhosos.

O Dr. Kenealy conta assim à morte de seu jovem irmão: "Seu quarto dava para uma grande e bonita vista, cercada por verdes colinas. Perto de seu leito várias pessoas da família encontravam-se sentadas, assim como também o médico; era cerca de meio-dia, o sol brilhante iluminando o cômodo, o ar puro e transparente; repentinamente ouvimos uma melodia divina elevar-se bem perto de nós; era uma voz melancólica e celeste de mulher, cujos tons não podem ser descritos. Isto durou vários minutos; em seguida, fundiu-se, como as sinuosidades das ondas sobre a areia, ora ainda ressoando, ora mal murmurando; em seguida veio o silêncio. Quando o canto começou, a criança entrou em agonia e no último murmúrio sua alma partiu!"

Enfim anotamos o caso descrito por H. Rooske, de Guilford: "Há alguns anos minha irmã e eu tivemos uma experiência que nos serviu de grande conforto na vida. Nossa mãe encontrava-se perigosamente doente; o médico e a governanta sabiam que seus sofrimentos chegavam ao fim. Uma noite em que minha irmã velava por ela com a governanta, ouviu de repente o mais lindo, o mais majestoso dos coros, cantado por vozes tão celestes como ela jamais ouvira. Virando-se em direção à governanta, perguntou-lhe: A senhora está ouvindo?' Não estou ouvindo nada', foi à resposta. Eu havia me deitado em um cômodo contíguo, esgotado pelas longas vigílias e por cruéis inquietações; os sons celestes despertaram de um sono profundo, saltei da cama e corri ao quarto de minha mãe perguntando: De onde vem essa música maravilhosa?' Repentinamente os sons cessaram, e aproximando-nos do leito percebemos que a doce alma havia partido com a divina harmonia."

 Vê-se, através destes fatos narrados, e como as lições do Esteta afirmam, que o poder das vibrações sonoras revela-se sob mil formas. À medida que o homem vai penetrando no conhecimento do universo e de sua estrutura íntima, a lei que o rege, que é a da harmonia musical, aparece-lhe em seu princípio assim como em seus maravilhosos efeitos. É através dela que é edificada e perpetuada toda a arquitetura dos mundos, todas as formas da vida universal. Podemos perceber isto através de uma simples experiência. Não é curioso, por exemplo, seguir sobre uma placa de vidro ou de metal salpicada de areia, e posta em contato com um instrumento de corda, as formas geométricas, os delicados e complicados desenhos que resultam de cada nota e de cada acorde?

No estudo da arte não nos devemos deixar desgostar por causa de uma aridez aparente e superficial. O exame atento, a firme análise de todo tema estético, revela-nos atrativos insuspeitáveis e contribui para nossa iniciação à lei geral do belo. Pode-se comparar esse exercício mental à escalada de uma montanha de aspecto rude e íngreme, mas onde cada sinuosidade de terreno contém maravilhas ocultas e de cujo altaneiro cume descobrimos o conjunto harmônico das coisas que se descortinam ao nosso olhar.

Todo homem pode e deve interessar-se por essa questão, pois ela reserva alegrias intelectuais bastante superiores a tudo o que os falsos prazeres lhe dão.

O mais humilde operário possui em seu pensamento uma possível via em direção à compreensão do belo, e lá encontrará recursos sempre novos para o aperfeiçoamento de sua própria obra. A arte da profissão é uma preparação para uma arte superior. Cada um trabalha um tipo particular de beleza, porém dentro de sua finalidade de ascensão todas as almas desabrocham numa radiosa concepção da universal e eterna beleza.

A dissociação da matéria, o jogo das forças intra-atômicas, fazem nascer uma nova ciência, que se desenvolvendo abre para o espírito humano mais amplas perspectivas sobre a obra do cosmo.

Reconhecer-se-á em breve o misterioso laço que une o pensamento, à vontade, à vibração, e que faz desta o agente daquelas a fim de se construírem as formas inumeráveis que povoam a imensidão.

Em resumo, o som, o ritmo e a harmonia são forças criadoras. Se pudéssemos calcular o poder das vibrações sonoras, medir sua ação sobre a matéria fluídica, seu modo de agrupar os turbilhões de átomos, penetraríamos em um dos segredos da energia espiritual.

No entanto, ao menos é preciso que observemos, na experiência que acabamos de citar, as figuras geométricas traçadas pela voz humana ou pelo arco de um violino sobre a placa de vidro recoberta por areia fina, para compreendermos, por comparação, como o pensamento divino, que é a vibração mestra e a suprema harmonia, pode agir sobre todos os planos da substância e construir as colossais formas das nebulosas, dos sóis, das esferas, e fixar-lhes a trajetória através dos espaços.

 O espetáculo da vida universal mostra-nos por toda parte o esforço da inteligência para conquistar e realizar o belo. Do fundo do abismo da vida o ser aspira e sobe em direção ao infinito das concepções estéticas, à ciência divina, à perfeição eterna, onde reina a beleza perfeita. O esplendor do universo revela a inteligência divina, assim como a beleza das obras de arte terrestres revela a inteligência humana!

Abraços e Luz,
Mãe Solange de Iemanjá

Anatomia da Energia


Por Caroline Myss, Ph.D

O Que É A Anatomia Da Energia?

Cada ser humano nasceu com um corpo físico; mas nascemos também com um outro corpo – este, formado por pura energia. A Anatomia da Energia é o estudo do sistema energético inato do corpo humano, do seu papel como agente de cura e da sua relação com todas as outras formas de vida e de energia.
Se virmos o corpo humano como parte dum vasto universo onde o espírito, a matéria e a energia se intersectam, começamos a compreender não só como essas forças agem sobre nós mas também como de fato as podemos dominar e dirigir. A força vital do próprio universo – conhecida como Prana na Índia e Qui na China – é a componente-chave duma existência vibrante e auto-sustentada. Nas tradições do Oriente e do Ocidente, é vista como fonte inesgotável de energia curativa. Para distribuir essa energia nascemos com “circuitos” bioeletricos chamados chacras (uma palavra do sânscrito antigo que significa “rodas”). A partir destes centros energéticos, o Qui ou Prana fluem pelo corpo físico, purificando-o e recuperando-o.

A Anatomia Da Energia E A Doença

Quando a livre circulação da força vital está bloqueada no sistema energético do corpo, pode desenvolver-se uma doença. Imaginemos o corpo como uma base de dados complexa. Cada pensamento, cada sentimento, cada memória que temos, é codificado e transformado em matéria – uma forma de memória celular. Traumas negativos podem bloquear o fluxo de energia no corpo ou fazer com que a força vital “verta” para fora do sistema energético. Vejo muitos pacientes que desperdiçam o seu poder cedendo-o a instituições, figuras de autoridade ou até a medos e problemas imaginários. Em vez de aplicarem este poder maravilhoso – literalmente, um presente de Deus para nos manter saudáveis e criativos – desperdiçam-no.
A Anatomia da Energia fornece as orientações básicas para se aprender como funciona o sistema de energia humana, a sua relação com a energia divina e o papel desempenhado pela intuição na auto-cura. Através deste curso aprende-se a controlar a saúde, retomar o poder vital e a usá-lo para cada um se tornar uma pessoa mais saudável, mais amorosa e mais espiritual.

Por Caroline Myss, Ph.D


Os Sete Chacras

Os Chacras são centros de energia que funcionam como bases de dados no nosso corpo. Cada Chacra grava um tipo específico de dados. Os ensinamentos sagrados das tradições quer do Ocidente, quer do Oriente, relacionam os centros energéticos do corpo com certos padrões de pensamento específicos. Cada percepção que temos na vida fica arquivada no chacra que tem a vibração correspondente. Por exemplo, as experiências que têm ver com a auto-estima ficam registradas no terceiro chacra.
Para promover o livre fluxo de energia através do nosso corpo, tem que se focar a atenção no presente. Não podemos arrastar sempre conosco os pensamentos e percepções que nos esgotam a energia.

7  = A Unidade – Localizada no alto da cabeça

6 = O Pensamento – Localizado na testa

5 = A Vontade – Localizada na garganta

4 = O Amor – Situado na região do coração

3 = A Personalidade – Localizada no Plexo Solar

2 = O Poder físico – situado na região genital

1 = A Tribo – Localizada na base da espinha


Os Sete Sacramentos

O sistema dos sete chacras é um antigo ensinamento do Oriente. No Ocidente, o Catolicismo Romano fornece-nos esse mesmo ensinamento, através dos sete sacramentos. São sete rituais de passagem que pontuam o decurso das nossas vidas: O batismo, a comunhão, a confirmação, o casamento, a confissão, a ordenação e a extrema unção.
Ao investigarmos profundamente os sete sacramentos, compreendemos a sua relação com os chacras. Os dois sistemas podem sobrepor-se com precisão, ampliando e enriquecendo a nossa compreensão de como usar a energia. É muito importante não esquecer que todos os sistemas de descrição desta energia são de natureza arquetípica e simbólica. Não devem ver-se como representações literais. Compreendidos como ensinamentos simbólicos, os sete sacramentos dão-nos um modo sutil e poderoso de controlar a energia do nosso corpo. Mostram-nos como nos mantermos centrados e conservando o controle do nosso poder.

7 = Extrema Unção – Libertar-se do passado; viver no presente

6 = Ordenação – Deixar o espírito divino dirigir a nossa vida

5 = Confissão – recuperar o nosso espírito

4 = Casamento – Prometer amar-se a si próprio

3 = Confirmação – Confirmação do código de honra para nós próprios

2 = Comunhão – Aceitar cada pessoa como parte do nosso Cristo interior

1 = Batismo – aceitar totalmente a nossa família e a nossa tribo
A Árvore Da Vida E Os Dez “Sefirot”

Tal como a cristandade nos oferece um mapa simbólico da anatomia da energia humana na forma dos sacramentos, também o judaísmo tem a Árvore da Vida como representação do mesmo sistema.
A Árvore da Vida é um diagrama simbólico que foi usado pelos Cabalistas (a seita judaica mais antiga) por vários milhares de anos. Explica como flúi a energia de Deus para o mundo. Este diagrama apresenta os dez sefirot (números), cada um representando um estágio ou qualidade diferente desta descida. Por exemplo, começa na Keter (coroa) e termina em Malkut (criação).
Os dez sefirot estão organizados de forma a distribuírem-se por sete níveis. Cada um desses níveis corresponde perfeitamente aos níveis respectivos dos sistemas dos chacras e dos sacramentos e representa a qualidade do poder que temos que desenvolver de modo a manter um corpo saudável – física e espiritualmente.
Mais uma vez, é importante recordar que a Árvore da Vida é uma exposição simbólica de como a energia espiritual flúi; não representa uma estrutura concreta.

SISTEMA DE ENERGIA HUMANO:
CORRESPONDÊNCIAS


Sétimo Chacra: Sentido da unidade de toda a criação; Transcendência; Amor superior
Sacramento: Extrema Unção;
Sefirot: Keter (Coroa)


Sexto Chacra: Pensamento;clarividência
Sacramento: Ordenação;
Sefirot: Binah e Hokhmah (Compreensão e sabedoria)


Quinto Chacra: Vontade
Sacramento: Confissão;
Sefirot: Gevurah e Hesed (Julgamento e perdão)

Quarto Chacra: Amor
Sacramento; Casamento;
Sefira: Tiferet (Beleza)


Terceiro Chacra; Personalidade
Sacramento; Confirmação;
Sefirot: Hod e Nezah (Majestade e resistência)

Segundo Chacra; Poder pessoal
Sacramento; Comunhão;
Sefirot: Yesod (Fundação)

Primeiro Chacra: Tribo 1
Sacramento: Batismo;
Sefira: Malkut (Gaia, criação)


Caroline Myss
É uma pioneira no campo da medicina da energia e consciência humana e é formada em jornalismo, teologia e medicina energética e intuitiva. O seu trabalho com o Dr. Norman Shealy, um neurocirurgião formado em Havard, ajudou a definir o modo como a tensão e a emoção contribuem para a formação da doença. É co-autora, com o Dr. Shealy, do livro A Criação da Saúde e autora de dois livros, recordes de vendas do New York Times: Anatomia do Espírito e Porque As Pessoas Não Se Curam E Como O Poderão Fazer.

Abraços e Luz,
Mãe Solange de Iemanjá

Águas Solarizadas e Águas Lunarizada


Diferenças entre Águas Solarizadas e Águas Lunarizadas
 
A diferença são os opostos, o yin e o yang.A energia solar é a energia masculina, quente, do raio dourado, energia ativa, positiva, de movimento, de impulso, tem vibração de crescimento, a energia do Deus. É uma energia de transformação, revolução, é a explosão do motor na ignição. É fogo que proporciona a execução das transmutações alquímicas das idéias e daí resultam as criações.

A energia da Lua, o contra ponto, o raio prateado, o frescor, energia passiva e acolhedora, é receptáculo das idéias, alimento, repouso e descanso, é a água sagrada da fonte, de onde ocorre as formações, é a geração primal, tem pólo negativo. É a energia da Deusa, ilumina sem transformar, ela nutre o âmago, a essência.
Ambas combinadas formam a atuação do casal divino. É o equilíbrio, a harmonia, o UNO da dualidade sagrada.Veja, como somos nós humanos, precisamos do movimento, da vigília, juntamente com o sono, o repouso, Nenhum ser humano sobrevive sem dormir, sem parar, o corpo não agüenta e entra em falência, o inverso ocorre igual.
As propriedades dos Senhores estão presentes em todos os seres e para gerar o bem viver devem estar em harmonia, como o ditado "nem tanto ao mar e nem tanto a terra". Uma das primeiras descompensações nos humanos, e em seus diferentes corpos, é justamente entre esses dois pólos.Daí reside a necessidade da utilização das energias contrapostas, se muito ativos, precisamos de lunarizar e vice versa. Então, as técnicas holísticas, que olham o ser humano em sua completude, trabalham com diversas ferramentas, onde ancoram, ou já existe ancorada as duas formas de energias.
É dessa forma que energizamos nossos cristais, a água. A água aqui entra como um fluído universal, receptivo e amoroso para facilitar o auxílio da propagação e recebimento das energias.... perdemos o costume de tomar banho de sol (o banho consciente, terapêutico, nas horas de emanações solares corretas, as condições físicas de nossos corpos terrenos e, mais ainda o banho lunar, rsrsrsrsrsrs, quem de vocês já ouviu falar com normalidade e atividade corriqueira de banho de lua? por acaso em noites de lua cheia, as praias ficam cheias de cadeiras e nelas corpos estendidos ao luar?) pois é, parece piada mas, não é. Foi exatamente dessa forma que descompensamos, contudo essa foi uma prática que as bruxas sempre praticaram, vem daí toda a mística, das bruxas, da lua cheia, da noite....se as bruxas reconhecem o sagrado feminino e cultuam esse sagrado, parece absolutamente normal que parte de seus trabalhos se dêem à noite, correto?
Na realidade não há muito mistério, ou praticamente nenhum, frente a mentalidade do ser humano de hoje, afinal das contas, já chegamos cientificamente ao conceito da física quântica, aí fica tudo bem mais claro e com sentido e, se perde aquela aura de mistério, segredo, crendices, etc e tal.
Nos reinos vegetais e minerais essas energias estão distribuídas de forma que desde muito se sabe das plantas, minerais, pedras, animais lunares e seus contrapontos solares.
Na valia de mais auxílio específico, o arquiteto do universo, estipulou outras energias específicas e entre cruzadas, são as energia planetárias e astrológicas dos demais corpos celestes, que também atuam em nossos corpos (nos nossos diversos corpos), uns atuando de forma concomitante com a energia do pai SOL, outras alinhadas com a energia da mãe LUA.
Desses simples parágrafos aí acima resultam inúmeros conhecimentos distribuídos nas várias ciências e áreas codificadas pelos homens com o auxílio dos Deuses, de acordo com seu desenvolvimento espiritual.

Abraços e Luz,
Mãe Solange de Iemanjá

CAMPO FLUÍDICO E O MÉDIUM


Livro: Mediunidade & Autoconhecimento
Espírito Augusto & Clayton Levy

 
"Para que um Espírito possa comunicar-se
é necessário haver entre ele e o médium relações fluídicas
que nem sempre se estabelecem de maneira instantânea."
O Livro dos Médiuns, cap. 17 - 203

Quase tudo que se pode observar no mundo exterior nasce
de forças ocultas aos olhos humanos.
No subsolo terrestre, por exemplo, tanto pode surgir a água
que serve à vida quanto a lava que arrasa coletividades.

Do mesmo modo, a flor que balsamiza e o espinheiro que fere,
nascem de sementes que lhes servem de matrizes dentro da terra.
Valendo-se destas imagens, será possível constatar que, no
intercâmbio mediúnico, o campo fluídico, constituindo um dos
componentes necessários ao fenômeno, nasce, primeiro, no mundo
interior do próprio intermediário.

Mediunidade é sintonia.
Sintonia significa conjugação de ondas.
E as ondas brotam das profundezas do ser, onde se localiza o foco
de forças psíquicas, responsável pela atmosfera fluídica que
caracteriza cada um.

Como toda pessoa apresenta oscilações dentro do campo
de idéias em  que gravita, é compreensível que as relações
fluídicas, necessárias ao intercâmbio, não se estabeleçam
de forma instantânea logo nas primeiras tentativas e exercícios.
A qualidade, na comunicação mediúnica, requer tempo,
disciplina, estudo  e paciência.

Por essa razão, além do devido preparo no campo teórico,
caberá ao medianeiro analisar o seu mundo interior,
a fim de avaliar as condições fluídicas que oferece ao intercâmbio.
Que pensamentos cultivas?
Que emoções carregas?
Que ideais alimentas?
Tenta responder, para ti mesmo, a estas questões, porque todo médium
é responsável pela sintonia que estabelece, cabendo a cada um cultivar,
no solo da alma, as sementes da caridade e a água limpa do amor,
para que os resultados colhidos externamente não se limitem à
curiosidade inútil, mas conduzam a uma reflexão capaz de ensejar paz,
consolação e luz.

Muita Paz
Gilberto Adamatti

Abraços e Luz
Mãe Solange de Iemanjá

A RELIGIÃO DO CÉREBRO


MARINO JÚNIOR, Raul. A religião do cérebro: as novas descobertas da neurociência a respeito da fé humana, São Paulo: Editora Gente, 2005, 169 pp.

por Moises de Aguiar Junior — Última modificação 24/10/2007 13:21
Julio Fontana

Raul Marino é professor titular de neurocirurgia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – Hospital das Clínicas de São Paulo –, professor adjunto de neurologia e de psiquiatria da Universidade de São Paulo, diretor do Instituto Neurológico de São Paulo (INESP) e Visiting Scientist, em neurofisiologia, do National Institutes of Health (NIH), Bethesda, Estados Unidos. Marino estudou e trabalhou com os mais renomados pesquisadores da área, dentre eles estão os professores Walle H. Nauta e Paul D. Maclean.
O livro que passo a resenhar pretende ser uma continuação de um trabalho anterior de Marino publicado na década de 1970 com o título Fisiologia das emoções. Esta obra foi uma das primeiras que abordaram a fisiologia do sistema límbico em nosso meio. O atual anseia completar os conhecimentos básicos lançados pelo anterior, relacionando-os às funções mais superiores, ou como o autor prefere chamar, “sublimes”, do cérebro humano.
O livro de Marino tentará demonstrar o que já é, de longa data, do conhecimento de neuropsicólogos e de muitos neurofisiologistas: as experiência subjetivas de nossa mente e de nossa consciência não são apenas o resultado de erros de nossas emoções ou de pensamentos aleatórios. Segundo o autor, “nosso intelecto, nossa memória, nossa afetividade, nosso aprendizado, nossas intuições, nossas motivações religiosas, nosso estado de espírito e o mundo de nossas emoções podem estar associados a eventos neurológicos observáveis, como parte de nossa função cerebral normal.” (p. 13) À primeira vista achei que Marino era mais um fisicalista, entretanto, com o decorrer da leitura percebi estar errado.
Dois pesquisadores de renome internacional exercem, a meu ver, as maiores influências sobre o pensamento de Marino. São eles: John Eccles e Roger Penrose. O primeiro foi um dos neurocientistas mais importantes do último século. Ganhador do Prêmio Nobel de Fisiologia em 1963 por ter sido o primeiro a registrar a atividade elétrica do corpo celular de um neurônio isolado dentro de seu próprio citoplasma. Eccles, afirmou, em 1994, que deve haver uma interação entre a alma e o cérebro. Essa interação, segundo ele, seria mediada por uma entidade especial, a qual denominou de psychon, cujo funcionamento deveria ser ao nível das sinapses entre os neurônios. O outro, Roger Penrose, matemático e físico britânico, em seu livro The emperor’s new mind [A mente nova do imperador] lançou um olhar pelo vasto panorama da ciência moderna e chegou a conclusão que esse conhecimento possivelmente não tinha meios de explicar o mistério supremo da existência: a consciência humana. A chave para a consciência, especulava Penrose, poderia estar escondida na fissura entre as duas principais teorias da física moderna: a mecânica quântica e a relatividade geral. Marino explica mais detalhadamente que Penrose (e Hameroff) não acreditam que os fenômenos da consciência possam ser explicados apenas neurobiologicamente, no plano dos neurônios e das redes neurais. Acham que a chave da consciência e dos pensamentos repousa em eventos quânticos, no plano das diminutas estruturas proteicas – os microtúbulos – situadas no interior dos neurônios, estruturas essas que também se encontram em todas as células do organismo e têm outras funções, incluindo a mediação na divisão celular. Nos neurônios, são responsáveis pelo transporte de proteínas ao longo dos axônios, nos sentidos descendente e ascendente e em relação aos dentritos. Penrose e Hameroff têm demonstrado que essas estruturas funcionam num estágio subatômico, mediando funções quânticas, com uma sensibilidade particular aos anestésicos. Isso sugere que elas modulam a consciência, sendo afetadas sobretudo por anestésicos hidrofóbicos, que causam perda de consciência.
Marino, no décimo capítulo do livro, utiliza as descobertas de Penrose e Hameroff para demonstrar o pretendido por Eccles, a independência da mente com relação ao corpo. Marino, portanto, se afirma como dualista. Abre-se assim, espaço para a religião em seu pensamento. O argumento mais interessante usado pelo autor, sob o meu ponto de vista, é o de que o nosso corpo se renova a cada ano. Na verdade morremos e nascemos a cada ano. Isso seria sentido por nós se não fosse a nossa memória. Memória aqui tem um significado todo especial. Estaria próximo talvez do conceito de durée de H. Bergson. Esta memória seria inexplicável se a fonte que a sustenta não transcendesse a matéria, pois, como mostra Marino, o nosso cérebro está em constante renovação. “Nosso cérebro alberga cerca de 100 bilhões de neurônios; destes, 20 bilhões irão constituir o córtex cerebral – nosso ‘telhado pensante’. Entretanto, milhares de neurônios morrem diariamente, não sendo verdadeiro dizer que morremos com a mesma quantidade de neurônios com que nascemos. Essa morte neuronal é compensada pela renovação contínua de lípides e proteínas que constituem as mebranas celulares, o que leva de alguns dias a algumas semanas para acontecer.” (p. 112)
Após demonstrar que a existência da mente é bastante provável, Marino se empenha em demonstrar que esta sobrevive à morte corporal. Nesses dois pontos verifica-se nitidamente a influência de Eccles sobre o autor. Como Eccles, Marino acredita na imortalidade da alma. Os argumentos são semelhantes, porém, ele também se utiliza dos conhecimentos de Penrose, e propõe que “quando morremos, nossa consciência deixa de ter o aspecto de partículas para assumir o eterno aspecto de ondas.” (p. 115) Segue a teoria da continuidade de Van Lommel a qual afirma que “se a função do cérebro fosse perdida, como na morte clínica ou cerebral, as memórias e a consciência continuariam a existir, perdendo-se apenas a recepção pela interrupção da conexão.” (p. 116) Nas palavras de Marino, “a consciência pode ser experimentada independentemente do funcionamento cerebral, o que poderá futuramente acarretar uma enorme mudança nos paradigmas da medicina, surgindo a possibilidade de se admitir que a morte, assim como o nascimento, constitui meramente a passagem de um estado de consciência para outro.” (p. 117)
Existem muitas outras informações no livro de Marino que são relevantes não apenas para os teólogos como também para os filósofos, pois como alerta Eccles, “os filósofos que apresentam teorias fisicalistas do problema corpo-mente, tais como a teoria da identidade ou a teoria do estado central deveriam basear suas filosofias nos melhores conhecimentos científicos disponíveis sobre o cérebro. Infelizmente, eles se contentam com informações grosseiras e antiquadas que, freqüentemente, os levam a abraçar idéias errôneas.” [1] A teologia e a filosofia, no Brasil, devido ao esforço de uns poucos nomes, estão entrando em diálogo progressivo com as ciências exatas. Esse é um movimento irreversível realizado por essas áreas do saber. Teólogos e filósofos que não se empenharem em realizar esse diálogo ficarão cada vez mais defasados e destituídos de importância perante um cenário, onde a metafísica não morreu como alguns profetizaram, mas se tornou ciência, mesmo que irônica, segundo denominação do ex-editor da revista Scientific American, John Horgan. [2]
Há algumas deficiências no livro de Marino. Acho que ele poderia ter desenvolvido mais detalhada e profundamente a fisiologia do cérebro, mesmo que isso demandasse um aumento considerável no volume da obra. Os capítulos teológicos deveriam ser enriquecidos com conhecimentos advindos de sistemas teológicos mais atuais. Nota-se a ausência de nomes como Wolfhart Pannenberg, Paul Tillich e Jürgen Moltmann. O capítulo que conta como o nosso conhecimento sobre o cérebro se desenvolveu na história está demasiadamente resumido.
Não obstante, é recomendável a leitura do livro que só vem a enriquecer o conhecimento dos nossos teólogos e filósofos e, inclusive, mostra a estes, como essas áreas do saber irão se confrontar com os conhecimentos oriundos das ciências exatas. Creio que esse livro seja o primeiro de um série de outros que façam um estudo transdisciplinar de temas os quais eram originalmente tidos como do domínio teológico e filosófico.

POPPER, Karl e ECCLES, John. O eu e seu cérebro, Campinas/Brasília: Papirus/UNB, 1991, p. 283.

HORGAN, John. O fim da ciência: uma discussão sobre os limites do conhecimento científico, São Paulo: Companhia das Letras, 1998.


Abraços e Luz,
Mãe Solange de Iemanjá


PRETO VELHO E SUAS LINHAS



Eles representam a humildade, força de vontade, a resignação, a sabedoria, o amor e a caridade. São um ponto de ponto de referência para todos aqueles que necessitam: curam, ensinam, educam pessoas e espíritos sem luz. Não têm raiva ou ódio pelas humilhações, atrocidades e torturas a que foram submetidos no passado. Com seus cachimbos, fala pausada, tranqüilidade nos gestos, eles escutam e ajudam àqueles que necessitam, independentes de sua cor, idade, sexo e de religião.





PRETO-VELHOS DE OGUM
São mais rápidos na sua forma incorporativa e sem muita paciência com o médium e as vezes com outras pessoas que estão cambonando e até consulentes. São diretos na sua maneira de falar, não enfeitam muito suas mensagens, as vezes parece que estão brigando, para dar mesmo o efeito de "choque", mais são no fundo extremamente bondosos tanto para com seu médium e para as outras pessoas. São especialistas em consultas encorajadoras , ou seja, mera dose de coragem e segurança para aqueles indecisos e "medrosos". É fácil pensar nessa característica pois Ogum é um Orixá considerado corajoso.

PRETO-VELHOS DE OXUM
São mais lentos na forma de incorporar e até falar. Passam para o médium uma serenidade inconfundível. Não são tão diretos para falar, enfeitam o máximo a conversa para que uma verdade dolorosa possa ser escutada de forma mais amena, pois a finalidade não é "chocar" e sim, fazer com que a pessoa reflita sobre o assunto que está sendo falado. São especialistas em reflexão, nunca se sai de uma consulta de um Preto-velho de Oxum sem um minuto que seja de pensamento interior. As vezes é comum sair até mais confuso do que quando entrou, mais é necessário para a evolução daquela pessoa.

PRETO-VELHOS DE XANGÔ

São raros de ver, contudo devemos também conhece-los.
Sua incorporação é rápida como as de Ogum. Assim como os caboclos de Xangô, trabalham para causas de prosperidade sólida, bens como casa própria, processo na justiça e realizações profissionais. Passam seriedade em cada palavra dita. Cobram bastante de seus médiuns e consulentes.

PRETO-VELHOS DE IANSÃ
São rápidos na sua forma de incorporar e falar. Assim como os de Ogum, não possuem também muita paciência para com as pessoas. Essa rapidez é facilmente entendida, pela força da natureza que os rege, e é essa mesma força lhes permite uma grande variedade de assuntos com os quais ele trata, devido a diversidade que existe dentro desse único Orixá. Esses Preto-velhos retribuem ao médium principalmente a defesa, são rápidos na ajuda. Se cobram a honestidade do seu médium no momento da consulta, não admitem que desconfiem dele (médium). Mesmo assim eles também possuem uma especialidade. Geralmente suas consultas são de impacto, trazendo mudança rápida de pensamento para a pessoa. São especialistas também em ensinar diretrizes para alcançar objetivos, seja pessoal, profissional ou até espiritual. Entretanto, é bom lembrar que sua maior função é o descarrego. É limpar o ambiente, o consulente e demais médiuns do terreiro, de eguns ou espíritos de parentes e amigos que já se foram, e que ainda não se conformaram com a partida permanecendo muito próximos dessas pessoas.


PRETO-VELHOS DE OXOSSI
São os mais brincalhões, suas incorporações são alegres e um pouco rápidas. Esses Preto-velhos geralmente falam com várias pessoas ao mesmo tempo. Possuem uma especialidade: A de receitar remédios naturais, para o corpo e a alma, assim como emplastos, banhos e compressas, defumadores, chás, etc... São verdadeiros químicos em seus tocos. - Afinal não podiam ser diferentes, pois são alunos do maior "químico" - Oxossi.

PRETO-VELHOS DE NANÃ
São raros, assim como os filhos desse Orixá.
Sua maneira de incorporação é de forma mais envelhecida ainda. Lenta e muito pesada. Enfatizando ainda mais a idade avançada. Falam rígido, com seriedade profunda. Não brincam nas suas consultas e prezam sempre o respeito, tanto do médium quanto do consulente, e pessoas a volta como: cambonos e pessoas do terreiro em geral e principalmente do pai ou da mãe de santo.
Cobram muito do seu médium, não admitem roupas curtas ou transparentes, mesmo para médiuns homens. Seu julgamento é severo. Não admite injustiça com seu médium. Costumam se afastar dos médiuns que consideram de "moral fraca". Mais prezam demais a gratidão, de uma forma geral. Podem optar por ficar numa casa, se seu médium quiser sair, se julgar que a casa é boa, digna e honrada. É difícil a relação com esses guias, principalmente quanto há discordância, ou seja, não são muito abertos a negociação no momento da consulta.
São especialistas em conselhos que formem moral, e entendimento do nosso carma, pois isso sem dúvida é a sua função. Atuam também como os de Inhasã e Omulú, conduzindo Eguns.

PRETO-VELHOS DE OBALUAÊ
São simples em sua forma de incorporar e falar. Exigem muito de seus médiuns, tanto na postura quanto na moral. Defendem quem é certo ou quem está certo, independente de quem seja, mesmo que para isso ganhem a antipatia dos outros. Agarram-se a seus "filhos" com total dedicação e carinho, não deixando no entanto de cobrar e corrigir também. Pois entendem que a correção é uma forma de amar. Devido a elevação e a antiguidade do Orixá para o qual eles trabalham, acabam transformando suas consultas em conselhos totalmente diferenciados dos demais Preto-velhos. Ou seja, se adaptam a qualquer assunto e falam deles exatamente com a precisão do momento. Como trabalha para Obaluaê, e este é o "dono das almas", esses Preto-velhos são geralmente chefes de linha e assim explica-se a facilidade para trabalhar para vários assuntos. Sua "visão" é de longo alcance para diversos assuntos, tornando-os capazes de traçar projetos distantes e longos para seus consulentes. Tanto pessoal como profissional e até espiritual. Assim exigem também fiel cumprimento de suas normas, para que seus projetos não saiam errado, para tanto, os filhos que os seguem, devem fazer passo a passo de tudo que lhe for pedido, apenas confiando nesses Preto-velhos. Quando o filho não faz isso, costumam tirar o que já lhe deu, para que o mesmo repense a importância desse Preto-velho em sua vida.
Gostam de contar histórias para enriquecer de conhecimento o médium e as pessoas a volta.
Não trabalham para saúde (essa função é do Erê de Obaluaê). Salvo se essa doença for proveniente de "trabalhos feitos - macumba".

PRETO-VELHOS DE YEMANJÁ
São belos em suas incorporações, contudo mantendo uma enorme simplicidade. Sua fala é doce e meiga. Possuem a paciência das mães e a compreensão também. Cobram pouco de seus médiuns, apenas que eles cumpram a caridade sempre por amor nunca por obrigação. Sua especialidade maior é sem dúvida os conselhos sobre laços espirituais e familiares. Gostam também de trabalhar para fertilidade de um modo geral, e especialmente para as pessoas que desejam engravidar. Utilizando o movimento das ondas do mar, são excelentes para descarregos e passes. Cobram dos seus médiuns que lutem para ter um casamento feliz e sólido, pois para eles só assim poderão ajudar a outras pessoas nesse sentido, já que seu médium já vive essa realidade.

PRETO-VELHOS DE OXALÁ
São bastante lentos na forma de incorporare tornam-se belos principalmente pela simplicidade contida em seus gestos. Raramente dão consulta, sua maior especialidade é o passe de energização. Cobram também bastante de seus médiuns, principalmente no que diz respeito a prática de caridade, assiduidade no terreiro e vaidade.



Autor desconhecido


ADOREI AS ALMAS - 13 DE MAIO







Hoje é dia 13 de maio, dia de nossos queridos e amados Pretos Velhos! Como deixar de falar sobre os espíritos tão iluminados e bondosos que fazem parte dessa linha de trabalho? Como deixar de falar sobre a sabedoria, amorosidade, paciência e humildade que esses espíritos trazem para as nossas vidas todos os dias?  Não dá pra deixar passar, né? Então, vamos lá!

Os Pretos Velhos representam a humildade, força de vontade, a resignação, a sabedoria, o amor e a caridade. São um ponto de referência para todos aqueles que necessitam de ajuda pois curam, ensinam, educam pessoas e espíritos. Não têm raiva ou ódio pelas humilhações, atrocidades e torturas a que os negros foram submetidos no passado. Com seus cachimbos, fala pausada, tranquilidade nos gestos, eles escutam e ajudam àqueles que necessitam, independente de sua cor, idade, sexo ou religião. São extremamente pacientes com os seus filhos e, como poucos, sabem incutir-lhes o conceito de karma e ensinar-lhes a resignação.

Não se pode dizer que em sua totalidade esses espíritos são diretamente os mesmos negros que viveram na época da escravidão. Outros nem negros foram! O que podemos dizer é que, para ajudar aqueles que necessitam, esses espíritos escolheram ou foram escolhidos para voltar à Terra em forma incorporada de Preto Velho. Este comentário pode deixar algumas pessoas meio confusas imaginando que um Preto Velho pode não ter sido preto e nem velho. O que acontece é que esses espíritos assumem esta forma com o objetivo de manter uma perfeita comunicação com aqueles que os vão procurar em busca de ajuda. O espírito que evoluiu tem a capacidade de assumir qualquer forma pois ele é energia viva e conduzente de luz, a forma é apenas uma consequência do trabalho e da missão que eles realizam na Terra. Isso não é uma forma de enganar ou má fé com relação àqueles que neles acreditam, muito pelo contrário, quando se conversa sinceramente eles mesmos nos dizem quem são, caso tenham autorização.

Por isso, se você for falar com um Preto Velho, tenha humildade e saiba escutar, não queira milagres ou que ele resolva seus problemas como em um passe de mágica. Entenda que qualquer solução tem o princípio dentro de você mesmo. Tenha fé, acredite em você, tenha amor a Deus e a você mesmo. Para muitos os Pretos Velhos são conselheiros mostrando a vida e seus caminhos; para alguns são psicólogos, amigos, confidentes, mentores espirituais; para outros são os exorcistas que lutam com suas mirongas, banhos de ervas, pontos de fogo, pontos riscados e outros elementos, apoiados pelos Exus, desfazendo trabalhos. Também combatem as forças negativas (o mal), espíritos obsessores e quiumbas.

Sempre que falo em Preto Velho me lembro de uma mensagem muito bonita que o “Vô Bento” passou aos médiuns do terreiro através de mim. Já faz algum tempo e um trechinho dessa mensagem diz:

“… ser médium é fácil, todos que passaram hoje por assistência são médiuns como vocês e para isso nada é exigido. O difícil é ser INSTRUMENTO DE DEUS e é isso que vocês precisam ser, se realmente querem evoluir e fazer o bem. Para ser instrumento de Deus só precisa ter um CORAÇÃO LEVE, um coração cheio de AMOR pela Espiritualidade e não interesse perante ela. Olhem para dentro de vocês e observem qual é o tipo de amor que vocês têm perante a Espiritualidade. Observem qual é o lado do muro em que vocês estão agora, no lado da troca, onde se espera receber ‘também’, ou  no lado do amor, onde se é capaz somente de ‘dar’. Saibam que é do lado do amor é que estão os verdadeiros Instrumentos de Deus.”

Muito Axé a todos! E um final de semana de muita paz, caridade, humildade e amor a todos!
Escrito por Mãe Mônica Caraccio

Abraços e Luz,
Mãe Solange de Iemanjá

A energia dos cristais



 
Cada cristal tem vários níveis de energia. Basicamente, seu nível mais interior - o núcleo - mantém sua integridade apesar das energias desarmônicas. Já os níveis secundários são relativamente sensíveis ao meio ambiente energético e, à medida que as energias estáticas se acumulam nestes níveis, podem bloquear a emissão energética do cristal. De forma geral, a força áurica de um cristal repelirá um percentual significativo de energia negativa. São as energias fortes e constantes que mais afetam o cristal. Assim sendo, quando estiver sentindo raiva, frustração, tristeza, ou quando ocorreu alguma briga ou discussão no local em que estão dispostos, não se afaste de seu cristal; mas assim que ele tiver cumprido com a sua missão de aliviar este sentimento, trate dele com carinho limpando-o e energizando-o. Lembre-se que ao adquirir um cristal antes de mais nada devemos limpá-lo.

Métodos de Limpeza:
a) Pegue uma bacia de vidro ou de plástico ( não pode ser de alumínio), coloque água e sal grosso, deixando os cristais submersos por 24 horas ou mais.
b) Separe os cristais a serem limpos, deixe-os exposto à chuva forte, desta maneira eles descarregarão as energias negativas para a terra.
c) Ascenda um incenso de seu gosto e assopre a fumaça em direção aos cristais. Faça este processo 3 vezes.

  Métodos de Energização:
a) Para quem mora perto de um rio ou riacho, é uma ótima opção, deixar a água da correnteza cair sobre os cristais.
b) Deixe os cristais exposto à luz solar, no mínimo por seis horas, ou deixe exposto a luz lunar, ficando a noite inteira.
c) Pegue um ou dois cristais de cada vez. Segure-os na mão, deixando a água da torneira cobrir os cristais, imaginando uma luz dourada penetrando no cristal. Permaneça com os cristais na água por 2 minutos ou mais.
d) Enterre os cristais e deixe-os por 24 horas.
e) Deixe os cristais perto de uma Drusa (Quartzo transparente com várias pontas).
                Normalmente, tudo aquilo que pode energizar o ser humano, também energiza o cristal: Sol/Lua; pirâmides (de preferência de cobre); arco-íris; tempestades. Alguns cristais não devem ficar muito tempo exposto a luz solar, são os casos da Ametista, do Quartzo Rosa, Quarto Verde e outros, pois a luz do sol os fazem perder sua tonalidade. Uma outra forma de energizar seria deixar o cristal exposto a luz do luar, ou exposto a tempestades, de preferência aquelas com relâmpagos e trovões .

Métodos de Programação
                Depois de limpo e energizado, os cristais podem ser programados para determinados fins, para isso, olhe fixamente para o cristal e mentalmente peça a ele que realize uma tarefa específica, lembre-se que você deve estar em um ambiente calmo e tranquilo. A programação de um cristal nada mais é que a introdução de uma imagem energética na estrutura do cristal para que ele processe estas imagens e devolva ao seu emissor.
                Para programar um cristal: Visualize claramente uma imagem, seja para harmonia, amor, segurança - sempre imagens positivas- e, quando a imagem estiver bem nítida, direcione-a para dentro do cristal. Para isso, segure o cristal em sua mão direita e leve-o à altura do seu terceiro olho (entre a sobrancelhas) e mande a imagem para dentro do cristal. Visualize claramente a imagem e, mantendo esta forma de pensamento, fale em voz alta para o cristal. Neste método, você estará utilizando tanto a forma mental quanto a vibração da sua voz. Sinta a emoção que você quer manter em seu cristal ou naquele que você irá presentear a alguém. A limpeza dos cristais não apaga a programação, porém podemos fazer uma nova programação para um cristal, tendo o cuidado para não realizar programações conflitantes. Os cristais são sensíveis a mente, por isso, tenha cautela e paciência ao iniciar uma programação. Caso durante a programação surgir alguma interrupção, recomece tudo novamente.

Usos Diversos
 Banhos: Para obter um efeito de energização, escolha alguns cristais de sua preferência e coloque-os na banheira. Após o banho, você deverá limpá-los e energizá-los novamente.
Energização de ambientes: Escolha alguns cristais e coloque-os dentro de um vidro com água, um deles precisa ser quartzo. A medida que a água dentro do vidro for ficando escura, troque-a e lave os cristais.
Uso pessoal: Escolha um cristal e coloque-o dentro de um veludo, carregue-o na bolsa ou em qualquer outro lugar de sua escolha. O cristal também pode ser usado dentro do travesseiro enquanto você dorme.
Plantas: Coloque um cristal de sua preferência perto da raiz da planta a ser energizada.
Para ser absorvida a energia de um cristal, vire a ponto do cristal de modo que fique direcionado à você. Se for passar energia para outra pessoa, direcione a ponta do cristal para a pessoa que irá receber a energia.
Observação: Lembre-se que com a mão direita projetamos, enviamos energia para o cristal e com a mão esquerda estamos recebendo a sua energia.

 
Família do Quartzo
 
Quartzo Branco : Este cristal possui dons infinitos, promove o desbloqueio mental e corporal, também tem o poder de ampliar nossos pensamentos, de abrir portais para comunicações entre as pessoas, ou com o mundo astral . Possui vários dons de cura como: Aliviar dores das costas, hemorragias, problemas circulatórios, má digestão, também é de grande ajuda nos problemas visuais . É um cristal que estimula a concentração e a meditação, trazendo paz ao ambiente, onde é desenvolvido essas atividades
.
Quartzo Rosa : O quartzo rosa deve ser utilizado no chacra cardíaco, o quarto chacra, esse traz uma paz interior, romovendo o equilíbrio emocional, equilíbrio nos relacionamentos, abrindo o coração para o amor, tanto pessoal, como o amor humanitário, fazendo com que as pessoas aceitem melhor umas as outras. É um cristal que traz entusiasmo, criatividade, e o poder de expressão, desenvolve nas pessoas a alegria perdida de viver . Também é de ótima ajuda para desbloquear traumas antigos de um relacionamento que acabou, para descarregar emoções acumuladas, e aquele nervoso do dia-a-dia, do trânsito, do serviço, etc. Servindo como um calmante natural. Com seu dom de aliviar as tensões emocionais, ajuda a restabelecer o ritmo cardíaco, aliviando o stress.

Quartzo Verde : Conhecido também pelo nome de Aventurina, é um cristal para ser utilizado no chacra cardíaco, a cor verde é considerada uma cor calmante, até mesmo desinfetante e desintoxicante, os cromoterapeutas recomendam a cor verde nas paredes de escolas, hospitais, casas de saúdes, e até mesmo nos vitrais de banheiros. Colocado sobre a altura do coração, este cristal acalma o coração, aliviando o stress, trazendo assim equilíbrio para o organismo, devolvendo o ritmo cardíaco, levando-nos a paz mental, e espiritual. Pode ser utilizado também no Plexo Solar, trazendo assim uma ação desintoxicante para o organismo, absorvendo as energias pesadas que adquirimos ao longo do dia. Também é utilizado para atrair dinheiro, bons negócios, e sorte nos jogos .

Quartzo fumê : Este quartzo pode ser usado no chacra básico, o primeiro, ele bloqueia nosso corpo contra as energias negativas, traz equilíbrio as emoções, nos da força para caminhar quando há o medo de errar, nos traz a vontade de aprender, e também de reconhecer nossos erros . Também esta ligado as forças sexuais, aumentando nossa fertilidade .

Citrino: De cor amarela, pode ser chamado de quartzo amarelo, esse cristal tem íntima relação com o mundo material, pois carrega intensa vibração do elemento terra, ele é utilizado para obter a prosperidade, segurança, e domínio sobre a matéria. No corpo deve estar em contato direto com a pele, e pode ser utilizado no Plexo solar, o terceiro chacra, ajudando na digestão, nos problemas urológicos, de pele, depressões, medos, fobias, até mesmo contra pesadelos, pois como mencionado acima, este é um cristal que traz segurança, e solidez .

Ametista : Também conhecido como quartzo violeta, é o cristal da meditação, é utilizada no sétimo chacra, o coronário, traz a coragem, a tranqüilidade, e harmonia . A ametista também é utilizada contra qualquer forma de dor, colocando-a diretamente sobre a parte afetada, também nos leva a um sono tranqüilo, por isso é utilizada embaixo do travesseiro, e também na ajuda contra os males da bebida .

Outros Cristais mais usados
 
Ágata
Desenvolve a coragem e a força, ajudando a descobrir a verdade e a aceitar o destino. Fortalece o corpo e a mente. É uma pedra energética e poderosa. Auxilia no sistema circulatório e no pâncreas.
 
Alexandrita
Ajuda a reconstruir a mente, corpo e o espírito após traumas recente. Beneficia o sistema nervoso, baço e o pâncreas. Traz o equilíbrio emocional e mental. É uma pedra com poderes regenerativos. Cria uma ligação mental, emocional e dos corpos etéricos, levando a um estado maior de equilíbrio. Combate a baixa estima e disordens do sistema nervoso. Inspira felicidade, criatividade, expansão da consciência e o amor pela vida.
 
Âmbar
Permite o corpo a se curar pela absorção e transmutação da energia negativa para positiva. Anima a disposição e estimula o intelecto. Abre o chakra coronário. Ajuda a conectar-se com a consciência da perfeição universal e a realização espiritual. Usado em casos de perda de memória, ansiedade e incapacidade de tomar as próprias decisões.
 
Ametista
Ajuda na parte do crescimento espiritual, levando à alta consciência . Corta as ilusões e é de grande ajuda para os meditadores. Facilita a transmutação das energias baixas para frequências altas, ambos, espiritual e níveis etéricos. Limpa as conexões entre o plano da Terra, outros mundos e multidimensões. Transmuta e equilibra qualquer energia disfuncional localizado em qualquer parte do corpo. Ametista também traz estabilidade, força, vigoração e paz. Usado no tratamento de disordens do sistema nervoso, digestivo e celulares, coração, estômago, pele e dentes. Elimina o stress. Inspira cura, e intuição.
 
Aquamarina
Ajuda na digestão, limpa e equilibra o emocional. Fortalece o fígado, baço e rins. Estimula as células brancas do sangue.
 
Esmeralda
É a pedra do amor incondicional. Fortalece o coração, rins e os sistemas imunes. Equilibra a mente e o corpo físico. Inspira amor, prosperidade, tranquilidade e a paciência. Aumenta a clarividência.
 
Carnélia
Energiza as partes psíquicas, emocionais e mentais. Fortalece o corpo através do emocional, trazendo coragem e resistência. Carnélia ajuda a humanidade a fazer a transição para a quarta dimensão. Inspira concentração, felicidade e sociabilidade.
 
Crisocola
Excelentes para os períodos de dor e tensões pré-menstruais. Fortalece as qualidades femininas. Auxilia na prevenção de úlcera, problemas digestivos e pulmões. Realça o metabolismo. Alivia o sentimento de culpa. Equilibra os chakras. Relaxa os estados de ansiedades e medos, previnindo congestão emocional. Inspira criatividade, o poder pessoal, felicidade e serenidade.
 
Diamante
Transmuta as energias negativas para positivas. Purifica o corpo e o espírito. Amplifica as energias do corpo e da mente. Inspira inocência, purificação, confiança, abundância e serenidade.
 
Jade
Auxilia nos problemas dos olhos. Equilibrador emocional. Radia amor incondicional, coragem, justiça, claridade e sabedoria. Coloca a pessoa em contato com seus potenciais. Ajuda a alcançar a realidade espiritual. Inspira confidência e equilíbrio.
 
Ônix
Traz sabedoria em decisões que precisam ser tomadas. Equilibra ambas as polaridades masculino/feminino. Fortalece a espinha e tira o stress. Alinha por inteiro o corpo físico com altas frequências de energia. Inspira serenidade, auto controle e intuição.
 
Rubi
Usada para preservar o corpo físico e a saúde mental. Estimula o chakra cardíaco. Inspira sabedoria espiritual, saúde, conhecimento, tranquilidade e riqueza.
 
Pedra da Lua
Faz uma conecxão com a fonte de luz interna, em qualquer forma de meditação. Usado em qualquer chakra.
 
Olho de Tigre
Traz uma alta frequência de energia vibracional. Equilibra a percepção.
 
Topázio
Desintoxica o corpo. Desperta e inspira a abundância na saúde, ajudando na regeneração dos tecidos e fortalecendo os órgãos e glândulas. Topázio coopera em seu desenvolvimento espiritual. Inspira paz, tranquilidade, criatividade e expressão.
 
Turmalina Preta
Para quem deseja estar conectado com a consciência da "Nova Era". Traz uma forte proteção, aumentando a sensibilidade e compreensão. Tira o medo e a transmuta a negatividade. Um poderoso curador das disordens da mente.
 
Turqueza
Auxilia na regeneração dos tecidos. Protetor contra todas poluições do meio ambiente, em particular as radiações. Fortalece e alinha todos os chakras. Excelente pedra para usar nas meditação ou em qualquer outra atuação espiritual. Ajuda no crescimento pessoal e expande a consciência. Auxilia nas situações do dia a dia e da sua vida em geral. Tem o propósito de equilibrar e curar o chakra da garganta. Inspira criatividade, paz, equilíbrio emocional, comunicação, lealdade e sabedoria.
 
Fonte:- Santa Sarah Kali
 
Abraços e Luz
Mãe Solange de Iemanjá